{"id":39523,"date":"2009-06-19T11:59:43","date_gmt":"2009-06-19T11:59:43","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2009\/06\/19\/o-que-e-ser-um-padre-novo-no-inicio-do-seculo-xxi\/"},"modified":"2009-06-19T11:59:43","modified_gmt":"2009-06-19T11:59:43","slug":"o-que-e-ser-um-padre-novo-no-inicio-do-seculo-xxi","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/o-que-e-ser-um-padre-novo-no-inicio-do-seculo-xxi\/","title":{"rendered":"O que \u00e9 ser um padre novo no in\u00edcio do s\u00e9culo XXI?"},"content":{"rendered":"<p>S&atilde;o jovens. S&atilde;o padres. Foram ordenados h&aacute; menos de sete anos. Em Cascais e em Algueir&atilde;o, os padres Nuno Coelho e Filipe Sousa, de 31 e 26 anos, mostram como vivem o Evangelho dia-a-dia. <\/p>\n<p>&quot;Em Cascais, quando as pessoas me v&ecirc;em e sabem que eu sou o p&aacute;roco, a maior parte delas desata-se a rir porque n&atilde;o imaginam um padre assim t&atilde;o novo&quot;. O padre Nuno Coelho, de 31 anos e sete de ordena&ccedil;&atilde;o, &eacute; p&aacute;roco de Cascais h&aacute; apenas um ano. &Eacute; um dos padres mais novos da diocese e tem a seu cargo esta vila junto &agrave; orla mar&iacute;tima.<\/p>\n<p>Depois de cinco anos como prefeito do Semin&aacute;rio de Caparide e do Pr&eacute;-Semin&aacute;rio e um como coadjutor em Alg&eacute;s, o padre Nuno Coelho iniciou no Ver&atilde;o passado uma nova miss&atilde;o: paroquiar a vila de Cascais. Diz que foi levado a seguir Cristo no sacerd&oacute;cio por amor. &quot;&Eacute; uma quest&atilde;o de vida, de paix&atilde;o, de desejo de felicidade no servi&ccedil;o aos outros&quot;, salienta. &quot;Mas, depois, &eacute; um encontro particular com algu&eacute;m, Cristo&quot;.<\/p>\n<p>O padre Nuno Coelho faz parte do chamado &quot;Grupo dos Padres Novos&quot; da diocese, o mesmo &eacute; dizer, &eacute; um sacerdote que foi ordenado presb&iacute;tero h&aacute; menos de sete anos. O que significa ent&atilde;o ser padre novo no in&iacute;cio do s&eacute;culo XXI? &quot;Em primeiro lugar, significa ser um rosto diferente, um rosto mais pr&oacute;ximo, mais pequeno at&eacute;, porque &agrave;s vezes a Igreja parece sempre um pouco mais velha, com muita autoridade, alguma dist&acirc;ncia&quot;, refere o padre Nuno Coelho. Mas implica tamb&eacute;m muita responsabilidade: &quot;Na diocese de Lisboa temos uma tradi&ccedil;&atilde;o muito grande de padres, de padres fant&aacute;sticos. E ser padre novo significa um compromisso ainda mais absoluto, porque somos cada vez menos, com um horizonte de trabalho mais alargado, mais pr&oacute;ximo das pessoas&quot;, adianta, sublinhando que por serem padres novos t&ecirc;m ainda muito para dar.<\/p>\n<p>Cascais &eacute; uma vila por onde passam muitos jovens. Sobretudo por causa dos bares e discotecas. Para este sacerdote, a Igreja tem de chegar aos jovens. E o caminho, explica, &quot;&eacute; simples&quot;. &quot;&Eacute; estar onde eles est&atilde;o, com muita paci&ecirc;ncia, sabendo que os jovens s&atilde;o uma transi&ccedil;&atilde;o, ou seja, n&atilde;o s&atilde;o jovens durante uns anos&#8230;&quot;. Um sacerdote n&atilde;o se deve tamb&eacute;m importar de &lsquo;perder tempo&#39; com os jovens. &quot;&Eacute; preciso acompanh&aacute;-los, ouvi-los, &lsquo;dar-lhes nas orelhas&#39; de vez em quando, fazer as coisas deles, ir para onde eles v&atilde;o, ter a sua linguagem&quot;, garante.<\/p>\n<p>Para anunciar Cristo neste novo s&eacute;culo o padre Nuno v&ecirc; na fidelidade a Jesus o &uacute;nico caminho a seguir. &quot;Quanto mais n&oacute;s formos de Cristo, mais formos parecidos com Ele, mais estivermos apaixonados, de forma mais natural se anuncia Cristo&quot;, garante o padre Nuno Coelho.