{"id":40208,"date":"2009-08-03T15:07:29","date_gmt":"2009-08-03T15:07:29","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2009\/08\/03\/hospitaleiras-abrem-portas-a-voluntarios-durante-50-dias-e-50-noites\/"},"modified":"2009-08-03T15:07:29","modified_gmt":"2009-08-03T15:07:29","slug":"hospitaleiras-abrem-portas-a-voluntarios-durante-50-dias-e-50-noites","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/hospitaleiras-abrem-portas-a-voluntarios-durante-50-dias-e-50-noites\/","title":{"rendered":"Hospitaleiras abrem portas a volunt\u00e1rios durante 50 dias e 50 noites"},"content":{"rendered":"<p>Experi\u00eancia de servi\u00e7o \u00e0s doentes mentais quer ajudar a consider\u00e1-las como pessoas que sabem amar e que precisam de ser amadas <!--more--> <\/p>\n<p>A <a href=\"http:\/\/www.ihscj.pt\/csrsi\/\" target=\"_blank\">Casa de Sa&uacute;de Rainha de Santa Isabel<\/a>, em Condeixa-a-Nova, iniciou a 1 de Agosto um per&iacute;odo de 50 dias e 50 noites aberto ao voluntariado, proporcionando uma experi&ecirc;ncia de servi&ccedil;o &agrave;s pessoas em sofrimento ps&iacute;quico. A interac&ccedil;&atilde;o com as doentes oferecer&aacute; igualmente a oportunidade para um encontro com Deus, consigo e com os outros.<\/p>\n<p>A iniciativa <a href=\"http:\/\/www.juventudehospitaleira.org\/index.php?progoption=agenda&amp;do=showevent&amp;id=84\" target=\"_blank\">&laquo;HospitaliDar sem parar! 50 dias e 50 noites&raquo;<\/a> integra-se nas celebra&ccedil;&otilde;es dos 50 anos da institui&ccedil;&atilde;o, que acolhe 355 utentes do sexo feminino.<\/p>\n<p>Durante a sua perman&ecirc;ncia &#8211; entre tr&ecirc;s dias e tr&ecirc;s semanas &#8211; os volunt&aacute;rios integrar-se-&atilde;o progressivamente nas rotinas do estabelecimento hospitalar, composto por cerca de 255 colaboradores: auxiliares de servi&ccedil;os gerais e de enfermaria, m&eacute;dicos de cl&iacute;nica geral, psiquiatras, psic&oacute;logos, assistentes sociais, terapeutas ocupacionais, professores de educa&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica e de nata&ccedil;&atilde;o, entre outros.<\/p>\n<p>A comunidade religiosa da Casa de Sa&uacute;de tem actualmente 40 pessoas, divididas em dois grupos. O maior, hospedado numa casa &agrave; parte, &eacute; formado pelas irm&atilde;s mais idosas ou que t&ecirc;m algum tipo de patologia que carece de assist&ecirc;ncia; o trabalho directo com as utentes da institui&ccedil;&atilde;o &eacute; assegurado por 16 consagradas.<\/p>\n<p><strong>Um dia na vida de um volunt&aacute;rio<\/strong><\/p>\n<p>O programa proposto aos volunt&aacute;rios, com idade m&iacute;nima&nbsp;de 13 anos, depende da sua faixa et&aacute;ria e da experi&ecirc;ncia adquirida ao servi&ccedil;o de uma institui&ccedil;&atilde;o hospitaleira.<\/p>\n<p>Em entrevista &agrave; Ag&ecirc;ncia ECCLESIA, a Irm&atilde; No&eacute;mia explicou que, independentemente do percurso dos participantes, pretende-se que a sua actividade cumpra quatro crit&eacute;rios: contacto e servi&ccedil;o ao doente; forma&ccedil;&atilde;o no &acirc;mbito da sa&uacute;de mental ou do aprofundamento da f&eacute;; conv&iacute;vio e interac&ccedil;&atilde;o com os outros volunt&aacute;rios; crescimento da rela&ccedil;&atilde;o com Deus.<\/p>\n<p>No que diz respeito &agrave; dimens&atilde;o espiritual, cada dia &eacute; marcado por dois momentos de ora&ccedil;&atilde;o, que ocorrem geralmente ao princ&iacute;pio da manh&atilde; e &agrave; noite. Diariamente &eacute; proposto um trecho da B&iacute;blia, relacionado com uma das dimens&otilde;es da identidade hospitaleira &#8211; por exemplo, acolhimento ou servi&ccedil;o. Os volunt&aacute;rios s&atilde;o convidados a meditar nesse tema durante as actividades em que se envolvem. &Agrave; noite, os participantes reflectem sobre a rela&ccedil;&atilde;o com os doentes, destacam as suas aprendizagens mais significativas e referem os momentos mais relevantes do seu trabalho.