{"id":40621,"date":"2009-09-01T17:50:15","date_gmt":"2009-09-01T17:50:15","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2009\/09\/01\/padres-desafiados-a-renovar-a-sua-missao\/"},"modified":"2009-09-01T17:50:15","modified_gmt":"2009-09-01T17:50:15","slug":"padres-desafiados-a-renovar-a-sua-missao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/padres-desafiados-a-renovar-a-sua-missao\/","title":{"rendered":"Padres desafiados a renovar a sua miss\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>Entrevista ao Pe. Jorge Madureira, Secret\u00e1rio da Comiss\u00e3o Episcopal Voca\u00e7\u00f5es e Minist\u00e9rios, a respeito do VI Simp\u00f3sio do Clero em Portugal <!--more--> <\/p>\n<p>Mais de 750 padres de todo o pa&iacute;s re&uacute;nem-se a partir desta Ter&ccedil;a-feira em F&aacute;tima para o VI Simp&oacute;sio do Clero, organizado pela Comiss&atilde;o Episcopal das Voca&ccedil;&otilde;es e Minist&eacute;rios. A iniciativa, que decorre a cada tr&ecirc;s anos, tem desta feita um significado especial por coincidir com o Ano Sacerdotal convocado por Bento XVI.<\/p>\n<p>A respeito desta iniciativa, o Programa Ecclesia foi ao encontro do Pe. Jorge Madureira, Secret&aacute;rio da Comiss&atilde;o Episcopal Voca&ccedil;&otilde;es e Minist&eacute;rios<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>O facto de o Simp&oacute;sio do Clero de Portugal decorrer no Ano Sacerdotal confere-lhe alguma import&acirc;ncia em particular?<\/strong><\/p>\n<p>Sem d&uacute;vida, embora inicialmente n&atilde;o tenha sido pensado para esta converg&ecirc;ncia, porque o Ano Sacerdotal ainda n&atilde;o estava anunciado. A Comiss&atilde;o costuma organizar de tr&ecirc;s em tr&ecirc;s anos o Simp&oacute;sio do Clero. Esta concentra&ccedil;&atilde;o &eacute; uma feliz coincid&ecirc;ncia. Vai-lhe conferir outra import&acirc;ncia, e, pelo n&uacute;mero de inscritos, outra ades&atilde;o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Este simp&oacute;sio &eacute; o encontro de uma elite, de um n&uacute;mero restrito de pessoas, que se re&uacute;ne para pensar sobre o que faz e sobre o que &eacute;, no mundo de hoje?<\/strong><\/p>\n<p>O encontro vai reunir sacerdotes provenientes de todas as dioceses de Portugal, e tamb&eacute;m algumas pessoas que est&atilde;o nos &uacute;ltimos anos do seu processo formativo. N&atilde;o se trata propriamente de uma elite.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>N&atilde;o &eacute; uma reuni&atilde;o &agrave; porta fechada&hellip;<\/strong><\/p>\n<p>N&atilde;o. Trata-se de congregar aquelas pessoas que est&atilde;o configuradas por uma voca&ccedil;&atilde;o muito espec&iacute;fica, que &eacute; a sacerdotal.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>O tema do simp&oacute;sio &eacute;: &laquo;Reaviva o dom que h&aacute; em ti&raquo;. O que &eacute; que se pretende dizer com esta formula&ccedil;&atilde;o?<\/strong><\/p>\n<p>Foi uma forma que se encontrou para estabelecer a liga&ccedil;&atilde;o com o Ano Paulino, e com o impacto que esta figura grande da Igreja provoca, como interpela&ccedil;&atilde;o, na viv&ecirc;ncia e no exerc&iacute;cio do minist&eacute;rio presbiteral. O tema inspira-se numa das suas afirma&ccedil;&otilde;es a um colaborador, a quem pede que reavive o dom que est&aacute; nele. Com essa acentua&ccedil;&atilde;o, pretende-se pedir aos padres em Portugal que entrem nesta mesma l&oacute;gica de aprofundamento e renova&ccedil;&atilde;o do seu minist&eacute;rio.