{"id":3994,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/orientacoes-pastorais-sobre-festas-religiosas\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"orientacoes-pastorais-sobre-festas-religiosas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/orientacoes-pastorais-sobre-festas-religiosas\/","title":{"rendered":"Orienta\u00e7\u00f5es Pastorais sobre Festas Religiosas"},"content":{"rendered":"<p>Nota Pastoral do Arcebispo de Braga <!--more--> A Igreja estima e deseja as festas, pois fazem parte da exist\u00eancia humana e constituem uma das formas de viver e manifestar publicamente a nossa f\u00e9. Destinam-se a promover o culto devido a Deus, a Nossa Senhora e aos Santos e constituem um meio de s\u00e3o conv\u00edvio, recreio e promo\u00e7\u00e3o cultural, na variedade das suas express\u00f5es. Gra\u00e7as \u00e0s festas religiosas o nosso povo, ao longo de muitos anos, aprofundou e alimentou a sua f\u00e9 e sentiu o desafio \u00e0 convers\u00e3o e \u00e0 santidade. Eram sempre precedidas de tempos fortes de reflex\u00e3o da Palavra, ora\u00e7\u00e3o, penit\u00eancia, celebra\u00e7\u00e3o de Sacramentos e formula\u00e7\u00e3o de prop\u00f3sitos em direc\u00e7\u00e3o \u00e0 convers\u00e3o constante. A vida dos Santos era um est\u00edmulo. As manifesta\u00e7\u00f5es exteriores procuravam engrandecer a Festa em honra do Santo. O povo ficava feliz. Era cultural, recreativa e espiritualmente enriquecido.  Os tempos, por\u00e9m, mudaram. A forma\u00e7\u00e3o na f\u00e9 e o seu desejo quase desapareceram. Os apelos \u00e0 convers\u00e3o raramente se fazem ouvir. A festa \u201creligiosa\u201d, em v\u00e1rios lugares, propriamente j\u00e1 n\u00e3o se faz em honra do Santo. O Santo \u00e9 um mero pretexto. Por vezes, as Comiss\u00f5es servem-se do Santo, do seu Nome, da sua Capela e da sua Imagem para sensibilizarem o povo na busca de donativos, para fazerem a sua pr\u00f3pria festa, tantas vezes para satisfazer vaidades ou afirma\u00e7\u00f5es de poder pessoais ou de grupo. Nestas circunst\u00e2ncias, muitas das festas j\u00e1 n\u00e3o s\u00e3o espa\u00e7o de enriquecimento cultural e espiritual. Se ainda mant\u00eam uma componente cultural e recreativa, esta reveste-se, por vezes, de um car\u00e1cter demasiado pag\u00e3o. N\u00e3o raro, em vez de lugar de encontro alegre e feliz, tornam-se causa de conflitos que ferem e deixam marcas negativas dif\u00edceis de sanar.  Este contexto de mudan\u00e7a que nos envolve e influencia, reclama uma solicitude pastoral com sentido de discernimento l\u00facido e sereno, com agilidade mental e criatividade capaz de nos colocar, com dignidade e efic\u00e1cia, no cumprimento da nossa miss\u00e3o evangelizadora e nos caminhos da hist\u00f3ria. Se reconhecemos que os tempos e os homens s\u00e3o outros, que a cultura, os problemas e as situa\u00e7\u00f5es s\u00e3o outras e que a viv\u00eancia da f\u00e9 \u00e9 cada vez mais d\u00e9bil, n\u00e3o podemos esquecer que este \u00e9 o nosso tempo, o tempo em que nos foi dado viver e no qual temos de saber evangelizar, aceitando os novos desafios. Cada par\u00f3quia, nas suas v\u00e1rias inst\u00e2ncias de participa\u00e7\u00e3o e corresponsabilidade, dever-se-\u00e1 sentir na necessidade de reflectir, com sentido cr\u00edtico e em esfor\u00e7o pedag\u00f3gico, sobre as festas religiosas que promove, o que haver\u00e1 nelas de menos bom ou abusivo, porque \u00e9 que isso acontece e como proceder para que se conformem com o verdadeiro sentido crist\u00e3o, a solidariedade social, a divers\u00e3o sadia e a promo\u00e7\u00e3o cultural da comunidade.  