{"id":403388,"date":"2025-12-11T10:29:37","date_gmt":"2025-12-11T10:29:37","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=403388"},"modified":"2025-12-11T10:29:37","modified_gmt":"2025-12-11T10:29:37","slug":"do-imperio-do-odio-ao-reino-do-amor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/do-imperio-do-odio-ao-reino-do-amor\/","title":{"rendered":"Do Imp\u00e9rio do \u00d3dio ao Reino do Amor"},"content":{"rendered":"<p><em>Ant\u00f3nio Salvado Morgado, Diocese da Guarda<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Antonio-Morgado-guarda.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignright wp-image-271042 size-medium\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Antonio-Morgado-guarda-390x260.jpg\" alt=\"\" width=\"390\" height=\"260\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Antonio-Morgado-guarda-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Antonio-Morgado-guarda-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Antonio-Morgado-guarda-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Antonio-Morgado-guarda-391x260.jpg 391w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Antonio-Morgado-guarda-1080x720.jpg 1080w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Antonio-Morgado-guarda-1280x853.jpg 1280w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Antonio-Morgado-guarda-980x653.jpg 980w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Antonio-Morgado-guarda-480x320.jpg 480w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Antonio-Morgado-guarda.jpg 1500w\" sizes=\"(max-width: 390px) 100vw, 390px\" \/><\/a>Introduziu-se a palavra lentamente ao longo do tempo na correnteza dos dias e no linguajar pol\u00edtico da nossa conjuntura vital. Nossa e do universo dos humanos. Hoje a utiliza\u00e7\u00e3o da palavra \u00e9 avassaladora. Aqui, no nosso Portugal, e no mundo, a julgar pelas impress\u00f5es deixadas em n\u00f3s pela comunica\u00e7\u00e3o social que nos chega dali e do long\u00ednquo al\u00e9m. Vai-se at\u00e9 dizendo e escrevendo que o \u00f3dio se encontra a ganhar terreno em todas as partes do mundo. E bem podemos ficar a duvidar se \u00e9 a palavra que alimenta o \u00f3dio ou se \u00e9 o \u00f3dio real que alimenta a palavra. Haver\u00e1, talvez, uma influ\u00eancia rec\u00edproca: o \u00f3dio a gerar a palavra e a palavra a gerar o \u00f3dio. E onde e como poder\u00e1 terminar a competi\u00e7\u00e3o? Haja a esperan\u00e7a de um fim. Ou que a competi\u00e7\u00e3o seja transferida para a conc\u00f3rdia e a paz. A \u201cconc\u00f3rdia\u201d dita e a conc\u00f3rdia vivida. A \u201cpaz\u201d do dizer e a paz do realizar. E da paz do realizar para a paz do ser.<\/p>\n<p>Dizer \u00e9 um modo de fazer e criar. As realidades induzem as palavras e as palavras induzem as realidades. No relato b\u00edblico, Deus criou pela palavra. E tudo era bom e belo nessa cria\u00e7\u00e3o inicial apresentada no mito ad\u00e2mico. Criado \u00e0 imagem de Deus, tamb\u00e9m o Homem cria pela palavra, mas as suas obras nem sempre s\u00e3o boas e poder\u00e3o mesmo ser materializa\u00e7\u00e3o de \u00f3dios velhos transmutados em \u00f3dios novos.<\/p>\n<p>O \u00f3dio, \u00e9 o que parece andar por a\u00ed, nos continentes da Terra e no ambiente caseiro do nosso viver. \u00c9 o que parece andar por a\u00ed, o \u00f3dio, nos meios inform\u00e1ticos modernos de jogos e de redes socais onde, desenhadas para dar lucro, ele \u00e9 o algoritmo que parece ir ditando as regras alimentando-se e amplificando-se a uma velocidade at\u00f3mica, como a das part\u00edculas do mundo qu\u00e2ntico.<\/p>\n<p>Educado desde o ber\u00e7o no respeito por todos e no amor ao pr\u00f3ximo, tenho dificuldade em admitir a exist\u00eancia do \u00f3dio na dimens\u00e3o que se nos tem apresentado nos meios de comunica\u00e7\u00e3o social quando sistematicamente se fala de \u00abdiscursos de \u00f3dio\u00bb aqui e ali, discursos de hoje na sequ\u00eancia dos discursos de ontem. N\u00e3o haver\u00e1 dia algum que n\u00e3o ou\u00e7amos falar de \u00f3dio. E de discursos de \u00f3dio, esse dizer que, clara ou disfar\u00e7adamente incita ao \u00f3dio, mesmo em discursos pretensamente contra o \u00f3dio.