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>O tema manifesta que a identidade do padre n&atilde;o depende s&oacute; dele.<\/strong> <strong>O dom constitui uma parte da identidade sacerdotal.<\/strong><\/p>\n<p>Sim. Eu acho que a&iacute; se faz refer&ecirc;ncia, pelo menos, a dois tipos de iniciativa. &Agrave; do pr&oacute;prio Deus, que confere o dom; e, portanto, &eacute; a Ele que o compete reavivar. Tomar consci&ecirc;ncia disso &eacute; j&aacute; uma parte que nos cabe, como padres, como sacerdotes, esfor&ccedil;ando-nos por uma fidelidade crescente a esse dom.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Quem participar&aacute; como conferencista? E que temas ser&atilde;o propostos &agrave; reflex&atilde;o dos sacerdotes?<\/strong><\/p>\n<p>Temos participa&ccedil;&otilde;es variadas de figuras sacerdotais, algumas internacionais. Vem o Pe. Anselmo Grun, monge beneditino que se tem destacado pelo acompanhamento dos padres, no seu pa&iacute;s e na sua diocese, um pouco &agrave; boa maneira da tradi&ccedil;&atilde;o beneditina, que tem como miss&atilde;o esse acolhimento. O Pe. Grun tem-se igualmente salientado por imensos escritos na &aacute;rea da espiritualidade. E a dimens&atilde;o espiritual &eacute; uma das vertentes acentuadas no simp&oacute;sio.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>J&aacute; se conhece, de alguma forma, o pensamento deste frade?<\/strong><\/p>\n<p>Sim, mas embora ele tenha um centro de acompanhamento de sacerdotes, em que integra uma equipa pluridisciplinar, n&atilde;o escreveu obras espec&iacute;ficas para o sacerd&oacute;cio. Pensamos at&eacute; em publicar as suas confer&ecirc;ncias, porque significam uma mais-valia neste patrim&oacute;nio bibliogr&aacute;fico, enriquecendo a reflex&atilde;o. Mas conhece-se muito do seu pensamento, certamente.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>O Pe. Grun est&aacute;, portanto, centrado na espiritualidade, nomeadamente sacerdotal?<\/strong><\/p>\n<p>Est&aacute; centrado na espiritualidade e no acompanhamento espiritual dos sacerdotes.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Estar&atilde;o tamb&eacute;m presentes figuras da Igreja Cat&oacute;lica em Portugal?<\/strong><\/p>\n<p>Sim. O senhor Cardeal Patriarca vai-nos falar no dia 2, Quarta-feira, sobre &laquo;Crescer como pessoas para servir como pastores&raquo;. Foi-lhe pedido que trate a dimens&atilde;o do crescimento do sacerdote, como pessoa e como homem, com vista ao exerc&iacute;cio cada vez mais capaz da sua miss&atilde;o sacerdotal.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>No programa est&aacute; um biblista, o Pe. Jos&eacute; Tolentino Mendon&ccedil;a, que reflectir&aacute; sobre o tema &laquo;Padres para um tempo novo&raquo;.<\/strong><\/p>\n<p>Aquilo que se pretende, e o que foi pedido ao Pe. Jos&eacute; Tolentino, &eacute; que agregasse a si um grupo de pessoas, e que com elas, em formato de painel, apresentasse desafios a esta assembleia t&atilde;o espec&iacute;fica, sobretudo para que continuem a abrir-se perspectivas de renova&ccedil;&atilde;o da Pastoral e da presen&ccedil;a no mundo, num tempo novo, que &eacute; aquele que nos &eacute; dado viver.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Ser&atilde;o, portanto, apresentadas diferentes experi&ecirc;ncias do trabalho pastoral do sacerd&oacute;cio?