{"id":396640,"date":"2025-10-24T12:42:22","date_gmt":"2025-10-24T11:42:22","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=396640"},"modified":"2025-10-24T12:53:32","modified_gmt":"2025-10-24T11:53:32","slug":"lusofonias-fatima-na-suica-alema","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/lusofonias-fatima-na-suica-alema\/","title":{"rendered":"LUSOFONIAS &#8211; F\u00e1tima na Su\u00ed\u00e7a alem\u00e3"},"content":{"rendered":"<p><em>Tony Neves, em Lucerna e Einsiedern, na Su\u00ed\u00e7a<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/Lusofonias-Peregrin-Einsiedeln-24-10-2025.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-396648 size-large\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/Lusofonias-Peregrin-Einsiedeln-24-10-2025-1024x683.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"683\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/Lusofonias-Peregrin-Einsiedeln-24-10-2025-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/Lusofonias-Peregrin-Einsiedeln-24-10-2025-400x267.jpg 400w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/Lusofonias-Peregrin-Einsiedeln-24-10-2025-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/Lusofonias-Peregrin-Einsiedeln-24-10-2025-391x260.jpg 391w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/Lusofonias-Peregrin-Einsiedeln-24-10-2025.jpg 1500w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><\/p>\n<p>H\u00e1 viagens que nos enchem a alma. Depois de uma semana de retiro em Rocca di Mezzo, l\u00e1 nas montanhas do Abruzzo italiano, levaram-me \u00e0 cidade de Aquila (tristemente c\u00e9lebre pelo terramoto que quase a destruiu em 2009) e, dali segui de autocarro at\u00e9 ao aeroporto de Fiumicino, em Roma, para viajar at\u00e9 Zurique onde me esperava o P. Alo\u00edsio Ara\u00fajo, respons\u00e1vel pela coordena\u00e7\u00e3o da pastoral lus\u00f3fona por terras helv\u00e9ticas.<\/p>\n<p>De Zurique a Lucerna, a paisagem outonal \u00e9 magn\u00edfica. Vales e montanhas est\u00e3o coloridos pelos tons outonais das \u00e1rvores a caminhar para o tempo da queda das folhas. Era noite quando chegamos a Lucerna e foi na manh\u00e3 seguinte que, passeando a p\u00e9 junto ao Lago dos Quatro Cant\u00f5es, pude encher os pulm\u00f5es de ar fresco e, ao mesmo tempo, encher os olhos de uma paisagem de encanto. O centro hist\u00f3rico \u00e9 t\u00e3o antigo como majestoso, havendo a real\u00e7ar as duas pontes medievais que atraem turistas aos milhares que se deliciam a tirar fotos e a atravessa-las. Elas transpiram hist\u00f3ria por todos os poros da madeira com que foram constru\u00eddas e s\u00e3o de uma beleza \u00edmpar.<\/p>\n<p>A raz\u00e3o da minha ida a Lucerna era clara: presidir \u00e0 Peregrina\u00e7\u00e3o das Comunidades Lus\u00f3fonas \u00e0 Abadia Einsiedeln, por ocasi\u00e3o do 13 de outubro, comemorando Nossa Senhora de F\u00e1tima. Aconteceu no domingo dia 12. A viagem de Lucerna at\u00e9 Einsiedeln, feita pela manh\u00e3, encheu-me os olhos da beleza de uma paisagem que obriga a contemplar montes arborizados e vales cultivados ou com dezenas de vacas a pastar na pradaria. Tamb\u00e9m s\u00e3o belos os muitos lagos que nos aparecem nas curvas da estrada que serpenteia entre povoa\u00e7\u00f5es e florestas. Fazia frio, muito frio mesmo quando chegamos \u00e0 hist\u00f3rica Abadia, o maior centro de peregrina\u00e7\u00f5es da Su\u00ed\u00e7a. \u00c9 t\u00e3o antiga (cerca de 1200 anos!)