{"id":402674,"date":"2025-12-07T09:31:40","date_gmt":"2025-12-07T09:31:40","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=402674"},"modified":"2025-12-04T15:18:44","modified_gmt":"2025-12-04T15:18:44","slug":"pessoa-com-deficiencia-o-nosso-objetivo-e-sempre-o-de-potenciar-olharmos-para-a-capacidade-e-nao-para-a-incapacidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/pessoa-com-deficiencia-o-nosso-objetivo-e-sempre-o-de-potenciar-olharmos-para-a-capacidade-e-nao-para-a-incapacidade\/","title":{"rendered":"Pessoa com defici\u00eancia: \u00abO nosso objetivo \u00e9 sempre o de potenciar, olharmos para a capacidade e n\u00e3o para a incapacidade\u00bb"},"content":{"rendered":"<p><em>No culminar da semana em que se assinalou o Dia Internacional das Pessoas com Defici\u00eancia \u00e9 convidada da Renascen\u00e7a e da Ag\u00eancia Ecclesia, Elisabete Dias, educadora social do Centro Jo\u00e3o Paulo II, e que faz parte do \u201cGrupo da Diferen\u00e7a\u201d, que congrega institui\u00e7\u00f5es fatimenses e ourienses dedicadas \u00e0s pessoas com defici\u00eancia<\/em><!--more--><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>Entrevista conduzida por Henrique Cunha (Renascen\u00e7a) e Oct\u00e1vio Carmo (Ecclesia)<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p><em><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-402688\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/WhatsApp-Image-2025-12-04-at-14.52.00-400x267.jpeg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"267\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/WhatsApp-Image-2025-12-04-at-14.52.00-400x267.jpeg 400w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/WhatsApp-Image-2025-12-04-at-14.52.00-391x260.jpeg 391w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/WhatsApp-Image-2025-12-04-at-14.52.00.jpeg 720w\" sizes=\"(max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/>Muitas vezes pensamos nas institui\u00e7\u00f5es como ilhas. Em F\u00e1tima e Our\u00e9m, existe o \u00abGrupo da Diferen\u00e7a\u00bb, que n\u00e3o \u00e9 uma entidade jur\u00eddica, \u00e9 uma rede de parceria informal que junta o CRIF, o Centro Jo\u00e3o Paulo II, a Casa do Bom Samaritano, o CRIO e a Escola de Educa\u00e7\u00e3o Especial Os Moinhos. Qual \u00e9 a vantagem pr\u00e1tica desta uni\u00e3o? \u00c9 a partilha de recursos?<\/em><\/p>\n<p>N\u00e3o, a base do \u201cGrupo da Diferen\u00e7a\u201d n\u00e3o \u00e9, de todo, a partilha de recursos. S\u00e3o cinco institui\u00e7\u00f5es parceiras que se uniram em prol de um objetivo comum: desmistificar a ideia da pessoa com defici\u00eancia e promover sempre a maior inclus\u00e3o na comunidade. Esse \u00e9 o objetivo primordial do grupo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Um dos objetivos desse grupo \u00e9 dar visibilidade \u00e0s pessoas com defici\u00eancia na comunidade. Sentem que essa visibilidade ajuda a combater a discrimina\u00e7\u00e3o que ainda existe?<\/em><\/p>\n<p>Claro que sim. Quanto mais a defici\u00eancia for vista e estiver acess\u00edvel a todas as pessoas, mais estaremos a ir no caminho para a n\u00e3o discrimina\u00e7\u00e3o e para a verdadeira inclus\u00e3o. Acreditamos que h\u00e1 ainda um longo caminho a percorrer, mas tamb\u00e9m acreditamos que, nestes 20 anos que j\u00e1 temos desta parceria, muito trabalho j\u00e1 tem sido feito.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Ainda h\u00e1 muita mistifica\u00e7\u00e3o do que \u00e9 uma pessoa com defici\u00eancia na sociedade portuguesa?<\/em><\/p>\n<p>Sim, sim.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Como \u00e9 que isso se sente no dia a dia?