{"id":40427,"date":"2009-08-14T18:45:29","date_gmt":"2009-08-14T18:45:29","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2009\/08\/14\/renascer-testemunho-sobre-a-forca-de-viver\/"},"modified":"2009-08-14T18:45:29","modified_gmt":"2009-08-14T18:45:29","slug":"renascer-testemunho-sobre-a-forca-de-viver","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/renascer-testemunho-sobre-a-forca-de-viver\/","title":{"rendered":"\u00abRenascer\u00bb: Testemunho sobre a for\u00e7a de viver"},"content":{"rendered":"<p>Emigrante portugu\u00eas reflecte sobre os ensinamentos de acidente que mudou os seus projectos de vida <!--more--> <\/p>\n<p>Eram quatro e meia quando sentiu a aproxima&ccedil;&atilde;o do comboio. Ao atravessar a linha, em direc&ccedil;&atilde;o a um ref&uacute;gio, n&atilde;o se apercebeu do cruzamento de outra composi&ccedil;&atilde;o. Na semi-obscuridade da madrugada, o maquinista n&atilde;o reparou que havia colhido um homem, e continuou a marcha.<\/p>\n<p>Ant&oacute;nio Fonseca morreu e renasceu a 18 de Novembro de 1965. Tinha chegado a Fran&ccedil;a, como emigrante, tr&ecirc;s semanas antes. Encontrou trabalho na electrifica&ccedil;&atilde;o de um t&uacute;nel dos caminhos-de-ferro.<\/p>\n<p>&nbsp;&ldquo;Quando tive o acidente, n&atilde;o havia ningu&eacute;m que me fosse capaz de dizer que um triplo amputado podia andar com pr&oacute;teses; que podia conduzir, que podia fazer mil coisas&rdquo;, revela Ant&oacute;nio Fonseca, que regressou esta semana a Portugal, para alguns dias de f&eacute;rias. Em entrevista &agrave; Ag&ecirc;ncia ECCLESIA, recordou o embate na anca esquerda, os &ldquo;mil&eacute;simos de segundo&rdquo; em que se &ldquo;viu a morrer&rdquo; e a &ldquo;sorte&rdquo; de o hospital estar a 600 metros e de os bombeiros terem chegado rapidamente.<\/p>\n<p>&laquo;Coragem de Viver&raquo; foi a primeira narrativa, desde o acidente aos 33 meses que passou entre o hospital e o centro de reabilita&ccedil;&atilde;o. Recentemente, lan&ccedil;ou <a href=\"http:\/\/www.paulinas.pt\/livro_detail.asp?idlvr=951\" target=\"_blank\">&laquo;Renascer&raquo;<\/a> (Ed. Paulinas). Ambas as obras pretendem &ldquo;dizer ao mundo inteiro que &eacute; poss&iacute;vel viver e ser feliz depois de um grande infort&uacute;nio; nada est&aacute; totalmente perdido; tudo pode recome&ccedil;ar, n&atilde;o importa a idade&rdquo;.<\/p>\n<p><strong>Testemunho de esperan&ccedil;a<\/strong><\/p>\n<p>O que &eacute; que este novo livro acrescenta ao primeiro? Ant&oacute;nio Fonseca refere que &eacute; frequentemente chamado a dar o seu testemunho sobre a maneira como encarou a vida depois de ter sido colhido. Este volume apresenta algumas reflex&otilde;es a partir das perguntas colocadas em igrejas, liceus e universidades; e tamb&eacute;m no Santu&aacute;rio de Lourdes, onde os doentes v&atilde;o pedir cura e esperan&ccedil;a.<\/p>\n<p>A eutan&aacute;sia, por exemplo. &ldquo;Nos primeiros dias, v&aacute;rias pessoas diziam entre si: &lsquo;este homem, era melhor que morresse&rsquo;. Mas eu, naqueles momentos, o que queria era viver&rdquo;.<\/p>\n<p>Os jovens constituem uma parte significativa das pessoas interessadas em escutar as palavras deste emigrante portugu&ecirc;s. Por isso, quest&otilde;es como a SIDA e a droga s&atilde;o recorrentes. Tal como o suic&iacute;dio: &ldquo;Nas escolas, n&atilde;o passa uma s&oacute; vez em que n&atilde;o me coloquem esse assunto&rdquo;. &ldquo;N&atilde;o compreendem como &eacute; que outros jovens se suicidam, quando este homem, sem as duas pernas e sem um bra&ccedil;o, &eacute; feliz e tem vontade de viver&rdquo;, explica.<\/p>\n<p><strong>&ldquo;N&atilde;o sei como teria sido a minha vida se n&atilde;o tivesse f&eacute;&rdquo;<\/strong><\/p>\n<p>&ldquo;A f&eacute; ajudou-me nesta rude prova. Quando estava triste, nunca me senti abandonado. Rezo todos os dias, quando me deito, quando me levanto. Agrade&ccedil;o a Deus ter-me mantido vivo tal como sou&rdquo;.<\/p>\n<p>&ldquo;Nunca se revoltou?&rdquo;, costumam perguntar-lhe. Ant&oacute;nio Fonseca lembra-se de um momento muito dif&iacute;cil, tr&ecirc;s meses ap&oacute;s o acidente; pensou que &ldquo;j&aacute; podia estar curado, a andar e a correr, e que afinal n&atilde;o podia sair da minha cama sozinho&rdquo;. Agarrava-se ao ter&ccedil;o, de manh&atilde;, &agrave; tarde, antes de adormecer. Foi uma inquieta&ccedil;&atilde;o silenciosa, que n&atilde;o quis dar a entender.<\/p>\n<p>&ldquo;Se Deus existisse&hellip;&rdquo;, ouve muitas vezes de quem pensa que as coisas da terra s&atilde;o controladas do c&eacute;u. No seu caso, sabe bem de quem &eacute; a responsabilidade: &ldquo;Se as pessoas tivessem feito o trabalho como deveria ser, nunca os dois comboios se teriam encontrado no interior do t&uacute;nel&rdquo;.<\/p>\n<p>Ant&oacute;nio considera que &ldquo;aqueles a quem os pais dirigiram pelo caminho da f&eacute;, t&ecirc;m mais sorte do que os outros&rdquo;: &ldquo;Quando o sol brilha, quando h&aacute; dinheiro, quando corre tudo bem&rdquo;, os que n&atilde;o acreditam em Deus at&eacute; podem ser mais alegres do que os crentes; mas &ldquo;nos momentos de grande tristeza, dificuldade e sofrimento, se possuirmos uma f&eacute; profunda, a vida ganha um novo sentido&rdquo;.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Emigrante portugu\u00eas reflecte sobre os ensinamentos de acidente que mudou os seus projectos de vida<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[],"class_list":["post-40427","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-nacional"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/40427","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=40427"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/40427\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=40427"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=40427"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=40427"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}