Se as festas s\u00e3o religiosas, \u00e9 evidente que devem ser promovidas por pessoas que tenham a viv\u00eancia da f\u00e9, o sentido de Igreja, a estima do povo e a disposi\u00e7\u00e3o de cumprirem as normas sobre as festas religiosas. Porque nem sempre assim acontece, muitas festas &#8211; merc\u00ea de Comiss\u00f5es bem intencionadas, por certo, mas pouco esclarecidas na sua f\u00e9 e nada firmes nos valores a defender &#8211; foram envolvidas por este processo de transforma\u00e7\u00e3o e afastadas dos seus verdadeiros objectivos. Tais desvios, umas vezes t\u00eam gerado tens\u00e3o entre comiss\u00f5es de festas e estruturas paroquiais; outras vezes s\u00e3o causadores de divis\u00f5es na comunidade, de guerrilhas permanentes e at\u00e9 de esc\u00e2ndalos que a ningu\u00e9m deixam ficar bem e logo s\u00e3o explorados por quem gosta de tirar partido da fraqueza alheia. Apesar de a maior parte das Comiss\u00f5es organizadoras se constitu\u00edrem com o conhecimento e a aprova\u00e7\u00e3o do P\u00e1roco e dos seus \u00f3rg\u00e3os colegiais, nota-se, aqui e ali, uma certa tend\u00eancia para se subtra\u00edrem \u00e0 autoridade paroquial, nomeadamente do pastor da comunidade.  No intuito de ajudar a promover uma dignifica\u00e7\u00e3o das nossas festas, vimos recordar, com alguma explana\u00e7\u00e3o, a Nota Pastoral sobre Festas Religiosas, publicada em 28 de Janeiro de 1988, para a Arquidiocese de Braga (in: Normas Jur\u00eddicas e Pastorais \u2013 1978-1994, Braga, 1995, pg. 140 a 143).  Assim:  1- As Comiss\u00f5es promotoras devem ser formadas por crist\u00e3os convictos, que d\u00eaem garantias do cumprimento das normas da Igreja e do desejo de trabalharem de harmonia com o P\u00e1roco e seus \u00f3rg\u00e3os colegiais.   2- Quem aprova e nomeia as Comiss\u00f5es de Festas \u00e9 o P\u00e1roco, depois de ouvir as inst\u00e2ncias de corresponsabilidade paroquial, nomeadamente o Conselho Econ\u00f3mico e, se existir, o Conselho Pastoral. N\u00e3o faz sentido, pois, que a Comiss\u00e3o cessante apresente ao P\u00e1roco, no dia da festa e sem estes passos pr\u00e9vios, a nova Comiss\u00e3o de Festas para ser lida e nomeada no fim da Eucaristia ou do servi\u00e7o religioso. Tudo deve ser previamente combinado, em bom esp\u00edrito de entendimento e comunh\u00e3o eclesial  3- Mesmo que volte a ser a Comiss\u00e3o do ano anterior a fazer a festa, nenhuma Comiss\u00e3o deve ser nomeada ou renomeada sem que sejam apresentadas ao Conselho Econ\u00f3mico, e por este ao povo, as contas da \u00faltima festa. O saldo, que deve ser entregue ao Conselho Econ\u00f3mico, ser\u00e1 aplicado a bem do culto e da comunidade crist\u00e3, podendo, se o Conselho Econ\u00f3mico achar bem, transitar, no todo ou em parte, para a receita da mesma festa, do ano seguinte. As Comiss\u00f5es de festas ou mordomias de nenhum modo podem considerar-se donas dos saldos, cabendo-lhes somente a sua administra\u00e7\u00e3o, no tempo vigente para a sua mordomia. Oneram gravemente a sua consci\u00eancia, se fizerem seu o saldo das festas. Embora possam manifestar a sua ideia e gosto, n\u00e3o podem, por sua \u00fanica iniciativa, gastar esse dinheiro em fazer esta ou aquela obra \u00e0 revelia do Conselho Econ\u00f3mico, nem tampouco podem agir como se a administra\u00e7\u00e3o da Capela, durante o ano em que s\u00e3o Comiss\u00e3o, lhes perten\u00e7a. Se as festas s\u00e3o promovidas por obriga\u00e7\u00e3o estatut\u00e1ria de Confrarias ou Irmandades, estas dever\u00e3o tamb\u00e9m apresentar as contas \u00e0 Comunidade Paroquial.   