<\/em><\/p>\n<p>\u00c9 natural. N\u00f3s somos cinco institui\u00e7\u00f5es muito distintas &#8211; umas trabalham mais com a incapacidade motora, outras mais com a incapacidade cognitiva &#8211; e, portanto, at\u00e9 essa visualiza\u00e7\u00e3o por parte das pessoas \u00e9 feita de forma diferenciada. Mas as pessoas com dificuldades s\u00e3o sempre vistas como inferiores, como mais limitadas. O nosso objetivo \u00e9 sempre o de potenciar, olharmos para a capacidade e n\u00e3o para a incapacidade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>O Governo reconheceu recentemente que a inclus\u00e3o tem falhas e um estudo apresentado na Assembleia da Rep\u00fablica indica que 91% dos portugueses consideram que as pessoas com defici\u00eancia s\u00e3o frequentemente discriminadas. Este n\u00famero surpreende-a ou \u00e9 um espelho daquilo que v\u00ea todos os dias?<\/em><\/p>\n<p>De facto, \u00e9 uma percentagem muito elevada. Surpreende-me um bocadinho estarmos na casa dos 90%, mas a verdade que h\u00e1 um longo caminho a percorrer e que h\u00e1 muita discrimina\u00e7\u00e3o. Em coisas simples: \u00e0s vezes at\u00e9 com a acessibilidade a um servi\u00e7o p\u00fablico, com a possibilidade de frequ\u00eancia no ensino regular&#8230;<\/p>\n<p>Poder\u00edamos enumerar imensas coisas. \u00c9 uma realidade que n\u00f3s, institui\u00e7\u00f5es, tamb\u00e9m reconhecemos como dif\u00edcil. \u00c9 dif\u00edcil a inclus\u00e3o, \u00e9 dif\u00edcil olharmos para a pessoa com defici\u00eancia como uma pessoa igual, ter igualdade de oportunidade; isso ainda n\u00e3o acontece.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Certamente que entre esses 91% haver\u00e1 alguns que est\u00e3o a fazer uma autocr\u00edtica, ou seja, tamb\u00e9m discriminam. \u00c9 mesmo uma quest\u00e3o de mentalidade, de dificuldade em conviver com a diferen\u00e7a?<\/em><\/p>\n<p>De mentalidade, eu acho que sim, a base est\u00e1 a\u00ed. Se n\u00f3s consegu\u00edssemos olhar para o outro como um ser diferente, mas com igual oportunidade e igual capacidade, faria toda a diferen\u00e7a.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Algu\u00e9m que est\u00e1 t\u00e3o envolvido como a Elisabete no dia a dia, neste trabalho, que diz a quem nos est\u00e1 a ouvir para que possa fazer gestos pequenos ou maiores e esta situa\u00e7\u00e3o seja superada?<\/em><\/p>\n<p>Eu acho que a quest\u00e3o da empatia \u00e9 fundamental. Se n\u00f3s conseguirmos colocar-nos no lugar do outro e cal\u00e7ar os sapatos do outro, faz toda a diferen\u00e7a. Se eu conseguir ver e sentir a dificuldade no outro, vou ter mais capacidade para compreender. O apoio das institui\u00e7\u00f5es acaba muito por ser um apoio \u00e0s fam\u00edlias, de incentivo\u2026<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Sabemos muitas vezes que o peso recai sobre as fam\u00edlias, que acabam por ficar isoladas. De que forma \u00e9 que sente esse isolamento dos cuidadores no dia a dia e qual \u00e9 a primeira resposta que as institui\u00e7\u00f5es tentam proporcionar?<\/em><\/p>\n<p>N\u00f3s, no \u201cGrupo da Diferen\u00e7a\u201d, somos cinco institui\u00e7\u00f5es com realidades muito diferenciadas. Quer o Centro Jo\u00e3o Paulo II, quer a Casa do Bom Samaritano, s\u00e3o lares residenciais, ou seja, d\u00e3o uma resposta efetiva: os utentes ficam aos cuidados destes lares e depois fazem o seu percurso na escola e, eventualmente, a inser\u00e7\u00e3o profissional, sempre com a retaguarda das institui\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Depois, por outro lado, temos o CRIF e o CRIO, que s\u00e3o centros de reabilita\u00e7\u00e3o, ou seja, d\u00e3o apoio durante o dia, de segunda a sexta-feira. Libertam as fam\u00edlias para poderem ter tamb\u00e9m as suas atividades profissionais, terem a sua vida pessoal, que \u00e9 extremamente importante. E depois a escola de educa\u00e7\u00e3o especial \u2018Os Moinhos\u2019, que \u00e9 muito espec\u00edfica, que atende crian\u00e7as em idade escolar, at\u00e9 aos 18 anos, com graves limita\u00e7\u00f5es f\u00edsicas, motoras e cognitivas. As institui\u00e7\u00f5es acabam por dar uma resposta efetiva, que \u00e9 a de cuidar dos seus, da melhor forma que conseguem.