{"id":40311,"date":"2009-08-06T13:02:38","date_gmt":"2009-08-06T13:02:38","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2009\/08\/06\/ferias-ao-servico-aos-doentes-mentais\/"},"modified":"2009-08-06T13:02:38","modified_gmt":"2009-08-06T13:02:38","slug":"ferias-ao-servico-aos-doentes-mentais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/ferias-ao-servico-aos-doentes-mentais\/","title":{"rendered":"F\u00e9rias ao servi\u00e7o aos doentes mentais"},"content":{"rendered":"<p>Campos de f\u00e9rias da Juventude hospitaleiras s\u00e3o proposta de crescimento e doa\u00e7\u00e3o <!--more--> <\/p>\n<p>&Agrave; Casa de Sa&uacute;de da Idanha, chegam jovens de Portim&atilde;o, de Torres Vedras e de Oliveira de Azem&eacute;is para, durante oito dias, estarem ao servi&ccedil;o. S&atilde;o jovens desafiados pelo novo e pelo esp&iacute;rito de voluntariado. Jovens que aceitaram estar e acompanhar doentes mentais, habitualmente estigmatizados pela sociedade. Estes s&atilde;o jovens que, durante uma semana, se v&atilde;o conhecer, formar comunidade e deixar-se envolver pela hospitalidade dos campos de f&eacute;rias.<\/p>\n<p>A experi&ecirc;ncia da solidariedade, o encontro consigo pr&oacute;prio, mas tamb&eacute;m a possibilidade de conhecer por dentro a Congrega&ccedil;&atilde;o das Irm&atilde;s Hospitaleiras do Sagrado Cora&ccedil;&atilde;o de Jesus, s&atilde;o alguns dos objectivos dos campos de f&eacute;rias.<\/p>\n<p>&ldquo;S&atilde;o actividades entre oito a dez dias, onde os jovens realizam v&aacute;rios momentos de servi&ccedil;o directo ao doente&rdquo;, explica a Irm&atilde; Sara, das Irm&atilde;s Hospitaleiras. Os campos de f&eacute;rias compreendem momentos de conv&iacute;vio, de partilha em grupo, de interac&ccedil;&atilde;o com os doentes mas tamb&eacute;m din&acirc;micas de jogos, de passeio, momentos de ora&ccedil;&atilde;o e de reflex&atilde;o.<\/p>\n<p>&ldquo;Procuramos desenvolver alguns temas de forma&ccedil;&atilde;o humana para que o jovem se possa conhecer melhor&rdquo;, elucida a religiosa. Conhecer os valores humanos e os valores hospitaleiros, dar a conhecer quem &eacute; Jesus Cristo, apresentar a Congrega&ccedil;&atilde;o das Irm&atilde;s Hospitaleiras do Sagrado Cora&ccedil;&atilde;o de Jesus, juntamente com a Juventude Hospitaleira, onde estes campos de f&eacute;rias se inserem s&atilde;o propostas ao longo da semana. <strong>&nbsp;<\/strong><\/p>\n<p>A Juventude Hospitaleira p&otilde;e em contacto o doente mental e os jovens. Este &eacute; o melhor instrumento para dissolver o estigma que esta doen&ccedil;a ainda tem na sociedade. A solidariedade &eacute; a linguagem que os jovens melhor conhecem.<\/p>\n<p>H&aacute; uns anos atr&aacute;s houve um decr&eacute;scimo de participa&ccedil;&atilde;o juvenil nas actividades. Mas a Irm&atilde; Sara regista que, actualmente, os que chegam &ldquo;v&ecirc;m para se dar&rdquo;. O desejo de se darem &eacute; not&oacute;rio. &ldquo;Os jovens est&atilde;o despertos para a solidariedade. Eles pr&oacute;prios dizem que participam com o objectivo de ajudar o outro porque querem crescer como pessoas, querem aprender mais&rdquo;, explica.<\/p>\n<p>Foi h&aacute; mais de 30 anos que a pastoral juvenil hospitaleira come&ccedil;ou a organizar-se. Inicialmente pressionados pela falta de voca&ccedil;&otilde;es, cedo a Congrega&ccedil;&atilde;o percebeu que a proposta da hospitalidade era v&aacute;lida para qualquer voca&ccedil;&atilde;o. A Irm&atilde; Laurinda, respons&aacute;vel nacional pela pastoral juvenil das Irm&atilde;s Hospitaleiras, explica que a organiza&ccedil;&atilde;o de um projecto de evangeliza&ccedil;&atilde;o, &ldquo;de crescimento humano, espiritual e social para os jovens que &eacute; muito v&aacute;lido, tanto para os jovens como para a hospitalidade&rdquo;.