{"id":40468,"date":"2009-08-19T15:09:47","date_gmt":"2009-08-19T15:09:47","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2009\/08\/19\/mensagem-para-o-dia-mundial-do-turismo\/"},"modified":"2009-08-19T15:09:47","modified_gmt":"2009-08-19T15:09:47","slug":"mensagem-para-o-dia-mundial-do-turismo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/mensagem-para-o-dia-mundial-do-turismo\/","title":{"rendered":"Mensagem para o Dia Mundial do Turismo"},"content":{"rendered":"<p><em>O&nbsp;turismo, consagra&ccedil;&atilde;o da diversidade<\/em><\/p>\n<p>O tema da Jornada Mundial do Turismo, proposto pela competente Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial &ndash; O turismo, consagra&ccedil;&atilde;o da diversidade &ndash;, abre-nos caminhos para o encontro com o ser humano na sua diversidade, na sua riqueza antropol&oacute;gica.&nbsp;<\/p>\n<p>A diversidade &eacute; um facto, uma realidade e, como nos lembra o Papa Bento XVI, &eacute; tamb&eacute;m um facto positivo, um bem e n&atilde;o uma amea&ccedil;a ou um perigo, a ponto de ele desejar que &ldquo;as pessoas n&atilde;o s&oacute; aceitem a exist&ecirc;ncia da cultura do outro, mas que tamb&eacute;m desejem enriquecer gra&ccedil;as a ela&rdquo;.(1)<\/p>\n<p>A experi&ecirc;ncia da diversidade cultural &eacute; pr&oacute;pria da exist&ecirc;ncia humana, tamb&eacute;m porque o desenvolvimento pessoal avan&ccedil;a em etapas que favorecem o crescimento e o amadurecimento das pessoas. A descoberta da diversidade cultural acontece progressivamente, na medida em que nos confrontamos com quem e com quantos nos circundam, o que nos permite descobrir o que nos distingue dos que s&atilde;o diferentes de n&oacute;s.<\/p>\n<p>Pela avalia&ccedil;&atilde;o positiva do diferente, constatamos a exist&ecirc;ncia de um paradoxo: se por um lado se constata, neste tempo de globaliza&ccedil;&atilde;o, que as culturas e as religi&otilde;es se aproximam cada vez mais, e que no cora&ccedil;&atilde;o de todas as culturas nasce um aut&ecirc;ntico desejo de paz, por outro lado observa-se a exist&ecirc;ncia de preconceitos e mal entendidos profundamente enraizados, que levantam barreiras e alimentam divis&otilde;es. &Eacute; o medo do diferente, do desconhecido.<\/p>\n<p>Devemos trabalhar para substituir a discrimina&ccedil;&atilde;o, a xenofobia e a intoler&acirc;ncia pela compreens&atilde;o e aceita&ccedil;&atilde;o rec&iacute;proca, percorrendo os caminhos do respeito, da educa&ccedil;&atilde;o e do di&aacute;logo aberto, construtivo e comprometido.<\/p>\n<p>Nesse esfor&ccedil;o a Igreja tem uma fun&ccedil;&atilde;o importante, partindo da profunda convic&ccedil;&atilde;o manifestada por Paulo VI, na Enc&iacute;clica <em>Ecclesiam suam<\/em>, de que &ldquo;A Igreja deve entrar em di&aacute;logo com o mundo em que lhe toca viver. A Igreja faz-se palavra, a Igreja faz-se mensagem, a Igreja faz-se col&oacute;quio&rdquo;.(2) &Eacute; um di&aacute;logo construtivo e sincero que, para ser aut&ecirc;ntico, &ldquo;n&atilde;o deve ceder ao relativismo e ao sincretismo, e deve ser animado pelo respeito sincero aos demais e por um generoso esp&iacute;rito de reconcilia&ccedil;&atilde;o e fraternidade&rdquo;.