<\/p>\n<p>N\u00e3o ser\u00e1 necess\u00e1rio olhar para as guerras, tantas, as muito faladas e as sistematicamente ignoradas, onde o \u00f3dio anda \u00e0 solta e sem r\u00e9deas que o possam amansar, guerras de \u00f3dio e guerras que alimentam \u00f3dios novos. S\u00e3o \u00f3dios a gerarem novos \u00f3dios. T\u00e3o grandes e t\u00e3o entranhados no esp\u00edrito de tantos que dificilmente os habitantes dos tempos futuros ser\u00e3o capazes de esquecer os \u00f3dios gerados na nossa Hist\u00f3ria. E muito menos perdoar. Tamb\u00e9m no \u00f3dio o presente \u00e9 respons\u00e1vel pelo futuro.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil caracterizar o \u00f3dio de modo simples, esse sentimento persistente de profunda e intensa avers\u00e3o a pessoas, grupos sociais e povos, com forte desejo de os limitar, prejudicar ou mesmo de os destruir, como tamb\u00e9m n\u00e3o ser\u00e1 f\u00e1cil de o compreender numa sociedade que se diz alicer\u00e7ada na ideia de Direitos Humanos fundada na comum dignidade do Homem merecedora da maior estima, considera\u00e7\u00e3o e respeito, j\u00e1 para n\u00e3o falar da fraternidade dos Filhos de Deus que, anunciada desde os tempos imemoriais da cria\u00e7\u00e3o ou das t\u00e1buas do Sinai, passa por Bel\u00e9m e culmina na Cruz e na Ressurrei\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Mas ele a\u00ed estar\u00e1, o \u00f3dio, no dizer e no fazer, no cora\u00e7\u00e3o de pessoas e no cora\u00e7\u00e3o das comunidades, \u00f3dio individual e \u00f3dio social. E \u00f3dio colectivo, como parece. Ele anda por a\u00ed a fazer parte do ar que se respira neste nosso mundo. Contradi\u00e7\u00f5es de uma sociedade doente ou contradi\u00e7\u00f5es que anunciam um salto da Humanidade para maior Fraternidade? Bem gostar\u00edamos que se tratasse da segunda hip\u00f3tese.<\/p>\n<p>O \u00f3dio, esse sentimento complexo e multifacetado, at\u00e9 parece ser ponto de honra de alguns. No passado dia vinte e um de Setembro, o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, diante de milhares de pessoas que acompanhavam o funeral do activista conservador Charlie Kirk [1993-2025], disse: \u00abOdeio os meus advers\u00e1rios\u00bb. Estranho dizer este, do respons\u00e1vel m\u00e1ximo por uma uni\u00e3o de Estados que a Hist\u00f3ria diz ser a mais antiga democracia do mundo na modernidade. E o mundo a julgar que a democracia era a conviv\u00eancia de advers\u00e1rios na conquista do poder para servir um povo de cidad\u00e3os.<\/p>\n<p>E quanto a n\u00f3s, que vivemos neste torr\u00e3o do limite ocidental da Europa, um jardim, diz-se, \u00e0 beira-mar plantado, onde medram as plantas do maior encanto, bastar\u00e1 olhar para a nossa Assembleia da Rep\u00fablica onde ele, o \u00f3dio, parece saltar de bancada em bancada, de discurso em discurso, transformada ela, a Assembleia ou a nossa Rep\u00fablica, numa escola, nada exemplar, de forma\u00e7\u00e3o c\u00edvica que se pode oferecer a crian\u00e7as, adolescentes e jovens, para os quais esta institui\u00e7\u00e3o do supremo poder legal, secundada por outras institui\u00e7\u00f5es da Rep\u00fablica, engendra programas artificiosos de educa\u00e7\u00e3o para a cidadania.<\/p>\n<p>Perante alguns espect\u00e1culos que a Assembleia da Rep\u00fablica nos tem proporcionado e vincadamente transmitidos pelos meios de comunica\u00e7\u00e3o televisiva, poder-se-\u00e1 dizer que a educa\u00e7\u00e3o c\u00edvica, na fam\u00edlia e nas escolas, tem de ser uma educa\u00e7\u00e3o c\u00edvica do n\u00e3o. N\u00e3o dizer tanto o que \u00e9, mas acentuar o que ela n\u00e3o \u00e9. O que n\u00e3o \u00e9 ali a Humanidade e a Cidadania, o Respeito e a Educa\u00e7\u00e3o C\u00edvica, a Conviv\u00eancia, a Liberdade e a Responsabilidade, a Toler\u00e2ncia, a Comunidade, a Solidariedade e a Fraternidade, a Lei e o Direito, a Igualdade e a Dignidade, a \u00c9tica e o Bem Comum. Dizer o que n\u00e3o \u00e9 como quem entoa os versos finais do \u201cC\u00e2ntico Negro\u201d do poeta Jos\u00e9 R\u00e9gio [1901-1969]: \u00abN\u00e3o sei para onde vou, \/ N\u00e3o sei para onde vou \/ \u2014Sei que n\u00e3o vou por a\u00ed!\u00bb Por a\u00ed, por onde parecem andar tantas vezes os nossos eleitos.<\/p>\n<p>\u00abSei que n\u00e3o vou por a\u00ed\u00bb: as linhas vermelhas, t\u00e3o reiteradamente invocadas, n\u00e3o podem ser tra\u00e7adas em rela\u00e7\u00e3o a pessoas como parece vir acontecendo, mas em rela\u00e7\u00e3o a situa\u00e7\u00f5es, ideias e projectos cujo confronto \u00e9 saud\u00e1vel e enriquecedor.