{"id":4011,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/a-paz-e-um-dever\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"a-paz-e-um-dever","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/a-paz-e-um-dever\/","title":{"rendered":"A Paz \u00e9 um dever"},"content":{"rendered":"<p>Homilia de D. Teodoro de Faria, na celebra\u00e7\u00e3o do Dia Mundial da Paz <!--more--> Desde 1968 que o Papa Paulo VI dedicou o primeiro dia do ano \u00e0 educa\u00e7\u00e3o da Paz. Celebramos hoje o 37\u00ba Dia Mundial da Paz sob o t\u00edtulo: \u00abUm compromisso sempre actual: educar para a Paz.  O ano que est\u00e1 a findar mostra como o tema da paz continua actual. A guerra do Iraque com o seu cortejo de sangue e morte, o terrorismo que espreita e se dilata em todo o universo, a trag\u00e9dia do M\u00e9dio Oriente sem solu\u00e7\u00e3o \u00e0 vista, as matan\u00e7as na \u00c1frica Central que at\u00e9 neste Natal assassinaram o N\u00fancio Apost\u00f3lico no Burundi, como tantas outras for\u00e7as de viol\u00eancia e morte, demonstram como \u00e9 preciso educar para a Paz.  Preocupa\u00e7\u00e3o do Papa  Impressiona a dedica\u00e7\u00e3o do actual Papa a favor da Paz, colocando as poucas for\u00e7as que ainda lhe restam a formar as consci\u00eancias no caminho da reconcilia\u00e7\u00e3o e do di\u00e1logo da Paz. \u00c9 como um sol que continua a alumiar intensamente mesmo no entardecer da vida.  A mensagem deste ano come\u00e7a com um apelo aos Chefes das Na\u00e7\u00f5es, aos juristas, aos educadores da juventude, aos homens e mulheres tentados a recorrer ao terrorismo, convidando todos a considerar que a paz \u00e9 poss\u00edvel e, se poss\u00edvel, a paz \u00e9 um dever. Neste apelo do Papa ressoa um chamamento aos diversos n\u00edveis de responsabilidade dos que querem construir a paz: o n\u00edvel pol\u00edtico, o cient\u00edfico e cultural, o educativo e o existencial que diz respeito \u00e0 consci\u00eancia das pessoas, principalmente se tentadas a escolher a viol\u00eancia terror\u00edstica para resolver problemas e conflitos.  Dimens\u00e3o religiosa  \u00abNos 25 anos de Pontificado que o Senhor me concedeu, afirma o Pont\u00edfice, nunca deixei de levantar a minha voz, perante a Igreja e o mundo, para convidar os crentes bem como todas as pessoas de boa vontade, a abra\u00e7arem a causa da paz, contribuindo para a realiza\u00e7\u00e3o deste bem prim\u00e1rio, deste modo assegurando ao mundo uma era melhor da serena conviv\u00eancia e respeito rec\u00edproco\u00bb.  Deste esfor\u00e7o nasceu uma s\u00edntese doutrinal sobre a Paz que o Papa chama um \u00abquase silab\u00e1rio\u00bb, f\u00e1cil de compreender para quem tem o \u00e2nimo bem disposto e, ao mesmo tempo, muito exigente para as pessoas sens\u00edveis \u00e0 sorte da humanidade.  Educa\u00e7\u00e3o e legalidade  A parte central da Mensagem deste ano \u00e9 dedicada ao tema da educa\u00e7\u00e3o e legalidade, devido \u00e0 necessidade \u00abde guiar os indiv\u00edduos e os povos a respeitar a ordem internacional. \u00abA paz e o direito internacional est\u00e3o intimamente ligados entre si: o direito favorece a paz\u00bb. \u00abDentro dos princ\u00edpios universais que s\u00e3o anteriores e superiores ao direito interno dos Estados\u00bb, ocupa um lugar central o que afirma: os acordos livremente subscritos devem-se honrar \u2013 pacta sunt servanda.  