{"id":399182,"date":"2025-11-10T16:20:26","date_gmt":"2025-11-10T16:20:26","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=399182"},"modified":"2025-11-12T10:19:54","modified_gmt":"2025-11-12T10:19:54","slug":"212-a-assembleia-plenaria-da-conferencia-episcopal-portuguesa-palavras-de-abertura-do-presidente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/212-a-assembleia-plenaria-da-conferencia-episcopal-portuguesa-palavras-de-abertura-do-presidente\/","title":{"rendered":"212.\u00aa Assembleia Plen\u00e1ria da Confer\u00eancia Episcopal Portuguesa: Palavras de Abertura do Presidente"},"content":{"rendered":"<p><!--more--><\/p>\n<figure id=\"attachment_398957\" aria-describedby=\"caption-attachment-398957\" style=\"width: 400px\" class=\"wp-caption alignright\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-398957\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/cep-jose-ornelas4-400x267.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"267\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/cep-jose-ornelas4-400x267.jpg 400w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/cep-jose-ornelas4-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/cep-jose-ornelas4-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/cep-jose-ornelas4-391x260.jpg 391w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/cep-jose-ornelas4.jpg 1500w\" sizes=\"(max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-398957\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Ag\u00eancia ECCLESIA\/MC<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>Sauda\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Senhores Cardeais, Arcebispos, Bispos, convidados da CIRP (Confer\u00eancia dos Institutos Religiosos de Portugal) e da CNISP (Confer\u00eancia Nacional dos Institutos Seculares de Portugal), hoje representada pela Dr.\u00aa Maria da Concei\u00e7\u00e3o Vieira, nova Presidente da CNISP, que sa\u00fado com amizade. A todos dou as boas-vindas \u00e0 212.\u00aa Assembleia Plen\u00e1ria da Confer\u00eancia Episcopal Portuguesa. Sa\u00fado tamb\u00e9m os profissionais dos \u00f3rg\u00e3os de comunica\u00e7\u00e3o social que nos acompanham neste in\u00edcio dos trabalhos.<\/p>\n<p>Ainda nas sauda\u00e7\u00f5es iniciais, quero dirigir uma palavra muito especial a\u00a0<em>Monsenhor Jos\u00e9 Ant\u00f3nio Teixeira Alves<\/em>, Encarregado de Neg\u00f3cios da Nunciatura da Santa S\u00e9 em Lisboa, que est\u00e1 pela primeira vez nesta qualidade na Assembleia da CEP. Na sua pessoa, Monsenhor, agrade\u00e7o igualmente a presen\u00e7a de\u00a0<em>D. Ivo Scapolo<\/em>\u00a0entre n\u00f3s, durante os \u00faltimos seis anos (de 9-8-2019 a 23-05-2025), como representante da Santa S\u00e9 junto da Igreja em Portugal e nas rela\u00e7\u00f5es diplom\u00e1ticas com o Estado Portugu\u00eas. Na sua miss\u00e3o pastoral e diplom\u00e1tica, recordamos especialmente o seu acompanhamento aquando da visita do Papa Francisco a Portugal por ocasi\u00e3o da Jornada Mundial da Juventude 2023.<\/p>\n<p>Outra sauda\u00e7\u00e3o muito particular \u00e9 dirigida a alguns irm\u00e3os no episcopado:\u00a0<em>D. N\u00e9lio Pereira Pita<\/em>,\u00a0Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Braga (06-06-2025), e a\u00a0<em>D. Pedro Alexandre Sim\u00f5es Gouveia Fernandes<\/em>, novo Bispo de Portalegre-Castelo Branco (07-10-2025), que iniciar\u00e1 a sua miss\u00e3o episcopal no pr\u00f3ximo domingo. Bem-vindos \u00e0 Assembleia Plen\u00e1ria em que participam pela primeira vez.