<\/strong><\/p>\n<p>Diferentes interpela&ccedil;&otilde;es, vindas de diversos &acirc;mbitos. Este conjunto de pessoas representa outras voca&ccedil;&otilde;es, que n&atilde;o apenas a sacerdotal e ministerial. Vir&atilde;o leigos e figuras femininas, com experi&ecirc;ncias em v&aacute;rios terrenos da vida da Igreja.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Ser&atilde;o interven&ccedil;&otilde;es para desafiar os sacerdotes?<\/strong><\/p>\n<p>Exactamente.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Pelo programa, v&ecirc;-se que a Quarta-feira &eacute; o dia para os conferencistas nacionais. Na Quinta e Sexta-feira estar&atilde;o novamente presentes personalidades da Igreja Cat&oacute;lica internacional.<\/strong><\/p>\n<p>Sim. O Pe. Amadeo Cencini, que tem estudado muito as tem&aacute;ticas relacionadas com a Pastoral Vocacional, mas tamb&eacute;m com a Pastoral Vocacional espec&iacute;fica; concretamente, naquilo que s&atilde;o os seus &uacute;ltimos desenvolvimentos, que respeitam &agrave; &aacute;rea da forma&ccedil;&atilde;o permanente. O contributo que lhe pedimos &eacute; no sentido de nos comunicar a sua reflex&atilde;o, que &eacute; relativamente recente, embora amadurecida no tempo. Espera-se que a sua interven&ccedil;&atilde;o ajude a inspirar alguns dos projectos que as dioceses devem fazer, ou que, pelo menos, devem sustentar e renovar, no &acirc;mbito da forma&ccedil;&atilde;o continuada e permanente.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>No &uacute;ltimo dia, Sexta-feira, o cardeal Hummes encerrar&aacute; o simp&oacute;sio. Quais os motivos desta escolha?<\/strong><\/p>\n<p>Porque preside &agrave; Congrega&ccedil;&atilde;o do Clero. E porque est&aacute; por detr&aacute;s do Ano Sacerdotal. Para a organiza&ccedil;&atilde;o do simp&oacute;sio, foi uma grande alegria saber que ele criou disponibilidade para estar connosco nestes dias.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>O programa tem nomes de refer&ecirc;ncia, tanto pela produ&ccedil;&atilde;o liter&aacute;ria como pela reflex&atilde;o sobre o sacerd&oacute;cio. Pretende-se que o simp&oacute;sio seja marcante neste Ano Sacerdotal e na vida da Igreja Cat&oacute;lica em Portugal?<\/strong><\/p>\n<p>Sim, na linha dos simp&oacute;sios que se t&ecirc;m realizado e da oportunidade que eles t&ecirc;m significado para a renova&ccedil;&atilde;o, reflex&atilde;o, encontro e partilha das v&aacute;rias dioceses, bem como para o aprofundamento dos aspectos mais candentes associados ao sacerd&oacute;cio.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Quais s&atilde;o os aspectos que nos podem preocupar na defini&ccedil;&atilde;o da miss&atilde;o e da identidade dos sacerdotes?<\/strong><\/p>\n<p>O aspecto que foi eleito por Bento XVI, que d&aacute; o tema ao Ano Sacerdotal e que estar&aacute; presente em todas as comunica&ccedil;&otilde;es, &eacute; o da fidelidade do sacerdote, que vive da fidelidade de Cristo. Esta quest&atilde;o &eacute; importante, sobretudo num tempo em que &eacute; tudo muito a prazo. E numa altura em que h&aacute; condi&ccedil;&otilde;es novas para viver o sacerd&oacute;cio, &eacute; importante ir &agrave; fonte, ajudando a dimensionar, com amor para toda a vida, uma entrega que deve ser radical.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Essa entrega deve ser reconfigurada face &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es do presente, podendo ser diferente, por exemplo, no exerc&iacute;cio de lideran&ccedil;a que tem caracterizado a miss&atilde;o do padre?