{"id":40440,"date":"2009-08-17T16:18:20","date_gmt":"2009-08-17T16:18:20","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2009\/08\/17\/homilia-de-d-antonio-carrilho-na-solenidade-de-nossa-senhora-do-monte\/"},"modified":"2009-08-17T16:18:20","modified_gmt":"2009-08-17T16:18:20","slug":"homilia-de-d-antonio-carrilho-na-solenidade-de-nossa-senhora-do-monte","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/homilia-de-d-antonio-carrilho-na-solenidade-de-nossa-senhora-do-monte\/","title":{"rendered":"Homilia de D. Ant\u00f3nio Carrilho na Solenidade de Nossa Senhora do Monte"},"content":{"rendered":"<p><em>Homilia na Celebrar a Padroeira, comprometendo a Vida<\/em><\/p>\n<p>Monte, 15 de Agosto de 2009&nbsp;<\/p>\n<p>&ldquo;Exultemos de alegria no Senhor, ao celebrar este dia de festa em honra da Virgem Maria&rdquo; &ndash; Assim canta hoje a Igreja, na multid&atilde;o dos seus filhos, espalhados pelo mundo, na alegre solenidade lit&uacute;rgica da Assun&ccedil;&atilde;o de Nossa Senhora ao C&eacute;u; assim cantamos n&oacute;s, em comunh&atilde;o com a Igreja universal, ao celebrarmos, aqui, a Festa da Senhora do Monte, Padroeira da Cidade e da Diocese do Funchal.<\/p>\n<p>&Eacute;, pois, com muita alegria, respeito e religiosa venera&ccedil;&atilde;o, que nos encontramos neste santu&aacute;rio, que h&aacute; mais de 400 anos tem acolhido e abra&ccedil;ado gera&ccedil;&otilde;es sucessivas de homens e mulheres crentes, peregrinos e devotos da Senhora do Monte.<\/p>\n<p>Aqui acorre gente de todas as idades e tantas fam&iacute;lias, que v&ecirc;m agradecer os dons recebidos, pedir o aux&iacute;lio, o conforto e a esperan&ccedil;a do Alto, sobretudo quando pesa a cruz, quando vem o sofrimento e a doen&ccedil;a, quando falta a alegria e a for&ccedil;a para caminhar.<\/p>\n<p>Nesta solene concelebra&ccedil;&atilde;o eucar&iacute;stica, juntos louvamos e agradecemos ao Senhor toda a protec&ccedil;&atilde;o e benef&iacute;cios alcan&ccedil;ados, atrav&eacute;s da especial solicitude materna da nossa Padroeira. E unidos por fortes la&ccedil;os de fraterna solidariedade, expressamos a nossa comunh&atilde;o com todos os irm&atilde;os emigrantes, que em terras distantes vivem e testemunham a sua f&eacute;, de modo especial aqueles que nos acompanham atrav&eacute;s da r&aacute;dio (PEF) e da televis&atilde;o (RTP-Internacional).&nbsp;<\/p>\n<p><strong>M&atilde;e de Cristo e da Igreja<br \/><\/strong>O livro do Apocalipse, em que se insere o texto da primeira leitura, est&aacute; cheio de sinais e grandiosas vis&otilde;es simb&oacute;licas. Nele se apresenta uma figura de Mulher, Esposa e M&atilde;e, de surpreendente Beleza, &ldquo;vestida de sol, com a lua debaixo dos p&eacute;s e uma coroa de doze estrelas na cabe&ccedil;a&rdquo; (Ap 12,1): &eacute; a imagem de Maria, que pela f&eacute; e pelo amor, gerou e deu ao mundo Jesus Cristo, o Filho de Deus; ela &eacute;, tamb&eacute;m, figura da Igreja da qual vir&atilde;o a nascer, na sucess&atilde;o dos tempos, todos aqueles que, em Cristo, s&atilde;o constitu&iacute;dos filhos e herdeiros de Deus (cf. Rom 8, 17). Por sua vez, o drag&atilde;o, apostado em destruir o filho que estava para nascer (cf. Ap 12,4), representa todas as for&ccedil;as negativas e o poder do mal, que pretendem destruir o Menino, o Salvador da humanidade.