{"id":40059,"date":"2009-07-21T11:58:31","date_gmt":"2009-07-21T11:58:31","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2009\/07\/21\/voluntarios-missionarios-reforcam-accao-em-2009\/"},"modified":"2009-07-21T11:58:31","modified_gmt":"2009-07-21T11:58:31","slug":"voluntarios-missionarios-reforcam-accao-em-2009","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/voluntarios-missionarios-reforcam-accao-em-2009\/","title":{"rendered":"Volunt\u00e1rios mission\u00e1rios refor\u00e7am ac\u00e7\u00e3o em 2009"},"content":{"rendered":"<p>Ano ap&oacute;s ano, coincidindo com a chegada do Ver&atilde;o, centenas de jovens portugueses partem para pa&iacute;ses lus&oacute;fonos, oferecendo o seu tempo de f&eacute;rias ao servi&ccedil;o de projectos de voluntariado mission&aacute;rio, que ajudam algumas das popula&ccedil;&otilde;es mais pobres do mundo. Este despertar da consci&ecirc;ncia mission&aacute;rio &eacute; um fen&oacute;meno muito relevante na vida da Igreja dos nossos dias, fruto de um processo gradual que tem gerado um novo dinamismo. <\/p>\n<p>A &quot;revolu&ccedil;&atilde;o&quot; eclesiol&oacute;gica do II Conc&iacute;lio do Vaticano estimulou uma nova participa&ccedil;&atilde;o dos leigos na vida da Igreja, com repercuss&otilde;es &oacute;bvias na Miss&atilde;o. Assim, foi ultrapassada uma vis&atilde;o que limitava a coopera&ccedil;&atilde;o &agrave; ora&ccedil;&atilde;o pelas Miss&otilde;es e ao gesto de partilha material, no Dia Mundial das Miss&otilde;es.<\/p>\n<p>Os n&uacute;meros actuais do voluntariado mission&aacute;rio s&atilde;o incompar&aacute;veis aos que deram in&iacute;cio a este movimento, na d&eacute;cada de 80. Os leigos mission&aacute;rios s&atilde;o todos aqueles que, em liga&ccedil;&atilde;o com uma das entidades associadas a este projecto, queiram trabalhar, pelo menos durante um ano, em projectos de coopera&ccedil;&atilde;o ou de evangeliza&ccedil;&atilde;o com a Igreja Cat&oacute;lica.<\/p>\n<p>Para abordar este fen&oacute;meno, a Ag&ecirc;ncia ECCLESIA convidou volunt&aacute;rios, mission&aacute;rios e respons&aacute;veis da FEC, num ano em que s&atilde;o quase 400 os portugueses que integram projectos de miss&atilde;o. Uma realidade que n&atilde;o se repete e procura novas formas de afirma&ccedil;&atilde;o, criando novos protagonistas e dinamismos.<\/p>\n<p>Ana Patr&iacute;cia Fonseca, da Plataforma Voluntariado Mission&aacute;rio da FEC, escreve que &quot;a miss&atilde;o que o volunt&aacute;rio cumpre tem no horizonte o sonho de instaurar uma nova ordem social, onde as desigualdades possam ser atenuadas e toda a Humanidade possa viver em comunh&atilde;o fraterna&quot;.<\/p>\n<p>Vanda Barnab&eacute;, enfermeira, trocou &Eacute;vora pelas terras quentes de &Aacute;frica &quot;para partilhar um pouco da minha vida com os leprosos&quot; e o povo mo&ccedil;ambicano. Esteve 24 meses junto dos doentes de lepra, no distrito rural que envolve a cidade de Nampula, ao Norte de Mo&ccedil;ambique. &quot;Fui volunt&aacute;ria atrav&eacute;s da Associa&ccedil;&atilde;o Portuguesa Amigos de Raoul Follereau (APARF) e estive a exercer a minha profiss&atilde;o de enfermeira em favor destes doentes&quot;, diz no seu testemunho.<\/p>\n<p>Hugo Gon&ccedil;alves, da par&oacute;quia de Fam&otilde;es, fala do projecto &quot;Tuala Kumoxi &#8211; Estamos Juntos&quot;, em Angola, e assegura que &quot;os medos e d&uacute;vidas que surgem durante a prepara&ccedil;&atilde;o, a sensa&ccedil;&atilde;o de n&atilde;o estarem &agrave; altura, as priva&ccedil;&otilde;es que passam, as frustra&ccedil;&otilde;es e insucessos no terreno, as coisas preparadas com tanto trabalho que nunca chegam a ser realizadas, todas as contrariedades experimentadas por quem se lan&ccedil;a num projecto assim s&atilde;o