{"id":39835,"date":"2009-07-06T19:40:10","date_gmt":"2009-07-06T19:40:10","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2009\/07\/06\/mensagem-do-papa-para-o-dia-mundial-das-missoes-2009\/"},"modified":"2009-07-06T19:40:10","modified_gmt":"2009-07-06T19:40:10","slug":"mensagem-do-papa-para-o-dia-mundial-das-missoes-2009","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/mensagem-do-papa-para-o-dia-mundial-das-missoes-2009\/","title":{"rendered":"Mensagem do Papa para o Dia Mundial das Miss\u00f5es 2009"},"content":{"rendered":"<p align=\"center\"><strong><em>MENSAGEM DO SANTO PADRE<br \/><\/em><\/strong><strong><em>PARA O DIA MUNDIAL DAS MISS&Otilde;ES DE 2009<br \/><\/em><\/strong><strong><em>(18 DE OUTUBRO)<br \/><\/em><\/strong><strong><em>&quot;As na&ccedil;&otilde;es caminhar&atilde;o &agrave; sua luz&quot;<\/em><\/strong><em> <\/em>(<em>Ap<\/em> 21, 24)<\/p>\n<p>Queridos irm&atilde;os e irm&atilde;s,<br \/>Neste domingo dedicado &agrave;s miss&otilde;es, dirijo-me antes de mais a v&oacute;s, Irm&atilde;os no minist&eacute;rio episcopal e sacerdotal, e tamb&eacute;m &nbsp;a v&oacute;s, &nbsp;irm&atilde;os e irm&atilde;s do Povo de Deus, para vos exortar a reavivardes a consci&ecirc;ncia do mandato mission&aacute;rio de Cristo, a fim de&nbsp; fazer com que &quot;todos os povos se tornem seus disc&iacute;pulos&quot; (Mt<em> <\/em>28, 19), seguindo as pegadas de S&atilde;o Paulo, o Ap&oacute;stolo dos Gentios.<br \/><em>&quot;As na&ccedil;&otilde;es caminhar&atilde;o &agrave; sua luz&quot; <\/em>(<em>Ap <\/em>21, 24). O objectivo da miss&atilde;o da Igreja &eacute; iluminar com a luz do Evangelho todos os povos em seu caminhar na hist&oacute;ria rumo a Deus, para que encontrem n&#39;Ele a sua plena realiza&ccedil;&atilde;o. Devemos sentir o anseio e a paix&atilde;o de iluminar todos os povos, com a luz de Cristo, que resplandece no rosto da Igreja, para que todos se re&uacute;nam na &uacute;nica fam&iacute;lia humana, sob a am&aacute;vel paternidade de Deus.<br \/>&Eacute; nesta perspectiva que os disc&iacute;pulos de Cristo espalhados pelo mundo trabalham, se dedicam, gemem sob o peso dos sofrimentos e doam a vida. Reitero com veem&ecirc;ncia o que muitas vezes foi dito pelos meus Predecessores: a Igreja n&atilde;o age para ampliar o seu poder ou refor&ccedil;ar o seu dom&iacute;nio, mas para levar a todos Cristo, salva&ccedil;&atilde;o do mundo. Pedimos s&oacute; que nos seja dado servir toda a humanidade, sobretudo a mais sofredora e marginalizada, porque acreditamos que &quot;o compromisso de anunciar o Evangelho aos homens de nosso tempo&#8230; &eacute; sem d&uacute;vida alguma um servi&ccedil;o prestado &agrave; comunidade crist&atilde;, mas tamb&eacute;m a toda a humanidade&quot; <em>(Evangelii Nuntiandi, <\/em>1), que &quot;apesar de conhecer realiza&ccedil;&otilde;es maravilhosas, parece ter perdido o sentido &uacute;ltimo das coisas e de sua pr&oacute;pria exist&ecirc;ncia&quot;<em>(<\/em>Redemptoris Missio, 2).<\/p>\n<p><strong><em>1.