<\/strong><\/p>\n<p>Sim. H&aacute; sempre um exerc&iacute;cio de discernimento da realidade que &eacute; necess&aacute;rio realizar, e que o padre, enquanto respons&aacute;vel de uma comunidade eclesial, deve cumprir, em articula&ccedil;&atilde;o e comunh&atilde;o com todas as outras voca&ccedil;&otilde;es. Ao sacerdote compete fazer surgir e formar essas voca&ccedil;&otilde;es, trabalhando com elas e acompanhando-as, sobretudo no seu compromisso laical, no meio da realidade, no meio da sociedade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Qual &eacute; a motiva&ccedil;&atilde;o deste conjunto de iniciativas? Recorrentemente se diz que as estat&iacute;sticas valem o que valem e que a crise tem diferentes leituras; mas h&aacute; alguma situa&ccedil;&atilde;o de &ldquo;aperto&rdquo;, que faz com que o sacerdote pare para pensar naquilo que &eacute; e faz, ou h&aacute; um querer prestar um servi&ccedil;o com uma qualidade diferente e melhorada?<\/strong><\/p>\n<p>Acho que &eacute; isso mesmo: pensar o ser para qualificar o agir e a miss&atilde;o. Essa &eacute; uma exig&ecirc;ncia teol&oacute;gica. E &eacute; uma exig&ecirc;ncia do pr&oacute;prio minist&eacute;rio, que permanentemente cria aquelas situa&ccedil;&otilde;es que Jesus suscitava com os ap&oacute;stolos: chamava-os para estar com Ele, em lugares de alguma serenidade, permitindo-lhes cuidar do pr&oacute;prio ser, para poderem cuidar de todos os outros a quem s&atilde;o enviados em miss&atilde;o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Sem press&otilde;es de estat&iacute;sticas ou algo do g&eacute;nero?<\/strong><\/p>\n<p>Sim, sem press&otilde;es de estat&iacute;sticas, porque, como disse, valem o que valem. O trajecto de renova&ccedil;&atilde;o do minist&eacute;rio est&aacute; em execu&ccedil;&atilde;o, sobretudo com vigor para o nosso tempo, a partir do Conc&iacute;lio Vaticano II. Tudo aquilo que se tem feito depois, tudo o que o Magist&eacute;rio tem dito, e tudo o que tem proposto &agrave; Igreja, vai no sentido da renova&ccedil;&atilde;o. Mesmo que as estat&iacute;sticas possam n&atilde;o ser favor&aacute;veis, a renova&ccedil;&atilde;o da Pastoral Vocacional continua a ser feita, a alargar-se e a desenvolver-se. Est&atilde;o a abrir-se novos campos de aten&ccedil;&atilde;o e de sementeira. &Eacute; todo esse trabalho que deve e est&aacute; a ser feito, independentemente de qualquer press&atilde;o de outra natureza.<\/p>\n<p>[[v,d,497,Simp&oacute;sio do Clero &#8211; Entrevista ao Pe. Jorge Madureira]]<\/p>\n<p><strong>Quais s&atilde;o as novas estrat&eacute;gias para a Pastoral Vocacional?<\/strong><\/p>\n<p>Mais do que estrat&eacute;gias, trata-se de prestar aten&ccedil;&atilde;o a todas as dimens&otilde;es de uma comunidade, particularmente as que t&ecirc;m especial responsabilidade nesta &aacute;rea. Como j&aacute; tenho dito v&aacute;rias vezes, s&atilde;o todas aquelas que t&ecirc;m tarefas de transmiss&atilde;o da f&eacute;. &Eacute; preciso muito trabalho com estes agentes e educadores da f&eacute;, por exemplo, na Pastoral Familiar. Tudo o que est&aacute; subjacente ao simp&oacute;sio tamb&eacute;m contribui para a Pastoral Vocacional, na medida em que ajuda o padre a tomar consci&ecirc;ncia de que uma vida atractiva, do ponto de vista sacerdotal, interpela positivamente os jovens.