{"id":40606,"date":"2009-08-31T16:00:58","date_gmt":"2009-08-31T16:00:58","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2009\/08\/31\/bispo-lamenta-imagens-distorcidas-da-igreja\/"},"modified":"2009-08-31T16:00:58","modified_gmt":"2009-08-31T16:00:58","slug":"bispo-lamenta-imagens-distorcidas-da-igreja","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/bispo-lamenta-imagens-distorcidas-da-igreja\/","title":{"rendered":"Bispo lamenta imagens distorcidas da Igreja"},"content":{"rendered":"<p>D. Ant\u00f3nio Marto deixa desafios \u00e0 Diocese para o novo ano pastoral <!--more--> <\/p>\n<p>O Bispo de Leiria-F&aacute;tima, D. Ant&oacute;nio Marto, considera que existem &ldquo;imagens desfocadas ou mesmo deturpadas da Igreja&rdquo;, defendendo que a mesma &ldquo;n&atilde;o &eacute; uma &lsquo;internacional&rsquo; &agrave; qual se possa pertencer &agrave; dist&acirc;ncia, por inscri&ccedil;&atilde;o e pagamento de cotas, nem uma sociedade de telespectadores, teleouvintes ou cibernautas&rdquo;.<\/p>\n<p>Na <a href=\"http:\/\/www.leiria-fatima.pt\/index.php?url=Artigo.php&amp;recordID=3032&amp;grupo=1\" target=\"_blank\">Carta para o ano pastoral 2009\/2010<\/a>, o prelado, que &eacute; tamb&eacute;m vice-presidente da Confer&ecirc;ncia Episcopal Portuguesa, assinala que &ldquo;um dos factores que mais mina a consci&ecirc;ncia de Igreja e que est&aacute; na base da falta de afecto &agrave; Igreja &eacute; uma vis&atilde;o demasiado humana, meramente sociol&oacute;gica sobre ela, que &eacute; muito redutora&rdquo;.<\/p>\n<p>&ldquo;A opini&atilde;o p&uacute;blica fixa-se, normalmente, no seu aspecto institucional. Ora, a rela&ccedil;&atilde;o com uma institui&ccedil;&atilde;o &eacute; sempre mais fria, mais distante e formal&rdquo;, explica.<\/p>\n<p>D. Ant&oacute;nio Marto&nbsp;diz que &#8220;a&nbsp;imagem da Igreja, muitas vezes transmitida pelos meios de comunica&ccedil;&atilde;o, &eacute; a de uma grande e poderosa organiza&ccedil;&atilde;o internacional da religi&atilde;o crist&atilde;: &agrave; semelhan&ccedil;a de outras grandes organiza&ccedil;&otilde;es, &eacute; representada por especialistas (os altos cargos oficiais) e &eacute; competente para satisfazer as necessidades religiosas. Assemelhar-se-ia a uma multinacional cuja central seria Roma e cujas filiais ou sucursais seriam as dioceses e as par&oacute;quias&#8221;.<\/p>\n<p>P&#8221;or vezes, tamb&eacute;m se veicula a ideia da Igreja como uma Organiza&ccedil;&atilde;o N&atilde;o Governamental (ONG) de benefic&ecirc;ncia ou solidariedade social, uma esp&eacute;cie de &ldquo;Cruz Vermelha&rdquo;para os males sociais; ou ainda como uma ag&ecirc;ncia de moralidade, qual pol&iacute;cia que vela pelos bons costumes&#8221;, acrescenta.<\/p>\n<p>Segundo este respons&aacute;vel, &ldquo;nota-se ainda, a n&iacute;vel europeu, o enfraquecimento e at&eacute; a perda da consci&ecirc;ncia eclesial, isto &eacute;, da consci&ecirc;ncia do verdadeiro sentido da Igreja e da perten&ccedil;a afectiva e efectiva a ela&rdquo;.<\/p>\n<p>&ldquo;Diversos factores de ordem cultural e social contribuem para isso, sobretudo o crescente individualismo da cultura contempor&acirc;nea que enfraquece os la&ccedil;os interpessoais e o sentido de perten&ccedil;a&rdquo;, precisa.<\/p>\n<p>Neste contexto, o novo ano pastoral em Leiria-F&aacute;tima &ldquo;ser&aacute; dedicado &agrave; edifica&ccedil;&atilde;o da comunidade crist&atilde;, &agrave; revitaliza&ccedil;&atilde;o do seu tecido interior e das suas estruturas e &agrave; (re)organiza&ccedil;&atilde;o pastoral que isso exige&rdquo;.