<\/em><\/strong><em> <strong>Todos os Povos s&atilde;o chamados &agrave; salva&ccedil;&atilde;o<\/strong> <br \/><\/em>Na verdade, a humanidade inteira tem a voca&ccedil;&atilde;o radical de voltar &agrave; sua origem, que &eacute; Deus, em quem e s&oacute; em quem ela encontrar&aacute; a sua plenitude por meio da restaura&ccedil;&atilde;o de todas as coisas em Cristo. A dispers&atilde;o, a multiplicidade, o conflito, a inimizade ser&atilde;o repacificadas<strong> <\/strong>e<strong> <\/strong>reconciliadas atrav&eacute;s do sangue da Cruz e reconduzidas &agrave; unidade.<br \/>O novo in&iacute;cio j&aacute; come&ccedil;ou com a ressurrei&ccedil;&atilde;o e a exalta&ccedil;&atilde;o de Cristo, que atrai a si todas as coisas, as renova, as torna participantes da eterna gl&oacute;ria de Deus. O futuro da nova cria&ccedil;&atilde;o brilha j&aacute; em nosso mundo e acende, mesmo se entre contradi&ccedil;&otilde;es e sofrimentos, a nossa esperan&ccedil;a por uma vida nova. A miss&atilde;o da Igreja &eacute; &quot;contagiar&quot; de esperan&ccedil;a todos os povos. Por isso, Cristo chama, justifica, santifica e envia os seus disc&iacute;pulos para anunciar o Reino de Deus, a fim de que todas as na&ccedil;&otilde;es se tornem Povo de Deus. &Eacute; somente nesta miss&atilde;o que se compreende e se confirma o verdadeiro caminho hist&oacute;rico da humanidade. A miss&atilde;o universal deve&nbsp; tornar-se uma constante fundamental na vida da Igreja. Anunciar o Evangelho deve ser para n&oacute;s, como j&aacute; dizia o ap&oacute;stolo Paulo, um compromisso urgente e inadi&aacute;vel.<\/p>\n<p><strong>2. <em>Igreja peregrina<br \/><\/em><\/strong>Toda a Igreja, sem confins e sem fronteiras, se sente respons&aacute;vel por anunciar o Evangelho a todos os povos (cf. <em>Evangelii Nuntiandi, <\/em>53). Ela, germe de esperan&ccedil;a por voca&ccedil;&atilde;o, deve continuar o servi&ccedil;o de Cristo no mundo. A sua miss&atilde;o e o seu servi&ccedil;o n&atilde;o se limitam &agrave;s necessidades materiais ou mesmo espirituais confinadas &agrave; exist&ecirc;ncia temporal, mas abarcam a salva&ccedil;&atilde;o transcendente que se realiza no Reino de Deus. (cf. <em>Evangelii Nuntiandi, <\/em>27). Este Reino, mesmo sendo em sua ess&ecirc;ncia escatol&oacute;gico e n&atilde;o <em>deste <\/em>mundo (cf. Jo 18,36), est&aacute; tamb&eacute;m <em>neste<\/em> mundo e em sua hist&oacute;ria &eacute; for&ccedil;a de justi&ccedil;a, paz, verdadeira liberdade e respeito pela dignidade de todo o ser humano. A Igreja aspira a transformar o mundo com a proclama&ccedil;&atilde;o do Evangelho do amor, &quot;que ilumina incessantemente um mundo &agrave;s escuras e nos d&aacute; a coragem de viver e agir e &#8230;&nbsp; deste modo, fazer entrar a luz de Deus no mundo&quot; <em>(Deus Caritas est, <\/em>39). Esta &eacute; a miss&atilde;o e servi&ccedil;o em que, tamb&eacute;m com esta Mensagem, chamo a participar todos os membros e institui&ccedil;&otilde;es da Igreja.<\/p>\n<p><strong>3.