sempre superadas pela experi&ecirc;ncia de radical entrega, de encontro e pela sensa&ccedil;&atilde;o inconfund&iacute;vel de miss&atilde;o cumprida&quot;. <\/p>\n<p>Rui e Diana Nunes Antunes falam, por seu lado, da experi&ecirc;ncia de miss&atilde;o a dois: &quot;Notamos que mais importante que realizar obras, o estar, o ser presen&ccedil;a, o ser casal &eacute; um testemunho indispens&aacute;vel para a miss&atilde;o onde estamos, e o carinho que recebemos da parte das pessoas d&aacute; para perceber isso. Por isso &eacute; que a nossa op&ccedil;&atilde;o de vir para a miss&atilde;o enquanto casal foi a mais acertada&quot;. <\/p>\n<p>A Ir. Maria Inoc&ecirc;ncia Costa &eacute; mission&aacute;ria em Mo&ccedil;ambique h&aacute; mais de duas d&eacute;cadas. No seu artigo, refere que &quot;ainda que sinta que s&atilde;o precisas muitas mais m&atilde;os, cabe&ccedil;as e cora&ccedil;&otilde;es juntos, a sentir e a agir, desde a solidariedade e o voluntariado nacional e internacional, at&eacute; ao compromisso activo dos mo&ccedil;ambican@s e de todos os que nos sentimos s&ecirc;-lo, creio e confio, que o povo de Mo&ccedil;ambique tem futuro&quot;. <\/p>\n<p><em>N&uacute;meros<\/em><\/p>\n<p>Portugal volta a enviar mais volunt&aacute;rios mission&aacute;rios este Ver&atilde;o, para trabalhar em projectos de coopera&ccedil;&atilde;o para o desenvolvimento, sobretudo em pa&iacute;ses lus&oacute;fonos. Cerca de quatro centenas de volunt&aacute;rios portugueses partem para dez pa&iacute;ses diferentes, refor&ccedil;ando a din&acirc;mica de voluntariado mission&aacute;rio no nosso pa&iacute;s, com 50 entidades promotoras.<\/p>\n<p>Segundo a Funda&ccedil;&atilde;o Evangeliza&ccedil;&atilde;o e Culturas (FEC), este ano s&atilde;o 381 volunt&aacute;rios, mais 99 do que em 2008, o que representa um aumento de 35%.<\/p>\n<p>Os volunt&aacute;rios s&atilde;o na sua grande maioria jovens estudantes universit&aacute;rios e rec&eacute;m-licenciados (56%), mas nos &uacute;ltimos anos tem vindo a aumentar o n&uacute;mero de pessoas em idade activa que fazem este tipo de experi&ecirc;ncia nas f&eacute;rias ou tiram licen&ccedil;as sem vencimento (44%) e tamb&eacute;m reformados. Com recursos escassos em muitos dos pa&iacute;ses de destino, os volunt&aacute;rios s&atilde;o mais-valias para os projectos de desenvolvimento a decorrer no terreno.<\/p>\n<p>As &aacute;reas de trabalho s&atilde;o quase sempre as mesmas: a sa&uacute;de, a educa&ccedil;&atilde;o e a evangeliza&ccedil;&atilde;o, que &eacute; a parte principal. As motiva&ccedil;&otilde;es, essas, est&atilde;o na vontade de ajudar o outro e na f&eacute; de cada um.<\/p>\n<p>Este ano, os volunt&aacute;rios partir&atilde;o em miss&atilde;o para Mo&ccedil;ambique, Angola, Cabo Verde, Guin&eacute;-Bissau, S&atilde;o Tom&eacute; e Pr&iacute;ncipe, Brasil, Timor-Leste, Rep&uacute;blica Centro-Africana, Taiwan e Tail&acirc;ndia. 70 repetem mesmo a experi&ecirc;ncia.<\/p>\n<p>Mo&ccedil;ambique, &agrave; semelhan&ccedil;a dos anos anteriores, &eacute; o pa&iacute;s para onde parte o maior n&uacute;mero de volunt&aacute;rios (208), o que equivale a 55 por cento das partidas. A grande maioria dos volunt&aacute;rios (84%) ir&aacute; participar em miss&otilde;es de curta dura&ccedil;&atilde;o (de 15 dias a seis meses) e os restantes ir&atilde;o ficar por mais de um ano.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ano ap&oacute;s ano, coincidindo com a chegada do Ver&atilde;o, centenas de jovens portugueses partem para pa&iacute;ses lus&oacute;fonos, oferecendo o seu tempo de f&eacute;rias ao servi&ccedil;o de projectos de voluntariado mission&aacute;rio, que ajudam algumas das popula&ccedil;&otilde;es mais pobres do mundo. 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