{"id":40405,"date":"2009-08-13T12:30:02","date_gmt":"2009-08-13T12:30:02","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2009\/08\/13\/homilia-proferida-por-d-vitalino-dantas-em-fatima\/"},"modified":"2009-08-13T12:30:02","modified_gmt":"2009-08-13T12:30:02","slug":"homilia-proferida-por-d-vitalino-dantas-em-fatima","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/homilia-proferida-por-d-vitalino-dantas-em-fatima\/","title":{"rendered":"Homilia proferida por D. Vitalino Dantas, em F\u00e1tima"},"content":{"rendered":"<p>Amados peregrinos, estamos aqui neste lugar sagrado da Cova da Iria, vindos de muitos pontos da terra, formando uma assembleia orante, convocada pela f&eacute; e pela devo&ccedil;&atilde;o a Maria, a Senhora de F&aacute;tima, a M&atilde;e de Jesus e nossa M&atilde;e tamb&eacute;m. Somos um povo em mobilidade, que n&atilde;o resigna perante as dificuldades e a aridez de muitos ambientes, mas procura transformar o deserto de uma sociedade ego&iacute;sta e injusta em pomar frondoso, onde h&aacute; frutos suficientes para todos viverem, reinando a&iacute; o direito e a justi&ccedil;a, dos quais brotam como frutos apetec&iacute;veis a paz, a seguran&ccedil;a e a tranquilidade. Que belas promessas feitas a um povo oprimido, a viver no ex&iacute;lio, longe da sua terra natal! Quem n&atilde;o anseia estes dons para a sua vida? Mas tamb&eacute;m quem n&atilde;o constata &agrave; sua volta a falta de tudo isso? Quem n&atilde;o verifica constantemente pessoas, grupos e at&eacute; povos inteiros a cair nos caminhos da vida, v&iacute;timas das injusti&ccedil;as, do ego&iacute;smo, da fome e das guerras?<\/p>\n<p>O nosso mundo poderia ser um pomar com frutos suficientes para todos, se nos deix&aacute;ssemos inundar pelo Esp&iacute;rito que Jesus prometeu aos Ap&oacute;stolos e que enviou sobre eles no Pentecostes e tamb&eacute;m sobre n&oacute;s, quando nos convertemos, escutamos e seguimos a Palavra de Jesus, o Evangelho, a Boa nova de salva&ccedil;&atilde;o para todos os que peregrinam a caminho do Reino de Deus, que &eacute; uma semente sempre a ser lan&ccedil;ada &agrave; terra e uma sementeira sempre em crescimento, mas onde tamb&eacute;m cresce muito joio, muitas ervas daninhas, que retiram a for&ccedil;a &agrave;s boas plantas e as impede de dar fruto abundante para todos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>2. Viemos aqui a este lugar aben&ccedil;oado fortalecer as nossas m&atilde;os d&eacute;beis, robustecer os nossos joelhos vacilantes, animar o nosso cora&ccedil;&atilde;o pusil&acirc;nime, para podermos continuar o nosso caminho, o nosso crescimento, e n&atilde;o nos deixarmos abafar pelas for&ccedil;as do mal. Esta peregrina&ccedil;&atilde;o de Agosto, dedicada aos migrantes e refugiados, &eacute;, mais que qualquer outra, um sinal concreto da mensagem do profeta Isa&iacute;as. Aqui estamos para receber a for&ccedil;a de Deus.<\/p>\n<p>Hoje, mais que nunca, vivemos num mundo em constante mobilidade e, mesmo aqueles que aguentam permanecer nas suas aldeias, partilham das alegrias e tristezas, esperan&ccedil;as e des&acirc;nimos dos seus vizinhos ou familiares que se puseram a caminho &agrave; procura de melhores condi&ccedil;&otilde;es de vida ou at&eacute; mesmo da liberdade, que, por diferentes raz&otilde;es, lhes era negada na sua terra natal.<\/p>\n<p>Nesta Vig&iacute;lia da nossa peregrina&ccedil;&atilde;o estamos a celebrar a Missa votiva pela paz e pela justi&ccedil;a, dons necess&aacute;rios para que haja verdadeiro crescimento e desenvolvimento. Quando elas faltam, o progresso n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel ou s&ecirc;-lo-&aacute; apenas para alguns, aumentam as desigualdades, o fosso entre ricos e pobres torna-se cada vez mais profundo, o pomar dos ricos sobranceia com o deserto de grande parte da humanidade. Aqui surgem a inveja, o descontentamento e at&eacute; a revolta, que minam a paz, a tranquilidade e a seguran&ccedil;a de todos. J&aacute; S. Tiago, de que escut&aacute;mos um trecho na segunda leitura, nos advertia neste mesmo sentido. Passados dois mil anos parece que ainda n&atilde;o aprendemos muito. Na sua recente enc&iacute;clica sobre o desenvolvimento integral da pessoa humana e da humanidade com o t&iacute;tulo de Caridade na Verdade, o Santo Padre Bento XVI apontava tamb&eacute;m estas e outras causas que impedem a constru&ccedil;&atilde;o de uma sociedade justa e d&atilde;o origem a muitas crises, sendo a financeira e econ&oacute;mica a &uacute;ltima a assolar o nosso mundo globalizado.