{"id":39841,"date":"2009-07-07T11:03:04","date_gmt":"2009-07-07T11:03:04","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2009\/07\/07\/poder-economico-trava-fim-da-crise\/"},"modified":"2009-07-07T11:03:04","modified_gmt":"2009-07-07T11:03:04","slug":"poder-economico-trava-fim-da-crise","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/poder-economico-trava-fim-da-crise\/","title":{"rendered":"Poder econ\u00f3mico trava fim da crise"},"content":{"rendered":"<p>O poder econ&oacute;mico est&aacute; a dificultar o fim da crise. A constata&ccedil;&atilde;o &eacute; feita por Alfredo Bruto da Costa, Presidente da Comiss&atilde;o Nacional Justi&ccedil;a e Paz, que indica haver um &quot;deslocamento&quot; de actores &quot;do campo pol&iacute;tico para o campo econ&oacute;mico&quot;. Uma situa&ccedil;&atilde;o que Bruto da Costa indica &quot;ser prejudicial para a sociedade&quot; e lugar comum &quot;nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas e nos dias de hoje&quot;. <\/p>\n<p>O Presidente da CNJP denuncia a domina&ccedil;&atilde;o do poder pol&iacute;tico por parte do poder econ&oacute;mico. &quot;Em alguns pa&iacute;ses &eacute; condicionado, noutros dominado&quot;, afirmou &agrave; Ag&ecirc;ncia ECCLESIA &agrave; margem do Semin&aacute;rio &laquo;Crise &Eacute;tica na Economia e na Pol&iacute;tica&raquo;. &quot;Um problema s&eacute;rio&quot;, que, indica o tamb&eacute;m presidente do Conselho Econ&oacute;mico e Social &quot;ocorre em Portugal&quot;. <\/p>\n<p>Esta situa&ccedil;&atilde;o gera &quot;descr&eacute;dito&quot; na popula&ccedil;&atilde;o que n&atilde;o reconhece no poder pol&iacute;tico &quot;for&ccedil;a para promover as mudan&ccedil;as necess&aacute;rias&quot; e por isso, &quot;prejudica o bem geral da sociedade&quot;. <\/p>\n<p>O Semin&aacute;rio, que pretendeu reflectir sobre a crise &eacute;tica nos campos pol&iacute;tico e econ&oacute;mico, mostrou que a reflex&atilde;o &eacute;tica estava em d&eacute;ficit. Se da crise se podem tirar oportunidade, uma &eacute; a possibilidade de denunciar de forma p&uacute;blica quest&otilde;es &eacute;ticas que andavam relegadas para a esfera privada. <\/p>\n<p>Alfredo Bruto da Costa acrescenta que o individualismo que marcou as &uacute;ltimas d&eacute;cadas, e que mais influenciou o percurso da humanidade, &quot;pode ser visto como um tipo de &eacute;tica&quot;.<\/p>\n<p>&quot;N&atilde;o se trata apenas de dizer que n&atilde;o havia &eacute;tica&quot; at&eacute; a crise econ&oacute;mica e financeira se instalar, mas &quot;interessa perceber que tipo de &eacute;tica &eacute; precisa&quot; para a superar. O Presidente do Conselho Econ&oacute;mico e Social chama a aten&ccedil;&atilde;o para diferentes tipos de &eacute;tica.<\/p>\n<p>Por outro lado, &quot;conhecemos um tempo de aus&ecirc;ncia de &eacute;tica&quot;. Em especial os problemas econ&oacute;micos e financeiros, eram apresentados como &quot;&aacute;reas neutras&quot; do ponto de vista &eacute;tico. Para abordar os problemas econ&oacute;micos eram &quot;os t&eacute;cnicos da economia que eram auscultados&quot; e a economia &quot;&eacute; muito mais do que uma tecnocracia&quot;. Precisa o economista que a economia &quot;afecta a vida das pessoas, o seu comportamento, influencia os crit&eacute;rios de felicidade&quot;.<\/p>\n<p>Bruto da Costa afirma ser importante perceber o vazio &eacute;tico onde impera &quot;um discurso de uma pretensa neutralidade&quot; e &quot;o tipo de &eacute;tica&quot; que conduziu &agrave; presente situa&ccedil;&atilde;o de crise econ&oacute;mica e financeira.<\/p>\n<p>Sem apontar novos modelos de desenvolvimento, Alfredo Bruto da Costa indica que a mudan&ccedil;a pede uma &quot;preocupa&ccedil;&atilde;o &eacute;tica na condu&ccedil;&atilde;o e no desenvolvimento da actividade econ&oacute;mica e financeira&quot;. A segunda necessidade para uma mudan&ccedil;a &eacute; uma reflex&atilde;o sobre as finalidades. &quot;Temos uma condu&ccedil;&atilde;o da economia dirigida para finalidades restritas e que, ao longo de d&eacute;cadas, concentraram os recursos e rendimentos na m&atilde;o de poucos, mantendo din&acirc;micas de pobreza gritante, de fome e morte&quot;.&nbsp; <\/p>\n<p>Segundo Alfredo Bruto da Costa, o progresso que houve tem sido muito lento comparativamente com a gravidade da situa&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>A terceira necessidade indicada prende-se com o centro da discuss&atilde;o econ&oacute;mica. &quot;Quando discutimos a economia, centramo-nos nos meios, ou seja, no investimento, nas taxas de juro, e pouco nas finalidades da actividade econ&oacute;mica, nomeadamente, no bem estar das pessoas e no bem comum da sociedade&quot;. <\/p>\n<p>O Presidente da CNJP reconhece ser mais universal o &quot;reconhecimento que n&atilde;o &eacute; qualquer tipo de progresso que faz a felicidade humana, que faz progredir as sociedades enquanto realidades humanas&quot;. <\/p>\n<p>&quot;Teremos de qualificar o progresso e distinguir o que &eacute; um instrumento para o progresso. S&oacute; se mostrar&aacute; ben&eacute;fico para um verdadeiro progresso humano se tiver em conta as grandes finalidades da actividade humana e as grandes preocupa&ccedil;&otilde;es &eacute;ticas&quot;. <\/p>\n<p>A crise que atravessamos &eacute; muito clara ao indicar a necessidade de rever os paradigmas econ&oacute;micos e financeiros, que dominaram nos &uacute;ltimos anos. Alfredo Bruto da Costa sublinha que &quot;rever paradigmas n&atilde;o &eacute; uma mudan&ccedil;a suficiente&quot;. <\/p>\n<p>&nbsp;&quot;Muitos j&aacute; sabiam que estes modelos precisavam de mudan&ccedil;as, mas agora, temos a autoridade de Bento XVI a sublinhar essa necessidade&quot;. <\/p>\n<p>Todos, e, &quot;de modo particular as Comiss&otilde;es Justi&ccedil;a e Paz, t&ecirc;m tamb&eacute;m como miss&atilde;o contribuir para a mudan&ccedil;a de paradigmas econ&oacute;micos e financeiros&quot;, indica o Presidente do organismo nacional.<\/p>\n<p>A Comiss&atilde;o Nacional Justi&ccedil;a e Paz vai organizar uma confer&ecirc;ncia sobre a enc&iacute;clica &laquo;Caritas in veritate&raquo; (Caridade na verdade) que Bento XVI publica esta Ter&ccedil;a-feira.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O poder econ&oacute;mico est&aacute; a dificultar o fim da crise. 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