{"id":39963,"date":"2009-07-14T11:37:09","date_gmt":"2009-07-14T11:37:09","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2009\/07\/14\/sejamos-nos-os-praticantes-apontamentos-duma-leitura-da-enciclica-caritas-in-veritate\/"},"modified":"2009-07-14T11:37:09","modified_gmt":"2009-07-14T11:37:09","slug":"sejamos-nos-os-praticantes-apontamentos-duma-leitura-da-enciclica-caritas-in-veritate","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/sejamos-nos-os-praticantes-apontamentos-duma-leitura-da-enciclica-caritas-in-veritate\/","title":{"rendered":"Sejamos n\u00f3s os praticantes! Apontamentos duma leitura da Enc\u00edclica Caritas in veritate"},"content":{"rendered":"<p>Ulisses Garrido <!--more--> Saiu a Enc&iacute;clica <em>Caritas in veritate<\/em>, a primeira enc&iacute;clica social deste papa, decorridos 18 anos desde que J.P.II deu a conhecer a <em>Centesimus Annus<\/em>. Mais do que expectativa, havia necessidade! Mais do que oportunidade, tardava. Mas eis-nos agora com um documento denso, &uacute;til e marcante, oportuno, de facto, face ao que o mundo tem vivido. <\/p>\n<p>Proponho-me salientar apenas alguns aspectos mais tocantes do texto, numa dimens&atilde;o pessoal.<\/p>\n<p>Direi que o mundo, a crise, a vida, as solu&ccedil;&otilde;es precisam agora, pelo menos para os crentes, de ser orientados por esta moral social. <\/p>\n<p>Um aspecto por demais saliente neste documento &eacute;tico &eacute; o de colocar a pessoa no centro de tudo, da economia, em particular. &quot;A favor de uma sociedade &agrave; medida do Homem, da sua dignidade, da sua voca&ccedil;&atilde;o&quot; (CV,9). &Eacute;, afinal, a pessoa humana a justificar tudo o que vai sendo proposto &#8211; &quot;&eacute; o protagonista, o centro e o fim de toda a vida econ&oacute;mico-social&quot; e &quot;o primeiro capital e preservar e valorizar&#8230; na sua integridade&quot; (CV,25) &#8211; num texto incisivo, que se l&ecirc; sem paragens (na &acirc;nsia de o descobrir), para voltar depois a rel&ecirc;-lo no amadurecimento que a pausa permite, no confronto com as nossas pr&aacute;ticas recentes, no di&aacute;logo com a realidade que nos envolve e que teimamos em querer transformar.<\/p>\n<p><strong>&bull; 1. <\/strong><strong>Da verdade<\/strong><\/p>\n<p>Logo nos primeiros n&uacute;meros (CV,4,5,6&#8230;) surge o destaque dado &agrave; verdade. &quot;A verdade, fazendo sair os homens das opini&otilde;es e sensa&ccedil;&otilde;es subjectivas, permite-lhes ultrapassar determina&ccedil;&otilde;es culturais e hist&oacute;ricas para se encontrarem na avalia&ccedil;&atilde;o do valor e subst&acirc;ncia das coisas&quot;.&nbsp; Bento XVI afirma mesmo que o desenvolvimento e o bem-estar social precisam da verdade e que sem ela n&atilde;o h&aacute;, nem consci&ecirc;ncia social, nem responsabilidade social, restando-nos ent&atilde;o ficar &agrave; merc&ecirc; dos interesses privados e de l&oacute;gicas do poder de efeitos desagregadores.<\/p>\n<p>Importante destaque sem d&uacute;vida: a verdade! A falta dela &eacute; algo que j&aacute; nem chega a surpreender-nos, nos neg&oacute;cios, nas pol&iacute;ticas, na comunica&ccedil;&atilde;o, na crise, na vida. <\/p>\n<p>&Eacute; importante este apelo que Bento nos faz: &quot;defender a verdade, prop&ocirc;-la com humildade e convic&ccedil;&atilde;o e testemunh&aacute;-la na vida&quot; (CV,1). Verdade, confian&ccedil;a e amor pelo que &eacute; verdadeiro, indica-nos (CV,5).<\/p>\n<p><strong>&bull; 2. <\/strong><strong>Do bem comum<\/strong><\/p>\n<p>O caminho vivido nesta fase de globaliza&ccedil;&atilde;o dos mercados e das finan&ccedil;as vai no sentido da apropria&ccedil;&atilde;o e do enriquecimento, no sentido das desigualdades crescentes, do crescimento da pobreza.