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>N\u00f3s sabemos tamb\u00e9m que h\u00e1 casos onde essa retaguarda familiar ou n\u00e3o existe ou n\u00e3o consegue dar resposta. Olhando para o conjunto da sociedade, o Estado est\u00e1 preparado para acolher esses casos?<\/em><\/p>\n<p>Eu trabalho nesta \u00e1rea h\u00e1 20 anos e a evolu\u00e7\u00e3o tem sido bastante significativa, vai havendo cada vez mais respostas. Agora, se s\u00e3o as suficientes? Isso n\u00e3o lhe consigo dizer, mas eu n\u00e3o acredito que o pa\u00eds esteja preparado.<\/p>\n<p>O que \u00e9 que est\u00e1 a acontecer, pensando por exemplo nos centros de reabilita\u00e7\u00e3o que d\u00e3o resposta diurna? Os pais v\u00e3o envelhecendo, as fam\u00edlias est\u00e3o a ficar sem capacidade para dar resposta e existem listas de espera enormes.<\/p>\n<p>Efetivamente, estas institui\u00e7\u00f5es v\u00e3o criando os seus lares residenciais, mas n\u00e3o est\u00e3o, com certeza, a dar resposta a todos os pedidos e \u00e0s listas de espera enormes que as institui\u00e7\u00f5es individualmente t\u00eam &#8211; pelo menos, estou a falar destas nossas, do nosso concelho.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>A nota positiva do estudo que cit\u00e1mos \u00e9 que h\u00e1 um amplo apoio da popula\u00e7\u00e3o \u00e0 promo\u00e7\u00e3o da inclus\u00e3o. Falta vontade pol\u00edtica para a promo\u00e7\u00e3o das melhores pr\u00e1ticas?<\/em><\/p>\n<p>Eu n\u00e3o sei o que \u00e9 que falta. Acredito que n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil. N\u00f3s, trabalhando nesta \u00e1rea, sabemos que n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil apontarmos o dedo e dizer que a culpa \u00e9 deste setor, ou daquele, ou \u00e9 de uma quest\u00e3o pol\u00edtica. Na realidade, n\u00f3s estamos a falar de pessoas com graves limita\u00e7\u00f5es, muitas vezes. Por mais que se tenha boa vontade, por exemplo, numa inclus\u00e3o profissional, as quest\u00f5es n\u00e3o s\u00e3o t\u00e3o lineares como isso, porque estamos a falar, \u00e0s vezes, de uma grande falta de autonomia.<\/p>\n<p>Muitas vezes, pensar numa inclus\u00e3o profissional implica que essa pessoa tenha de estar acompanhada, porque n\u00e3o consegue executar determinadas tarefas. Portanto, eu acho que todos n\u00f3s, individualmente, podemos acolher sempre a pessoa com defici\u00eancia. Eu refor\u00e7o esta quest\u00e3o da empatia, olharmos o que \u00e9 que podemos fazer, e se todos fizermos bocadinho, ser\u00e1 tamb\u00e9m mais simples.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Falou que tem notado diferen\u00e7as nestas duas d\u00e9cadas de trabalho. A quest\u00e3o das barreiras arquitet\u00f3nicas \u00e9 algo que exige a aten\u00e7\u00e3o de todos e que todos podem ajudar a promover?<\/em><\/p>\n<p>Claro. E todos podemos ajudar a identificar. N\u00f3s s\u00f3 pensamos nisso quando precisamos, a realidade \u00e9 essa. Se eu tenho um beb\u00e9 e vou com um carrinho, tenho dificuldade e penso nisso; caso contr\u00e1rio, n\u00e3o penso na outra pessoa que s\u00f3 consegue movimentar-se com uma cadeira de rodas naquele edif\u00edcio. Eu acho que se n\u00f3s estivermos atentos, \u00e9 uma quest\u00e3o de civismo tamb\u00e9m. Por exemplo, nos hipermercados, no estacionamento reservado a pessoas com defici\u00eancia: quantas pessoas est\u00e3o ali a barrar a oportunidade de uma pessoa poder usufruir do seu direito?