4- O Conselho Econ\u00f3mico \u00e9 o \u00fanico \u00f3rg\u00e3o respons\u00e1vel pela gest\u00e3o, conserva\u00e7\u00e3o e enriquecimento de todo o patrim\u00f3nio paroquial que n\u00e3o tenha Corpos Sociais pr\u00f3prios, e responde por isso. E, mesmo o Conselho Econ\u00f3mico, n\u00e3o pode fazer obras sem projecto, pareceres t\u00e9cnicos e licen\u00e7a da autoridade eclesi\u00e1stica competente. N\u00e3o duvidamos da sua boa vontade, mas t\u00eam sido grandes os estragos feitos por Comiss\u00f5es de Festas com obras indevidas e impr\u00f3prias em capelas, igrejas e espa\u00e7os envolventes. Lembramos ainda que as verbas recolhidas para a realiza\u00e7\u00e3o das Festas devem ser depositadas em conta aberta em Institui\u00e7\u00e3o Banc\u00e1ria, em nome de \u201cF\u00e1brica da Igreja Paroquial de &#8230;&#8230;. Comiss\u00e3o de Festas de &#8230;&#8230;\u201d, e ser sempre movimentada por dois de tr\u00eas membros da respectiva Comiss\u00e3o de Festas. N\u00e3o \u00e9 leg\u00edtimo deposit\u00e1-lo em nome pessoal ou de grupo.  5- A programa\u00e7\u00e3o de qualquer festa religiosa, seja na Igreja paroquial seja numa capela ou santu\u00e1rio, promovida quer por uma Comiss\u00e3o ou Mordomia, quer por uma Confraria ou Irmandade, deve ser feita em comunh\u00e3o com o P\u00e1roco que, como primeiro e principal respons\u00e1vel por qualquer festa religiosa, deve ser sempre o elo de unidade e comunh\u00e3o. Evite-se o esbanjamento de verbas em programas festivos com n\u00famero exagerado de conjuntos, bandas, etc. tantas vezes em duplicado e amontoados, sem grande espa\u00e7o no local e tempo para actuarem. Convidar por bairrismo, esp\u00edrito de vaidade e de competi\u00e7\u00e3o e porque se tem dinheiro, n\u00e3o deve ser o crit\u00e9rio a utilizar. Satisfazer, com a programa\u00e7\u00e3o feita, uma s\u00f3 camada et\u00e1ria da comunidade esquecendo a maioria do povo; gastar irresponsavelmente em festas estrondosas as esmolas dos fi\u00e9is, quando se sente a falta do m\u00ednimo de estruturas para um trabalho pastoral eficiente, ou h\u00e1 car\u00eancias not\u00f3rias nas popula\u00e7\u00f5es; esquecer o esp\u00edrito crist\u00e3o e as dificuldades econ\u00f3micas gerais em que se vive, n\u00e3o \u00e9 bom nem justo.  6- Para todas as festas religiosas \u2013 excepto as que se efectuam apenas dentro dos templos \u2013 requere-se uma licen\u00e7a pr\u00e9via da C\u00faria Diocesana, que ser\u00e1 concedida para cada caso, mediante requerimento assinado pelo principal respons\u00e1vel da equipa promotora e pelo P\u00e1roco, com a apresenta\u00e7\u00e3o do respectivo programa. Nenhum cartaz ou prospecto de propaganda devem ser mandados imprimir sem que sejam dados estes passos pr\u00e9vios.  7- A par da promo\u00e7\u00e3o e das express\u00f5es pr\u00f3prias da cultura local que for poss\u00edvel e desejada, fomente-se, em hor\u00e1rios nobres e concorridos e com a criatividade e m\u00e9todos adequados, a cultura da f\u00e9, atrav\u00e9s da reflex\u00e3o da Palavra de Deus, da celebra\u00e7\u00e3o dos Sacramentos, da Ora\u00e7\u00e3o, de Comunica\u00e7\u00f5es ou Palestras para Fam\u00edlias, para Jovens&#8230; Tomem-se aquelas iniciativas eclesiais que se julgue oportuno, de forma a envolver e enriquecer a maior parte da Comunidade e a dignificar a festa. D\u00ea-se particular import\u00e2ncia ao Sacramento da Reconcilia\u00e7\u00e3o, devidamente preparado com Celebra\u00e7\u00f5es Penitenciais e nunca com absolvi\u00e7\u00f5es colectivas.  8- A Eucaristia \u00e9 o ponto alto da festa religiosa! Deve ter lugar de relevo e ser a hora conveniente para que toda a comunidade possa fazer dela o centro da festa e nela participar, designadamente, pelo canto e comunh\u00e3o sacramental, sendo de apreciar que os membros das Comiss\u00f5es ou mordomias sejam os primeiros a dar o exemplo desta participa\u00e7\u00e3o. Como princ\u00edpio, d\u00ea-se prefer\u00eancia, na anima\u00e7\u00e3o da Missa da Festa, ao Grupo Coral Paroquial para que leve a assembleia a participar com c\u00e2nticos conhecidos. Se h\u00e1 mais do que um Grupo Coral, ser\u00e1 bonito e eclesial que se associem, saibam ultrapassar poss\u00edveis diverg\u00eancias pouco ou nada crist\u00e3s e, juntos, colaborem para que a Eucaristia seja mais vivida e melhor participada. Evite-se, como norma, a missa a \u201cgrande instrumental\u201d, com grupos que \u00e0s vezes n\u00e3o t\u00eam qualquer forma\u00e7\u00e3o lit\u00fargica nem s\u00e3o capazes de envolver a Assembleia a participar.  