{"id":40285,"date":"2009-08-04T14:52:09","date_gmt":"2009-08-04T14:52:09","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2009\/08\/04\/peniche-homenageou-apostolo-dos-escravos-e-indios-no-brasil\/"},"modified":"2009-08-04T14:52:09","modified_gmt":"2009-08-04T14:52:09","slug":"peniche-homenageou-apostolo-dos-escravos-e-indios-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/peniche-homenageou-apostolo-dos-escravos-e-indios-no-brasil\/","title":{"rendered":"Peniche homenageou \u00abap\u00f3stolo\u00bb dos escravos e \u00edndios no Brasil"},"content":{"rendered":"<p>Peniche homenageou durante as festas da cidade em honra de N. Sra. da Boa Viagem, um dos filhos maiores da terra, D. Ant&oacute;nio Jos&eacute; Ferreira Vi&ccedil;oso. Um santo homem da Igreja, audaz mission&aacute;rio do Evangelho, ilustre disc&iacute;pulo de S. Vicente de Paulo e intr&eacute;pido defensor dos direitos humanos.<\/p>\n<p>Foi uma das primeiras vozes da Igreja a denunciar a escravatura de negros e &iacute;ndios e a lutar pela sua aboli&ccedil;&atilde;o, sendo perseguido e penalizado pela sua inc&oacute;moda palavra e firme atitude. No Brasil do s&eacute;c. XIX foi um dos &ldquo;grandes bispos&rdquo; que aquela Igreja-irm&atilde; jamais conheceu, como afirmou Papa Pio IX. Foram, de facto, muitos &ndash; pol&iacute;ticos, governantes, homens da cultura e eclesi&aacute;sticos &ndash; a reconhecer-lhe grandes dotes humanos e invulgares virtudes evang&eacute;licas. Por&eacute;m, &eacute; sobretudo no cora&ccedil;&atilde;o do povo brasileiro, especialmente junto das comunidades crist&atilde;s do Estado de Minas Gerais, onde faleceu em 7 de Julho de 1875, que a sua mem&oacute;ria e fama de santidade continuam hoje vivas. Ele permanece uma santa companhia no crescimento da f&eacute;, esperan&ccedil;a e caridade; eficaz protector dos valores da vida, verdade, cultura e liberdade.<\/p>\n<p>Na sess&atilde;o de lan&ccedil;amento do livro biogr&aacute;fico, realizada no passado dia 31 de Julho, marcaram presen&ccedil;a 150 pessoas, ansiosas por saber mais desta figura pouco conhecida da Igreja em Portugal, como reconheceu o pr&oacute;prio D. Anacleto de Oliveira, bispo auxiliar de Lisboa. Convidado para apresentar o livro do s&eacute;timo bispo de Mariana, baseado no escrito historicamente preciso e poeticamente apaixonado de Mariano Calado, autor do livro, D. Anacleto tra&ccedil;ou de forma eloquente as linhas fundamentais do perfil, obra e santidade do Servo de Deus, D. Ant&oacute;nio Jos&eacute; Ferreira Vi&ccedil;oso (1787-1875). Na apresenta&ccedil;&atilde;o da obra teceu gratos elogios ao autor pela dedica&ccedil;&atilde;o, como leigo comprometido em primeira linha com Mons. Manuel Bastos &#8211; p&aacute;roco em&eacute;rito &#8211; na causa de divulga&ccedil;&atilde;o do &ldquo;santo&rdquo; penicheiro. O prelado oestino comprometeu-se em mobilizar o Patriarcado de Lisboa, no sentido de levar ao conhecimento das comunidades crist&atilde;s este ilustre filho da diocese estremenha. Espera-se que em breve, como aconteceu com S. Ant&oacute;nio de Lisboa &ndash; hoje santo universal &ndash;, tamb&eacute;m um dia se possa invocar a intercess&atilde;o orante e pedir gra&ccedil;as a Ant&oacute;nio de Peniche e Mariana.&nbsp; Na verdade, o bispo Vi&ccedil;oso, como outros exemplos da hist&oacute;ria da santidade lusa (S. Ant&oacute;nio de Lisboa, S. Jo&atilde;o de Deus, S. Beatriz da Silva, P. Ant&oacute;nio Vieira, S. Jo&atilde;o de Brito, entre outros) foi em terras &ldquo;estrangeiras&rdquo; que brilhou o testemunho admir&aacute;vel da comunh&atilde;o com Deus ao servi&ccedil;o da Igreja, ao ponto de serem venerados mais pelas terras onde findaram suas canseiras apost&oacute;licas, do que naquelas que os viram nascer.