(3)<\/p>\n<p>Dessa perspectiva, o turismo, ao p&ocirc;r em contacto pessoas com diferentes modos de viver, que praticam distintas religi&otilde;es, com outras formas de ver o mundo e a sua hist&oacute;ria(4), &eacute; tamb&eacute;m uma ocasi&atilde;o para o di&aacute;logo e a escuta e se constitui num convite para que as pessoas n&atilde;o se fechem em torno da sua pr&oacute;pria cultura, sem abrir-se e p&ocirc;r-se em contacto com modos de pensar e de viver diferentes.(5) N&atilde;o deve surpreender, portanto, que sectores extremistas e grupos terroristas de &iacute;ndole fundamentalista sinalizem o turismo como um perigo e um objectivo a destruir. O conhecimento m&uacute;tuo ajudar&aacute; &ndash; esperamos ardentemente &ndash; a construir uma sociedade mais justa, solid&aacute;ria e fraterna.<\/p>\n<p>A&nbsp;experi&ecirc;ncia inicial do homem a respeito da diversidade &eacute;, hoje, tamb&eacute;m vivida no mundo virtual, metr&oacute;pole c&oacute;smica oferecida permanentemente a cada um de n&oacute;s. Gra&ccedil;as a essa forma de &ldquo;turismo&rdquo; virtual, a diversidade &eacute; observada de perto, facilitando a aproxima&ccedil;&atilde;o com o diferente long&iacute;nquo. Esse turismo &eacute; o primeiro passo para consagrar a diversidade.<\/p>\n<p>O&nbsp;turismo &eacute;, sobretudo, entendido como deslocamento f&iacute;sico, que evidencia a diversidade natural, ecol&oacute;gica, social, cultural, patrimonial e religiosa e que tamb&eacute;m nos faz descobrir o trabalho partilhado, a coopera&ccedil;&atilde;o entre os povos e a unidade dos seres humanos, na magn&iacute;fica e desconcertante diversidade das suas realiza&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p>Na descoberta da diversidade aparecem tamb&eacute;m paradoxos e limites: se o turismo se desenvolve com aus&ecirc;ncia de uma &eacute;tica de responsabilidade, paralelamente toma corpo o perigo da uniformidade e da beleza como &ldquo;fascinatio nugacitatis&rdquo; (cfr. Sb 4,12). Assim sucede, por exemplo, quando os nativos exibem para os turistas espect&aacute;culos de suas tradi&ccedil;&otilde;es, oferecendo a diversidade como um produto comercial, com o &uacute;nico objectivo de lucro.<\/p>\n<p>Tudo isso exige um esfor&ccedil;o, tanto por parte do visitante como do nativo que o acolhe, de assumir um comportamento de abertura, respeito, proximidade e confian&ccedil;a de que, o desejo do turista de encontrar-se com outros, respeitando-os na sua diversidade pessoal, cultural e religiosa, leve ambos a abrirem-se ao di&aacute;logo e &agrave; compreens&atilde;o.(6)<\/p>\n<p>A diversidade fundamenta-se no mist&eacute;rio de Deus. A Palavra criadora est&aacute; na origem da riqueza das esp&eacute;cies, especialmente de quem &eacute; &ldquo;imagem e semelhan&ccedil;a&rdquo; de Deus. Essa Palavra b&iacute;blica, po&eacute;tica, &eacute; a da diversidade, fundadora da identidade de cada criatura, sendo o Criador o primeiro a contemplar a beleza-bondade de tudo aquilo que Ele fez (cfr. Gen 1). Deus &eacute; tamb&eacute;m essa for&ccedil;a maravilhosa, princ&iacute;pio da unidade de todas as diversidades que aparecem como &ldquo;uma manifesta&ccedil;&atilde;o particular do Esp&iacute;rito para o bem comum&rdquo;(l Cor 12,7). Contemplando a diversidade, o homem descobre as pegadas divinas e humanas. Para aquele que cr&ecirc;, o conjunto das diversidades abre caminhos para ele aproximar-se da infinita grandeza de Deus. Para n&oacute;s o turismo, como fen&oacute;meno poss&iacute;vel de consagra&ccedil;&atilde;o da diversidade, pode ser crist&atilde;o, caminho aberto para a profiss&atilde;o contemplativa da f&eacute;.