{"id":39636,"date":"2009-06-25T16:30:24","date_gmt":"2009-06-25T16:30:24","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2009\/06\/25\/nota-pastoral-a-arte-e-a-alegria-de-educar\/"},"modified":"2009-06-25T16:30:24","modified_gmt":"2009-06-25T16:30:24","slug":"nota-pastoral-a-arte-e-a-alegria-de-educar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/nota-pastoral-a-arte-e-a-alegria-de-educar\/","title":{"rendered":"Nota Pastoral: A arte e a alegria de educar"},"content":{"rendered":"<p>1. O ano lectivo aproxima-se do termo. Anuncia-se j&aacute; o desejado e merecido tempo de f&eacute;rias. Um ano lectivo significa e implica muito tempo de trabalho realizado, de preocupa&ccedil;&otilde;es sentidas, de horizontes sonhados, de alegrias vividas, de &ecirc;xitos alcan&ccedil;ados e de dificuldades ultrapassadas. A escola &eacute; tudo isto. Mas &eacute; sobretudo uma comunidade de pessoas que se sentem respons&aacute;veis e se sabem participantes num projecto educativo comum. A escola nasceu para abrir caminhos novos ao futuro e para ajudar a ver mais longe. Em cada escola brilha j&aacute; o amanhecer do amanh&atilde;. O dia de cada escola &eacute; sempre um acto de f&eacute; num mundo melhor. Esta &eacute;, por isso, uma hora de gratid&atilde;o por tanto trabalho a&iacute; realizado e por todo o bem que na escola nasce. <\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>2. A escola tem consci&ecirc;ncia de que n&atilde;o &eacute; a primeira, a &uacute;nica, a &uacute;ltima ou a exclusiva inst&acirc;ncia educativa. A fam&iacute;lia precede, acompanha, continua e prolonga a escola. As institui&ccedil;&otilde;es locais e a comunidade envolvente s&atilde;o tamb&eacute;m chamadas a uma complementaridade necess&aacute;ria com a escola para que um projecto educativo devidamente enquadrado e contextualizado se desenhe e se cumpra e para que o bem dos alunos e de todos os intervenientes educativos se realize. N&atilde;o falta nas nossas escolas espa&ccedil;o aberto e tempo &uacute;til dados ao trabalho comum, &agrave;s iniciativas convergentes e &agrave;s responsabilidades solid&aacute;rias entre a escola, a fam&iacute;lia e a comunidade. O sucesso da ac&ccedil;&atilde;o educativa da escola depende muito deste ambiente de proximidade e de reciprocidade que a fam&iacute;lia e a comunidade circundante conseguirem criar com a escola e das sinergias que forem capazes de envolver. Nunca faltar&atilde;o &agrave; escola trabalhadores competentes, determinados e confiantes ao servi&ccedil;o de crian&ccedil;as e jovens que merecem o melhor de n&oacute;s mesmos para que o mundo melhor que todos sonhamos se v&aacute; em cada escola construindo. A hora que vivemos &eacute; uma hora de esperan&ccedil;a. <\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>3. A realiza&ccedil;&atilde;o dos exames nacionais, a avalia&ccedil;&atilde;o do ano que agora termina e a prepara&ccedil;&atilde;o do novo ano que desde j&aacute; se avizinha ocupam por inteiro a vida escolar nestes dias. &Eacute; este, por isso, o tempo natural das novas matr&iacute;culas. Tem todo o sentido, assim, convidar pais e alunos a reflectir sobre a escola que escolhem e sobre o projecto curricular que desejam. A disciplina de Educa&ccedil;&atilde;o Moral e Religiosa Cat&oacute;lica (E.M.R.C.) insere-se neste contexto da op&ccedil;&atilde;o a fazer, j&aacute; que, de acordo com a legisla&ccedil;&atilde;o em vigor, se trata de uma disciplina de oferta obrigat&oacute;ria e de escolha facultativa. A E.M.R.C. confere &agrave; oferta curricular um contributo essencial de forma&ccedil;&atilde;o no quadro da educa&ccedil;&atilde;o integral. Pautada pelos valores crist&atilde;os e radicada na matriz cultural do povo que somos, esta disciplina traduz em formas vivas e participadas a afirma&ccedil;&atilde;o necess&aacute;ria da nossa mem&oacute;ria e da nossa cultura e centra na dignidade da pessoa humana a raiz s&oacute;lida da sociedade justa, solid&aacute;ria e fraterna que queremos construir. N&atilde;o esque&ccedil;o o bem que aos professores de E.M.R.C. se deve na vida dos alunos, das suas fam&iacute;lias, da comunidade escolar e da sociedade em geral. Quem ignora o contributo essencial que deles recebe a escola em ordem &agrave; dinamiza&ccedil;&atilde;o dos seus projectos e &agrave; consecu&ccedil;&atilde;o dos seus objectivos? Ningu&eacute;m os levar&aacute; a abdicar dos seus direitos e nada os far&aacute; esquecer os seus deveres. Sempre ao servi&ccedil;o da escola e para bem dos alunos. S&atilde;o os alunos a raz&atilde;o de ser da escola e a motiva&ccedil;&atilde;o essencial dos seus agentes educativos. Os professores de E.M.R.C. cultivam, a exemplo de todos os outros, de modo feliz e com esp&iacute;rito generoso a arte e a alegria de educar. Que o tempo de f&eacute;rias a todos ofere&ccedil;a oportunidade do merecido pr&eacute;mio e do necess&aacute;rio descanso e a todos igualmente prepare para o novo ano de trabalho que a seguir come&ccedil;a. Boas f&eacute;rias. <\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Aveiro, 23 de Junho de 2009<\/p>\n<p align=\"right\"><em>+ Ant&oacute;nio Francisco dos Santos, Bispo de Aveiro<\/em> <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>1. O ano lectivo aproxima-se do termo. Anuncia-se j&aacute; o desejado e merecido tempo de f&eacute;rias. Um ano lectivo significa e implica muito tempo de trabalho realizado, de preocupa&ccedil;&otilde;es sentidas, de horizontes sonhados, de alegrias vividas, de &ecirc;xitos alcan&ccedil;ados e de dificuldades ultrapassadas. A escola &eacute; tudo isto. 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