<\/p>\n<p>Agrade\u00e7o igualmente a\u00a0<em>D. Antonino Eug\u00e9nio Fernandes Dias<\/em>, Administrador Apost\u00f3lico de Portalegre-Castelo Branco (07-10-2025), pelo fecundo trabalho pastoral exercido nesta diocese e no seio da Confer\u00eancia Episcopal, invocando as b\u00ean\u00e7\u00e3os do Senhor nesta nova etapa da sua vida e miss\u00e3o.<\/p>\n<p>Recordo ainda com saudade\u00a0<em>D. Teodoro Faria<\/em>, que partiu para o eterno abra\u00e7o do Cora\u00e7\u00e3o de Deus Pai misericordioso (23-08-2025). Na nossa mem\u00f3ria agradecida, permanece todo o servi\u00e7o pastoral prestado com abnega\u00e7\u00e3o ao povo madeirense e a sua presen\u00e7a ativa nos organismos da Confer\u00eancia Episcopal.<\/p>\n<p>Por fim, quero manifestar a minha profunda comunh\u00e3o com as Dioceses de\u00a0<em>Santar\u00e9m e Set\u00fabal<\/em>, que est\u00e3o a celebrar 50 anos de exist\u00eancia. Que o Senhor continue a aben\u00e7oar os seus Pastores e todo o povo de Deus que peregrina nestas Igrejas locais.<\/p>\n<p><strong>Elei\u00e7\u00e3o do Papa Le\u00e3o XIV<\/strong><\/p>\n<p>Uma semana ap\u00f3s a \u00faltima Assembleia Plen\u00e1ria, em abril deste ano, acolhemos com imensa alegria a elei\u00e7\u00e3o do novo\u00a0<em>Papa Le\u00e3o XIV<\/em>\u00a0(08-05-2025), que sucede ao Papa Francisco como Bispo de Roma e 267.\u00ba Sumo Pont\u00edfice da Igreja Universal. Damos gra\u00e7as pelo novo Pastor que Deus enviou \u00e0 sua Igreja e manifestamos a nossa comunh\u00e3o e fidelidade para com o sucessor de Pedro. Rezamos para que o Esp\u00edrito de Deus o fortale\u00e7a nesta miss\u00e3o e convidamos todos os fi\u00e9is a unirem-se em ora\u00e7\u00e3o pelos desafios do minist\u00e9rio petrino na Igreja e no mundo.<\/p>\n<p>Confiando a Nossa Senhora de F\u00e1tima e \u00e0 sua materna intercess\u00e3o o minist\u00e9rio pastoral de Le\u00e3o XIV, desejamos que continue um trabalho pastoral fecundo na condu\u00e7\u00e3o do Povo de Deus, na edifica\u00e7\u00e3o da unidade na diversidade do que somos e na persecu\u00e7\u00e3o do caminho sinodal para uma Igreja renovada e mission\u00e1ria, ao lado dos migrantes, dos pobres, dos mais fr\u00e1geis e dos marginalizados.<\/p>\n<p><strong>Sinodalidade na Igreja em Portugal<\/strong><\/p>\n<p>Estamos a viver o S\u00ednodo sobre a Sinodalidade que nos convida \u00e0 escuta atenta do Esp\u00edrito e \u00e0 convers\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es para uma Igreja que, caminhando junta no discernimento daquilo que Deus aponta e na corresponsabilidade de todos os batizados, se torna mais fiel \u00e0 sua miss\u00e3o de anunciar o Evangelho.<\/p>\n<p>Nesta fase de implementa\u00e7\u00e3o do Documento Final da XVI Assembleia Geral do S\u00ednodo dos Bispos, rumo \u00e0 Assembleia Eclesial de 2028, as nossas comunidades est\u00e3o a adaptar as orienta\u00e7\u00f5es a\u00ed contidas \u00e0s suas realidades locais. Um processo que caminha a diferentes ritmos, com avan\u00e7os, desafios e resist\u00eancias, mas onde todas as dioceses est\u00e3o envolvidas. A 10 de janeiro de 2026 realizaremos o II Encontro Sinodal Nacional para avaliar as a\u00e7\u00f5es desenvolvidas ao longo do \u00faltimo ano e para motivar a que nenhuma reflex\u00e3o fique est\u00e9ril, mas d\u00ea origem a atitudes novas e rela\u00e7\u00f5es sinodais.