{"id":40419,"date":"2009-08-14T15:24:21","date_gmt":"2009-08-14T15:24:21","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2009\/08\/14\/a-solenidade-da-assuncao-de-maria\/"},"modified":"2009-08-14T15:24:21","modified_gmt":"2009-08-14T15:24:21","slug":"a-solenidade-da-assuncao-de-maria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/a-solenidade-da-assuncao-de-maria\/","title":{"rendered":"A Solenidade da Assun\u00e7\u00e3o de Maria"},"content":{"rendered":"<p>Uma das festas mais celebradas em todo o pa\u00eds <!--more--> <\/p>\n<p>A Assun&ccedil;&atilde;o de Maria &eacute; um dogma solenemente definido por Pio XII em 1 de Novembro de 1950, segundo o qual Nossa Senhora, no termo da sua vida mortal, foi elevada ao c&eacute;u em corpo e alma.<\/p>\n<p>Pio XII referia que &ldquo;n&atilde;o s&oacute; os simples fi&eacute;is, mas at&eacute; aqueles que, em certo modo, personificam as na&ccedil;&otilde;es ou as prov&iacute;ncias eclesi&aacute;sticas, e mesmo n&atilde;o poucos Padres do conc&iacute;lio Vaticano pediram instantemente &agrave; S&eacute; Apost&oacute;lica esta defini&ccedil;&atilde;o&rdquo;. &ldquo;Com o decurso do tempo essas peti&ccedil;&otilde;es e votos n&atilde;o diminu&iacute;ram, antes foram aumentando de dia para dia em n&uacute;mero e insist&ecirc;ncia&rdquo;, acrescentava na Constitui&ccedil;&atilde;o Apost&oacute;lica com a qual se deu a defini&ccedil;&atilde;o do dogma da Assun&ccedil;&atilde;o de Nossa Senhora em corpo e alma ao C&eacute;u.<\/p>\n<p>A Assun&ccedil;&atilde;o da Virgem &eacute; uma participa&ccedil;&atilde;o singular na Ressurrei&ccedil;&atilde;o de seu Filho e uma antecipa&ccedil;&atilde;o da ressurrei&ccedil;&atilde;o dos outros crist&atilde;os (Catecismo da Igreja Cat&oacute;lica, 966). Os Orientais celebram este mist&eacute;rio desde o s&eacute;culo V com o nome de &ldquo;Dormi&ccedil;&atilde;o de Maria&rdquo;. No calend&aacute;rio da Igreja latina celebra-se, com a categoria de solenidade, a 15 de Agosto.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Nota Hist&oacute;rica <\/strong><\/p>\n<p>Ao terminar a Sua miss&atilde;o na terra, Maria, a Imaculada M&atilde;e de Deus, &laquo;foi elevada em corpo e alma &agrave; gl&oacute;ria do c&eacute;u&raquo; (Pio XII), sendo assim a primeira criatura humana a alcan&ccedil;ar a plenitude da salva&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Esta glorifica&ccedil;&atilde;o de Maria &eacute; uma consequ&ecirc;ncia natural da Sua Maternidade divina: Deus &laquo;n&atilde;o quis que conhecesse a corrup&ccedil;&atilde;o do t&uacute;mulo Aquela que gerou o Senhor da vida&raquo;.<\/p>\n<p>&Eacute; tamb&eacute;m o fruto da &iacute;ntima e profunda uni&atilde;o existente entre Maria e a Sua miss&atilde;o e Cristo e a Sua obra salvadora. Plenamente unida a Cristo, como Sua M&atilde;e e Sua serva humilde, associada, estreitamente a Ele, na humilha&ccedil;&atilde;o e no sofrimento, n&atilde;o podia deixar de vir a participar do mist&eacute;rio de Cristo ressuscitado e glorificado, numa conforma&ccedil;&atilde;o levada at&eacute; &agrave;s &uacute;ltimas consequ&ecirc;ncias. Por isso, Maria &eacute; &laquo;elevada ao C&eacute;u em corpo e alma e exaltada por Deus como Rainha, para assim Se conformar mais plenamente com Seu Filho, Senhor dos senhores e vencedor do pecado e da morte&raquo; (LG. 59).