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>3. Como poderemos vencer estas crises que assolam a humanidade? Estamos todos condenados &agrave; fal&ecirc;ncia, ao fracasso? Ou temos possibilidade de as superar?<\/p>\n<p>Aqui estamos, amados peregrinos, para agradecer a Deus, por interm&eacute;dio de Maria, a sua protec&ccedil;&atilde;o no meio de uma sociedade ego&iacute;sta e corrupta e tamb&eacute;m para pedir-lhe que continue a enviar sobre n&oacute;s o Esp&iacute;rito do alto, que nos faz compreender toda a mensagem de Jesus, que nos d&aacute; a verdadeira sabedoria, para vencermos a mentira e a injusti&ccedil;a dos nossos ambientes, quem sabe se mesmo dentro da nossa pr&oacute;pria fam&iacute;lia! Quantas vezes temos desaven&ccedil;as, contendas e querelas nos tribunais, por nos sentirmos v&iacute;timas das injusti&ccedil;as daqueles com quem vivemos ou ent&atilde;o para tentarmos impor a nossa vontade aos outros?<\/p>\n<p>Precisamos de nos abrir ao Esp&iacute;rito de Jesus. A convers&atilde;o, a ora&ccedil;&atilde;o, aqui pedida e recomendada por Nossa Senhora aos tr&ecirc;s Pastorinhos de F&aacute;tima, ajudar-nos-&atilde;o a acolher a Boa Nova do Reino de Deus e a partilh&aacute;-la com os nossos semelhantes. N&atilde;o desistamos de rezar pela nossa convers&atilde;o e pela de todos os pecadores. A ora&ccedil;&atilde;o abre o nosso cora&ccedil;&atilde;o ao amor, &agrave; verdade que nos liberta. A nossa ora&ccedil;&atilde;o, aqui unida &agrave; de muitos irm&atilde;os nossos, mas sobretudo em un&iacute;ssono com a de Jesus na celebra&ccedil;&atilde;o da Eucaristia, ser&aacute; a arma que vencer&aacute; as divis&otilde;es e injusti&ccedil;as deste mundo. Este &eacute; um milagre que sempre acontece quando cumprimos os pedidos de Nossa Senhora, como outrora nas bodas de Cana (fazei o que Ele vos disser) e h&aacute; 92 anos, em 1917, quando aconteceram as apari&ccedil;&otilde;es e reinava o flagelo da primeira guerra mundial. Com esta arma tamb&eacute;m n&oacute;s venceremos as crises e as guerras de hoje.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>4. A este prop&oacute;sito cito a Mensagem de Bento XVI para o Dia Mundial do Migrante e do Refugiado, apresentando S. Paulo como modelo de evangelizador e de construtor de uma nova sociedade, onde todos vivem como irm&atilde;os, sem discrimina&ccedil;&atilde;o de pessoas e que constitui tamb&eacute;m o tema desta peregrina&ccedil;&atilde;o: Guiado pelo Esp&iacute;rito Santo, S. Paulo prodigalizou-se sem reservas para que fosse anunciado a todos, sem distin&ccedil;&atilde;o de nacionalidade e de cultura, o Evangelho que &eacute; &laquo;poder de Deus para a salva&ccedil;&atilde;o de todos os fi&eacute;is&#8230; Nas suas viagens apost&oacute;licas, n&atilde;o obstante as reiteradas oposi&ccedil;&otilde;es, proclamava primeiro o Evangelho nas sinagogas, chamando a aten&ccedil;&atilde;o sobretudo dos seus compatriotas na di&aacute;spora (cf. Act 18, 4-6). Se eles o rejeitavam, dirigia-se aos pag&atilde;os, fezendo-se aut&ecirc;ntico &laquo;mission&aacute;rio dos migrantes&raquo;, ele mesmo migrante e embaixador itinerante de Jesus Cristo, para convidar todas as pessoas a tornarem-se, no Filho de Deus, &laquo;novas criaturas&raquo; (2 Cor 5, 17).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>5. Nesta medita&ccedil;&atilde;o da Missa da Vig&iacute;lia da Peregrina&ccedil;&atilde;o Internacional dedicada aos Migrantes e Refugiados convosco, amados peregrinos, pe&ccedil;o a Deus, por intercess&atilde;o de Nossa Senhora de F&aacute;tima, para que surjam entre as comunidades emigrantes as voca&ccedil;&otilde;es sacerdotais necess&aacute;rias ao seu desenvolvimento humano integral, do qual faz parte a rela&ccedil;&atilde;o com Deus, que precisa de ser alimentada com a Palavra de Jesus Cristo e com o P&atilde;o do C&eacute;u, que &eacute; Ele pr&oacute;prio e que se torna presente na celebra&ccedil;&atilde;o da Eucaristia, dom da Vida de Jesus para a vida do mundo. Pe&ccedil;amos a Deus este alimento que vem do alto e para cuja recep&ccedil;&atilde;o precisamos da media&ccedil;&atilde;o da Igreja e dos seus sacerdotes. Sem Eucaristia, sem o P&atilde;o do C&eacute;u, em v&atilde;o lutaremos pelo progresso. Este nunca ser&aacute; integral e capaz de saciar a fome do ser humano, feito para o eterno.