{"id":40218,"date":"2009-07-30T11:24:44","date_gmt":"2009-07-30T11:24:44","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2009\/07\/30\/revista-didaskalia-revela-as-cartografias-do-silencio\/"},"modified":"2009-07-30T11:24:44","modified_gmt":"2009-07-30T11:24:44","slug":"revista-didaskalia-revela-as-cartografias-do-silencio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/revista-didaskalia-revela-as-cartografias-do-silencio\/","title":{"rendered":"Revista Didaskalia revela as \u00abcartografias do sil\u00eancio\u00bb"},"content":{"rendered":"<p>\u00abCartografias do sil\u00eancio\u00bb \u00e9 o tema da mais recente edi\u00e7\u00e3o da revista da Faculdade de Teologia da UCP (Lisboa). <!--more--> <\/p>\n<p>A abrir o primeiro n&uacute;mero de 2009, est&atilde;o os textos do biblista Roland Deines e de Henrique de Noronha Galv&atilde;o, professor jubilado da Faculdade de Teologia. Seguem-se sete artigos dedicados ao assunto principal deste fasc&iacute;culo. A terminar, uma breve sec&ccedil;&atilde;o com recens&otilde;es de seis livros.<\/p>\n<p><strong>Can the &lsquo;Real&#39; Jesus be Identified with the Historical Jesus? &#8211; A Review of the Pope&#39;s Challenge to Biblical Scholarship and the Various Reactions it Provoked<\/strong><br \/>Roland Deines<br \/>Este artigo examina as reac&ccedil;&otilde;es, sobretudo de acad&eacute;micos alem&atilde;es especialistas de Novo Testamento, ao livro &quot;Jesus de Nazar&eacute;&quot; do Papa Bento XVI, n&atilde;o focando tanto pormenores exeg&eacute;ticos controversos mas privilegiando as &quot;grandes quest&otilde;es&quot; que demasiadas vezes permanecem inadvertidas como pano de fundo das discuss&otilde;es. Defende-se que o livro do Papa constitui uma importante e necess&aacute;ria tentativa de reconciliar f&eacute; e hist&oacute;ria, tendo como pressuposto a actua&ccedil;&atilde;o efectiva do Deus b&iacute;blico na hist&oacute;ria. A realidade de Jesus de Nazar&eacute; como Filho de Deus incarnado &eacute;, por conseguinte, falseada e deturpada n&atilde;o apenas do ponto de vista teol&oacute;gico mas tamb&eacute;m hist&oacute;rico, sempre que ele for apenas entendido dentro dos par&acirc;metros permitidos pelo &quot;positivismo secular&quot;. Contra o projecto do Papa Bento XVI, a maioria das cr&iacute;ticas dirigidas a &quot;Jesus de Nazar&eacute;&quot; pelos especialistas do Novo Testamento defende que o &uacute;nico acesso academicamente vi&aacute;vel ao Jesus hist&oacute;rico &eacute; o baseado na mencionada metodologia secular. Todos os aspectos reais na vida do Jesus terreno que v&atilde;o al&eacute;m da realidade emp&iacute;rica, n&atilde;o s&atilde;o deste modo negados mas relegados para o dom&iacute;nio das cren&ccedil;as pessoais. [Escrito em ingl&ecirc;s]<\/p>\n<p><strong>Convers&atilde;o &agrave; Sabedoria. A actualidade de Santo Agostinho<br \/><\/strong>&Uacute;ltima li&ccedil;&atilde;o na Faculdade de Teologia do Prof. Henrique de Noronha Galv&atilde;o.<\/p>\n<p><strong>Taciturnidade e Sil&ecirc;ncio: Para a hist&oacute;ria do sil&ecirc;ncio mon&aacute;stico<\/strong><br \/>Jos&eacute; Mattoso<br \/>O sil&ecirc;ncio simultaneamente contemplativo e afectivo cultivado em meios mon&aacute;sticos ocidentais parece nascer entre os cluniacenses (concretamente com o abade Odo, 927-942), e seguir uma tradi&ccedil;&atilde;o que se transmite atrav&eacute;s de Guilherme de St-Thierry e de Aelredo de Rievaulx (ambos ligados &agrave; espiritualidade cisterciense), da segunda ou terceira gera&ccedil;&atilde;o dos cartuxos, e finalmente de Mestre Eckhart e do seu disc&iacute;pulo Jo&atilde;o Tauler. Nas origens do monaquismo oriental e ocidental considerava-se sobretudo a sua forma asc&eacute;tica. A tradi&ccedil;&atilde;o m&iacute;stica derivada da teologia apof&aacute;tica inspirada nos escritos de Dion&iacute;sio Areopagita suscitou uma grande quantidade de obras m&iacute;sticas, sobretudo nos autores de S. Victor de Paris e seus sucessores, mas era considerada demasiado especulativa pelos autores mon&aacute;sticos mais acess&iacute;veis como o que redigiu The Cloud of Unknowing e o pr&oacute;prio Tauler.