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Foi recentemente pedido ao Pe. Jorge Madureira que coordenasse um Servi&ccedil;o Europeu de Voca&ccedil;&otilde;es. Pelo nome, somos levados a perceber que estamos diante de uma problem&aacute;tica encarada a n&iacute;vel do continente?<\/strong><\/p>\n<p>Sim, &eacute; uma problem&aacute;tica que tem incid&ecirc;ncias espec&iacute;ficas na Europa, sobretudo no que est&aacute; subjacente &agrave;s estat&iacute;sticas, que &eacute; a escassez de voca&ccedil;&otilde;es. A tentativa de encarar a quest&atilde;o a n&iacute;vel do continente j&aacute; tem alguns anos. Neste momento, o Servi&ccedil;o procura aperfei&ccedil;oar a leitura que faz da realidade, para que a ac&ccedil;&atilde;o sobre ela possa ser mais convergente e articulada.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Que iniciativas desenvolve o Servi&ccedil;o Europeu de Voca&ccedil;&otilde;es?<\/strong><\/p>\n<p>Promove encontros de forma&ccedil;&atilde;o, em congresso, congregando os departamentos nacionais das Voca&ccedil;&otilde;es de todos os pa&iacute;ses europeus. Re&uacute;nem sempre bastante gente. S&atilde;o uma oportunidade muito interessante de abertura &agrave;s outras realidades eclesiais, contribuindo para a descoberta de tra&ccedil;os comuns que atingem a todos. T&ecirc;m sido momentos muito ricos de experi&ecirc;ncia de Igreja e de aprofundamento daquela que deva ser, do ponto de vista espec&iacute;fico da Pastoral Vocacional, a miss&atilde;o mais acertada.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Encaram-se com optimismo os pr&oacute;ximos tempos, nomeadamente para as necessidades de lideran&ccedil;a que a Igreja Cat&oacute;lica precisa na Europa?<\/strong><\/p>\n<p>N&atilde;o interessaria que algu&eacute;m estivesse neste Servi&ccedil;o de forma desiludida ou desanimada. N&atilde;o faz parte da estrat&eacute;gia evang&eacute;lica da Pastoral Vocacional.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Mas o realismo &eacute; necess&aacute;rio&hellip;<\/strong><\/p>\n<p>O realismo &eacute; muito necess&aacute;rio, sobretudo para perceber, com muita lucidez, os desafios que se t&ecirc;m pela frente. Perceber quais s&atilde;o as dificuldades, frequentemente nascidas de vis&otilde;es muito c&oacute;modas ou que se baseiam nos estere&oacute;tipos de uma cultura que insiste em modelar as voca&ccedil;&otilde;es segundo dinamismos da sociedade, de culturas empresariais ou de outro tipo de associa&ccedil;&otilde;es. Isto est&aacute; muito presente, e &eacute; necess&aacute;rio lembrar a g&eacute;nese de todas as voca&ccedil;&otilde;es, o mist&eacute;rio que lhes d&aacute; origem, que as sustenta e que as radica e, por isso, tamb&eacute;m, qual &eacute; a miss&atilde;o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>De que forma &eacute; que este simp&oacute;sio chegar&aacute; &agrave; opini&atilde;o p&uacute;blica?<\/strong><\/p>\n<p>Chegar&aacute; na medida em que os participantes se fizerem portadores da viv&ecirc;ncia do simp&oacute;sio, mais do que da reflex&atilde;o nele produzida. Estas assembleias costumam ser, nos presbit&eacute;rios das v&aacute;rias dioceses, uma oportunidade muito rica de viv&ecirc;ncia da alegria de se ser padre, num tempo dif&iacute;cil, atrav&eacute;s de uma exist&ecirc;ncia enraizada no mist&eacute;rio de Jesus Cristo, que &eacute; quem d&aacute; o sentido ao sacerd&oacute;cio.