<\/p>\n<p>Maria, a Mulher santa, feliz na eternidade de Deus e revestida da Sua mesma Claridade, &ldquo;entrou intimamente na hist&oacute;ria da salva&ccedil;&atilde;o&rdquo; (Conc&iacute;lio Vaticano II, Lumen Gentium, 65) e acompanha os filhos da Igreja, com profundo amor maternal, no meio das tempestades, persegui&ccedil;&otilde;es e sofrimentos da humanidade, no seu percurso hist&oacute;rico e existencial. &Eacute; o sinal do triunfo do Amor sobre o &oacute;dio e a certeza de que Maria n&atilde;o se distanciou de n&oacute;s, antes nos acompanha sol&iacute;cita, com ternura de M&atilde;e, em todo o desenrolar da miss&atilde;o e do compromisso hist&oacute;rico da Igreja. Maria &eacute;, de facto, a M&atilde;e de Cristo, M&atilde;e da Igreja e nossa M&atilde;e!&nbsp;<\/p>\n<p>Deus reflecte-Se em Maria, espelho pur&iacute;ssimo, isento de toda a maldade, e nela manifesta a Sua predilec&ccedil;&atilde;o e complac&ecirc;ncia. A Igreja cr&ecirc; que n&atilde;o podia sofrer a corrup&ccedil;&atilde;o da morte esta Mulher de excelsa beleza, preservada do pecado original, a M&atilde;e do Filho de Deus, que viveu intimamente os mist&eacute;rios de Jesus at&eacute; &agrave; Cruz e Ressurrei&ccedil;&atilde;o. Deus eleva Maria ao C&eacute;u, em corpo e alma, para a tornar participante da gl&oacute;ria de Seu Filho Ressuscitado. Nisto se exprime o mist&eacute;rio da gloriosa Assun&ccedil;&atilde;o de Nossa Senhora.<\/p>\n<p>A carta de S. Paulo aos Cor&iacute;ntios, proclamada na segunda leitura (1Cor 15, 20-27), p&otilde;e em evid&ecirc;ncia uma reflex&atilde;o teol&oacute;gica do Ap&oacute;stolo sobre a Ressurrei&ccedil;&atilde;o de Cristo: por Ele &ldquo;veio a ressurrei&ccedil;&atilde;o dos mortos&rdquo;, n&rsquo;Ele &ldquo;ser&atilde;o todos restitu&iacute;dos &agrave; vida&rdquo; (1Cor 15,22). Toda a Humanidade, solid&aacute;ria com Jesus, acompanha-O na Ressurrei&ccedil;&atilde;o: com a Sua glorifica&ccedil;&atilde;o, todos os males ser&atilde;o vencidos, definitivamente, &ldquo;porque Deus &eacute; um Deus de vivos e n&atilde;o de mortos&rdquo; (Mc 12,27).&nbsp;<\/p>\n<p>A Palavra de Deus transcende a hist&oacute;ria e ilumina a dignidade humana, em todos os tempos, lugares e situa&ccedil;&otilde;es. A sede de eternidade, gravada no cora&ccedil;&atilde;o de cada homem e cada mulher, confirma esta certeza da nossa f&eacute;, na comunh&atilde;o de Vida com Deus, com a Virgem Maria e os irm&atilde;os, que j&aacute; partiram deste mundo para o Pai.&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Servir com alegria e amor<br \/><\/strong>Na sugestiva e bel&iacute;ssima p&aacute;gina do Evangelho de S. Lucas (1,39-56), escut&aacute;mos e acompanh&aacute;mos a jovem Maria, que sobe apressadamente a montanha da Judeia para ajudar sua prima Isabel, que estava gr&aacute;vida. O &ldquo;Sim&rdquo; incondicional de Maria a Deus, face ao admir&aacute;vel mist&eacute;rio do Verbo Encarnado, abre-lhe um horizonte imprevis&iacute;vel de total doa&ccedil;&atilde;o e servi&ccedil;o aos outros. A sua f&eacute; profunda e viva &eacute; din&acirc;mica: cheia de amor e de alegria corre a visitar e a ajudar Isabel, avan&ccedil;ada em anos.<\/p>\n<p>O encontro feliz entre as duas m&atilde;es ficou c&eacute;lebre na Hist&oacute;ria da Salva&ccedil;&atilde;o. Maria e Isabel irrompem em c&acirc;nticos de louvor. &Eacute; a festa do Amor e da Alegria, porque Aquele que &eacute; a Vida e a Luz do mundo, est&aacute; a chegar! Mist&eacute;rio admir&aacute;vel do Amor surpreendente de Deus, que as m&atilde;es celebram, agradecidas!