<\/p>\n<p>\u00c9 tamb\u00e9m \u00e0 luz deste processo sinodal, iluminados pela reflex\u00e3o das \u00faltimas Jornadas Pastorais do Episcopado com propostas concretas que apontam para uma convers\u00e3o institucional, que analisaremos nesta Assembleia a reorganiza\u00e7\u00e3o das Comiss\u00f5es Episcopais e outros organismos da nossa Confer\u00eancia Episcopal.<\/p>\n<p><strong>Prote\u00e7\u00e3o de Menores e Adultos Vulner\u00e1veis<\/strong><\/p>\n<p>A prote\u00e7\u00e3o de menores e adultos vulner\u00e1veis \u00e9 um caminho de convers\u00e3o exigente e necess\u00e1rio que temos vindo a percorrer na Igreja em Portugal, em comunh\u00e3o com as orienta\u00e7\u00f5es dos \u00faltimos papas e reafirmadas pelo Papa Le\u00e3o XIV. Isso mesmo confirma o\u00a0<em>Relat\u00f3rio Anual sobre pol\u00edticas e procedimentos da Igreja em mat\u00e9ria de prote\u00e7\u00e3o referente ao ano de 2024<\/em>, publicado pela Pontif\u00edcia Comiss\u00e3o para a Prote\u00e7\u00e3o dos Menores, que apresentou desafios e orienta\u00e7\u00f5es concretas sobre a a\u00e7\u00e3o de toda a Igreja, nomeadamente em Portugal, que analisamos com aten\u00e7\u00e3o para integrar no caminho que estamos a percorrer.<\/p>\n<p>\u00c9 claro para todos que estamos num caminho que n\u00e3o voltar\u00e1 atr\u00e1s. Apesar do muito trabalho ainda a fazer para garantir uma Igreja cada vez mais segura, a transpar\u00eancia, prote\u00e7\u00e3o e cuidado dos mais fr\u00e1geis est\u00e3o a tornar-se numa cultura permanente. Continuamos a trabalhar no acolhimento \u00e0s v\u00edtimas, no encaminhamento adequado das den\u00fancias, na repara\u00e7\u00e3o poss\u00edvel das feridas infligidas e na forma\u00e7\u00e3o para a preven\u00e7\u00e3o nos diferentes contextos do tecido eclesial.<\/p>\n<p>Com o processo de compensa\u00e7\u00f5es financeiras que est\u00e1 em curso procuramos garantir \u00e0s v\u00edtimas uma repara\u00e7\u00e3o extrajudicial que seja equitativa. Gostar\u00edamos que ficasse conclu\u00eddo at\u00e9 ao final deste ano e continuamos a fazer todos os esfor\u00e7os nesse sentido. No entanto, \u00e9 poss\u00edvel que o prazo se estenda para al\u00e9m do previsto devido a fatores como o alargamento dos prazos para acolher mais alguns pedidos, a remarca\u00e7\u00e3o de entrevistas das Comiss\u00f5es de Instru\u00e7\u00e3o devido \u00e0s dificuldades de desloca\u00e7\u00e3o de alguns interessados e o volume de pedidos a ser analisados pela Comiss\u00e3o de Fixa\u00e7\u00e3o da Compensa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Teremos este tema, uma vez mais, bem presente nesta Assembleia onde estudaremos os relat\u00f3rios dos trabalhos que t\u00eam vindo a ser desenvolvidos e a constitui\u00e7\u00e3o do fundo da Confer\u00eancia Episcopal Portuguesa para pagamento das compensa\u00e7\u00f5es que contar\u00e1 com o contributo solid\u00e1rio das Dioceses e dos Institutos de Vida Consagrada.<\/p>\n<p><strong>Situa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e social do pa\u00eds<\/strong><\/p>\n<p>Portugal continua a enfrentar diversos desafios do ponto de vista social: as dificuldades econ\u00f3micas de muitas fam\u00edlias, as desigualdades sociais, o dif\u00edcil acesso \u00e0 habita\u00e7\u00e3o, a press\u00e3o sobre os servi\u00e7os de sa\u00fade e o fen\u00f3meno migrat\u00f3rio s\u00e3o alguns dos exemplos, agravados por discursos polarizados e ideologias extremistas.