<\/p>\n<p><strong>Interac&ccedil;&atilde;o progressiva<\/strong><\/p>\n<p>Para os volunt&aacute;rios que participam pela primeira vez neste g&eacute;nero de experi&ecirc;ncia, a estadia come&ccedil;a por uma visita guiada &agrave;s instala&ccedil;&otilde;es da casa de sa&uacute;de.<\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" style=\"width: 327px; height: 270px;\" src=\"..\/..\/imgs\/bo\/casa_saude_rainha_sta_isabel_condeixa_nova4.jpg\" alt=\"\" width=\"327\" height=\"270\" align=\"right\" \/><\/p>\n<p>O segundo passo consiste no contacto progressivo com as utentes. Tudo come&ccedil;a com uma conversa. Depois v&ecirc;m os passeios no jardim ou no exterior e a ajuda ao vestir e na alimenta&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Os volunt&aacute;rios participam igualmente em jogos tradicionais, atrav&eacute;s da integra&ccedil;&atilde;o em equipas constitu&iacute;das pelas doentes e pelos jovens, bem como em actividades conjuntas realizadas na piscina.<\/p>\n<p>A evolu&ccedil;&atilde;o do contacto com as pacientes depende igualmente do grau da sua patologia. H&aacute; um conjunto de doentes que se inscrevem na &aacute;rea da defici&ecirc;ncia mental, podendo ser afectadas por um elevado d&eacute;fice cognitivo, o que exige maior esfor&ccedil;o na comunica&ccedil;&atilde;o. Uma parte significativa destes casos manifesta-se desde a nascen&ccedil;a. Situa&ccedil;&atilde;o menos cr&iacute;tica &eacute; a das utentes que t&ecirc;m dificuldades ao n&iacute;vel da &aacute;rea ps&iacute;quica, e com as quais &eacute; poss&iacute;vel estabelecer uma interac&ccedil;&atilde;o normal.<\/p>\n<p><strong>Da estranheza &agrave; familiaridade<\/strong><\/p>\n<p>Depois do primeiro contacto com a realidade da casa de sa&uacute;de, s&atilde;o raros os casos em que os volunt&aacute;rios ficam logo &agrave; vontade, refere a respons&aacute;vel pela Pastoral Juvenil Vocacional das Hospitaleiras.<\/p>\n<p>&#8220;Uma coisa &eacute; encontrarem um colega de escola ou um vizinho que tem algum problema na &aacute;rea da sa&uacute;de mental; outra, &eacute; chegarem aqui e entrarem numa sala onde est&atilde;o vinte ou trinta pessoas nessa situa&ccedil;&atilde;o. O choque de ver o n&uacute;mero de doentes tem algum impacto para os jovens.&#8221;<\/p>\n<p>O retraimento que por vezes se observa na aproxima&ccedil;&atilde;o &agrave;s doentes, classificado como &#8220;normal&#8221; pela Irm&atilde; No&eacute;mia, &eacute; habitualmente desfeito pelas utentes, que s&atilde;o &#8220;as grandes especialistas na &aacute;rea das rela&ccedil;&otilde;es humanas&#8221;: &#8220;S&atilde;o elas que come&ccedil;am a quebrar as barreiras &#8211; agarram a m&atilde;o, perguntam o nome, olham para os volunt&aacute;rios&#8230;&#8221;.<\/p>\n<p>Se &eacute; verdade que alguns jovens ficam bastante inibidos na primeira visita, outros consideram que o servi&ccedil;o &eacute; mais f&aacute;cil do que as suas expectativas. Ajudar uma doente a comer, por exemplo, pode ser um &#8220;bicho-de-sete-cabe&ccedil;as&#8221; para algu&eacute;m que nunca esteve nessa situa&ccedil;&atilde;o. &#8220;Agora n&atilde;o vou ser capaz&#8221;, pensam alguns; mas quando regressam do servi&ccedil;o, concluem que o embara&ccedil;o inicial &eacute; ultrapassado sem problemas de maior.<\/p>\n<p>Por isso, afirma a Irm&atilde; No&eacute;mia, as maiores dificuldades esbatem-se normalmente no final do segundo dia.