{"id":395597,"date":"2025-10-17T10:00:48","date_gmt":"2025-10-17T09:00:48","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=395597"},"modified":"2025-10-19T09:38:52","modified_gmt":"2025-10-19T08:38:52","slug":"portugal-taxa-de-risco-de-pobreza-atinge-valor-mais-baixo-desde-2015-mas-ainda-ha-dois-milhoes-de-pessoas-em-risco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/portugal-taxa-de-risco-de-pobreza-atinge-valor-mais-baixo-desde-2015-mas-ainda-ha-dois-milhoes-de-pessoas-em-risco\/","title":{"rendered":"Portugal: Taxa de risco de pobreza atinge valor mais baixo desde 2015, mas ainda h\u00e1 dois milh\u00f5es de pessoas em risco"},"content":{"rendered":"<p><em>Dados s\u00e3o divulgados num relat\u00f3rio lan\u00e7ado pela EAPN Portugal, no Dia Internacional para a Erradica\u00e7\u00e3o da Pobreza<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/pobreza_manchete.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-151499 size-full\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/pobreza_manchete.jpg\" alt=\"\" width=\"1500\" height=\"1000\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/pobreza_manchete.jpg 1500w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/pobreza_manchete-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/pobreza_manchete-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/pobreza_manchete-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/pobreza_manchete-1080x720.jpg 1080w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/pobreza_manchete-1280x853.jpg 1280w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/pobreza_manchete-980x653.jpg 980w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/pobreza_manchete-480x320.jpg 480w\" sizes=\"(max-width: 1500px) 100vw, 1500px\" \/><\/a>Lisboa, 17 out 2025 (Ecclesia) &#8211; A EAPN Portugal\/Rede Europeia Anti Pobreza divulgou hoje um relat\u00f3rio que indica que a taxa de risco de pobreza ou exclus\u00e3o social em Portugal registou no ano passado o valor mais baixo desde 2015.<\/p>\n<p>\u201cEm 2024, a taxa nacional de pobreza ou exclus\u00e3o social fixou-se em 19,7%, atingindo cerca de 2 095 mil pessoas. Este valor representa n\u00e3o apenas uma diminui\u00e7\u00e3o face ao ano anterior (20,1%), mas tamb\u00e9m o n\u00edvel mais baixo registado desde 2015\u201d, pode ler-se no Relat\u00f3rio Pobreza e Exclus\u00e3o Social 2025, enviado \u00e0 Ag\u00eancia ECCLESIA.<\/p>\n<p>Ainda assim, o documento aponta que \u201capesar do progresso consolidado em 2024, os dados evidenciam que mais de dois milh\u00f5es de pessoas continuam em situa\u00e7\u00e3o de pobreza ou exclus\u00e3o social\u201d.<\/p>\n<p>\u201cEste resultado sublinha a import\u00e2ncia de pol\u00edticas p\u00fablicas continuadas e direcionadas, capazes de responder a desafios persistentes, como a precariedade laboral, o acesso \u00e0 prote\u00e7\u00e3o social e a dificuldade em assegurar condi\u00e7\u00f5es de vida dignas a segmentos significativos da popula\u00e7\u00e3o\u201d, refere o texto.<\/p>\n<p>A diretora nacional da EAPN Portugal, Maria Jos\u00e9 Vicente, destaca a import\u00e2ncia de \u201cpol\u00edticas s\u00f3lidas que atuem na preven\u00e7\u00e3o das situa\u00e7\u00f5es de pobreza, eliminem as suas causas estruturais e promovam o bem-comum\u201d.<\/p>\n<blockquote><p>A pobreza n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 uma viola\u00e7\u00e3o grave dos direitos humanos. Gera, tamb\u00e9m, um efeito negativo na economia e no desenvolvimento sustentado do pa\u00eds, acentuando as desigualdades e constituindo um trav\u00e3o ao progresso\u201d, afirmou.