9- Se houver Serm\u00e3o de festa integrado na Eucaristia, quer seja ou n\u00e3o o Pregador quem preside \u00e0 Eucaristia, fa\u00e7a-o em tom de homilia, n\u00e3o esquecendo a sua responsabilidade em apresenta\u00e7\u00e3o, conte\u00fados e forma, pois tamb\u00e9m depende dele a boa viv\u00eancia da Eucaristia, da Festa, da interioriza\u00e7\u00e3o da Palavra, da convers\u00e3o e da vida crist\u00e3 dos participantes.  10- As prociss\u00f5es podem ser ocasi\u00e3o privilegiada de catequese. Contudo, para atingir esse objectivo, devem decorrer com dignidade e manter-se imunes de qualquer infiltra\u00e7\u00e3o de manifesta\u00e7\u00f5es pag\u00e3s, contr\u00e1rias \u00e0 doutrina da Igreja. Tamb\u00e9m elas t\u00eam de ser pensadas e preparadas. A improvisa\u00e7\u00e3o e o desleixo banalizam e destroem. Deve cuidar-se, por isso, de um ambiente capaz, possibilitando o recolhimento e a reflex\u00e3o. Os quadros b\u00edblicos, os textos lidos e os c\u00e2nticos apropriados, sobretudo quando o percurso for longo e houver amplifica\u00e7\u00e3o sonora, podem ser muito \u00fateis para atingir esse objectivo. O povo deve ser sensibilizado e convidado para se integrar na caminhada, ajudando-o, com informa\u00e7\u00e3o e catequese, a descobrir o sentido da prociss\u00e3o e a import\u00e2ncia do testemunho. \u00c9 necess\u00e1rio que, sem desistir mas com prud\u00eancia, se v\u00e1 esclarecendo, onde ainda n\u00e3o se conseguiu acabar com esse costume, que n\u00e3o \u00e9 de bom gosto nem de sentido evang\u00e9lico afixar dinheiro nas imagens ou nos seus mantos, ou figurar pessoas com trajes e idades inconvenientes ou sem capacidade de comportamento a condizer com a miss\u00e3o que v\u00e3o a desempenhar na prociss\u00e3o. Para que n\u00e3o surjam problemas \u00e0 \u00faltima hora, conv\u00e9m que quando se convidem as pessoas para pegar ao P\u00e1lio, ou para ter outras miss\u00f5es destacadas na prociss\u00e3o, se informem sobre como se devem apresentar.   11- Mesmo que haja licen\u00e7a da autoridade civil, tenha-se em conta o tr\u00e2nsito nas estradas, sobretudo nas que t\u00eam grande movimento e sem vias alternativas, de forma a n\u00e3o dar lugar a justas reclama\u00e7\u00f5es e \u00e0 revolta contra a religi\u00e3o por pessoas que viajam, t\u00eam os seus planos, as suas urg\u00eancias e direitos que n\u00e3o lhes devemos prejudicar.  12- \u00c9 leg\u00edtimo fazer promessas como express\u00e3o de ac\u00e7\u00e3o de gra\u00e7as, de despreendimento e de oferta de n\u00f3s mesmos a Deus atrav\u00e9s dos seus Santos. Mas o dinheiro de promessas \u00e9 sagrado. Salva a leg\u00edtima inten\u00e7\u00e3o manifestada pelos oferentes, essas import\u00e2ncias destinam-se \u00e0 promo\u00e7\u00e3o do culto e \u00e0 conserva\u00e7\u00e3o do lugar sagrado, \u00e0 evangeliza\u00e7\u00e3o, catequese e caridade, de acordo com o P\u00e1roco e seus Conselhos de participa\u00e7\u00e3o. Reprova-se, por isso, que muitas Comiss\u00f5es de festas, se apoderem dele e o utilizem como entendem, coisa que nem a autoridade eclesi\u00e1stica pode fazer. A venda de ouro ofertado em cumprimento de promessas ou ex-votos que se possam conservar, est\u00e1 tamb\u00e9m proibida e s\u00f3 pode ser autorizada pela Santa S\u00e9, atrav\u00e9s da C\u00faria Diocesana. N\u00e3o se fa\u00e7am promessas cujo cumprimento vai depender da vontade de outros ou os vai sacrificar, como, por exemplo, prometer ir de joelhos debaixo ou atr\u00e1s do andor, pendurar dinheiro nas imagens, etc. Quando se hajam feito, sejam comutadas, junto de algum Sacerdote, pois tem poderes para isso. A melhor promessa que se pode fazer \u00e9 a da convers\u00e3o interior.   