<\/p>\n<p>Maria, a Mulher-M&atilde;e, &eacute; a Arca da Nova Alian&ccedil;a, a portadora deste tesouro de gra&ccedil;a e miseric&oacute;rdia, Jesus Cristo, o Filho de Deus. Assim se realizam as promessas feitas a Israel, que ela t&atilde;o bem conhecia. Exulta, por isso, de alegria no Senhor, traduzindo os seus sentimentos no belo poema do Magnificat.<\/p>\n<p>Com Maria aprendemos o louvor, o reconhecimento e a gratid&atilde;o pelas maravilhas que Deus realiza em n&oacute;s e por nosso interm&eacute;dio; com Maria aprendemos a escutar assiduamente a Palavra, a p&ocirc;-la em pr&aacute;tica, a deixar que a mesma ilumine a nossa vida; com Maria aprendemos a &ldquo;servir&rdquo;, indo ao encontro dos outros, prestando aten&ccedil;&atilde;o &agrave;s suas necessidades e aspira&ccedil;&otilde;es, agindo com fraternidade evang&eacute;lica nas mais simples e variadas circunst&acirc;ncias.<\/p>\n<p>Diz o Papa Bento XVI: &ldquo;A f&eacute; crist&atilde; &eacute; esperan&ccedil;a. Abre o caminho para o futuro&rdquo;. Aprendamos na escola de Maria a viver uma f&eacute; adulta, esclarecida e comprometida, na esperan&ccedil;a e na alegria da oferta da vida e servi&ccedil;o alegre.<\/p>\n<p><strong>Ao servi&ccedil;o do Reino de Deus<br \/><\/strong>Neste dia 15 de Agosto, s&atilde;o seis os Presb&iacute;teros da nossa Diocese que celebram anivers&aacute;rios jubilares das suas ordena&ccedil;&otilde;es: cinco, as Bodas de Ouro, e um, as Bodas de Prata. &Eacute; um dia de especial louvor e gratid&atilde;o a Deus para os pr&oacute;prios sacerdotes, pela gra&ccedil;a da voca&ccedil;&atilde;o e miss&atilde;o recebidas, um dia de festa, em j&uacute;bilo e ac&ccedil;&atilde;o de gra&ccedil;as, como express&atilde;o de f&eacute;, amizade pessoal e comunh&atilde;o eclesial, por parte das comunidades crist&atilde;s, que beneficiaram e beneficiam da sua ac&ccedil;&atilde;o pastoral. A todos expressamos a nossa uni&atilde;o e solidariedade, no louvor e ac&ccedil;&atilde;o de gra&ccedil;as deste grande dia!<\/p>\n<p>Em comunh&atilde;o com o Bispo Diocesano, os presb&iacute;teros s&atilde;o pastores do Povo de Deus, colocados ao servi&ccedil;o de todas as pessoas, no seguimento de Cristo e participando, pela ordena&ccedil;&atilde;o, do Seu minist&eacute;rio de Bom Pastor, &uacute;nico e eterno Sacerdote.<\/p>\n<p>A verdade do sacerd&oacute;cio est&aacute; neste servi&ccedil;o, em fidelidade a Cristo e &agrave; Igreja, que Ele constitu&iacute;u deposit&aacute;ria e distribuidora das Suas gra&ccedil;as e dos Seus dons. S&oacute; &agrave; luz da f&eacute; se pode entender e aceitar o servi&ccedil;o, que &eacute; pr&oacute;prio da ac&ccedil;&atilde;o pastoral da Igreja. Ela n&atilde;o pode calar a Boa Nova, o Evangelho de Cristo, nas suas propostas e valores, nos seus constantes apelos &agrave; convers&atilde;o, &agrave; transforma&ccedil;&atilde;o de cada homem e mulher no seu &iacute;ntimo: cora&ccedil;&atilde;o, intelig&ecirc;ncia, vontade, consci&ecirc;ncia, comportamentos.<\/p>\n<p>Como recorda o Evangelho, a &aacute;rvore boa d&aacute; frutos bons! E S. Tiago acentua: &ldquo;A f&eacute; sem obras &eacute; morta&rdquo; (Tg 2, 17). Como tamb&eacute;m S. Jo&atilde;o: &ldquo;Se algu&eacute;m disser: &#8220;Amo a Deus&#8221;, mas n&atilde;o ama seu irm&atilde;o, &eacute; mentiroso. Porque aquele que n&atilde;o ama a seu irm&atilde;o, a quem v&ecirc;, &eacute; incapaz de amar a Deus a quem n&atilde;o v&ecirc;. Temos de Deus este mandamento: quem ama a Deus, ame tamb&eacute;m a seu irm&atilde;o&#8221; (1Jo. 4, 20).