<\/p>\n<p>Na linha de documentos anteriores da Doutrina Social da Igreja, &eacute; proposto ter em grande considera&ccedil;&atilde;o o bem comum, a partilha de bens e de recursos, para poder realizar o desenvolvimento humano integral. O apelo &eacute; o de juntar as consci&ecirc;ncias e as intelig&ecirc;ncias em interac&ccedil;&atilde;o &eacute;tica (CV,9).<\/p>\n<p>A enc&iacute;clica relaciona a quest&atilde;o com o mercado &#8211; que &quot;em estado puro n&atilde;o existe&quot; (CV,36)- e que, se apenas se centra no valor dos bens, n&atilde;o &eacute; gerador de coes&atilde;o, de que at&eacute; precisa para funcionar adequadamente (CV,35); o mercado precisa de &quot;formas internas de solidariedade e de confian&ccedil;a rec&iacute;proca&quot; para cumprir a sua fun&ccedil;&atilde;o econ&oacute;mica. Mas faz bem em chamar a aten&ccedil;&atilde;o para que a actividade econ&oacute;mica deva produzir riqueza e ter &quot;como finalidade a prossecu&ccedil;&atilde;o do bem comum&quot;, mas que &eacute; ao pol&iacute;tico que cabe a redistribui&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p><strong>&bull; 3. <\/strong><strong>Da globaliza&ccedil;&atilde;o<\/strong><\/p>\n<p>O Papa refor&ccedil;a a den&uacute;ncia (CV,22) que tantos tanto temos feito: a nocividade do dom&iacute;nio financeiro sobre o econ&oacute;mico, do seu car&aacute;cter especulativo, o dom&iacute;nio t&eacute;cnico sem acautelar efeitos sociais, os fluxos migrat&oacute;rios descontrolados, a explora&ccedil;&atilde;o desenfreada dos recursos, o aumento das desigualdades, a corrup&ccedil;&atilde;o, a ilegalidade e o n&atilde;o respeito por direitos, a actua&ccedil;&atilde;o das transnacionais, o dom&iacute;nio exclusivo do conhecimento, a limita&ccedil;&atilde;o do poder pol&iacute;tico dos estados, as pol&iacute;ticas or&ccedil;amentais restritivas, cortando nas despesas sociais e amea&ccedil;ando os sistemas de seguran&ccedil;a social, a competi&ccedil;&atilde;o entre Estados e regi&otilde;es em nome duma competitividade &quot;homicida&quot;. Encontramos igualmente a condena&ccedil;&atilde;o das deslocaliza&ccedil;&otilde;es de empresas, motivadas por maior explora&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>O Papa Bento XVI condena que a empresa viva e preste contas quase s&oacute; ao accionista e afirma necess&aacute;rias &quot;profundas mudan&ccedil;as no modo de conceber a empresa&quot; (CV,40), bem como, sobre a responsabilidade social da empresa, reconhecendo haver uma maior consci&ecirc;ncia, n&atilde;o hesita em afirmar que os par&acirc;metros &eacute;ticos do actual debate n&atilde;o s&atilde;o todos aceit&aacute;veis pela DSI.<\/p>\n<p>Condena igualmente as op&ccedil;&otilde;es econ&oacute;micas que fa&ccedil;am aumentar de forma excessiva e moralmente inaceit&aacute;vel, as diferen&ccedil;as de riqueza (CV,32), mas nesta mat&eacute;ria, a meu ver, o excessiva e moralmente inaceit&aacute;vel est&aacute; a mais, j&aacute; que considero inaceit&aacute;vel alargar seja o que for a diferen&ccedil;a de riqueza: s&oacute; h&aacute; mesmo um caminho justo, diminuir o fosso!<\/p>\n<p><strong>&bull; 4. <\/strong><strong>Dos trabalhadores e dos sindicatos<\/strong><\/p>\n<p>A mobilidade e a desregulamenta&ccedil;&atilde;o laboral s&atilde;o apreciadas como tendo aspectos positivos; esses, no entanto, n&atilde;o existem quando deles resulta &quot;end&eacute;mica a incerteza sobre as condi&ccedil;&otilde;es de trabalho&quot; (CV,25), originando &quot;instabilidade psicol&oacute;gica, com dificuldades de construir percursos coerentes na pr&oacute;pria vida&quot;, incluindo a constitui&ccedil;&atilde;o de fam&iacute;lia, fazendo com que apare&ccedil;am &quot;situa&ccedil;&otilde;es de degrada&ccedil;&atilde;o humana&#8230;e desperd&iacute;cio de for&ccedil;a social&quot;.