<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Estamos a caminhar para um grande evento no dia 13 de dezembro: o Santu\u00e1rio de F\u00e1tima vai acolher o Jubileu das Pessoas com Defici\u00eancia e os seus cuidadores. O tema \u00e9 \u2018Refletir a Esperan\u00e7a\u2019. O documento preparat\u00f3rio diz que este dia n\u00e3o \u00e9 apenas para a pessoa com defici\u00eancia, mas constru\u00eddo com ela. Como \u00e9 que olha para esta inten\u00e7\u00e3o de dar protagonismo aos utentes?<\/em><\/p>\n<p>Eu acho maravilhoso, acho que a ideia do Jubileu foi extraordin\u00e1ria, porque incorpora aqui n\u00e3o s\u00f3 a pessoa com defici\u00eancia, mas os seus cuidadores, os profissionais, as fam\u00edlias. H\u00e1 aqui um espa\u00e7o enorme de partilha, de um momento que eu acredito que vai enriquecer. \u00c9 um momento de uni\u00e3o e de sentirmos que n\u00e3o estamos sozinhos. N\u00f3s, \u00e0s vezes, na institui\u00e7\u00e3o temos as nossas dificuldades, mas acredito que muitas fam\u00edlias pelo pa\u00eds fora t\u00eam dificuldades muito pr\u00f3prias. Acredito que vai haver uma grande ades\u00e3o\u2026<\/p>\n<p>Vai ser essencialmente isso, um momento de uni\u00e3o e de partilha de coisas boas e de coisa menos boas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>O evento tem dois programas simult\u00e2neos, um deles mais sensorial, focado nas pessoas com defici\u00eancia intelectual ou ps\u00edquica, e esse cuidado estende-se \u00e0 log\u00edstica, com almo\u00e7o gratuito e possibilidade de alojamento. Este \u00e9 um sinal importante para muitas fam\u00edlias que tantas vezes t\u00eam medo de sair de casa por causa destas dificuldades?<\/em><\/p>\n<p>Sim, eu acho que o Santu\u00e1rio, nesse aspeto, teve um cuidado extraordin\u00e1rio. De facto, permitiu e deu espa\u00e7o para que ningu\u00e9m ficasse exclu\u00eddo, para que quem quisesse efetivamente participar neste encontro o pudesse fazer. Proporcionou todas as condi\u00e7\u00f5es em termos de alojamento, de refei\u00e7\u00e3o, de programa alternativo. Ou seja, a fam\u00edlia pode perfeitamente participar no programa geral e ter a garantia de que as crian\u00e7as ou os adultos t\u00eam o seu acompanhamento no programa extraordin\u00e1rio, que est\u00e3o acompanhados e que podem usufruir e estar livres. O Santu\u00e1rio est\u00e1 a ser \u201ccolo\u201d para as institui\u00e7\u00f5es, mas est\u00e1 a ser, sobretudo, \u201ccolo\u201d para todas as fam\u00edlias.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No culminar da semana em que se assinalou o Dia Internacional das Pessoas com Defici\u00eancia \u00e9 convidada da Renascen\u00e7a e da Ag\u00eancia Ecclesia, Elisabete Dias, educadora social do Centro Jo\u00e3o Paulo II, e que faz parte do \u201cGrupo da Diferen\u00e7a\u201d, que congrega institui\u00e7\u00f5es fatimenses e ourienses dedicadas \u00e0s pessoas com defici\u00eancia<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":402688,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"default","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"default","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"set","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[6,630],"tags":[288],"class_list":["post-402674","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-entrevistas","category-entrevistas-ecclesia-rr","tag-pessoa-com-deficiencia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/402674","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=402674"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/402674\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/402688"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=402674"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=402674"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=402674"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}