{"id":400481,"date":"2025-11-19T13:14:00","date_gmt":"2025-11-19T13:14:00","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=400481"},"modified":"2025-11-21T09:17:54","modified_gmt":"2025-11-21T09:17:54","slug":"cultura-precisamos-de-chaves-de-leitura-e-autores-contemporaneos-que-tragam-ao-quotidiano-a-influencia-dos-textos-biblicos-mario-linhares","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/cultura-precisamos-de-chaves-de-leitura-e-autores-contemporaneos-que-tragam-ao-quotidiano-a-influencia-dos-textos-biblicos-mario-linhares\/","title":{"rendered":"Cultura: Precisamos de chaves de leitura e \u00abautores contempor\u00e2neos\u00bb que tragam ao quotidiano a influ\u00eancia dos textos b\u00edblicos \u2013 M\u00e1rio Linhares"},"content":{"rendered":"<p><em>Professor, Urban Sketcher, leigo mission\u00e1rio da Consolata e autor da tese \u00abO Espiritual no Desenho: dos textos b\u00edblicos ao desenho quotidiano\u00bb aponta o valor da arte na dignidade humana no bairro do Zambujal e o lugar dos retratos numa aldeia remota da Guin\u00e9-Bissau<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<figure id=\"attachment_400339\" aria-describedby=\"caption-attachment-400339\" style=\"width: 1500px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/mario-linhares2.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-400339 size-full\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/mario-linhares2.jpg\" alt=\"\" width=\"1500\" height=\"1000\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/mario-linhares2.jpg 1500w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/mario-linhares2-400x267.jpg 400w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/mario-linhares2-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/mario-linhares2-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/mario-linhares2-391x260.jpg 391w\" sizes=\"(max-width: 1500px) 100vw, 1500px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-400339\" class=\"wp-caption-text\">Foto. Ag\u00eancia ECCLESIA\/MC<\/figcaption><\/figure>\n<p>Lisboa, 19 nov 2025 (Ecclesia) \u2013 O artista M\u00e1rio Linhares e autor da tese de doutoramento \u00abO Espiritual no Desenho: dos textos b\u00edblicos ao desenho quotidiano\u00bb evidenciou a necessidade de chaves de leitura que tragam \u00e0 contemporaneidade a influ\u00eancia dos textos b\u00edblicos.<\/p>\n<p>\u201cCom a tese de doutoramento fui procurar perceber como \u00e9 que os textos b\u00edblicos me p\u00f5em a desenhar, n\u00e3o necessariamente para os ilustrar, mas com um olhar novo sobre o meu quotidiano, procurando perceber como \u00e9 que eles se misturavam com a minha metodologia art\u00edstica e como \u00e9 que se poderia inovar\u201d, conta \u00e0 Ag\u00eancia ECCLESIA.<\/p>\n<p>Desde cedo na sua vida, M\u00e1rio Linhares percebeu ser o desenho o seu lugar de serenidade, de voca\u00e7\u00e3o \u201cprimeira e clara\u201d, mas com a maturidade quis perceber como \u00e9 que os textos b\u00edblicos, \u201c com um potencial t\u00e3o grande e de influ\u00eancia de judeus, crist\u00e3os, de tantos que mudam a vida ao ponto de se tornarem padres, irm\u00e3s, religiosos, religiosas\u201d, poderiam afetar artisticamente a sua vida.<\/p>\n<p>M\u00e1rio Linhares afirma a necessidade de \u201cautores contempor\u00e2neos\u201d que abram o \u201cba\u00fa cultural e espiritual\u201d que inunda todas as pessoas com \u201cquest\u00f5es interiores, d\u00favidas e certezas de f\u00e9\u201d e ajudem as pessoas a \u201ccompreender a diversidade\u201d atrav\u00e9s da escrita, da m\u00fasica, do desenho, da pintura ou escultura.