<\/p>\n<p>Deus confia &agrave; Igreja a tarefa de trabalhar por meio de Cristo Jesus, gra&ccedil;as ao Esp&iacute;rito, por uma nova cria&ccedil;&atilde;o, recapitulando n&rsquo;Ele (cfr. Ef 1,9-10) todo o tesouro da diversidade humana que o pecado tem transformado em divis&atilde;o e conflitos(7), de modo que contribua &ldquo;para a cria&ccedil;&atilde;o, sob o Esp&iacute;rito de Pentecostes, de uma nova sociedade em que as diferentes l&iacute;nguas e culturas j&aacute; n&atilde;o constituir&atilde;o limites insuper&aacute;veis, como aconteceu depois de Babel, na qual, precisamente por causa dessa diversidade, seja poss&iacute;vel concretizar-se uma nova maneira de comunica&ccedil;&atilde;o e de comunh&atilde;o&rdquo;.(8)<\/p>\n<p>Esses s&atilde;o pensamentos que podem incentivar ao compromisso daqueles que se ocupam da pastoral espec&iacute;fica do turismo, especialmente na sua aten&ccedil;&atilde;o &agrave;quele que sofre de alguma maneira como sequ&ecirc;ncia do fen&oacute;meno do turismo, que tamb&eacute;m &eacute; um sinal do nosso tempo e traz consigo aspectos positivos que destacamos por ocasi&atilde;o do 40&deg; anivers&aacute;rio de publica&ccedil;&atilde;o de <em>Peregrinans in terra<\/em>.<\/p>\n<p>Que o sopro divino ven&ccedil;a toda esp&eacute;cie de xenofobia, discrimina&ccedil;&atilde;o e racismo, torne pr&oacute;ximos os que est&atilde;o distantes, na vis&atilde;o da unidade\/diversidade de uma fam&iacute;lia humana aben&ccedil;oada por Deus. O Esp&iacute;rito &eacute; que re&uacute;ne, na unidade e na paz, na harmonia e na admira&ccedil;&atilde;o rec&iacute;proca. N&rsquo;Ele h&aacute; ordem e bondade ao longo dos sete dias da cria&ccedil;&atilde;o. Que Ele entre, igualmente, na dif&iacute;cil hist&oacute;ria humana, gra&ccedil;as tamb&eacute;m ao turismo.<\/p>\n<p><em>Cidade do Vaticano, 24 de Junho de 2009.<\/em><\/p>\n<p><em>D. Antonio Maria Vegli&ograve; &#8211; Presidente<br \/>D. Agostino Marchetto &#8211; Arcebispo Secret&aacute;rio<\/em><\/p>\n<p><em>Conselho Pontif&iacute;cio para a Pastoral dos Migrantes e Itinerantes<\/em><\/p>\n<p><strong>Notas:<br \/><\/strong>(1) BENTO XVI, Mensagem por ocasi&atilde;o da jornada de estudo sobre o tema &ldquo;Culturas e religi&otilde;es em di&aacute;logo&rdquo; organizada pelo Pontif&iacute;cio Conselho para o Di&aacute;logo Inter-religioso e o Pontif&iacute;cio Conselho da Cultura, 3 de dezembro de 2008: L&rsquo;Observatore Romano, n. 287 (45.027), 9-10 de dezembro de 2008, p. 1. Na mesma linha se manifestava Jo&atilde;o Paulo II: &ldquo;Querer ignorar a realidade da diversidade &ndash; ou, pior ainda, tratar de anul&aacute;-la &ndash; significa excluir a possibilidade de explorar as profundidades do mist&eacute;rio da vida humana. A verdade sobre o homem &eacute; o crit&eacute;rio imut&aacute;vel com o qual todas as culturas s&atilde;o julgadas, mas cada cultura tem algo a ensinar acerca de uma ou outra dimens&atilde;o daquela complexa verdade. Portanto, a &lsquo;diferen&ccedil;a&rsquo; que alguns consideram t&atilde;o amea&ccedil;adora poder&aacute; ser, mediante um di&aacute;logo respeitoso, a fonte de uma compreens&atilde;o mais profunda do mist&eacute;rio da exist&ecirc;ncia humana.