{"id":4034,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/2004-proposito-de-renovacao-e-de-paz\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"2004-proposito-de-renovacao-e-de-paz","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/2004-proposito-de-renovacao-e-de-paz\/","title":{"rendered":"2004 &#8211; Prop\u00f3sito de renova\u00e7\u00e3o e de paz"},"content":{"rendered":"<p>Mensagem de Ano Novo de D. Ant\u00f3nio Marcelino, bispo de Aveiro <!--more--> Mensagem de Ano Novo  N\u00e3o me permitem as limita\u00e7\u00f5es de sa\u00fade a que estou ainda sujeito poder estar convosco esta noite, como \u00e9 habitual. Quero, no entanto, manifestar a minha comunh\u00e3o com todos, atrav\u00e9s de uma mensagem breve que possa, neste in\u00edcio de um novo ano, ajudar a viver na alegria da f\u00e9 e na total confian\u00e7a em Deus, nosso Pai, e numa crescente responsabilidade por um mundo mais humano e fraterno.  \u2013 Um ano novo que come\u00e7a pode ser marcado por aquilo que todos n\u00f3s dizemos, \u00e0s vezes sem grande prop\u00f3sito nem convic\u00e7\u00e3o: Ano novo, vida nova.  Esta palavra comporta sempre um apelo de mudan\u00e7a para melhor. Todos temos aspectos da nossa vida pessoal, familiar e social que sabemos que podem e devem melhorar. Porque esperamos? N\u00e3o se muda a vida para melhor com simples desejos ou querendo tudo ao mesmo tempo. Temos de concretizar: melhorar, em qu\u00ea? Depois, com o aux\u00edlio da gra\u00e7a de Deus e a nossa vontade efectiva conseguimos sempre algo de positivo.  O tempo n\u00e3o se repete. Um novo ano \u00e9 uma nova oportunidade que podemos aproveitar ou perder; por isso, ele \u00e9 um dom de Deus a cada um. Ningu\u00e9m vive em vez de ningu\u00e9m, mas sim por uma gra\u00e7a pessoal e intransmiss\u00edvel que nos responsabiliza no que somos e podemos ser, no bem que fazemos ou deixamos de fazer.  \u2013 Em cada ano e em cada dia, o desejo que todos n\u00f3s mais exprimimos, nesta altura, \u00e9 que haja paz. Foi o prop\u00f3sito expresso pelos anjos no nascimento de Cristo: paz na terra para todos os que Deus ama e nEle procuram luz e for\u00e7a para o seu dia-a-dia. A paz conquista-se, constr\u00f3i-se, depende do esfor\u00e7o s\u00e9rio de cada um. Por isso mesmo, \u00e9 preciso educar para a paz. \u00c0s vezes esquecemos esta verdade e pensamos s\u00f3 nos governantes dos povos, como se eles fossem os \u00fanicos obreiros da paz ou da guerra. A guerra e paz est\u00e1 no cora\u00e7\u00e3o de cada pessoa, de cada um de n\u00f3s. O Papa faz neste ano um apelo aos educadores dos jovens para que formem as consci\u00eancias da gente nova para a compreens\u00e3o e para o di\u00e1logo. Sem estes n\u00e3o h\u00e1 paz poss\u00edvel. O apelo dirige-se, como \u00e9 \u00f3bvio, aos pais, av\u00f3s e irm\u00e3os mais velhos, aos professores e outros educadores, aos catequistas e educadores da f\u00e9, aos animadores juvenis, aos chefes do escutismo, a todos quantos t\u00eam responsabilidades na forma\u00e7\u00e3o das novas gera\u00e7\u00f5es. E, de algum modo, todos temos essa responsabilidade. Vivemos num tempo de agressividade e reivindica\u00e7\u00e3o, onde todos julgam s\u00f3 ter direitos; onde s\u00f3 os outros erram; onde perdoar e desculpar parece uma humilha\u00e7\u00e3o; onde a toler\u00e2ncia \u00e9 s\u00f3 para algumas coisas; onde tentar compreender e entrar no mundo do outro \u00e9 perder tempo; onde as falhas morrem sem que haja quem as assuma; onde dialogar \u00e9 apenas p\u00f4r o outro de acordo connosco; onde a indiferen\u00e7a se vai tornando lei; onde os valores se reduzem ao dinheiro, ao prest\u00edgio, ao gozo pessoal. Da\u00ed a guerra no interior das pessoas, no seio das fam\u00edlias, nos lugares de trabalho, na conviv\u00eancia social.  S\u00f3 pela educa\u00e7\u00e3o com novos valores se pode contrariar este clima t\u00e3o negativo. N\u00f3s, os crist\u00e3os, n\u00e3o podemos deixar de assumir, como priorit\u00e1ria e permanente, a educa\u00e7\u00e3o para a paz, que o \u00e9 tamb\u00e9m para a solidariedade, para os direitos humanos fundamentais, para a responsabilidade na constru\u00e7\u00e3o do bem comum. Aqui vos deixo, queridos diocesanos, um caminho acess\u00edvel e urgente. Ajudemo-nos uns aos outros a and\u00e1-lo. Para todos e para todas as fam\u00edlias da Diocese, um Ano 2004 de gra\u00e7a e de paz!   Ant\u00f3nio Marcelino, bispo de Aveiro <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mensagem de Ano Novo de D. 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