<em> Miss&atilde;o ad gentes<br \/><\/em><\/strong>A miss&atilde;o da Igreja &eacute; chamar todos os povos &agrave; salva&ccedil;&atilde;o realizada por Deus em seu Filho encarnado. &Eacute; necess&aacute;rio, portanto, renovar o compromisso de anunciar o Evangelho, fermento de liberdade e progresso, de fraternidade, uni&atilde;o e paz (cf. <em>Ad Gentes, <\/em>8). Desejo &quot;novamente confirmar que a tarefa de evangelizar todos os homens constitui a miss&atilde;o essencial da Igreja&quot; <em>(Evangelii Nuntiandi, <\/em>14), tarefa e miss&atilde;o que as vastas e profundas mudan&ccedil;as da sociedade actual tornam ainda mais urgentes. Est&aacute; em quest&atilde;o a salva&ccedil;&atilde;o eterna das pessoas, o fim e a plenitude da hist&oacute;ria humana e do universo. Animados e inspirados pelo Ap&oacute;stolo dos Gentios, devemos estar conscientes de que Deus tem um povo numeroso em todas as cidades percorridas tamb&eacute;m pelos ap&oacute;stolos de hoje (cf. <em>Act <\/em>18, 10). De facto, &quot;a promessa &eacute; em favor de todos aqueles que est&atilde;o longe, de todos aqueles que o Senhor nosso Deus chamar&quot;<em>(Act <\/em>2, 39).<br \/>Toda a Igreja se deve empenhar na <em>miss&atilde;o ad gentes, <\/em>enquanto a soberania salv&iacute;fica de Cristo n&atilde;o estiver plenamente realizada: &quot;Agora, por&eacute;m, ainda n&atilde;o vemos que tudo lhe esteja submetido&quot; <em>(Heb <\/em>2,8).<\/p>\n<p><strong><em>4. Chamados a evangelizar tamb&eacute;m por meio do mart&iacute;rio <br \/><\/em><\/strong>Neste dia dedicado &agrave;s miss&otilde;es, recordo na ora&ccedil;&atilde;o aqueles que fizeram de suas vidas uma exclusiva consagra&ccedil;&atilde;o ao trabalho de evangeliza&ccedil;&atilde;o. Menciono em particular as Igrejas locais, os mission&aacute;rios e mission&aacute;rias que testemunham e propagam o Reino de Deus em situa&ccedil;&otilde;es de persegui&ccedil;&atilde;o, com formas de opress&atilde;o que v&atilde;o desde a discrimina&ccedil;&atilde;o social at&eacute; &agrave; pris&atilde;o, &agrave; tortura e &agrave; morte. N&atilde;o s&atilde;o poucos aqueles que nos &uacute;ltimos anos morreram por causa do seu &quot;Nome&quot;. &Eacute; ainda de grande actualidade o que escreveu o meu venerado Predecessor, o Papa Jo&atilde;o Paulo II: &quot;A comemora&ccedil;&atilde;o jubilar descerrou-nos um cen&aacute;rio surpreendente, mostrando o nosso tempo particularmente rico de testemunhas, que souberam, ora dum modo ora doutro, viver o Evangelho em situa&ccedil;&otilde;es de hostilidade e persegui&ccedil;&atilde;o at&eacute; darem muitas vezes a prova suprema do sangue&quot; <em>(Novo Millennio Ineunte, <\/em>41).