{"id":39956,"date":"2009-07-14T10:11:34","date_gmt":"2009-07-14T10:11:34","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2009\/07\/14\/marcos-do-vale-padre-e-ilusionista\/"},"modified":"2009-07-14T10:11:34","modified_gmt":"2009-07-14T10:11:34","slug":"marcos-do-vale-padre-e-ilusionista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/marcos-do-vale-padre-e-ilusionista\/","title":{"rendered":"Marcos do Vale, Padre e&#8230; Ilusionista"},"content":{"rendered":"<p>Em pleno Ano Sacerdotal, a Ag\u00eancia ECCLESIA continua a dar a conhecer as  diversas facetas dos padres do nosso pa\u00eds <!--more--> Sem truques na manga, o professor <a href=\"http:\/\/professormarcosdovale.blogspot.com\/\" target=\"_blank\">Marcos do Vale<\/a> explica que o seu hobby &#8211; o ilusionismo &#8211; come&ccedil;ou pela brincadeira nos encontros de jovens. No seu laborat&oacute;rio da magia, este ilusionista materializa o sonho das crian&ccedil;as e desperta na densidade dos adultos a alegria da vida. <\/p>\n<p>Nos espect&aacute;culos &eacute; o Professor Marcos do Vale, mas no reino eclesial &eacute; o Pe. Manuel Armando. Actualmente &eacute; p&aacute;roco em Aguada de Baixo, &Aacute;gueda, e sublinha &agrave; Ag&ecirc;ncia ECCLESIA que o ilusionismo serve para &quot;divertir os jovens e os menos jovens&quot;. Primeiro nasceu a voca&ccedil;&atilde;o sacerdotal e, posteriormente, talvez pelos &quot;meus 25 anos, descobri estas andan&ccedil;as&quot;.<\/p>\n<p>Esta paix&atilde;o nunca mais esmoreceu. Para al&eacute;m da arte de &laquo;fazer aparecer e desaparecer&raquo;, a voz magn&eacute;tica do Pe. Manuel Armando actua como &iacute;man nos dispon&iacute;veis do palco. Em poucos segundos transforma-os em m&uacute;sicos que tocam tambores, pandeiretas, cavaquinhos, adufes, pianos, bateria; bombos; xilofones. Os escolhidos at&eacute; fazem de pol&iacute;cias sinaleiros num palco sem carros. &Eacute; o poder da mente&#8230; A sua altiva voz sobrep&otilde;e-se&#8230; Os outros obedecem. A plateia ri com os poderes do professor Marcos do Vale. <\/p>\n<p>As habilidades j&aacute; serviram para angariar fundos para causas sociais. Neste reino da ilus&atilde;o &quot;fa&ccedil;o desaparecer coisas que existem&quot; porque o que &quot;fazemos &eacute; escamotear a verdade de alguns objectos&quot; &#8211; garantiu o Pe. Manuel Armando. No meio de tanta pan&oacute;plia de instrumentos &quot;n&atilde;o consigo fazer aparecer nada que n&atilde;o exista&quot;. <\/p>\n<p>Ao definir o ilusionismo, o Professor Marcos do Vale real&ccedil;a que esta arte &quot;ilude o sentido da vis&atilde;o e audi&ccedil;&atilde;o das pessoas&quot;. Atrav&eacute;s desta arte, &quot;conseguimos distrair a sua aten&ccedil;&atilde;o noutro lado&quot;.<\/p>\n<p>O nome Marcos do Vale tem uma explica&ccedil;&atilde;o. Aproveitou o nome do pai &#8211; Marques &#8211; que transformou para Marcos e o nome da localidade de nascimento, Vale Maior (concelho de Albergaria-a-Velha). Quando participou no primeiro festival internacional de artes m&aacute;gicas, onde &quot;entrava tamb&eacute;m o mentalismo&quot;, o Pe. Manuel Armando correu no dom&iacute;nio da hipnose. &quot;Pediram-me um pseud&oacute;nimo por causa das pontua&ccedil;&otilde;es e passei a utilizar Marcos do Vale&quot; &#8211; confessou. E acrescenta: &quot;passou a ser este o &laquo;nome de guerra&raquo; nestas andan&ccedil;as&quot;.<\/p>\n<p>Com 67 anos de idade (6 de Outubro de 1941) e algumas d&eacute;cadas de artista, o Pe. Manuel Armando n&atilde;o contabiliza os espect&aacute;culos que faz, mas &quot;andam l&aacute; pelos milhares&quot;. J&aacute; percorreu Portugal de l&eacute;s a l&eacute;s e pa&iacute;ses de v&aacute;rios continentes. &quot;Vou com frequ&ecirc;ncia fazer espect&aacute;culos &agrave;s comunidades portuguesas espalhadas pelos diversos cantos do mundo&quot; &#8211; reconhece.