{"id":398982,"date":"2025-11-11T09:02:02","date_gmt":"2025-11-11T09:02:02","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=398982"},"modified":"2025-11-10T17:37:12","modified_gmt":"2025-11-10T17:37:12","slug":"o-foco-e-o-fogo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/o-foco-e-o-fogo\/","title":{"rendered":"O Foco e o Fogo"},"content":{"rendered":"<p><em>Ant\u00f3nio Salvado Morgado, Diocese da Guarda<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Antonio-Morgado-guarda.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignright wp-image-271042 size-medium\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Antonio-Morgado-guarda-390x260.jpg\" alt=\"\" width=\"390\" height=\"260\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Antonio-Morgado-guarda-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Antonio-Morgado-guarda-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Antonio-Morgado-guarda-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Antonio-Morgado-guarda-391x260.jpg 391w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Antonio-Morgado-guarda-1080x720.jpg 1080w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Antonio-Morgado-guarda-1280x853.jpg 1280w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Antonio-Morgado-guarda-980x653.jpg 980w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Antonio-Morgado-guarda-480x320.jpg 480w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Antonio-Morgado-guarda.jpg 1500w\" sizes=\"(max-width: 390px) 100vw, 390px\" \/><\/a>O mundo encontra-se em chamas, \u00ab<em>quer pelo aquecimento global, quer pelos conflitos armados<\/em>\u00bb destacou o Papa Le\u00e3o XIV na mensagem dirigida \u00e0 30.\u00aa Confer\u00eancia das Na\u00e7\u00f5es Unidas sobre as Altera\u00e7\u00f5es Clim\u00e1ticas. Importa dar a este mundo um \u00absinal de esperan\u00e7a\u00bb na certeza de que quem quer cultivar a paz tem de proteger a cria\u00e7\u00e3o. Perante as chamas do fogo do aquecimento e dos conflitos armados, o Papa coloca o foco da sua mensagem na protec\u00e7\u00e3o da cria\u00e7\u00e3o para salvaguardar a paz: \u00ab<em>Se quereis cultivar a paz, protegei a cria\u00e7\u00e3o<\/em>\u00bb.<\/p>\n<p>Quem n\u00e3o ter\u00e1 ouvido aquelas palavras titulares \u2013 \u201cfoco\u201d e \u201cfogo\u201d &#8211; no m\u00eas abrasador que foi o passado Agosto quando as imagens dos inc\u00eandios nos entravam pela casa adentro ou quando l\u00e1, no campo, era necess\u00e1rio multiplicar os meios para n\u00e3o deixar alastrar um pequeno foco que despertara aqui e ali? Todos o soubemos, infelizmente. E mais o saber\u00e3o, tristemente, os familiares daqueles que nesses inc\u00eandios perderam a vida ou de quantos perderam bens ou viram desaparecer o fruto do seu trabalho. O que nem toda a gente saber\u00e1 \u00e9 que os termos \u201cfoco\u201d e \u201cfogo\u201d, que ent\u00e3o t\u00e3o associados se encontraram, nasceram do mesmo Latim que, para mal da nossa l\u00edngua e cultura, quase deixou de existir nas nossas escolas.<\/p>\n<p>Creio que foi no terceiro ano do ent\u00e3o curso liceal &#8211; s\u00e9timo ano de escolaridade do sistema actual &#8211; que aprendi, com admira\u00e7\u00e3o e regozijo juvenis nunca perdidos, que havia muitas palavras que provinham do mesmo \u00e9timo. Se umas se foram transformando por via popular, outras desenvolveram-se por via erudita. Lembro-me de serem apresentados v\u00e1rios exemplos. Entre eles estava o caso de \u201cfoco\u201d e \u201cfogo\u201d, exemplo que me ficou gravado na mem\u00f3ria a lembrar o candeeiro a petr\u00f3leo que iluminava a cozinha enquanto toda a fam\u00edlia rodeava o fogo da lareira em que todos se aqueciam nos longos ser\u00f5es frios do Inverno beir\u00e3o. Como que a acalentar o ambiente familiar, o termo latino ali se encontrava na express\u00e3o das duas palavras portuguesas: o \u201cfoco\u201d do candeeiro que irradiava luz e o \u201cfogo\u201d da lareira que, enquanto aquece, aconchega e conforta \u00e9 tamb\u00e9m \u201cfoco\u201d da centralidade da fam\u00edlia unida. Ambas as palavras t\u00eam origem no termo latino \u201cfocus\u201d. Se \u201cfoco\u201d chega ao nosso l\u00e9xico por via erudita, conservando muita proximidade com a origem, \u201cfogo\u201d chega-nos por via popular: o \u201cc\u201d do latim \u201cfocus\u201d evolui para o \u201cg\u201d do termo portugu\u00eas.