<\/p>\n<p>\u00abSei que n\u00e3o vou por a\u00ed\u00bb: muitas imagens de cenas parlamentares mais parecem desenvolvidas em fun\u00e7\u00e3o das pessoas do que em fun\u00e7\u00e3o de causas prementes da comunidade. A agress\u00e3o verbal e gestual, a hostilidade, a intoler\u00e2ncia, a rejei\u00e7\u00e3o e o desprezo, bem parecem mais o retrato do \u00f3dio reinante naquele espa\u00e7o do que a via para o entendimento desejado na resolu\u00e7\u00e3o dos problemas de um povo. E o povo espera. E o povo somos todos n\u00f3s, eleitores.<\/p>\n<p>E o mais grave \u00e9 que nos vamos habituando a tais cenas tristes, estas sim, que deveriam ser bem marcadas com linhas vermelhas. O pior \u00e9 que estas cenas tristes se v\u00e3o tornando um h\u00e1bito e os discursos se v\u00e3o amplificando. A sensibilidade vai-se esbatendo e o \u00f3dio vai-se tolerando, legitimando acabando por quase se naturalizar. E as linhas vermelhas s\u00e3o cada vez menos vermelhas onde elas deveriam encontrar-se. Desaparece a distin\u00e7\u00e3o entre o bom e o mau, entre o conveniente e o inconveniente, entre a educa\u00e7\u00e3o e a grosseria. E tudo enquanto a democracia se vai enfraquecendo e o mercado livreiro vai estando cheio de obras a alertar para o fen\u00f3meno, mas que poucos se encontram dispostos a ler.<\/p>\n<p>Importa saber ver. Importa saber estar. Importa saber ser. Importa atendermos aos crit\u00e9rios pelos quais avaliamos os nossos eleitos e os crit\u00e9rios pelos quais eles se orientam naquele espa\u00e7o, p\u00fablico por excel\u00eancia, sabendo que \u00e9 por a\u00ed que se faz caminho. O caminho da democracia. O caminho da s\u00e3 cidadania. O caminho da conviv\u00eancia entre humanos. O sentido de comunidade.<\/p>\n<p>Saber ver, saber estar e saber ser com a f\u00e9 com que Le\u00e3o XIV encerra a sua primeira exorta\u00e7\u00e3o apost\u00f3lica, a \u201cDilexi te\u201d: \u00ab<em>O amor crist\u00e3o supera todas as barreiras, aproxima os que est\u00e3o distantes, une os estranhos, torna familiares os inimigos, atravessa abismos humanamente insuper\u00e1veis, entra nos meandros mais rec\u00f4nditos da sociedade. Por sua natureza, o amor crist\u00e3o \u00e9 prof\u00e9tico, realiza milagres, n\u00e3o tem limites: \u00e9 para o imposs\u00edvel. O amor \u00e9 sobretudo uma forma de conceber a vida, um modo de a viver. Assim, uma Igreja que n\u00e3o coloca limites ao amor, que n\u00e3o conhece inimigos a combater, mas apenas homens e mulheres a amar, \u00e9 a Igreja de que o mundo hoje precisa<\/em>.\u00bb [120]<\/p>\n<p>O \u00f3dio n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 a nega\u00e7\u00e3o do amor. Ele op\u00f5e-se radicalmente ao amor, particularmente ao amor crist\u00e3o. A\u00ed onde h\u00e1 \u00f3dio h\u00e1 algu\u00e9m que odeia e algu\u00e9m que \u00e9 odiado; algu\u00e9m que marginaliza e algu\u00e9m que \u00e9 marginalizado. Opondo-se ao amor, o \u00f3dio encarna consequentemente subtis formas de pobreza. Material com certeza, mas, sobretudo, pobreza espiritual. Quando no universo humano impera o \u00f3dio, nunca ser\u00e1 demais invocar as exig\u00eancias do Reino do Amor revelado na marginalidade da cidade e na pobreza de uma cabana acalentado pelos animais. Santo Advento. Santo Natal.<\/p>\n<p><em>(Os artigos de opini\u00e3o publicados na sec\u00e7\u00e3o \u2018Opini\u00e3o\u2019 e \u2018Rubricas\u2019 do portal da Ag\u00eancia Ecclesia s\u00e3o da responsabilidade de quem os assina e vinculam apenas os seus autores.)<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ant\u00f3nio Salvado Morgado, Diocese da Guarda<\/p>\n","protected":false},"author":17,"featured_media":271042,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"default","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"default","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"set","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[10],"tags":[],"class_list":["post-403388","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/403388","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/17"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=403388"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/403388\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/271042"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=403388"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=403388"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=403388"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}