&rdquo; (Discurso na Assembleia Geral da ONU no 50&deg; anivers&aacute;rio de sua funda&ccedil;&atilde;o, 5 de outubro de 1995, n. 10: Insegnamenti di Giovanni Paolo II, XVIII &ndash; 1995 &ndash; Libreria Editrice Vaticana, 1998, p. 738).<\/p>\n<p>(2) Paulo VI, Carta Enc&iacute;clica Eclesiam suam, 6 de Agosto 1964, n. 67: AAS LVI (1964), p. 639<\/p>\n<p>(3) Bento XVI, Mensagem por ocasi&atilde;o de uma jornada de estudo sobre o tema &ldquo;Culturas e religi&otilde;es em di&aacute;logo&rdquo;, l.c.<\/p>\n<p>(4) Cfr. PONTIF&Iacute;CIO CONSELHO PARA A PASTORAL DOS MIGRANTES E ITINERANTES, Instru&ccedil;&atilde;o Erga migrantes caritas Christi (A caridade de Cristo para com os migrantes), 3 de maio de 2004, n. 30 AAS XCVI (2004), p. 778.<\/p>\n<p>(5) &rdquo;Filho de sua pr&oacute;pria cultura, o viajante, o turista, sai ao encontro\/desencontro dos filhos de outra cultura e, se estabelece um di&aacute;logo com eles, aceita deixar-se interpelar pelos elementos que enriquecem o seu patrim&ocirc;nio intelectual, espiritual e cultural. Pode ser levado, em consequ&ecirc;ncia, a questionar alguns de seus comportamentos, de seus prejulgamentos, inclusive das cren&ccedil;as que influenciam sua vida quotidiana&rdquo;. (PONTIF&Iacute;CIO CONSELHO PARA A PASTORAL DOS MIGRANTES E ITINERANTES, Documento Final da IV Reuni&atilde;o Europeia da Pastoral do Turismo, 29-30 de abril de 2009, n. 34).<\/p>\n<p>(6) Cfr. BENTO XVI, Mensagem por ocasi&atilde;o da Jornada Mundial de Turismo, 16 de julho 2005: Insegnamenti di Benedetto XVI, I (2005), Libreria Vaticana, 2006, p. 339.<\/p>\n<p>(7) Cfr. PONTIF&Iacute;CIO CONSELHO PARA A PASTORAL DOS MIGRANTES E ITINERANTES, Introdu&ccedil;&atilde;o Erga migrantes caritas Christi (A caridade de Cristo para com os migrantes), I.c., n. 102.<\/p>\n<p>(8) Cfr. PONTIF&Iacute;CIO CONSELHO PARA A PASTORAL DOS EMIGRANTES E ITINERANTES, Introdu&ccedil;&atilde;o Erga migrantes caritas Christi (A caridade de Cristo para com os migrantes), I.c., n. 89.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O&nbsp;turismo, consagra&ccedil;&atilde;o da diversidade O tema da Jornada Mundial do Turismo, proposto pela competente Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial &ndash; O turismo, consagra&ccedil;&atilde;o da diversidade &ndash;, abre-nos caminhos para o encontro com o ser humano na sua diversidade, na sua riqueza antropol&oacute;gica.&nbsp; A diversidade &eacute; um facto, uma realidade e, como nos lembra o Papa Bento XVI, &eacute; [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[120,320],"class_list":["post-40468","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos","tag-bento-xvi","tag-turismo"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/40468","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=40468"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/40468\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=40468"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=40468"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=40468"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}