<\/p>\n<p>&Eacute;, sem d&uacute;vida, mais f&aacute;cil apreciar e dar import&acirc;ncia &agrave; ac&ccedil;&atilde;o social e caritativa da Igreja do que aos valores e caminhos da convers&atilde;o, que ela proclama, como se fosse poss&iacute;vel desligar estes dois p&oacute;los da ac&ccedil;&atilde;o evangelizadora: cora&ccedil;&otilde;es novos, mulheres e homens novos, para a constru&ccedil;&atilde;o de sociedades novas, de uma nova civiliza&ccedil;&atilde;o, a &ldquo;civiliza&ccedil;&atilde;o do amor&rdquo; (Jo&atilde;o Paulo II).<\/p>\n<p>Com isto n&atilde;o se trata de fechar a ac&ccedil;&atilde;o da Igreja e dos crist&atilde;os, nos espa&ccedil;os e &acirc;mbitos internos ou privados, como muitos at&eacute; pretenderiam. Pelo contr&aacute;rio, ser&aacute; criar maior consci&ecirc;ncia das responsabilidades sociais dos cat&oacute;licos e das institui&ccedil;&otilde;es cat&oacute;licas. N&atilde;o faltam documentos e interpela&ccedil;&otilde;es do Magist&eacute;rio da Igreja, neste sentido e tocando, num desejo de coopera&ccedil;&atilde;o com outras institui&ccedil;&otilde;es de ac&ccedil;&atilde;o social, as mais diversas realidades e problem&aacute;ticas da vida actual.<\/p>\n<p>Est&aacute; ainda muito vivo o alerta do Papa Bento XVI na sua recente Enc&iacute;clica &ldquo;Caritas in Veritate&rdquo; (Caridade na Verdade), a favor da defesa e promo&ccedil;&atilde;o da dignidade da pessoa humana e do bem comum, no seu conjunto, em campos t&atilde;o exigentes como o progresso tecnol&oacute;gico, os meios de comunica&ccedil;&atilde;o social, a bio&eacute;tica, o ambiente, a demografia e o modo de conceber, com &eacute;tica, as empresas e a economia (&ldquo;finan&ccedil;as &eacute;ticas&rdquo;). Assim escreve o Papa: &ldquo;A maior for&ccedil;a ao servi&ccedil;o do desenvolvimento &eacute; um humanismo crist&atilde;o, que reavive a caridade e que se deixe guiar pela verdade&rdquo; (n&ordm; 78).<\/p>\n<p><strong>Testemunho de um leigo<br \/><\/strong>Apraz-me, a este prop&oacute;sito, expressar a minha alegria pela recente visita a esta igreja de Suas Majestades os Reis de Espanha, D. Juan Carlos I e D. Sofia. Foi grande o gosto que tiveram em conhecer um pouco da tradi&ccedil;&atilde;o e da hist&oacute;ria da nossa Padroeira, a Senhora do Monte, e em fazer mem&oacute;ria, com natural emo&ccedil;&atilde;o, do Imperador Carlos de &Aacute;ustria, ainda ligado por rela&ccedil;&otilde;es familiares &agrave; Coroa de Espanha, perante o seu t&uacute;mulo, que aqui se encontra.<\/p>\n<p>Como tive oportunidade de lembrar, ent&atilde;o, foi na Madeira, exilado da &Aacute;ustria, que o Imperador passou os &uacute;ltimos quatro meses da sua vida, durante os quais nos deixou um belo e nobre exemplo de coragem e dignidade, amor &agrave; fam&iacute;lia, afabilidade e simplicidade, aceita&ccedil;&atilde;o do sofrimento e paci&ecirc;ncia, sinais de um grande amor a Jesus Cristo. Faleceu aqui no Monte, a 1 de Abril de 1922, aos 34 anos de idade. Reconhecidas as suas extraordin&aacute;rias virtudes, foi beatificado pelo Papa Jo&atilde;o Paulo II, a 3 de Outubro de 2004, fixando-se a sua festa lit&uacute;rgica a 21 de Outubro, dia do anivers&aacute;rio do seu casamento. Espera-se que, em breve, possa avan&ccedil;ar o processo de canoniza&ccedil;&atilde;o deste homem cat&oacute;lico, cujo testemunho de leigo comprometido na vida familiar, social e pol&iacute;tica, n&atilde;o poder&aacute; ser esquecido.<\/p>\n<p><strong>Visita da Virgem Peregrina<br \/><\/strong>&Eacute; grande a devo&ccedil;&atilde;o e o carinho de toda a nossa Diocese pela Virgem Santa Maria, a jovem de Nazar&eacute; da Palestina, escolhida e preparada por Deus para ser a M&atilde;e do Seu Filho Jesus e que por Ele, junto &agrave; cruz, nos foi dada como M&atilde;e. &Eacute; sempre a ela que nos dirigimos, seja qual for o t&iacute;tulo com que a invoquemos e celebremos as suas festas.