{"id":40250,"date":"2009-08-03T11:07:47","date_gmt":"2009-08-03T11:07:47","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2009\/08\/03\/ajudar-os-deslocados-e-refugiados\/"},"modified":"2009-08-03T11:07:47","modified_gmt":"2009-08-03T11:07:47","slug":"ajudar-os-deslocados-e-refugiados","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/ajudar-os-deslocados-e-refugiados\/","title":{"rendered":"Ajudar os deslocados e refugiados"},"content":{"rendered":"<p>Inten\u00e7\u00e3o Geral de Bento XVI para o m\u00eas de Agosto <!--more--> <\/p>\n<p><em>Que a opini&atilde;o p&uacute;blica seja mais sens&iacute;vel ao problema de milh&otilde;es de deslocados e refugiados e se encontrem solu&ccedil;&otilde;es concretas para situa&ccedil;&otilde;es muitas vezes dram&aacute;ticas<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<strong>1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; N&atilde;o s&atilde;o n&uacute;meros, s&atilde;o pessoas<\/strong><\/p>\n<p>S&atilde;o cerca de 42 milh&otilde;es, em todo o mundo. Gente como n&oacute;s, em condi&ccedil;&otilde;es desumanas, por causa de guerras, calamidades naturais, persegui&ccedil;&otilde;es religiosas ou pol&iacute;ticas; gente deslocada dentro do pr&oacute;prio pa&iacute;s ou tendo fugido para pa&iacute;ses vizinhos, vivendo em tendas, ou nem isso, sem meios de subsist&ecirc;ncia, exposta a todas as viol&ecirc;ncias e explora&ccedil;&otilde;es. Parece uma abstrac&ccedil;&atilde;o e, por isso, &eacute; preciso dar-lhe lugares e nomes: Iraque, um pa&iacute;s rico de bens naturais, com uma cultura antiqu&iacute;ssima, durante anos devastado pela guerra e pelo terrorismo &ndash; milhares de refugiados nos pa&iacute;ses vizinhos que come&ccedil;am, agora, lentamente a regressar &agrave;s suas terras; Som&aacute;lia, um Estado falhado, na regi&atilde;o chamada Corno de &Aacute;frica, destru&iacute;do por uma intermin&aacute;vel guerra civil, onde j&aacute; n&atilde;o se sabe quem combate contra quem &ndash; milhares de deslocados e refugiados, sem casa, muitas vezes sem acesso a comida ou &aacute;gua, sem qualquer esperan&ccedil;a de um futuro melhor; Sud&atilde;o, um enorme pa&iacute;s africano dominado por fundamentalistas isl&acirc;micos que levam por diante uma guerra de exterm&iacute;nio contra os seus concidad&atilde;os de outras religi&otilde;es &ndash; milhares de mortos, centenas de milhares de deslocados no pr&oacute;prios pa&iacute;s ou nos pa&iacute;ses vizinhos, em acampamentos miser&aacute;veis, totalmente dependentes da ajuda vinda do exterior&#8230; <em>N&atilde;o s&atilde;o n&uacute;meros, s&atilde;o pessoas<\/em> com rosto, nome, fam&iacute;lia, sonhos, necessidades, direitos&#8230; como qualquer um de n&oacute;s.<\/p>\n<p>&nbsp;<strong>2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Solu&ccedil;&otilde;es concretas<\/strong><\/p>\n<p>N&atilde;o vale a pena ser muito optimista. Grande parte dos deslocados e refugiados dificilmente ter&atilde;o o seu problema resolvido no futuro pr&oacute;ximo. Se no caso do Iraque, por exemplo, a situa&ccedil;&atilde;o actual permite pensar que a maior parte dos refugiados poder&aacute; refazer a sua vida no seu pa&iacute;s, a curto prazo, noutros, como a Som&aacute;lia, a situa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o permite qualquer esperan&ccedil;a. Quanto a solu&ccedil;&otilde;es, n&atilde;o se afiguram f&aacute;ceis, mesmo com boa vontade e coopera&ccedil;&atilde;o internacionais. Descontada a interven&ccedil;&atilde;o militar externa para pacificar regi&otilde;es em guerra, h&aacute; casos que s&oacute; o esgotamento das for&ccedil;as em conflito poder&aacute; resolver. Noutros, &eacute; poss&iacute;vel a diplomacia vir a obter resultados, mas ser&atilde;o sempre demorados. Tamb&eacute;m n&atilde;o parece muito vi&aacute;vel a integra&ccedil;&atilde;o de t&atilde;o grande n&uacute;mero de pessoas nos pa&iacute;ses onde encontraram abrigo tempor&aacute;rio &ndash; muitos dos quais s&atilde;o pobres e politicamente fr&aacute;geis. Estes pa&iacute;ses devem, por isso, poder contar com a solidariedade internacional, orientada para permitir &agrave;s pessoas refugiadas e deslocadas a reconstru&ccedil;&atilde;o da sua vida, mesmo como emigrantes &ndash; impedindo a perpetua&ccedil;&atilde;o dos campos de acolhimento tempor&aacute;rio, que se tornam quase sempre fonte de instabilidade local, de conflitos e de viola&ccedil;&atilde;o dos direitos humanos.<\/p>\n<p>&nbsp;<strong>3. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Sensibilizar a opini&atilde;o p&uacute;blica<\/strong><\/p>\n<p>A complexidade da situa&ccedil;&atilde;o internacional, os conflitos e persegui&ccedil;&otilde;es, as situa&ccedil;&otilde;es de fome e desastres naturais tornam cada vez mais dif&iacute;cil distinguir com clareza os refugiados &ndash; com direito a asilo pol&iacute;tico &ndash; de outros deslocados e migrantes que procuram melhorar as suas condi&ccedil;&otilde;es de vida em pa&iacute;ses economicamente mais desenvolvidos que os seus. A tenta&ccedil;&atilde;o mais f&aacute;cil e, em muitos casos, politicamente rent&aacute;vel &eacute; fechar as fronteiras nacionais, procurando deixar os problemas &agrave; porta. Sem p&ocirc;r em causa o direito dos pa&iacute;ses a distinguirem entre emigrantes, deslocados e refugiados, importa n&atilde;o deixar o ego&iacute;smo econ&oacute;mico decidir sobre o aux&iacute;lio prestado a estas pessoas em situa&ccedil;&atilde;o de particular necessidade. Importa tamb&eacute;m sensibilizar os cidad&atilde;os e pol&iacute;ticos dos pa&iacute;ses mais ricos para a urg&ecirc;ncia de promoverem decididamente o desenvolvimento econ&oacute;mico, social e pol&iacute;tico dos pa&iacute;ses pobres. S&oacute; desse modo ser&aacute; poss&iacute;vel evitar as situa&ccedil;&otilde;es de conflito, viol&ecirc;ncia e mis&eacute;ria, quase sempre na origem das vagas de deslocados e refugiados.<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">&nbsp;<em>Elias Couto<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Inten\u00e7\u00e3o Geral de Bento XVI para o m\u00eas de Agosto<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[120,189,291,314],"class_list":["post-40250","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-vaticano","tag-bento-xvi","tag-direitos-humanos","tag-refugiados","tag-solidariedade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/40250","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=40250"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/40250\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=40250"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=40250"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=40250"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}