<\/p>\n<p>Este privil&eacute;gio, concedido &agrave; Virgem Imaculada, preservada e imune de toda a mancha da culpa original, &eacute; &laquo;Sinal&raquo; de esperan&ccedil;a e de alegria para todo o Povo de Deus, que peregrina pela terra em luta com o pecado e a morte, no meio dos perigos e dificuldades da vida. Com efeito, a M&atilde;e de Jesus, &laquo;glorificada j&aacute; em corpo e alma, &eacute; imagem e in&iacute;cio da Igreja que se h&aacute;-de consumar no s&eacute;culo futuro&raquo; (LG. 68).<\/p>\n<p>O triunfo de Maria, m&atilde;e e filha da Igreja, ser&aacute; o triunfo da Igreja, quando, juntamente com a Humanidade, atingir a gl&oacute;ria plena, de que Maria goza j&aacute;.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Defini&ccedil;&atilde;o solene do dogma<\/strong><\/p>\n<p>44. &ldquo;Depois de termos dirigido a Deus repetidas s&uacute;plicas, e de termos invocado a paz do Esp&iacute;rito de verdade, para gl&oacute;ria de Deus omnipotente que &agrave; Virgem Maria concedeu a sua especial benevol&ecirc;ncia, para honra do seu Filho, Rei imortal dos s&eacute;culos e triunfador do pecado e da morte, para aumento da gl&oacute;ria da Sua augusta m&atilde;e, e para gozo e j&uacute;bilo de toda a Igreja, com a autoridade de nosso Senhor Jesus Cristo, dos bem-aventurados ap&oacute;stolos S. Pedro e S. Paulo e com a nossa, pronunciamos, declaramos e definimos ser dogma divinamente revelado que: a imaculada M&atilde;e de Deus, a sempre virgem Maria, terminado o curso da vida terrestre, foi elevada em corpo e alma &agrave; gl&oacute;ria celestial&rdquo;.<\/p>\n<p>45. Pelo que, se algu&eacute;m, o que Deus n&atilde;o permita, ousar, voluntariamente, negar ou p&ocirc;r em d&uacute;vida esta nossa defini&ccedil;&atilde;o, saiba que naufraga na f&eacute; divina e cat&oacute;lica.<\/p>\n<p>46. Para que chegue ao conhecimento de toda a Igreja esta nossa defini&ccedil;&atilde;o da assun&ccedil;&atilde;o corp&oacute;rea da virgem Maria ao c&eacute;u, queremos que se conservem esta carta para perp&eacute;tua mem&oacute;ria; mandamos tamb&eacute;m que, aos seus transuntos ou c&oacute;pias, mesmo impressas, desde que sejam subscritas pela m&atilde;o de algum not&aacute;rio p&uacute;blico, e munidas com o selo de alguma pessoa constitu&iacute;da em dignidade eclesi&aacute;stica, se lhes d&ecirc; o mesmo cr&eacute;dito que &agrave; presente, se fosse apresentada e mostrada.<\/p>\n<p>47. A ningu&eacute;m, pois, seja l&iacute;cito infringir esta nossa declara&ccedil;&atilde;o, proclama&ccedil;&atilde;o e defini&ccedil;&atilde;o, ou temerariamente opor-se-lhe e contrari&aacute;-la. Se algu&eacute;m presumir intent&aacute;-lo, saiba que incorre na indigna&ccedil;&atilde;o de Deus omnipotente e dos bem-aventurados ap&oacute;stolos Pedro e Paulo.<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>(Constitui&ccedil;&atilde;o Apost&oacute;lica Munificentissimus Deus)<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma das festas mais celebradas em todo o pa\u00eds<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-40419","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-vaticano"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/40419","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=40419"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/40419\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=40419"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=40419"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=40419"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}