<\/p>\n<p>A origem e o desenvolvimento de uma l\u00edngua s\u00e3o um encanto para o esp\u00edrito, se n\u00e3o perdemos tamb\u00e9m a capacidade de nos deslumbrarmos. A\u00ed h\u00e1 mist\u00e9rios escondidos que s\u00e3o milagres de vida que graciosamente nos s\u00e3o oferecidos sem merecimento algum da nossa parte. S\u00e3o tamb\u00e9m mist\u00e9rios escondidos os problemas sociolingu\u00edsticos que acompanham os usos que fazemos da linguagem. S\u00e3o v\u00e1rias as palavras que entraram em for\u00e7a recentemente no dia-a-dia do nosso dizer. \u00c9 o caso de \u201cfoco\u201d e de \u201cpercep\u00e7\u00e3o\u201d. Elas a\u00ed se encontram a constitu\u00edrem-se como reflexo dos tempos e mentalidades do nosso viver.<\/p>\n<p>A palavra \u201cfoco\u201d \u00e9 uma daquelas palavras que entrou em uso corrente tal que n\u00e3o ser\u00e1 exagero dizer que ela est\u00e1 na moda desde j\u00e1 h\u00e1 uns bons anos, muito antes da palavra \u201cpercep\u00e7\u00e3o\u201d t\u00e3o frequentemente utilizada agora no espa\u00e7o das discuss\u00f5es pol\u00edticas. Ocasi\u00f5es j\u00e1 houve em que o \u00abfoco\u00bb das conversas foi a \u00abpercep\u00e7\u00e3o\u00bb disto ou a \u00abpercep\u00e7\u00e3o\u00bb daquilo, ou que tudo se reduz, como j\u00e1 ouvi, a um problema de percep\u00e7\u00e3o, como que a dar raz\u00e3o \u00a0 ao fil\u00f3sofo idealista irland\u00eas George Berkeley [1685-1753] para o qual \u00ab<em>esse est percipi aut percipere<\/em>\u00bb, ou seja, \u00ab<em>ser consiste em ser percebido ou perceber<\/em>\u00bb que \u00e9 como quem diz \u00abeu sou enquanto percepciono e os objectos s\u00e3o enquanto s\u00e3o percepcionados\u00bb. Dito ainda de outro modo: o mundo \u00e9 real na realidade das percep\u00e7\u00f5es de um sujeito que as percepciona. Tudo \u00e9 percep\u00e7\u00e3o. E a percep\u00e7\u00e3o \u00e9 um fogo abrasador quando ela se torna no foco dos nossos pensamentos e das nossas aten\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Abstraindo das considera\u00e7\u00f5es metaf\u00edsicas e epistemol\u00f3gicas desta filosofia do pensador irland\u00eas, detenhamo-nos na dimens\u00e3o pragm\u00e1tica das nossas vidas. Seja esse o foco deste devaneio nas letras do nosso dizer sobre o fogo, agora que o fogo dos fogos nos nossos campos se foi \u2013 e ainda bem -, vemos todos os dias fen\u00f3menos atmosf\u00e9ricos de consequ\u00eancias calamitosas e alastra tremenda e infelizmente o fogo da guerra enquanto as percep\u00e7\u00f5es dos altos respons\u00e1veis parecem andar obscurecidas pela cegueira das paix\u00f5es.<\/p>\n<p>Percpcionado ou n\u00e3o com clareza, as nossas vidas cruzam-se com o fogo, fogo real ou metaf\u00f3rico, e por isso ele foi ficando na Hist\u00f3ria feita de lendas ou realidades interiorizadas, ou n\u00e3o, em complexos do nosso viver profundo. N\u00e3o ter\u00e1 sido sem raz\u00e3o que o fil\u00f3sofo franc\u00eas Gaston Bachelard [1884-1962], com clarivid\u00eancia e realismo, ter\u00e1 podido escrever na sua \u201cPsican\u00e1lise do Fogo\u201d: \u00ab<em>Se aquilo que se modifica lentamente se explica atrav\u00e9s da vida, o que se modifica depressa \u00e9 explicado pelo fogo. O fogo \u00e9 ultravivo. O fogo \u00e9 \u00edntimo e universal. Vive no nosso cora\u00e7\u00e3o. Vive no c\u00e9u. Sobe das profundezas da subst\u00e2ncia e oferece-se como o amor. Volta a tornar-se mat\u00e9ria e ocultar-se, latente, contido, como o \u00f3dio e a vingan\u00e7a. Entre todos os fen\u00f4menos, \u00e9 ele realmente o \u00fanico que pode aceitar as duas valoriza\u00e7\u00f5es contr\u00e1rias: o bem e o mal. Brilha no Para\u00edso, arde no Inferno. \u00c9 do\u00e7ura e tortura. \u00c9 cozinha e apocalipse. \u00c9 prazer para a crian\u00e7a que se senta com ju\u00edzo \u00e0 lareira; no entanto, castiga qualquer desobedi\u00eancia de quem pretende brincar demasiado perto das chamas. \u00c9 bem-estar e respeito. \u00c9 um deus tutelar e terr\u00edvel, bom e mau.