<\/p>\n<p>Vivemos dias em que o medo, a desconfian\u00e7a e a agressividade parecem querer ocupar o lugar da raz\u00e3o e do di\u00e1logo. Nenhum projeto humano se pode erguer sobre a divis\u00e3o, o insulto ou o \u00f3dio. A na\u00e7\u00e3o s\u00f3 floresce quando cada cidad\u00e3o reconhece no outro um irm\u00e3o \u2013 n\u00e3o um inimigo. A Igreja convida, por isso, a rejeitar as palavras f\u00e1ceis que prometem solu\u00e7\u00f5es r\u00e1pidas<strong>,<\/strong>\u00a0mas que alimentam ressentimentos e destroem pontes. O caminho crist\u00e3o \u00e9 exigente: \u00e9 o da escuta, da verdade e da fraternidade concreta.<\/p>\n<p>Num per\u00edodo de renova\u00e7\u00e3o das estruturas democr\u00e1ticas \u2013 com as elei\u00e7\u00f5es legislativas realizadas h\u00e1 um ano, as aut\u00e1rquicas em maio e a aproxima\u00e7\u00e3o das presidenciais a 18 de janeiro de 2026 \u2013 \u00e9 urgente que os homens e as mulheres que servem na pol\u00edtica busquem mais consensos, se comprometam verdadeiramente com o bem comum e procurem garantir a paz social, na dignidade e na justi\u00e7a.<\/p>\n<p>Estamos conscientes do impacto que traz \u00e0 sociedade portuguesa o aumento do n\u00famero de migrantes, que interpela a nossa capacidade de acolher e integrar, mas que se revela tamb\u00e9m uma oportunidade para construirmos, juntos, uma sociedade mais justa, fraterna e solid\u00e1ria, onde ningu\u00e9m \u00e9 exclu\u00eddo ou descartado.<\/p>\n<p>Um migrante \u00e9 um irm\u00e3o e n\u00e3o uma amea\u00e7a. Por isso, no pr\u00f3ximo s\u00e1bado, 15 de novembro, realizaremos, aqui em F\u00e1tima, um \u201cF\u00f3rum Migra\u00e7\u00f5es\u201d, com o objetivo de sensibilizar e formar as nossas comunidades para o fen\u00f3meno migrat\u00f3rio e contribuir para a reflex\u00e3o desta tem\u00e1tica, na Igreja e na sociedade em geral. O encontro \u00e9 dirigido aos Bispos, a participantes das dioceses com liga\u00e7\u00e3o \u00e0 din\u00e2mica das migra\u00e7\u00f5es, aos organismos nacionais da Confer\u00eancia Episcopal e \u00e0s congrega\u00e7\u00f5es religiosas que trabalham nesta \u00e1rea.<\/p>\n<p><strong>Na Europa e no Mundo<\/strong><\/p>\n<p>No contexto internacional vivemos um tempo marcado por profundas tens\u00f5es entre na\u00e7\u00f5es e uma sucess\u00e3o de guerras e conflitos que afligem a Europa e outras regi\u00f5es do globo. \u00a0Neste \u00e2mbito, s\u00e3o encorajadoras as not\u00edcias que chegam da Faixa de Gaza, com um inst\u00e1vel cessar-fogo que come\u00e7a, contudo, a permitir a chegada de ajuda humanit\u00e1ria \u00e0 martirizada popula\u00e7\u00e3o do territ\u00f3rio, mas que carece de novas vontades, a n\u00edvel local e internacional, para consolidar a paz, na justi\u00e7a e no direito.<\/p>\n<p>Estes foram temas que estiveram bem presentes nos dois encontros eclesiais de n\u00edvel internacional que acolhemos em Portugal nos \u00faltimos meses: a Assembleia Plen\u00e1ria do Conselho das Confer\u00eancias Episcopais da Europa (CCEE), em outubro, e o encontro dos bispos representantes das Igrejas dos pa\u00edses lus\u00f3fonos, em setembro.