<\/p><\/blockquote>\n<p>O relat\u00f3rio d\u00e1 conta que \u201cmetade (49,3%) das pessoas adultas (18-64 anos) em situa\u00e7\u00e3o de pobreza est\u00e1 empregada\u201d, o que, para Maria Jos\u00e9 Vicente, \u201csignifica que ter trabalho n\u00e3o \u00e9 suficiente para garantir um rendimento digno\u201d.<\/p>\n<p>Lan\u00e7ada no Dia Internacional para a Erradica\u00e7\u00e3o da Pobreza, a publica\u00e7\u00e3o revela que, em Portugal, 1,76 milh\u00f5es de pessoas vivem com menos de 632 euros por m\u00eas e as mulheres continuam a ser a maioria (56%).<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, uma em cada tr\u00eas pessoas (38%) em situa\u00e7\u00e3o de pobreza vivem com rendimentos muito baixos, iguais ou inferiores a 422\u20ac mensais, sendo os mais novos muito vulner\u00e1veis a este problema, com 40% das crian\u00e7as pobres a viverem em agregados com estes rendimentos.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 preocupante a forte exposi\u00e7\u00e3o das crian\u00e7as \u00e0s situa\u00e7\u00f5es de pobreza severa, o que compromete trajet\u00f3rias de inclus\u00e3o social e econ\u00f3mica ao longo da vida\u201d, assinala o relat\u00f3rio.<\/p>\n<p>No que toca aos mais velhos, o relat\u00f3rio revela um agravamento significativo nas condi\u00e7\u00f5es de vida, com os reformados a verem o seu risco aumentar 19,9%, as pessoas com 65 ou mais anos a registarem uma subida de 17,8%, e os muito idosos (75 ou mais anos) a enfrentarem um agravamento de 22,7%.<\/p>\n<p>Em 2024, 22.3% dos reformados, 23.8% das pessoas com 65 anos ou mais e 26.5% dos idosos com 75 anos ou mais estavam em risco de Pobreza ou Exclus\u00e3o Social.<\/p>\n<p>Relativamente \u00e0s desigualdades territoriais, os A\u00e7ores permanecem como a regi\u00e3o mais vulner\u00e1vel do pa\u00eds, com 28,4% da popula\u00e7\u00e3o em risco de pobreza ou exclus\u00e3o social e a Madeira apresenta 22,9%, valores muito acima da m\u00e9dia nacional.<\/p>\n<p>No continente, a Pen\u00ednsula de Set\u00fabal destaca-se como a regi\u00e3o mais vulner\u00e1vel (21,8%), seguida pela Regi\u00e3o Norte (21%); em contraste, a Grande Lisboa apresenta os melhores resultados (16,5%).<\/p>\n<p>Segundo o relat\u00f3rio, o risco de pobreza seria de 21,4% caso n\u00e3o fossem considerados os rendimentos provenientes das presta\u00e7\u00f5es sociais associadas ao emprego, fam\u00edlia, sa\u00fade e ao combate \u00e0 pobreza e \u00e0 exclus\u00e3o social.<\/p>\n<p>Embora a redu\u00e7\u00e3o de 4,8 pontos percentuais resultante dessas transfer\u00eancias ser superior \u00e0 observada no ano anterior, Portugal continua a ser o terceiro pa\u00eds da Uni\u00e3o Europeia com menor impacto das transfer\u00eancias sociais (excluindo pens\u00f5es) na redu\u00e7\u00e3o da pobreza.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, apenas metade das pessoas em situa\u00e7\u00e3o de pobreza, entre os 18 e os 64 anos, recebem rendimentos de presta\u00e7\u00f5es sociais &#8211; uma propor\u00e7\u00e3o que s\u00f3 \u00e9 menor em Espanha.<\/p>\n<p>A publica\u00e7\u00e3o oferece uma an\u00e1lise detalhada da situa\u00e7\u00e3o de risco de pobreza e exclus\u00e3o social, com base nos dados do Inqu\u00e9rito \u00e0s Condi\u00e7\u00f5es de Vida e Rendimento (ICOR) de 2024.<\/p>\n<p>O documento \u00e9 apresentado esta manh\u00e3,\u00a0durante o\u00a0almo\u00e7o-confer\u00eancia \u201cComunicar a Pobreza com Dignidade: Jornalismo como Agente de Mudan\u00e7a\u201d, organizado pela EAPN Portugal, no Bessa Hotel Baixa (Porto) \u00e0s 12h15.<\/p>\n<p><em>LJ\/OC<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dados s\u00e3o divulgados num relat\u00f3rio lan\u00e7ado pela EAPN Portugal, no Dia Internacional para a Erradica\u00e7\u00e3o da 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