13- Os Santu\u00e1rios merecem-nos um carinho particular. S\u00e3o locais com significado especial. A\u00ed se deve privilegiar a prioridade da Evangeliza\u00e7\u00e3o e a dignidade da celebra\u00e7\u00e3o dos Sacramentos. Os locais de Peregrina\u00e7\u00f5es e de Romarias, que na sua pureza j\u00e1 s\u00e3o t\u00e3o poucos, devem ser preservados do ambiente t\u00e3o comum \u00e0s festas religiosas ordin\u00e1rias. Estas existem por todos os lados e t\u00eam poucas diferen\u00e7as. O povo, se aprecia as festas e o barulho da divers\u00e3o, tamb\u00e9m busca os locais de sil\u00eancio, de paz, de recolhimento, de ora\u00e7\u00e3o, de beleza contemplativa onde a natureza se associa como express\u00e3o da bondade de Deus. Ora, se os respons\u00e1veis n\u00e3o est\u00e3o atentos a esta riqueza que, infelizmente, nesta ou naquela Peregrina\u00e7\u00e3o ou Romaria j\u00e1 se come\u00e7a a perder; se entendem que enriquecer o Santu\u00e1rio \u00e9 transpor para a\u00ed uma festa como as outras festas, ent\u00e3o, ser\u00e1 antes empobrecer e banalizar. A preocupa\u00e7\u00e3o deve ser a de preservar o ambiente e o espa\u00e7o, procurando que as Peregrina\u00e7\u00f5es e Romarias correspondam ao dinamismo da f\u00e9 e se tornem interpelativas para quantos procuram devotamente esses lugares. Tamb\u00e9m n\u00e3o podem ser um mero cumprimento formal dos Estatutos. Devem ter uma din\u00e2mica pr\u00f3pria e uma ideia central \u2013 em sintonia com o Programa Pastoral \u2013 que possa estar at\u00e9 no acolhimento atrav\u00e9s duma amplifica\u00e7\u00e3o sonora condigna e dum Sacerdote preparado para o efeito. Os Peregrinos n\u00e3o deveriam sair do Santu\u00e1rio sem uma ideia a viver.   14- Os P\u00e1rocos, bem como os Reitores e Capel\u00e3es dos santu\u00e1rios, devem explicar aos fi\u00e9is e de modo especial aos mordomos ou membros das Comiss\u00f5es de festas estas orienta\u00e7\u00f5es. Com o esfor\u00e7o conjugado de todos, ir-se-\u00e1 obtendo a desejada dignifica\u00e7\u00e3o das festas religiosas, alcan\u00e7ando-se os altos objectivos acima indicados. Apela-se para a compreens\u00e3o e colabora\u00e7\u00e3o das comunidades paroquiais, para que, de forma pedag\u00f3gica, em di\u00e1logo sincero e com prud\u00eancia, se v\u00e1 dando cumprimento \u00e0s orienta\u00e7\u00f5es aqui apontadas, as quais redundar\u00e3o em gl\u00f3ria de Deus, da Virgem e dos Santos, em bem espiritual dos crist\u00e3os e em saud\u00e1vel recreio e aproveitamento cultural do Povo de Deus.  Braga, 4 de Janeiro de 2004, Festa da Epifania do Senhor.  D. Jorge Ortiga, Arcebispo de Braga     <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nota Pastoral do Arcebispo de Braga<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[127,172,206,261,285,294,297,303,314],"class_list":["post-3994","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos","tag-catequese","tag-diocese-de-braga","tag-familia","tag-missoes","tag-patrimonio","tag-sacramentos","tag-santa-se","tag-santuarios","tag-solidariedade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3994","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3994"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3994\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3994"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3994"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3994"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}