<\/p>\n<p><strong>Elia e la voce del silenzio. Ascolto dello Spirito, ascolto del corpo<br \/><\/strong>Luciano Manicardi<br \/>A tradu&ccedil;&atilde;o da express&atilde;o hebraica de 1Re 19,12, &quot;voz de sil&ecirc;ncio sussurrante&quot; (q&ocirc;l dem&#257;m&#257;h daqq&#257;h), e a aplica&ccedil;&atilde;o ao texto de 1Re19,11-13 do esquema ret&oacute;rico &quot;tr&ecirc;s coisas digo, quatro afirmo&quot; (cf. Pr 30,15ss.; Am 1-2) permitem colher a dimens&atilde;o interior e espiritual da experi&ecirc;ncia de Elias no Monte Horeb, atrav&eacute;s de uma releitura em chave simb&oacute;lica dos fen&oacute;menos atmosf&eacute;ricos &quot;teof&aacute;nicos&quot; : o vento, o terremoto e o fogo. Esta interpreta&ccedil;&atilde;o espiritual, que podemos encontrar em ambientes monacais hesicastas, revela o sil&ecirc;ncio como voz atrav&eacute;s da qual Deus se torna presente ao profeta falando na profundidade do seu corpo. Emerge assim o valor espiritual que o corpo tem na B&iacute;blia e a certeza de que a escuta de Deus n&atilde;o se faz sem a escuta do corpo, verdadeiro lugar do Esp&iacute;rito. [Escrito em italiano]<\/p>\n<p><strong>Os rostos do sil&ecirc;ncio (para uma semi&oacute;tica do sil&ecirc;ncio) <br \/><\/strong>Jos&eacute; Augusto Mour&atilde;o<br \/>&quot;As maneiras de dar a volta &agrave;s coisas s&atilde;o infinitas&quot;, dizia Pascal. Assim as modalidades do sil&ecirc;ncio que nos aparecem como rostos a decifrar no interior de pr&aacute;ticas enunciativas t&atilde;o diversas como a ora&ccedil;&atilde;o, a medita&ccedil;&atilde;o, a literatura e a m&uacute;sica. Percorre-se aqui a forma que o sil&ecirc;ncio reveste na literatura (M.G. Llansol, E. de Andrade, E. de Jesus, Celan) e no texto b&iacute;blico de Mc 14,3, partindo de um ponto de vista semi&oacute;tico.<\/p>\n<p><strong>Relearning to think analogically: the decline of language and the alleged silence of God<\/strong><br \/>Manuel Sumares<br \/>A quest&atilde;o acerca do decl&iacute;nio da linguagem e o sil&ecirc;ncio de Deus n&atilde;o pode evitar as discuss&otilde;es complexas na filosofia contempor&acirc;nea relativamente &agrave; possibilidade que a linguagem pode oferecer para falar do divino. Os fil&oacute;sofos anal&iacute;ticos, que trabalham por dentro da Viragem Lingu&iacute;stica no s&eacute;culo vinte, t&ecirc;m feito muitas incurs&otilde;es na problem&aacute;tica. Mas &eacute; sobretudo a filosofia hermen&ecirc;utica e a sua preocupa&ccedil;&atilde;o com a supera&ccedil;&atilde;o do esquecimento do ontol&oacute;gico que o problema do decl&iacute;nio se conjuga com a po&eacute;tica que exprime a emerg&ecirc;ncia dos seres e a sua poss&iacute;vel dimens&atilde;o religiosa. Contudo, o maior obst&aacute;culo a uma maior abertura ao divino reside no nominalismo que efectivamente domina a filosofia moderna e contempor&acirc;nea. Aprender de novo pensar analogicamente vai implicar o discernir uma express&atilde;o teol&oacute;gica mais origin&aacute;ria do Ser e a reabilita&ccedil;&atilde;o de uma metaf&iacute;sica realista baseada na participa&ccedil;&atilde;o e a rela&ccedil;&atilde;o cont&iacute;gua entre o real e o Logos. [Escrito em ingl&ecirc;s]<\/p>\n<p><strong>The Experience of the Religious through Silent Moving Image and the Silence of Bill Viola&#39;s Passions<\/strong><br \/>In&ecirc;s Gil<br \/>Com a descoberta do cinema no fim do s&eacute;culo XIX, novas formas de representar e de exprimir o Religioso nasceram. A ind&uacute;stria cinematogr&aacute;fica percebeu rapidamente que o filme tinha o poder de atrair novas audi&ecirc;ncias e transformou a mensagem religiosa expl&iacute;cita num discurso teol&oacute;gico impl&iacute;cito no cinema de fic&ccedil;&atilde;o. Hoje, o conceito de &quot;cinema&quot; tem que ser repensado e alargado, tal como a no&ccedil;&atilde;o de &quot;Transcendental&quot; porque a forte impress&atilde;o de realidade da imagem f&iacute;lmica pode mergulhar o espectador numa verdadeira experi&ecirc;ncia religiosa. [Escrito em ingl&ecirc;s]<\/p>\n<p><strong>Presen&ccedil;a e aus&ecirc;ncia &#8211; Ind&iacute;cios liter&aacute;rios do Divino<\/strong><br \/>Isabel Allegro de Magalh&atilde;es<br \/>De modo sum&aacute;rio, este texto mostra como a humanidade, ao longo da Hist&oacute;ria manteve viva a pergunta pelo sentido &uacute;ltimo da exist&ecirc;ncia humana sobre a terra; como culturas e religi&otilde;es foram dando respostas diversas a essa interroga&ccedil;&atilde;o, tendo todas elas um car&aacute;cter provis&oacute;rio enquanto resposta &#8212; apesar da exist&ecirc;ncia de revela&ccedil;&otilde;es religiosas. Por isso essa interroga&ccedil;&atilde;o fundamental continua a emergir, atrav&eacute;s de m&uacute;ltiplas vozes, em todos os tempos e lugares, dentro e fora dos quadros espirituais e religiosos existentes. A dimens&atilde;o interrogativa quanto ao sentido &uacute;ltimo da vida parece assim surgir em modalidades diferenciadas em quase todos os contextos culturais do mundo. Por exemplo, a literatura, bem como outras formas de arte, &eacute; um dos espa&ccedil;os que incorpora essa busca do Invis&iacute;vel. Atrav&eacute;s de uma sua afirma&ccedil;&atilde;o, d&uacute;vida, recusa ou mesmo de uma nega&ccedil;&atilde;o, figuram em muitos textos liter&aacute;rios preocupa&ccedil;&otilde;es metaf&iacute;sicas e express&otilde;es de inquieta&ccedil;&atilde;o acerca do Divino. Em alguns exemplos, da poesia e da fic&ccedil;&atilde;o narrativa do s&eacute;culo XX e do XXI em Portugal, tenta-se observar os v&aacute;rios modos como a quest&atilde;o do Divino se inscreve.<\/p>\n<p><strong>Theological &laquo;Burning Points&raquo; in the Novel &laquo;Chinmoku&raquo; [Silence]<br \/><\/strong>Adelino Ascenso<br \/>Uma das melhores estradas para uma investiga&ccedil;&atilde;o frutuosa no campo da teologia fundamental encontra-se na est&eacute;tica, nomeadamente na arte e na literatura, com particular destaque para a poesia e o romance, pois estes s&atilde;o meios para exprimir o sentido profundo na enfermidade e na ang&uacute;stia, assim como nas alegrias e d&uacute;vidas da humanidade. A obra do escritor japon&ecirc;s Sh&#363;saku End&#333; (1923-1996) expressa tal ang&uacute;stia e tais d&uacute;vidas atrav&eacute;s dos personagens dos seus romances, abordando temas teol&oacute;gicos que s&atilde;o &laquo;pontos quentes&raquo; na nossa sociedade. No presente estudo, apresentamos o seu romance Chinmoku [Sil&ecirc;ncio], o qual constitui um extracto do Cap&iacute;tulo III da disserta&ccedil;&atilde;o doutoral defendida em Dezembro 2008, na Pontif&iacute;cia Universidade Gregoriana, Roma, com o t&iacute;tulo Transcultural Theodicy in the Fiction of Sh&#363;saku End&#333;. [Escrito em ingl&ecirc;s]<\/p>\n<p>As informa&ccedil;&otilde;es sobre os pontos de venda da revista podem ser obtidas atrav&eacute;s do telefone 21 721 41 54 ou por correio electr&oacute;nico. O pre&ccedil;o deste volume &eacute; &euro; 15,00.<\/p>\n<p><em>Com&nbsp;Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00abCartografias do sil\u00eancio\u00bb \u00e9 o tema da mais recente edi\u00e7\u00e3o da revista da Faculdade de Teologia da UCP (Lisboa).<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[120,199,276,321],"class_list":["post-40218","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-nacional","tag-bento-xvi","tag-espiritualidade","tag-pastoral-da-cultura","tag-ucp"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/40218","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=40218"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/40218\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=40218"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=40218"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=40218"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}