<\/p>\n<p>Estamos num Ano sacerdotal. Continuamente nos chegam pedidos de sacerdotes para acompanharem os nossos emigrantes nas v&aacute;rias partes do mundo e nem sempre temos capacidade de resposta, porque as nossas dioceses tamb&eacute;m n&atilde;o t&ecirc;m suficientes para as suas necessidades, No entanto n&atilde;o podemos limitar-nos a pedir ajuda. Temos que contribuir para que entre os filhos dos emigrantes surgem as voca&ccedil;&otilde;es sacerdotais necess&aacute;rias &agrave; vida da Igreja onde residem e trabalham. Aqui e acol&aacute; v&atilde;o aparecendo algumas, mas ainda estamos muito dependentes da ajuda exterior. Por isso, reunidos em ora&ccedil;&atilde;o neste santu&aacute;rio bendito, rezemos pelos nossos mission&aacute;rios, testemunhas do Evangelho nas v&aacute;rias partes do mundo onde se encontram emigrantes de l&iacute;ngua portuguesa, mas rezemos tamb&eacute;m pelas voca&ccedil;&otilde;es sacerdotais entre os pr&oacute;prios filhos dos emigrantes.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>6. Aqui, junto da M&atilde;e de Jesus, viemos fortalecer a nossa esperan&ccedil;a, a nossa f&eacute; e caridade, para sabermos viver em paz e em comunh&atilde;o com todos os nossos irm&atilde;os, sejam eles da nossa fam&iacute;lia ou de outros pa&iacute;ses, e que em Portugal procuram o que n&atilde;o encontraram noutra parte. Connosco eles querem contribuir para o desenvolvimento da Europa e do nosso pais, que, apesar da trag&eacute;dia do desemprego crescente, j&aacute; n&atilde;o consegue subsistir sem o contributo dos imigrantes. A redu&ccedil;&atilde;o da natalidade entre n&oacute;s deixou muitas aldeias desertas e muitos sectores da vida social e laboral sem as for&ccedil;as activas necess&aacute;rias.<\/p>\n<p>A comunidade dos irm&atilde;os brasileiros &eacute; a mais numerosa entre n&oacute;s. Por isso convid&aacute;mos para presidir &agrave; peregrina&ccedil;&atilde;o deste ano o nosso colega no episcopado D. Alessandro Carmelo Ruffinoni, encarregado, a n&iacute;vel da Confer&ecirc;ncia Episcopal do Brasil, dos emigrantes brasileiros, o maior pa&iacute;s da Am&eacute;rica Latina e um dos maiores do mundo e que fala a nossa l&iacute;ngua. Sabendo que muitos portugueses encontraram estabilidade pessoal e familiar no Brasil, sejamos hoje tamb&eacute;m agradecidos a Deus pelo bem que os nossos antepassados encontraram nesse grandes pais. E a gratid&atilde;o mostra-se no acolhimento, na hospitalidade, nas rela&ccedil;&otilde;es fraternas, fazendo do imigrante um membro da nossa fam&iacute;lia humana.<\/p>\n<p>Que Nossa Senhora de F&aacute;tima interceda por todos n&oacute;s, para que nos tornemos numa grande fam&iacute;lia de irm&atilde;os, sem discrimina&ccedil;&otilde;es nem acep&ccedil;&atilde;o de pessoas, n&atilde;o apenas aqui em F&aacute;tima, mas em todo o lado onde vivemos e trabalhamos. Que esta peregrina&ccedil;&atilde;o seja um forte impulso no aprofundamento dos la&ccedil;os fraternos e na constru&ccedil;&atilde;o da fam&iacute;lia humana, onde n&atilde;o h&aacute; senhores e escravos, cidad&atilde;os e estrangeiros, mas s&oacute; concidad&atilde;os e peregrinos, de m&atilde;os dadas e cora&ccedil;&otilde;es unidos, a caminho da Jerusal&eacute;m celeste, a p&aacute;tria definitiva, de que esta assembleia lit&uacute;rgica &eacute; um grande sinal. &Aacute;men!<\/p>\n<p>F&aacute;tima, 12 de Agosto de 2009<\/p>\n<p align=\"right\"><em>&dagger; Ant&oacute;nio Vitalino, Bispo de Beja<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Amados peregrinos, estamos aqui neste lugar sagrado da Cova da Iria, vindos de muitos pontos da terra, formando uma assembleia orante, convocada pela f&eacute; e pela devo&ccedil;&atilde;o a Maria, a Senhora de F&aacute;tima, a M&atilde;e de Jesus e nossa M&atilde;e tamb&eacute;m. 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