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Muito para contar<\/em><\/p>\n<p>No &acirc;mbito das recorda&ccedil;&otilde;es, o professor Marcos do Vale sublinha que num espect&aacute;culo nos Estados Unidos da Am&eacute;rica com outro artista portugu&ecirc;s a comunidade esperava alguns milhares de pessoas na plateia. O feiti&ccedil;o virou-se contra o feiticeiro e &quot;actu&aacute;mos somente para trinta pessoas&quot;. &Agrave;s vezes, a agilidade &eacute; inimiga e &quot;falha-se o truque&quot;, mas &quot;remediamos a coisa para outro lado&quot;. E explica: &quot;aquilo que falhou, faz de conta que foi um truque.&quot; Epis&oacute;dios caricatos&#8230; Um dia teve de actuar numa arena porque a tarde da festa era preenchida com uma vacada e o professor Marcos do Vale. &quot;Puseram-me a actuar no meio da arena (risos) em cima de uma camioneta com os taipais desca&iacute;dos&quot;. Com um sorriso nos l&aacute;bios afirma: &quot;nunca me senti t&atilde;o touro como naquele dia&quot;. S&oacute; fez o primeiro truque &#8211; &quot;as pessoas n&atilde;o devem ter percebido nada&quot; &#8211; e o resto da actua&ccedil;&atilde;o foi noutro local.<\/p>\n<p>Com uma agenda muito preenchida, certo dia o professor Marcos do Vale enganou-se na hora do espect&aacute;culo. Confundiu as 15 horas com as 17 horas&#8230; No final, &quot;pediram-me uma indemniza&ccedil;&atilde;o&quot;. Com toda a naturalidade disse que podia rasgar o cheque e dar-lhes &quot;um bocadinho desse mesmo cheque&quot;. No dia seguinte, quando foi fazer o dep&oacute;sito ao banco, &quot;o cheque estava mais careca que o Santo Ant&oacute;nio&quot;. (risada geral)<\/p>\n<p>Este artista n&atilde;o tem empres&aacute;rio porque &quot;gosto de ser livre&quot; e &quot;actuar quando e onde posso&quot;. Esporadicamente, um ou outro empres&aacute;rio pede-lhe o seu contributo. Eles trabalham na base das &quot;percentagens&quot;, mas o Pe. Manuel Armando gosta que as pessoas &quot;saibam linearmente quanto recebo por espect&aacute;culo&quot;. E esclarece: &quot;nunca recebi mais de 750 euros por espect&aacute;culo&quot;.<\/p>\n<p>Habitualmente, n&atilde;o trabalha com animais porque &quot;d&atilde;o muito trabalho e n&atilde;o tenho tempo para isso&quot;. As cordas, cartas, aros e bandeiras s&atilde;o os objectos preferidos para enganar as pessoas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Conciliar paix&otilde;es<\/em><\/p>\n<p>O convite para os espect&aacute;culos ao Houdin (c&eacute;lebre ilusionista franc&ecirc;s, 1805-1871) dos padres em Portugal deve-se a v&aacute;rios factores. &quot;Sou convidado para trabalhos religiosos, mas junto o &uacute;til ao agrad&aacute;vel&quot; &#8211; enfatizou. Depois destas tarefas coloca o saber acumulado da &quot;arte de palco nas festas para onde recebi o convite&quot;.<\/p>\n<p>Nunca teve ac&ccedil;&otilde;es de forma&ccedil;&atilde;o no ilusionismo. &quot;Sou um autodidacta e curioso&quot; &#8211; considera. O entusiasmo nesta &aacute;rea &quot;leva-nos a progredir&quot; e a &quot;fazer diferente e melhor&quot;. Se a vida estiver organizada &quot;temos tempo para tudo&quot;. No entanto, o Pe. Manuel Armando esclarece que se tiver uma actividade eclesial e um convite para um espect&aacute;culo &quot;primeiro est&aacute; a minha miss&atilde;o de padre&quot;.<\/p>\n<p>Habitualmente e com a ajuda dos colegas sacerdotes consegue satisfazer os v&aacute;rios pedidos. A magia e a hipnose n&atilde;o &quot;s&atilde;o fonte de rendimento&quot; para o Professor Marcos do Vale. Este hobby &eacute; um complemento &agrave; vida sacerdotal. Todavia, alguns espect&aacute;culos s&atilde;o pagos. &quot;Um cachet justo&quot; &#8211; confidenciou. Quando &eacute; convidado para causas solid&aacute;rios, o artista actua de forma gratuita.