<\/p>\n<p>Chegam a ser referidas as &quot;grandes empresas transnacionais e tamb&eacute;m grupos de produ&ccedil;&atilde;o local&quot; entre os que n&atilde;o respeitam os direitos humanos dos trabalhadores.<\/p>\n<p>A quest&atilde;o, a meu ver, n&atilde;o se coloca nesta constata&ccedil;&atilde;o, mas na afirma&ccedil;&atilde;o de aspectos positivos, que o Papa destaca em primeiro lugar, quando a realidade laboral, tanto quanto sei, por todo o mundo, &eacute; de tal modo avassaladora que o lado positivo ser&aacute; super residual e excepcional. <\/p>\n<p>Sobre o desemprego, a Enc&iacute;clica aborda o problema numa perspectiva preocupada, particularmente para os desempregados de longa dura&ccedil;&atilde;o, evidenciando a liga&ccedil;&atilde;o entre desemprego e pobreza.<\/p>\n<p>&Eacute; importante o reconhecimento papal de que h&aacute; limita&ccedil;&atilde;o das liberdades sindicais e da capacidade negociadora dos sindicatos e de que os mesmos t&ecirc;m particular dificuldade na representa&ccedil;&atilde;o cabal dos trabalhadores, mas n&atilde;o deixa de, de forma clara e perempt&oacute;ria, referir a necess&aacute;ria &quot;resposta pronta e clarividente &agrave; urg&ecirc;ncia de instaurar novas sinergias a n&iacute;vel internacional, sem descurar o n&iacute;vel local&quot;. N&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel saber o que Sua Santidade pensa sobre a recente Confedera&ccedil;&atilde;o Sindical Internacional, uma resposta sindical nesse mesmo sentido, a que a CGTP (ainda) n&atilde;o aderiu. Titubeante mas esperan&ccedil;osa, a CSI afirma perseguir um novo internacionalismo e alargou o seu campo de unidade para al&eacute;m dos que lhe deram origem &#8211; mas restam problemas a resolver e h&aacute; muita ac&ccedil;&atilde;o para cumprir.<\/p>\n<p>Os sindicatos s&atilde;o desafiados a olhar tamb&eacute;m para os n&atilde;o associados, a inovarem as suas abordagens face aos novos problemas e a considerarem a rela&ccedil;&atilde;o conflito trabalhador\/consumidor.<\/p>\n<p>Os sindicatos, reafirma Bento XVI, precisam distinguir os pap&eacute;is e fun&ccedil;&otilde;es entre sindicato e pol&iacute;tica, individualizando claramente o seu campo de ac&ccedil;&atilde;o no seio da sociedade civil. Esta &eacute; todavia mat&eacute;ria importante para aprofundar, j&aacute; que est&aacute; totalmente fora da realidade. Todos os sindicatos s&atilde;o atravessados pela pol&iacute;tica, muitos ligados duma forma ou doutra a partidos, sendo certo que muito do progresso em direitos e condi&ccedil;&otilde;es de vida e de trabalho foi conseguido com esses mesmos sindicatos em negocia&ccedil;&atilde;o; o di&aacute;logo, a poss&iacute;vel converg&ecirc;ncia de posi&ccedil;&otilde;es, alguma coopera&ccedil;&atilde;o livre em certas tem&aacute;ticas, um relacionamento institucional, s&atilde;o aspectos positivos a desenvolver com transpar&ecirc;ncia; a quest&atilde;o dos pap&eacute;is est&aacute; certa, a outra quest&atilde;o dever&aacute; ser, a meu ver, a da autonomia sindical. Isto &eacute;, quem decido e como decide. Tem a ver com o funcionamento democr&aacute;tico e com decis&otilde;es tomadas realmente nos &oacute;rg&atilde;os competentes e n&atilde;o tomadas nas organiza&ccedil;&otilde;es partid&aacute;rias e depois impostas, por dentro, aos sindicatos. &Eacute; esta a quest&atilde;o de fundo, quanto a mim.<\/p>\n<p>Gostaria tamb&eacute;m de ver mais clara a leitura papal sobre a rela&ccedil;&atilde;o baixos sal&aacute;rios\/ precariedades\/ desregulamenta&ccedil;&atilde;o\/ exclus&atilde;o social\/ pobreza. N&atilde;o &eacute; que as desigualdades n&atilde;o sejam suficientemente abordadas. Claro que tamb&eacute;m tem a ver com a justi&ccedil;a distributiva que CV aborda quando afirma que a vida econ&oacute;mica precisa &quot;de leis justas e de formas de redistribui&ccedil;&atilde;o guiadas pela pol&iacute;tica&quot; (CV,37).