<br \/>A participa&ccedil;&atilde;o na miss&atilde;o de Cristo, de facto, destaca tamb&eacute;m a vida dos anunciadores do Evangelho, aos quais &eacute; reservado o mesmo destino de seu Mestre. &quot;Lembrem-se do que vos disse: nenhum servo &eacute; maior que o seu senhor. Se me perseguiram, tamb&eacute;m vos h&atilde;o-de perseguir &quot;<em> (Jo <\/em>15, 20). A Igreja faz o mesmo caminho e passa por tudo aquilo que Cristo passou, porque n&atilde;o age baseando-se numa l&oacute;gica humana ou usando a for&ccedil;a, mas seguindo o caminho da Cruz e fazendo-se, em obedi&ecirc;ncia filial ao Pai, testemunha e companheira de viagem desta humanidade. <br \/>&Agrave;s Igrejas antigas como &agrave;s de recente funda&ccedil;&atilde;o, recordo que s&atilde;o constitu&iacute;das pelo Senhor como sal da terra e luz do mundo, chamadas a irradiar Cristo, Luz do mundo, at&eacute; aos extremos confins da terra. A <em>miss&atilde;o ad gentes <\/em>deve ser a prioridade de seus planos pastorais. <br \/>Para as Obras Mission&aacute;rias Pontif&iacute;cias vai o meu agradecimento e encorajamento pelo seu indispens&aacute;vel trabalho de anima&ccedil;&atilde;o, forma&ccedil;&atilde;o mission&aacute;ria e ajuda econ&oacute;mica &agrave;s jovens Igrejas. Por meio destas institui&ccedil;&otilde;es pontif&iacute;cias, realiza-se de forma admir&aacute;vel a comunh&atilde;o entre as Igrejas, com a troca de dons, na solicitude rec&iacute;proca e na comum programa&ccedil;&atilde;o<strong> <\/strong>&nbsp;mission&aacute;ria. <\/p>\n<p><strong><em>5. Conclus&atilde;o<br \/><\/em><\/strong>O impulso mission&aacute;rio sempre foi sinal de vitalidade de nossas Igrejas (cf. <em>Redemptoris Missio, 2). <\/em>&Eacute; preciso, todavia, reafirmar que a evangeliza&ccedil;&atilde;o &eacute; obra do Esp&iacute;rito, e que antes mesmo de ser ac&ccedil;&atilde;o, &eacute; testemunho e irradia&ccedil;&atilde;o da luz de Cristo (cf. <em>Redemptoris Missio, 26) <\/em>atrav&eacute;s da Igreja local, que envia os seus mission&aacute;rios e mission&aacute;rias para al&eacute;m de suas fronteiras. Rogo a todos os cat&oacute;licos que pe&ccedil;am ao Esp&iacute;rito Santo que aumente na Igreja a paix&atilde;o pela miss&atilde;o de proclamar o Reino de Deus e que ajudem os mission&aacute;rios, as mission&aacute;rias e as comunidades crist&atilde;s empenhadas nesta miss&atilde;o, muitas vezes em ambientes hostis de persegui&ccedil;&atilde;o. <br \/>Ao mesmo tempo, convido todos a darem um sinal cred&iacute;vel da comunh&atilde;o entre as Igrejas, com uma ajuda econ&oacute;mica, especialmente neste per&iacute;odo de crise que a humanidade est&aacute; a viver, a fim de colocar as jovens Igrejas em condi&ccedil;&otilde;es de iluminar as pessoas com o Evangelho da caridade. <br \/>Sirva-nos de guia em nossa ac&ccedil;&atilde;o mission&aacute;ria a Virgem Maria, Estrela da Evangeliza&ccedil;&atilde;o, que deu ao mundo Cristo, luz das na&ccedil;&otilde;es, para que Ele leve a salva&ccedil;&atilde;o &quot;at&eacute; aos confins da terra&quot; <em>(Act <\/em>13, 47).<\/p>\n<p>A todos, a minha B&ecirc;n&ccedil;&atilde;o<br \/>Cidade do Vaticano, 29 de junho de 2009<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>MENSAGEM DO SANTO PADREPARA O DIA MUNDIAL DAS MISS&Otilde;ES DE 2009(18 DE OUTUBRO)&quot;As na&ccedil;&otilde;es caminhar&atilde;o &agrave; 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