<\/p>\n<p>Um tema comum nestes dois encontros foi o da concretiza\u00e7\u00e3o e consolida\u00e7\u00e3o do caminho sinodal da Igreja a n\u00edvel regional para desenvolver a partilha e a colabora\u00e7\u00e3o entre as Igrejas locais: a n\u00edvel continental no caso da Europa e a n\u00edvel de afinidades hist\u00f3ricas, culturais e sociais no contexto lus\u00f3fono.<\/p>\n<p>Em ambos os casos, o tema da paz esteve bem presente. Foi dada especial aten\u00e7\u00e3o \u00e0 guerra devastadora que assola o povo da Ucr\u00e2nia, como desafio que exige a ora\u00e7\u00e3o e a solidariedade concreta de toda a Igreja e dos respons\u00e1veis mundiais, particularmente no contexto europeu, para que se possa chegar a uma solu\u00e7\u00e3o de paz, na justi\u00e7a e no direito internacional dos povos.<\/p>\n<p>No contexto do encontro dos bispos dos pa\u00edses lus\u00f3fonos a preocupa\u00e7\u00e3o centrou-se de forma concreta na dif\u00edcil situa\u00e7\u00e3o que martiriza a popula\u00e7\u00e3o da Prov\u00edncia de Cabo Delgado, em Mo\u00e7ambique, com perda de vidas e desloca\u00e7\u00e3o for\u00e7ada de milhares de fam\u00edlias. A presen\u00e7a do bispo da Beira, em Mo\u00e7ambique, D. Claudio Dalla Zuanna, na peregrina\u00e7\u00e3o de outubro em F\u00e1tima, sublinha a aten\u00e7\u00e3o e o empenho da Igreja em Portugal para p\u00f4r fim \u00e0 guerra e criar condi\u00e7\u00f5es de dignidade e de justi\u00e7a para Cabo Delgado e para todo o pa\u00eds.<\/p>\n<p>Que cada um de n\u00f3s, rezando por uma paz \u201cdesarmada e desarmante\u201d como nos pede o Papa Le\u00e3o XIV, seja capaz de estabelecer rela\u00e7\u00f5es de paz e conc\u00f3rdia no seu dia a dia. S\u00f3 assim ser\u00e1 poss\u00edvel superar o \u00f3dio, a divis\u00e3o e a viol\u00eancia.<\/p>\n<p><strong>Jubileu de Esperan\u00e7a<\/strong><\/p>\n<p>O Jubileu de Esperan\u00e7a que estamos a viver encerra a 6 de janeiro do pr\u00f3ximo ano. Num mundo sedento de amor e miseric\u00f3rdia, as palavras e a\u00e7\u00f5es do Santo Padre t\u00eam fortalecido o di\u00e1logo inter-religioso\u00a0e o di\u00e1logo com\u00a0a sociedade, na constru\u00e7\u00e3o de pontes ao servi\u00e7o da fraternidade e na busca de caminhos de paz e justi\u00e7a, oferecendo \u00e0 humanidade\u00a0renovadas\u00a0centelhas de esperan\u00e7a.<\/p>\n<p>A celebra\u00e7\u00e3o dos 60 anos da Declara\u00e7\u00e3o do Conc\u00edlio Vaticano II \u201cNostra Aetate\u201d sobre a Igreja e as Religi\u00f5es N\u00e3o-Crist\u00e3s, bem como a aprova\u00e7\u00e3o da nova vers\u00e3o da \u201cCharta Oecumenica\u201d em Roma e a assinatura do projeto ECO-Igrejas em Lisboa, s\u00e3o sinais concretos de esperan\u00e7a no di\u00e1logo ecum\u00e9nico e inter-religioso.<\/p>\n<p>Neste tempo que resta do per\u00edodo jubilar, \u00e0s portas do Advento que nos prepara para o Natal, convertamos o nosso cora\u00e7\u00e3o ao cora\u00e7\u00e3o de Jesus, para que sejamos capazes de testemunhar ao mundo a esperan\u00e7a em Deus que n\u00e3o tem ocaso.<\/p>\n<p><em>\u2020 Jos\u00e9 Ornelas Carvalho<\/em><\/p>\n<p><em>Bispo de Leiria-F\u00e1tima e Presidente da CEP<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":1,"featured_media":398957,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"default","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"default","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"set","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center 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