\u00a0 e imponente como bela pelo excelente enquadramento numa paisagem outonal de raro impacto visual. Aqui vivem cerca de 60 \u00a0monges beneditinos que transformam este para\u00edso num lugar de espiritualidade, sempre cheio de grupos, fam\u00edlias e pessoas individuais que aqui v\u00eam para participar nas celebra\u00e7\u00f5es ou pura e simplesmente desfrutar da natureza, fazendo alguns dos trilhos pelo meio dos imensos campos e florestas cuidados pelos monges.<\/p>\n<p>Largas centenas de portugueses e outros lus\u00f3fonos encheram por completo a enorme Igreja barroca da Abadia. Tudo come\u00e7ou fora, nos jardins, com a Prociss\u00e3o em honra de Nossa Senhora de F\u00e1tima. Houve a recita\u00e7\u00e3o do Ros\u00e1rio, em Prociss\u00e3o, acompanhados pelo andor da Senhora, decorado por uma das comunidades. Nesta Prociss\u00e3o, integraram-se algumas crian\u00e7as vestidas de Pastorinhos e um Rancho Folcl\u00f3rico.<\/p>\n<p>A Eucaristia, na Igreja da Abadia, foi animada por um Coro que juntava todos os Coros que, domingo ap\u00f3s domingo, garantem a anima\u00e7\u00e3o lit\u00fargica nas diversas comunidades lus\u00f3fonas da regi\u00e3o. Participei, no s\u00e1bado, no ensaio geral realizado na Igreja de S. Maur\u00edcio, em Emmen. Tudo ficou afinadinho. Com a aposta num repert\u00f3rio de c\u00e2nticos muito conhecidos, foi fant\u00e1stica a participa\u00e7\u00e3o de todos, enchendo de harmonia a majestosa Igreja que, na mesma celebra\u00e7\u00e3o, honrou a Senhora de F\u00e1tima (neste m\u00eas do Ros\u00e1rio) e incentivou ao compromisso mission\u00e1rio (neste m\u00eas igualmente dedicado \u00e0s Miss\u00f5es).<\/p>\n<p>A sa\u00edda foi t\u00e3o solene como a entrada, em Prociss\u00e3o, com o andor da Senhora de F\u00e1tima. L\u00e1 nos jardins da Abadia, conclui-se a celebra\u00e7\u00e3o com uma Av\u00e9-Maria, a Consagra\u00e7\u00e3o a Nossa Senhora e o Av\u00e9 de F\u00e1tima, como n\u00e3o podia deixar de ser.<\/p>\n<p>Pensava eu que tudo tinha acabado, mas ainda havia \u2018trabalho\u2019 pela frente. Numa das salas conventuais, estava preparada uma feijoada portuguesa que permitiu um tempo de confraterniza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O regresso a Roma foi ainda enriquecido por uma visita \u00e0 Capela do Bosque, em Obernau, o lugar de peregrina\u00e7\u00e3o mais importante do cant\u00e3o de Lucerna. Impressiona pela sua originalidade. Constru\u00edda no meio da floresta, mostra a particularidade de ter uma Igreja dentro de outra! Ou seja, a Capela que existia tornou-se pequena e decidiram amplia-la, mas a op\u00e7\u00e3o final foi deixar intacta a original e construir uma nova, integrando-a. Com uma decora\u00e7\u00e3o muita barroca, \u00e9 bonita de se ver e \u00e9 local de peregrina\u00e7\u00e3o, como pude verificar no dia em quem\u00a0 l\u00e1 fui.<\/p>\n<p>Gra\u00e7as a um trabalho pastoral antigo e bem organizado, as comunidades lus\u00f3fonas marcam a Igreja na Su\u00ed\u00e7a pela sua dimens\u00e3o e, sobretudo, pelo seu compromisso crist\u00e3o s\u00e9rio e persistente.<\/p>\n<p><em>Tony Neves, em Lucerna e Einsiedern, na Su\u00ed\u00e7a<\/em><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 10pt;\"><em>(Os artigos de opini\u00e3o publicados na sec\u00e7\u00e3o \u2018Opini\u00e3o\u2019 e \u2018Rubricas\u2019 do portal da Ag\u00eancia Ecclesia s\u00e3o da responsabilidade de quem os assina e vinculam apenas os seus autores.)<\/em><\/span><\/p>\n<div class=\"ast-oembed-container \" style=\"height: 100%;\"><iframe title=\"Spotify Embed: LUSOFONIAS - F\u00e1tima na Su\u00ed\u00e7a alem\u00e3\" style=\"border-radius: 12px\" width=\"100%\" height=\"152\" frameborder=\"0\" allowfullscreen allow=\"autoplay; 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