<\/p>\n<p>A sua magia ainda n&atilde;o chegou ao campo vocacional. Ainda n&atilde;o conseguiu aumentar o n&uacute;mero de voca&ccedil;&otilde;es sacerdotais. De forma perempt&oacute;ria diz: &quot;isso queria eu, mas tenho procurado cativar a juventude&quot;. E confessa: &quot;h&aacute; mi&uacute;dos que dizem que gostavam se ser padres para fazer aquilo que fa&ccedil;o&quot;. (Risos)<\/p>\n<p>Os anos trouxeram-lhe saber acumulado nas artes m&aacute;gicas. Neste bra&ccedil;o de ferro entre o que existe e o que desaparece, o padre da diocese de Aveiro ganha, mas gosta de ensinar algumas per&iacute;cias. &quot;Ensino aos mi&uacute;dos alguns truques&quot; &#8211; afirma. Comunica a alegria de ser padre atrav&eacute;s das suas habilidades. E recorda o nascimento da sua voca&ccedil;&atilde;o sacerdotal: &quot;quando andava na escola prim&aacute;ria, um padre &#8211; tinha uma mota muito velha &#8211; passava junto de n&oacute;s e parava para falar connosco. Admirava aquela mota e dizia que queria ser padre para ter uma mota&quot;.<\/p>\n<p>Reconhece que n&atilde;o treina muito a n&atilde;o ser quando tem um aparato novo. Tem v&aacute;rios livros sobre os temas e vai a alguns encontros de ilusionistas. &quot;Sabem que sou padre e respeitam-me&quot; &#8211; salientou. Ao olhar para os seus colegas sacerdotes da diocese aveirense n&atilde;o vislumbra nenhum sucessor nas artes da magia. &quot;T&ecirc;m muitos dotes, mas nenhum para a arte de iludir&quot;.<\/p>\n<p>N&atilde;o explicou como consegue &laquo;enganar&raquo; a plateia, mas confessa que &eacute; uma quest&atilde;o de agilidade. &quot;Quanto mais querem ver, menos v&ecirc;em&quot;. O preto &eacute; a cor dominante nos ilusionistas, mas o professor Marcos do Vale n&atilde;o tem uma indument&aacute;ria de artista. &quot;O fato da semana ou do Domingo &eacute; aquele que utilizo no palco&quot; porque &quot;n&atilde;o tenho dinheiro para esses fatos&quot;. <\/p>\n<p>Um artista simples que n&atilde;o utiliza tamb&eacute;m o cabe&ccedil;&atilde;o. &quot;N&atilde;o uso desde que sa&iacute; do semin&aacute;rio&quot;. &quot;H&aacute; rapazes novos que saem com essa virtude do semin&aacute;rio, no entanto penso que n&atilde;o &eacute; o cabe&ccedil;&atilde;o que nos faz padres&quot; &#8211; frisou.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Percurso de vida<\/em><\/p>\n<p>Entrou para o semin&aacute;rio em 1952 e fez todo o ciclo preparat&oacute;rio naquela institui&ccedil;&atilde;o de Aveiro. Posteriormente, foi para Lisboa, para o Semin&aacute;rio dos Olivais, onde esteve quatro anos. Foi ordenado a 25 de Julho de 1965, na S&eacute; de Aveiro, por D. Manuel de Almeida Trindade, falecido em Agosto de 2008. &quot;Estive um ano na Gafanha da Nazar&eacute;, depois vim para &Aacute;gueda. Estive tamb&eacute;m em Cacia durante 20 anos e agora estou em Aguada de Baixo e Avel&atilde;s de Caminho&quot; &#8211; declarou o sacerdote.<\/p>\n<p>D. Manuel de Almeida Trindade, D. Ant&oacute;nio Marcelino e D. Ant&oacute;nio Francisco Santos foram os tr&ecirc;s bispos que teve como padre desta diocese. Nenhum destes pastores manifestou desencanto pelo hobby do Pe. Manuel Armando. &quot;Sabem que estou a tempo inteiro como padre&quot;. E acrescenta: &quot;sempre me incentivaram porque procuro dar testemunho daquilo que sou na Igreja&quot;.<\/p>\n<p><object classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\" width=\"400\" height=\"350\"><param name=\"width\" value=\"400\" \/><param name=\"height\" value=\"350\" \/><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/watch?v=eVn2CFGeXoU\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"400\" height=\"350\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/watch?v=eVn2CFGeXoU\"><\/embed><\/object><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em pleno Ano Sacerdotal, a Ag\u00eancia ECCLESIA continua a dar a conhecer as diversas facetas dos padres do nosso pa\u00eds<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[114,170],"class_list":["post-39956","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-nacional","tag-ano-sacerdotal","tag-diocese-de-aveiro"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/39956","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=39956"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/39956\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=39956"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=39956"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=39956"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}