<\/p>\n<p><strong>Uma li&ccedil;&atilde;o para a vida<\/strong><\/p>\n<p>O primeiro resultado da interac&ccedil;&atilde;o com os pacientes &eacute; a elimina&ccedil;&atilde;o dos preconceitos: &#8220;Os volunt&aacute;rios esbatem o estigma em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; pessoa com a doen&ccedil;a mental. Os jovens saem daqui com uma vis&atilde;o completamente diferente. Passam a olhar quem tem uma doen&ccedil;a mental como uma pessoa, e n&atilde;o como algu&eacute;m estranho e de quem se tem medo&#8221;. Por isso, acrescenta a Irm&atilde; No&eacute;mia, &#8220;v&atilde;o passar a acolher e a respeitar o doente que tem uma doen&ccedil;a mental como uma pessoa que sabe amar e que precisa de ser amada&#8221;.<\/p>\n<p>Esta percep&ccedil;&atilde;o &eacute; integrada na vida do volunt&aacute;rio, sendo geralmente transmitida aos seus familiares e amigos, que desta forma tamb&eacute;m adquirem uma nova compreens&atilde;o dos indiv&iacute;duos afectados por este g&eacute;nero de patologias.<\/p>\n<p>Em alguns casos, a aprendizagem do dom da hospitalidade conduz a mudan&ccedil;as na &aacute;rea de estudos, visando a integra&ccedil;&atilde;o numa actividade profissional que, at&eacute; ent&atilde;o, n&atilde;o estava nos planos dos jovens.<\/p>\n<p>A disponibilidade para partir durante um ano, &agrave;s vezes mais, em direc&ccedil;&atilde;o a pa&iacute;ses onde os Hospitaleiros t&ecirc;m comunidades &#8211; por exemplo, Mo&ccedil;ambique e Timor-Leste &#8211; &eacute; outro dos frutos do voluntariado.<\/p>\n<p>A experi&ecirc;ncia do servi&ccedil;o &agrave;s doentes tem igualmente suscitado, em alguns jovens, o desejo de conhecer mais profundamente a vida dos <a href=\"http:\/\/www.isjd.pt\/\" target=\"_blank\">Irm&atilde;os de S. Jo&atilde;o de Deus<\/a> e das <a href=\"http:\/\/www.ihscj.pt\/\" target=\"_blank\">Irm&atilde;s Hospitaleiras do Sagrado Cora&ccedil;&atilde;o de Jesus<\/a> &#8211; ramos masculino e feminino dos Hospitaleiros &#8211; com vista a uma eventual entrada nessas &#8211; ou noutras &#8211; congrega&ccedil;&otilde;es religiosas.<\/p>\n<p><strong>Custo n&atilde;o &eacute; impedimento<\/strong><\/p>\n<p>A inscri&ccedil;&atilde;o na iniciativa &laquo;HospitaliDar sem parar&raquo; &eacute; gratuita, embora os participantes sejam convidados a contribuir financeiramente durante a estadia, de acordo com as suas possibilidades. Mas, ressalva a Irm&atilde; No&eacute;mia, pretende-se que o custo n&atilde;o seja um impedimento para a participa&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>A Casa de Sa&uacute;de Rainha Santa Isabel &eacute; um dos 12 Centros do Instituto das Irm&atilde;s Hospitaleiras do Sagrado Cora&ccedil;&atilde;o de Jesus. A institui&ccedil;&atilde;o tem por finalidade essencial o tratamento, a recupera&ccedil;&atilde;o e a reabilita&ccedil;&atilde;o de doentes em sa&uacute;de mental e psiquiatria.<\/p>\n<p align=\"right\"><em>Fotos: Casa de Sa&uacute;de Rainha Santa Isabel, Condeixa-a-Nova<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Experi\u00eancia de servi\u00e7o \u00e0s doentes mentais quer ajudar a consider\u00e1-las como pessoas que sabem amar e que precisam de ser amadas<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[222,280,329],"class_list":["post-40208","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-nacional","tag-hospitalidade","tag-pastoral-juvenil","tag-voluntariado"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/40208","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=40208"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/40208\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=40208"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=40208"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=40208"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}