&nbsp; &nbsp;<\/p>\n<p>Com tal acto p&uacute;blico, o prior da cidade-pen&iacute;nsula, &nbsp;P. Pedro Silva, a quem coube abrir a sess&atilde;o solene, citando enxertos pertinentes da carta de Bento XVI para o Ano Jubilar Sacerdotal, anunciou o feliz ensejo que &eacute; para a inteira par&oacute;quia o relan&ccedil;amento da devo&ccedil;&atilde;o ao Servo de Deus, Ant&oacute;nio Vi&ccedil;oso. Qual nosso &ldquo;Santo Vianney&rdquo;, o Servo de Deus Ant&oacute;nio Vi&ccedil;oso &#8211; jovem, padre e bispo &ldquo;reformador&rdquo; &#8211; surge assim, no 222&ordm; anivers&aacute;rio natal&iacute;cio, como grande exemplo de &ldquo;pastor e mission&aacute;rio&rdquo; da diocese de Lisboa e daquele Portugal que sempre rasgou horizontes em nome da f&eacute; pelo mundo fora. D. Vi&ccedil;oso emerge hoje como modelo do &ldquo;servidor sem fronteiras do Evangelho&rdquo; para as voca&ccedil;&otilde;es que Deus chama ao seu servi&ccedil;o: exemplo de heroicidade total dos mais altos valores crist&atilde;os.&nbsp; O prior de Peniche anunciou ainda, para satisfa&ccedil;&atilde;o de todos, a constitui&ccedil;&atilde;o de uma comiss&atilde;o para a Beatifica&ccedil;&atilde;o que, em comunh&atilde;o com a Postula&ccedil;&atilde;o da Causa sediada em Mariana, pela Diocese brasileira, e em Roma, pela Congrega&ccedil;&atilde;o da Miss&atilde;o, se ocupar&aacute; em lan&ccedil;ar campanhas de sensibiliza&ccedil;&atilde;o dirigida a variados ambientes, sem esquecer a juventude e a comunidade brasileira imigrada em Portugal, da qual grande parte prov&eacute;m precisamente de Minas Gerais. Em breve, est&aacute; prevista uma audi&ecirc;ncia com o Cardeal Patriarca para dele receber instru&ccedil;&otilde;es e o apoio necess&aacute;rio para esta causa. Tamb&eacute;m continuam a ser motivo de conversa entre os mais devotos, uma Peregrina&ccedil;&atilde;o aos lugares brasileiros do Servo de Deus e uma gemina&ccedil;&atilde;o mission&aacute;ria entre as duas cidades &ldquo;santificadas&rdquo; pela peregrina&ccedil;&atilde;o terrena de D. Vi&ccedil;oso.<\/p>\n<p>D. Ant&oacute;nio Jos&eacute; Ferreira Vi&ccedil;oso, o bispo penicheiro religioso da Congrega&ccedil;&atilde;o da Miss&atilde;o,&nbsp; significou para o seu tempo, o que D. Helder C&acirc;mara &eacute; para o nosso. Dois bons pastores do &uacute;nico rebanho de Deus, dois homens despojados de si pr&oacute;prios, dois profetas incans&aacute;veis da verdade e liberdade, defensores intransigentes dos direitos dos mais pobres, duas vozes aut&ecirc;nticas da igreja incarnada na vida do povo. Foram ambos dois far&oacute;is seguros que iluminaram o caminho de &ldquo;reforma&rdquo; da Igreja nos &uacute;ltimos duzentos anos. Her&oacute;is do Evangelho que aguardam iminente glorifica&ccedil;&atilde;o, mediante processo de canoniza&ccedil;&atilde;o, por parte da Igreja e que, entretanto, do C&eacute;u, intercedem incessantemente pela justi&ccedil;a, esperan&ccedil;a, progresso e paz da humanidade.<\/p>\n<p>&nbsp;O carisma mission&aacute;rio que animou D. Ant&oacute;nio Vi&ccedil;oso, inspirava-se no grande ap&oacute;stolo dos pobres que foi S. Vicente de Paulo, fundador da Congrega&ccedil;&atilde;o da Miss&atilde;o. Carisma esse que continua vivo, familiar e actual em Peniche atrav&eacute;s do testemunho das Irm&atilde;s Vicentinas que, desde h&aacute; d&eacute;cadas, servem a inf&acirc;ncia, os doentes, os mais pobres, os peregrinos-romeiros e a comunidade crist&atilde; que se re&uacute;ne no Santu&aacute;rio de N. Sra. dos Rem&eacute;dios, o mais ocidental da Europa.<\/p>\n<p>A Sess&atilde;o solene contou com um momento cultural abrilhantado pelo Coral &ldquo;Stella Maris&rdquo; de Peniche e o encerramento foi marcado pela habitual sess&atilde;o de autogr&aacute;fos. O autor informou que o fruto da venda do livro reverter&aacute; inteiramente a favor da nova etapa da campanha de beatifica&ccedil;&atilde;o relan&ccedil;ada pela par&oacute;quia de Peniche.<\/p>\n<p>Para conhecer melhor a pessoa, o carisma e a obra do Servo de Deus, D. Ant&oacute;nio Vi&ccedil;oso, os interessados podem solicitar o livro de Mariano Calado atrav&eacute;s do endere&ccedil;o: <a href=\"mailto:paroquiapeniche@mail.telepac.pt\">paroquiapeniche@mail.telepac.pt<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>&nbsp;Rui Pedro<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Peniche homenageou durante as festas da cidade em honra de N. Sra. da Boa Viagem, um dos filhos maiores da terra, D. 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