<\/p>\n<p>O documento fala numa &ldquo;diminui&ccedil;&atilde;o acentuada do n&uacute;mero de padres no servi&ccedil;o pastoral, por motivos de idade ou doen&ccedil;a&rdquo;, e da &ldquo;escassez de voca&ccedil;&otilde;es ao sacerd&oacute;cio&rdquo;.<\/p>\n<p>Para D. Ant&oacute;nio Marto &ldquo;todos somos chamados a um maior empenho na edifica&ccedil;&atilde;o de comunidades crist&atilde;s vivas, na base do duplo princ&iacute;pio da comunh&atilde;o e da corresponsabilidade&rdquo;.<\/p>\n<p>A carta pastoral tem como t&iacute;tulo &ldquo;Ir ao cora&ccedil;&atilde;o da Igreja&rdquo;, sublinhando que muitos &ldquo;s&oacute; conhecem a Igreja por fora e, por isso, n&atilde;o conhecem o seu cora&ccedil;&atilde;o, a sua beleza interior, n&atilde;o lhe t&ecirc;m afecto, nem t&ecirc;m motiva&ccedil;&atilde;o interior para lhe dedicar a sua colabora&ccedil;&atilde;o&rdquo;.<\/p>\n<p>O Bispo admite que &ldquo;a Igreja n&atilde;o precisa de inventar a sua vis&atilde;o, porque esta j&aacute; se encontra no Evangelho, mas tem necessidade de a redescobrir e aprofundar em cada tempo perante novas situa&ccedil;&otilde;es e novos desafios&rdquo;. 45 anos ap&oacute;s a conclus&atilde;o do Conc&iacute;lio Vaticano II, diz ainda, &ldquo;verificamos que ainda h&aacute; muito caminho para andar&rdquo;.<\/p>\n<p>Falando, mais &agrave; frente, de &ldquo;cinco elementos fundamentais da vida comunit&aacute;ria&rdquo;, &nbsp;D. Ant&oacute;nio Marto apela &agrave; &ldquo;perseveran&ccedil;a na frac&ccedil;&atilde;o do p&atilde;o&rdquo;, isto &eacute;, na Eucaristia.<\/p>\n<p>&ldquo;A comunh&atilde;o dos fi&eacute;is em Cristo exige, por natureza, a assembleia &agrave; volta de Cristo ressuscitado e a comunh&atilde;o com Ele. Esta &eacute; absolutamente necess&aacute;ria para a Igreja como tal e para cada crist&atilde;o&rdquo;, escreve.<\/p>\n<p>Este respons&aacute;vel refere ainda que &ldquo;h&aacute; que promover, em cada par&oacute;quia, a constitui&ccedil;&atilde;o ou revitaliza&ccedil;&atilde;o de grupos ou movimentos que colaborem nos v&aacute;rios sectores da pastoral da comunidade&rdquo;.<\/p>\n<p>A carta apresenta um &ldquo;Modelo de pastoral integrada e integral&rdquo;, em que se fala no fim do &ldquo;tempo da par&oacute;quia e do p&aacute;roco auto-suficientes e isolados, que respondiam sozinhos a todos os problemas, exig&ecirc;ncias e situa&ccedil;&otilde;es&rdquo;.<\/p>\n<p>D. Ant&oacute;nio Marto quer uma rejei&ccedil;&atilde;o clara, por parte dos fi&eacute;is, &ldquo;&agrave; divis&atilde;o, &agrave; desresponsabilidade (indiferen&ccedil;a) e &agrave; estagna&ccedil;&atilde;o ou ao imobilismo&rdquo;.<\/p>\n<p>&ldquo;Estamos conscientes de que s&atilde;o necess&aacute;rias uma mudan&ccedil;a de mentalidade, criatividade e convers&atilde;o pastoral que mexe com h&aacute;bitos adquiridos. Mas uma simples &laquo;pastoral de conserva&ccedil;&atilde;o&raquo;, al&eacute;m de ser est&eacute;ril, mostra-se irrespons&aacute;vel e, ouso dizer, objectivamente pecaminosa, porque surda, se n&atilde;o mesmo hostil &agrave; voz de Deus e ao seu chamamento na hora actual&rdquo;, conclui.<\/p>\n<p>O presente ano pastoral culminar&aacute; com um Grande Encontro Diocesano, na cidade de Leiria, nos dias 21, 22 e 23 de Maio de 2010, com o t&iacute;tulo &ldquo;Festa da F&eacute;: Rosto(s) da Igreja diocesana&rdquo;.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>D. 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