Fortalecer as Na\u00e7\u00f5es Unidas  Um dos frutos mais importantes do direito internacional, depois da trag\u00e9dia da Segunda Guerra Mundial, foi a institui\u00e7\u00e3o da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas, encarregada de vigiar pela Paz e pela seguran\u00e7a global, tendo como fulcro a proibi\u00e7\u00e3o de recorrer \u00e0 for\u00e7a, exceptuando o direito natural \u00e0 leg\u00edtima defesa e o sistema de seguran\u00e7a colectiva, atribu\u00eddo ao Conselho de Seguran\u00e7a.  Ao conhecer o contributo das Na\u00e7\u00f5es Unidas pela Paz, o Papa convida a operar uma reforma que ponha a Organiza\u00e7\u00e3o a funcionar eficazmente para conseguir os fins dos Estatutos.  A Mensagem alude tamb\u00e9m ao terrorismo, pedindo que se removam as causas que est\u00e3o na origem de situa\u00e7\u00f5es de injusti\u00e7a.  Por fim, tendo em conta a miss\u00e3o da Igreja, o Papa sublinha a necessidade do Direito Internacional n\u00e3o prescindir duma ordem \u00e9tica e jur\u00eddica, segundo a m\u00e1xima antiga: \u00abpreserva a ordem e a ordem te preservar\u00e1\u00bb (Serva ordinem et ordo servabit te).  No sinal da M\u00e3e  \u00abA Igreja no come\u00e7o do ano civil, apresenta-nos o nome e o sinal da M\u00e3e, n\u00e3o de uma m\u00e3e qualquer, mas da M\u00e3e de Deus. Maria \u00e9 a imagem da cria\u00e7\u00e3o nova que Deus veio inaugurar em Cristo, ela \u00e9 a imagem daquilo que Deus pensa da mulher. \u00c9 em virtude da maternidade divina que n\u00f3s somos filhos de Deus.  O primeiro dia do ano \u00e9 tamb\u00e9m dedicado \u00e0 Paz. A m\u00e3e, a verdadeira m\u00e3e, n\u00e3o tem maior desejo do que ver a paz da sua casa, dos seus filhos, a paz no universo. Esse \u00e9 tamb\u00e9m a grande preocupa\u00e7\u00e3o de Maria, a M\u00e3e do Redentor.  Vivemos num mundo que se despe cada vez mais de valores, mas dentro desta civiliza\u00e7\u00e3o que empobrece h\u00e1 um sinal que ainda n\u00e3o sucumbiu, se aprecia e ama, embora esteja amea\u00e7ado, \u00e9 o sinal da m\u00e3e.  Numa sociedade que parece perder tudo, h\u00e1 ainda uma t\u00e1bua de salva\u00e7\u00e3o que rege e baloi\u00e7a num mar em borrasca. Deus deu \u00e0 humanidade uma M\u00e3e, imagem da cidade futura sem sofrimento nem mancha, imagem de mulher de sangue incorrupto, m\u00e3e da Igreja e de uma humanidade que, pela f\u00e9, deve continuar a gerar Cristo.  A liturgia, a grande educadora do povo crist\u00e3o, no come\u00e7o de um novo calend\u00e1rio, coloca na primeira p\u00e1gina este sinal da M\u00e3e de Deus. Na maternidade divina encontra-se o fundamento da rela\u00e7\u00e3o de Maria com Cristo e da sua miss\u00e3o salvadora. Cristo, nascido em Bel\u00e9m da Virgem Maria, associou Sua M\u00e3e \u00e0 obra da reconcilia\u00e7\u00e3o e liberta\u00e7\u00e3o da humanidade. Admir\u00e1vel o plano de Deus, como admir\u00e1vel \u00e9 tamb\u00e9m a pedagogia da Igreja em come\u00e7ar um novo ano fitando Cristo com os olhos de Maria\u00bb.  D. Teodoro de Faria  Bispo do Funchal <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Homilia de D. 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