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Este ser&aacute; tamb&eacute;m um tempo de debate de quest&otilde;es que, de alguma forma, podem mexer na estrutura e na forma como o sacerd&oacute;cio &eacute; hoje vivido em cada uma das dioceses?<\/strong><\/p>\n<p>Na estrutura, n&atilde;o digo&hellip;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Houve simp&oacute;sios em que alguns temas marcaram o debate dos participantes&hellip;<\/strong><\/p>\n<p>Sim, mas n&atilde;o alteraram a estrutura propriamente dita. N&oacute;s n&atilde;o inventamos o sacerd&oacute;cio; ele &eacute;-nos dado e tem uma vincula&ccedil;&atilde;o a Jesus Cristo; Ele &eacute; que o define e configura; e faz-se na sucess&atilde;o apost&oacute;lica. Mas &eacute; sempre um momento para exprimir aquilo que vai sendo a busca de cada um, aquilo que v&atilde;o sendo as descobertas de cada pessoa. H&aacute; sempre oportunidade para que todas essas provoca&ccedil;&otilde;es possam naturalmente fluir. E isso tem acontecido sempre. S&atilde;o espa&ccedil;os abertos, com reflex&atilde;o, debate e col&oacute;quio com os conferencistas, muitas vezes para contrapor pontos de vista diferentes. &Eacute; um espa&ccedil;o vivo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Depois deste simp&oacute;sio, que outras iniciativas ir&atilde;o marcar o Ano Sacerdotal?<\/strong><\/p>\n<p>A n&iacute;vel mundial, haver&aacute; um conv&eacute;nio, em Roma, para encerrar o Ano. Esta assembleia, que j&aacute; foi publicamente apresentada, ir&aacute; decorrer de 9 a 11 de Junho de 2010. O encontro uma extens&atilde;o na Terra Santa, nos dias seguintes, de 12 a 16. Tamb&eacute;m haver&aacute; algumas recolec&ccedil;&otilde;es, nomeadamente em Ars [Fran&ccedil;a], porque remete-nos para a figura de refer&ecirc;ncia deste ano, que &eacute; S&atilde;o Jo&atilde;o Maria Vianney. De &acirc;mbito nacional, o simp&oacute;sio &eacute; a grande iniciativa. Est&atilde;o a ser pensadas outras, nomeadamente a publica&ccedil;&atilde;o de alguns textos que faltam sobre o sacerd&oacute;cio e a forma&ccedil;&atilde;o sacerdotal, que a Confer&ecirc;ncia Episcopal quer editar. Tratam-se de documentos que est&atilde;o neste momento a ser trabalhados. Haver&aacute; tamb&eacute;m ac&ccedil;&otilde;es a n&iacute;vel diocesano e local, nas par&oacute;quias; nestes casos, as actividades dependem dos senhores bispos. Todos eles, praticamente, j&aacute; dirigiram cartas, mensagens e comunica&ccedil;&otilde;es aos seus diocesanos e aos seus padres sobre o Ano Sacerdotal. Em muitos locais est&atilde;o constitu&iacute;das comiss&otilde;es para fazer essa programa&ccedil;&atilde;o.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entrevista ao Pe. Jorge Madureira, Secret\u00e1rio da Comiss\u00e3o Episcopal Voca\u00e7\u00f5es e Minist\u00e9rios, a respeito do VI Simp\u00f3sio do Clero em Portugal<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[113,114,120,199,203,317],"class_list":["post-40621","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-entrevistas","tag-ano-paulino","tag-ano-sacerdotal","tag-bento-xvi","tag-espiritualidade","tag-europa","tag-terra-santa"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/40621","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=40621"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/40621\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=40621"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=40621"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=40621"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}