<\/p>\n<p>Esta religiosa n&atilde;o esconde a alegria que &eacute; trabalhar com a juventude. &ldquo;Acredito muito nos jovens, nunca deixei de acreditar mesmo numa fase em que os jovens apareciam menos&rdquo;.<\/p>\n<p>A respons&aacute;vel nacional regista que a cada cinco anos d&aacute;-se uma mudan&ccedil;a cultural entre os jovens. Se h&aacute; uns anos se defrontaram com um decr&eacute;scimo de participa&ccedil;&atilde;o juvenil, &ldquo;agora estamos a subir na procura de actividades&rdquo;, regista. A ades&atilde;o &eacute; not&oacute;ria. A religiosa explica que para isso contribuiu a &ldquo;abertura do projecto&rdquo;.<\/p>\n<p>&ldquo;N&atilde;o &eacute; um projecto de &laquo;ca&ccedil;a de voca&ccedil;&otilde;es&raquo;, mas de amadurecimento de vida, de procurar encontrar sentido. Os jovens aprendem sobretudo a ser hospitaleiros nos seus meios pr&oacute;prios. A prova de que &eacute; um bom projecto &eacute; que, geralmente, trabalhamos com jovens dos 13 aos 30, mas chegados a essa idade, eles n&atilde;o querem ir embora&rdquo;.<\/p>\n<p><strong>[[v,d,464,Campo de F&eacute;rias na Casa de Sa&uacute;de da Idanha ]]<\/strong><\/p>\n<p><strong>Estar e ouvir<\/strong><br \/>Os dias dos campos de f&eacute;rias s&atilde;o todos diferentes, mas t&ecirc;m a marca comum de estar com os doentes. Aos jovens n&atilde;o se pede muito. A sua presen&ccedil;a &eacute; o mais importante, para quem gosta de conversar, receber aten&ccedil;&atilde;o e dar carinho.<\/p>\n<p>V&aacute;rias vezes ao dia, os jovens vestem a bata e sobem &agrave;s unidades onde se encontram os doentes. Madalena est&aacute; na unidade Maria Josefa, que intregra doentes de Alzheimer. &ldquo;Com estes doentes temos de recordar algumas coisas e identificarmo-nos diversas vezes&rdquo;, explica.<\/p>\n<p>O Gaspar, que acompanha a Madalena na unidade, opta por ter conversas simples. &ldquo;Se dormiram bem, se est&atilde;o bem, se j&aacute; comeram. Coisas simples e sem complica&ccedil;&otilde;es&rdquo;. Em troca recebe &ldquo;por vezes respostas tristes, outras de alegria por estar a falar com elas&rdquo;.<\/p>\n<p>De simplicidade se revestem as rela&ccedil;&otilde;es criadas. Uma simplicidade que deixa marcas e se quer repetir, como aconteceu com a Madalena.<\/p>\n<p>&ldquo;J&aacute; tinha participado na P&aacute;scoa hospitaleira. Como primeira experi&ecirc;ncia marcou-me muito&rdquo;. Quando terminou sentiu a necessidade de se entregar ao outro, &ldquo;voltar a fazer algo e ser &uacute;til&rdquo;. Madalena explica que quem se disponibiliza para dar, &ldquo;acaba por receber muito mais&rdquo;. O dar gratuitamente &ldquo;faz-nos esquecer as coisas superficiais&rdquo;, refor&ccedil;a.<\/p>\n<p>Entre repetentes, foram muitos os que encontraram neste campo de f&eacute;rias a sua primeira experi&ecirc;ncia hospitaleira.<\/p>\n<p>A Filipa foi entusiasmada pelo seu pai. &ldquo;Desde pequena que ou&ccedil;o falar dos campos de f&eacute;rias. O meu pai passou por uma boa experi&ecirc;ncia e incentivou-me a participar&rdquo;. Esta jovem de Oliveira de Azem&eacute;is viajou sozinha at&eacute; &agrave; Idanha. Sem conhecer ningu&eacute;m, diz agora que &ldquo;a experi&ecirc;ncia est&aacute; a ser espectacular&rdquo;.<\/p>\n<p>O campo de f&eacute;rias quer oferecer uma experi&ecirc;ncia de grupo aos jovens. Chegados de s&iacute;tios diferentes, &eacute; a partilha do dia a dia nas refei&ccedil;&otilde;es, no trabalho e nas ora&ccedil;&otilde;es que constr&oacute;i rela&ccedil;&otilde;es. Inicialmente os jovens n&atilde;o se conhecem, mas a pouco e pouco v&atilde;o sendo irm&atilde;os, atrav&eacute;s do servi&ccedil;o e da entrega conjunta.