<\/p>\n<blockquote><p>\u201cOs textos, quando foram escritos, tentavam agarrar a sua contemporaneidade. N\u00f3s continuamos essa experi\u00eancia humana, e os textos continuam a lan\u00e7ar as quest\u00f5es. Se n\u00f3s n\u00e3o soubermos colocar essas quest\u00f5es em pr\u00e1tica no nosso quotidiano, na nossa contemporaneidade, ent\u00e3o de facto eles n\u00e3o nos servem\u201d, reflete.<\/p><\/blockquote>\n<p>\u201cDeixar que a voca\u00e7\u00e3o transpire esse fundo b\u00edblico, que n\u00e3o \u00e9 mais do que uma experi\u00eancia humana de f\u00e9, de uma comunidade que desejou e percebeu que a manifesta\u00e7\u00e3o de Deus estava a acontecer na sua vida. Houve algu\u00e9m que decidiu colocar isso por escrito e que teve essa enorme responsabilidade de colocar por escrito, escolher as palavras\u201d, acrescenta.<\/p>\n<p>Nos anos de investiga\u00e7\u00e3o, M\u00e1rio Linhares optou por frequentar 12 cadeiras na Faculdade de Teologia, sobre os textos b\u00edblicos, e afirma que ali percebeu o valor da pergunta: \u201cAntes, um bom te\u00f3logo n\u00e3o fazia perguntas; hoje, um bom te\u00f3logo \u00e9 aquele que faz perguntas\u201d.<\/p>\n<p>O percurso pessoal de M\u00e1rio Linhares, professor de desenho, cruzou-se aos 17 anos com os Mission\u00e1rios da Consolata, e recorda a amplitude de olhar que ganhou com os testemunhos de religiosos, religiosas e leigos, em diferentes viagens que fez por \u00c1frica e pela Am\u00e9rica latina ou no Bairro do zambujal, na periferia da cidade de Lisboa.<\/p>\n<blockquote><p>\u201cNuma miss\u00e3o perdida da Costa do Marfim um m\u00e9dico faz muita falta, um professor faz muita falta, mas um artista? Com que \u00e9 que o artista vai contribuir numa aldeia remota onde h\u00e1 necessidades t\u00e3o simples como s\u00f3 ter uma refei\u00e7\u00e3o por dia? Hoje tenho a resposta. Na Guin\u00e9-Bissau, onde eu estive numa miss\u00e3o as crian\u00e7as perguntavam-me, \u00ab\u00d3 M\u00e1rio, mas tu n\u00e3o trabalhas? Tu passas o dia a desenhar, isso n\u00e3o \u00e9 trabalho?\u00bb Mas de repente, numa aldeia isolada, eu sento-me no ch\u00e3o a desenhar, e a aldeia re\u00fane-se \u00e0 minha volta e o desenho p\u00f5e-me em rela\u00e7\u00e3o com as pessoas\u201d, recorda.<\/p><\/blockquote>\n<p>Experi\u00eancia id\u00eantica teve M\u00e1rio Linhares quando o Bairro do Zambujal se sentou \u201cnas ruas largas\u201d a desenhar duas meninas de etnia cigana.<\/p>\n<p>\u201cA arte e a beleza elevam a autoestima, dignificam o ser humano. Lembro-me muito bem de duas meninas que eu desenhei e elas todas felizes foram chamar a m\u00e3e, o pai, a av\u00f3. Vieram todas e estavam com uma alegria enorme. De que outra maneira eu poderia contactar aquelas fam\u00edlias? O desenho tem um poder mesmo muito grande\u201d, resume.<\/p>\n<p>M\u00e1rio Linhares \u00e9 o convidado do programa ECCLESIA, com emiss\u00e3o hoje na Antena 1, pouco depois da meia-noite, e disponibilizado no podcast \u00ab<a href=\"https:\/\/creators.spotify.com\/pod\/profile\/alarga-a-tua-tenda\/\">Alarga a tua tenda<\/a>\u00bb.<\/p>\n<p><em>LS<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Professor, Urban Sketcher, leigo mission\u00e1rio da Consolata e autor da tese \u00abO Espiritual no Desenho: dos textos b\u00edblicos ao desenho quotidiano\u00bb aponta o valor da arte na dignidade humana no bairro do Zambujal e o lugar dos retratos numa aldeia remota da 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