<\/p>\n<p>A partir do dia 12 do pr&oacute;ximo m&ecirc;s de Outubro e at&eacute; 13 de Maio de 2010, teremos connosco a Imagem da Virgem Peregrina de F&aacute;tima. Sabemos o gosto de tanta gente em acolh&ecirc;-la! N&atilde;o basta, no entanto, receber a imagem; mais importante &eacute; acolher a Mensagem, que ela nos traz da Cova da Iria, apontando caminhos de ora&ccedil;&atilde;o e penit&ecirc;ncia, convers&atilde;o ao Evangelho, &agrave; Boa Nova dos ensinamentos de Jesus, segundo a recomenda&ccedil;&atilde;o de Maria-M&atilde;e, nas Bodas de Can&aacute;: &ldquo;Fazei o que Ele vos disser&rdquo; (Jo 2, 5).<\/p>\n<p>Estou certo de que a passagem da Imagem Peregrina pelas par&oacute;quias da Diocese, sem retirar ou diminuir o sentido das devo&ccedil;&otilde;es locais, constituir&aacute; para todas elas um tempo especial de gra&ccedil;a: tempo de revis&atilde;o de vida e convers&atilde;o pessoal, tempo de ora&ccedil;&atilde;o e de renova&ccedil;&atilde;o das fam&iacute;lias, dos grupos apost&oacute;licos, das comunidades crist&atilde;s no seu todo. Ser&aacute;, tamb&eacute;m, uma forma de motivar e mobilizar as comunidades, nesta caminhada preparat&oacute;ria da celebra&ccedil;&atilde;o dos 500 anos da Diocese do Funchal, que ter&aacute; lugar em 12 de Junho de 2014 (cf. An&uacute;ncio da Visita, Santu&aacute;rio do Cabo Gir&atilde;o, 13 de Maio de 2009).<\/p>\n<p><strong>S&uacute;plica final<br \/><\/strong>E, por fim, uma prece muito especial a Maria-M&atilde;e, &agrave; nossa Padroeira:<\/p>\n<p>Senhora do Monte, olhai para esta Diocese que &eacute; vossa; olhai para os emigrantes que aqui estiveram, nestes dias, e quantos nos acompanham pela r&aacute;dio e televis&atilde;o; aben&ccedil;oai e protegei todas as fam&iacute;lias, na sua uni&atilde;o e fidelidade; aben&ccedil;oai e protegei as crian&ccedil;as e os jovens, os idosos, os doentes, os pobres, os desempregados, todos os que perderam a coragem de sonhar e de acreditar em Deus e nos homens. Que n&atilde;o nos falte a sa&uacute;de, a paz e a conc&oacute;rdia, o trabalho e a prosperidade, o &acirc;nimo e a alegria da f&eacute; e da esperan&ccedil;a para a vida de cada dia.<\/p>\n<p>Senhora do Monte, nossa Padroeira, rogai por n&oacute;s!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Homilia na Celebrar a Padroeira, comprometendo a Vida Monte, 15 de Agosto de 2009&nbsp; &ldquo;Exultemos de alegria no Senhor, ao celebrar este dia de festa em honra da Virgem Maria&rdquo; &ndash; Assim canta hoje a Igreja, na multid&atilde;o dos seus filhos, espalhados pelo mundo, na alegre solenidade lit&uacute;rgica da Assun&ccedil;&atilde;o de Nossa Senhora ao C&eacute;u; [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[120,186,191,314],"class_list":["post-40440","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos","tag-bento-xvi","tag-diocese-do-funchal","tag-economia","tag-solidariedade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/40440","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=40440"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/40440\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=40440"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=40440"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=40440"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}