<\/p>\n<p><strong>&bull; 5. <\/strong><strong>Por uma nova s&iacute;ntese humanista<\/strong><\/p>\n<p>O mundo tem necessidade duma renova&ccedil;&atilde;o cultural profunda e dum regresso aos valores essenciais. A crise &eacute; &quot;ocasi&atilde;o de discernimento e elabora&ccedil;&atilde;o de nova planifica&ccedil;&atilde;o&quot;, tempo a exigir confian&ccedil;a e esperan&ccedil;a, mas tamb&eacute;m realismo. A impor que se assumam novas responsabilidades.<\/p>\n<p>O mundo velho j&aacute; n&atilde;o serve. A crise n&atilde;o poder&aacute; solucionar-se com o regresso ao passado, ainda que mais moderado! &Eacute; preciso n&atilde;o nos socorrermos de ideologias simplificadoras da realidade e examinar com objectividade.<\/p>\n<p>Bento XVI defende uma renovada avalia&ccedil;&atilde;o do papel e do poder dos estados, cada um com as suas caracter&iacute;sticas, com articula&ccedil;&atilde;o de autoridade a todos os n&iacute;veis (CV,41), para serem capazes de enfrentar os problemas e prop&otilde;e-nos refor&ccedil;ar as novas formas de participa&ccedil;&atilde;o na pol&iacute;tica nacional e internacional (CV,24). <\/p>\n<p>Defende a iniciativa econ&oacute;mica e &quot;sectores ou segmentos &eacute;ticos&quot; (CV,45) na economia e finan&ccedil;as, bem como &eacute;tica em toda a economia e finan&ccedil;as.<\/p>\n<p>Apoia e defende o trabalho digno (ou decente), trabalho escolhido livremente, que permita aos trabalhadores serem respeitados sem discrimina&ccedil;&otilde;es, que satisfa&ccedil;a as necessidades das fam&iacute;lias e permita aos filhos estudar; que permita aos trabalhadores organizarem-se e terem voz; que permita reencontrar-se, a n&iacute;vel pessoal, familiar e espiritual; que garanta uma reforma digna.<\/p>\n<p>Afirma os direitos e o estado de direito. Prop&otilde;e a transpar&ecirc;ncia em todos os organismos internacionais e em todas as ONG&#39;s. Avan&ccedil;a com a proposta duma verdadeira autoridade pol&iacute;tica mundial (CV,67), regulada pelo direito, sob os princ&iacute;pios da subsidiariedade e da solidariedade, com poder efectivo para garantir a seguran&ccedil;a, a justi&ccedil;a e os direitos, orientada para o bem comum e realizando o aut&ecirc;ntico desenvolvimento humano integral.<\/p>\n<p>Tem consci&ecirc;ncia de que a &quot;progressiva corros&atilde;o do &lsquo;capital social&#39;, al&eacute;m dum impacto negativo no plano econ&oacute;mico&#8230; p&otilde;e em risco a democracia&quot;. Na verdade, temos de cerrar fileiras: n&atilde;o podem ser descuidados os princ&iacute;pios &quot;da &eacute;tica social&quot;!<\/p>\n<p>Palavras avisadas. Mas h&aacute; muitas orelhas moucas&#8230;<\/p>\n<p>Do Papa veio um est&iacute;mulo; para n&oacute;s, deve ser um compromisso. Sejamos n&oacute;s os praticantes!<\/p>\n<p align=\"right\"><em>Ulisses Garrido, <\/em><em>Sindicalista, membro do grupo Economia e Sociedade da CNJP, vice-Presidente do F&oacute;rum pela Paz e pelos Direitos Humanos<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ulisses Garrido<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[8],"tags":[120,134,189,191,314],"class_list":["post-39963","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-dossier","tag-bento-xvi","tag-cnjp","tag-direitos-humanos","tag-economia","tag-solidariedade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/39963","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=39963"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/39963\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=39963"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=39963"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=39963"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}