<\/em>\u00bb<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a><\/p>\n<p>Quem ousar\u00e1 desdizer o fil\u00f3sofo? Quem n\u00e3o tem a experi\u00eancia das m\u00faltiplas percep\u00e7\u00f5es do fogo? A cita\u00e7\u00e3o \u00e9 longa, mas a\u00ed fica para ler e, com ela, meditar o mundo e a vida, conscientes da premente necessidade de reaprender a viver com o fogo, real ou metaf\u00f3rico, porque tamb\u00e9m as met\u00e1foras podem retirar lucidez ou perder muito do seu potencial significativo.<\/p>\n<p>Se no passado Agosto o fogo foi foco das nossas percep\u00e7\u00f5es como um \u201cinferno\u201d abrasador, agora, que se aproxima o Inverno, vai-se sentindo a necessidade de um fogo acolhedor da lareira alde\u00e3 enquanto se pressente no ar um fogo mais destruidor, o fogo nuclear com que os \u201cgrandes\u201d deste mundo parecem brincar como loucos.<\/p>\n<p>N\u00e3o deixar\u00e1 de ser oportuno lembrar que Gaston Bachelard refere, na obra citada, complexos humanos ligados ao fogo: o complexo de Prometeu ou o desejo de possuir o fogo contra a vontade dos deuses, como o tit\u00e3 da mitologia grega que o roubou desafiando a vontade de Zeus e o complexo de Emp\u00e9docles, ou o desejo irracional de se deixar consumir pelo fogo, como o fil\u00f3sofo grego que se ter\u00e1 atirado para a cratera do vulc\u00e3o Etna. Atrever-me-ia aqui a acrescentar o complexo de Her\u00f3strato ou a busca da fama e gl\u00f3ria a qualquer pre\u00e7o, mesmo que \u00e0 custa da destrui\u00e7\u00e3o, tal como Her\u00f3strato quando ateou fogo ao famoso templo de Artemisa.<\/p>\n<p>\u00c9 sabido que muito \u2013 ou tudo \u2013 do nosso viver est\u00e1 l\u00e1, de um modo ou de outro, no \u00edntimo pensar dos antigos cl\u00e1ssicos, dos seus mitos ou das suas especula\u00e7\u00f5es. N\u00e3o ser\u00e1 dif\u00edcil evidenciar como estes complexos ligados ao fogo se passeiam pelo nosso mundo. Em n\u00f3s, ao nosso lado ou nos are\u00f3pagos do poder onde muito se decide sobre o p\u00e3o com que nos alimentamos, mas tamb\u00e9m sobre o fogo que destr\u00f3i as searas da cria\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Quando o mundo se encontra em chamas, \u00ab<em>quer pelo aquecimento global, quer pelos conflitos armados<\/em>\u00bb, como faz quest\u00e3o de lembrar Le\u00e3o XIV, medito o fogo da sar\u00e7a ardente de onde Mois\u00e9s recebeu de Deus a miss\u00e3o de Libertador dos seus Irm\u00e3os e as L\u00ednguas de Fogo com que Deus encheu de Esp\u00edrito Santo aquele grupo de Ap\u00f3stolos de Jesus a viverem \u00e0s escondidas com medo do que lhes poderia acontecer. E o fogo do Evangelho espalhou-se pelas na\u00e7\u00f5es, mas o fogo da paz nem sempre tem chegado aos poderosos deste mundo, presentes ou ausentes em confer\u00eancias mundiais, sendo certo que as palavras do Papa constituem tamb\u00e9m uma mensagem dirigida aos moradores da Terra: \u00ab<em>Se quereis cultivar a paz, protegei a cria\u00e7\u00e3o.<\/em>\u00bb Proteger a cria\u00e7\u00e3o que \u00e9 tamb\u00e9m salvaguarda dos pobres. Seja o foco do dizer tamb\u00e9m o foco do agir.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> G. Bachelard &#8211;<em>A psican\u00e1lise do fogo<\/em>, Est. Cor, trad. Maria Isabel Braga, [1972], p. 21.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>(Os artigos de opini\u00e3o publicados na sec\u00e7\u00e3o \u2018Opini\u00e3o\u2019 e \u2018Rubricas\u2019 do portal da Ag\u00eancia Ecclesia s\u00e3o da responsabilidade de quem os assina e vinculam apenas os seus autores.)<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ant\u00f3nio Salvado Morgado, Diocese da Guarda<\/p>\n","protected":false},"author":17,"featured_media":271042,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"default","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"default","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"set","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[10],"tags":[],"class_list":["post-398982","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/398982","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/17"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=398982"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/398982\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/271042"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=398982"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=398982"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=398982"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}