<\/p>\n<p>Em equipa se vive, em equipa se trabalha, em equipa se partilham as dificuldades. Esta &eacute; uma experi&ecirc;ncia humana que ajuda a crescer e deixa marcas para a vida.<\/p>\n<p>A Rita assume esta como uma experi&ecirc;ncia de crescimento e de valoriza&ccedil;&atilde;o pessoal. A In&ecirc;s d&aacute; conta de no in&iacute;cio &ldquo;ter ficado um pouco assustada, porque &eacute; tudo muito diferente do que estou habituada&rdquo;. Um sentimento rapidamente ultrapassado pelo &ldquo;crescimento que oferece&rdquo;.<\/p>\n<p>A Mariana explica que inicialmente estava receosas. &ldquo;Pensava que eles n&atilde;o se iam dar a n&oacute;s e que n&oacute;s &eacute; que os &iacute;amos ajudar. Agora percebo que eles nos d&atilde;o mais a n&oacute;s, com os carinhos do que n&oacute;s lhes damos a eles&rdquo;.<\/p>\n<p>A Ana Sofia sublinha que qualquer gesto que fa&ccedil;a, recebemos um sorriso em troca. &ldquo;Torna-se muito gratificante&rdquo;. Tamb&eacute;m a Joana aponta que esta oportunidade &ldquo;&eacute; uma &oacute;ptima experi&ecirc;ncia tanto para n&oacute;s como para os doentes&rdquo;. Esta jovem agradece o carinho que recebe de todos ao &ldquo;recordarem-se de mim, das minhas outras passagens pela institui&ccedil;&atilde;o. Passar no corredor e saber que elas ainda me conhecem e se lembram do que fiz em anteriores ocasi&otilde;es, &eacute; muito bom&rdquo;.<\/p>\n<p><strong>A experi&ecirc;ncia da hospitalidade<br \/><\/strong>Foi esta experi&ecirc;ncia de receber e dar que mexeu com Sara. H&aacute; oito anos fez o seu primeiro campo de f&eacute;rias, mas nunca mais se desligou. Hoje &eacute; a Irm&atilde; Sara.<\/p>\n<p>&ldquo;Foi mexendo comigo a forma como as irm&atilde;s lidam com os doentes e como formam comunidade&rdquo;. Sara recorda a alegria das religiosas no servi&ccedil;o e em comunidade. &ldquo;Foi-me interpelando a uni&atilde;o que aqui existe entre o servi&ccedil;o e a ora&ccedil;&atilde;o, de uma forma muito bonita, ao jeito hospitaleiro&rdquo;.<\/p>\n<p>Sara passou por v&aacute;rias casas de sa&uacute;de da Congrega&ccedil;&atilde;o. A vida feita em comunidade, sempre com partilha e ora&ccedil;&atilde;o, chamou-a. O discernimento vocacional mostrou-lhe que o seu lugar era ao lado dos doentes e dos jovens.<\/p>\n<p>&ldquo;Com os jovens vamos fazendo uma partilha de vida bonita, que me ajuda, pessoalmente, a crescer. N&atilde;o s&oacute; como crist&atilde;, porque os jovens ensinam-me muito a n&iacute;vel humano e crist&atilde;o, mas tamb&eacute;m como consagrada, porque me ajudam a identificar-me com a miss&atilde;o hospitaleira, com a pessoa de Jesus Cristo a quem quero seguir&rdquo;.<\/p>\n<p>Idanha, Assumar, Condeixa, Braga, Lisboa, Guarda, Funchal s&atilde;o locais onde a hospitalidade &eacute; uma porta aberta, quer &agrave; pessoa doente mental e quer aos jovens.<\/p>\n<p><strong><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Campos de f\u00e9rias da Juventude hospitaleiras s\u00e3o proposta de crescimento e doa\u00e7\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[168,172,186,211,222,280,314,329],"class_list":["post-40311","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-nacional","tag-diocese-da-guarda","tag-diocese-de-braga","tag-diocese-do-funchal","tag-ferias","tag-hospitalidade","tag-pastoral-juvenil","tag-solidariedade","tag-voluntariado"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/40311","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=40311"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/40311\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=40311"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=40311"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=40311"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}