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p align=\"right\"><em>&quot;Ser padre n&atilde;o &eacute; uma coisa anormal, nem antinatural&quot;<\/em><\/p>\n<p>O padre Filipe Sousa, de apenas 26 anos, foi ordenado sacerdote em 2007 tendo sido enviado para a maior par&oacute;quia da Europa: Algueir&atilde;o-Mem Martins-Merc&ecirc;s. Uma mesma par&oacute;quia, com tr&ecirc;s n&uacute;cleos diferenciados, aguardava o jovem sacerdote. &quot;O grande handicap de trabalhar numa par&oacute;quia t&atilde;o vasta &eacute; a dificuldade em conhecermos todas as pessoas e em nos relacionarmos com todas. H&aacute; um grupo de leigos com quem trabalhamos mais no dia-a-dia, mas depois os outros paroquianos &eacute; dif&iacute;cil mantermos uma maior proximidade&quot;. O padre Filipe, coadjutor desta grande par&oacute;quia, costuma dizer que muitos s&atilde;o os funerais em que n&atilde;o conhece sequer o defunto&#8230;<\/p>\n<p>Ao recordar a sua voca&ccedil;&atilde;o sacerdotal, o padre Filipe Sousa lembra a import&acirc;ncia da caminhada crist&atilde;. &quot;Quanto mais eu me envolvi na minha caminhada crist&atilde;, mais me apercebi que o Senhor me chamava para o sacerd&oacute;cio&quot;, recorda, falando tamb&eacute;m da import&acirc;ncia do conv&iacute;vio com os outros padres novos da diocese: &quot;Ajudou-me muito ir conhecendo mais jovens padres e tamb&eacute;m a sua vida do sacerdote&quot;.<\/p>\n<p>Sendo um padre novo, o padre Filipe diz que n&atilde;o cai na tenta&ccedil;&atilde;o de pensar que agora &eacute; que os padres t&ecirc;m problemas e dificuldades. &quot;Por vezes, esquecemos que cada tempo trouxe dificuldades para os padres. Penso que ser sacerdote no s&eacute;culo XXI tem problemas pr&oacute;prios deste tempo mas que n&atilde;o s&atilde;o t&atilde;o diferentes de outras &eacute;pocas&quot;.<\/p>\n<p>Afirma-se &quot;realizado&quot; ao ser padre e garante que &quot;ser padre n&atilde;o &eacute; uma coisa anormal, nem antinatural&quot;. A sua miss&atilde;o? &quot;Anunciar Jesus Cristo, d&aacute;-l&#39;O a conhecer &agrave;s pessoas e viver como Jesus Cristo viveu&quot;. Se os padres forem capazes de ser fi&eacute;is a esta miss&atilde;o, o padre Filipe Sousa acredita que &quot;os problemas que se levantarem ser&atilde;o respondidos. Sejam eles quais forem&quot;.<\/p>\n<p>Cascais &eacute; uma par&oacute;quia onde h&aacute; muitos jovens, mas Algueir&atilde;o-Mem Martins-Merc&ecirc;s n&atilde;o lhe fica atr&aacute;s. Sobretudo porque &eacute; um local relativamente perto de Lisboa, que os casais novos costumam procurar para comprar casa. A miss&atilde;o da Igreja passa por acompanhar a juventude. &quot;Em rela&ccedil;&atilde;o aos jovens, creio que &eacute; essencial a Igreja estar ao lado deles e depois lan&ccedil;ar-lhes o desafio da mensagem crist&atilde;, que &eacute; uma mensagem para ser levada a vida inteira e para ser levada com fidelidade&quot;. O padre Filipe acredita que a falta de fidelidade e de compromisso s&atilde;o mesmo o maior entrave &agrave; evangeliza&ccedil;&atilde;o. &quot;O ser crist&atilde;o pede um compromisso e muitas vezes essa fidelidade n&atilde;o existe&quot;, lamenta, colocando o olhar no amor a Cristo: &quot;A pr&oacute;pria fidelidade crist&atilde; s&oacute; se vive se se perceber o amor de Deus, que &eacute; um amor fiel, um amor que est&aacute; sempre presente&quot;. Se os jovens descobrirem o amor de Deus, o padre Filipe Sousa n&atilde;o tem d&uacute;vidas de que ir&atilde;o &quot;viver a fidelidade &agrave; vida crist&atilde; de outra maneira&quot;.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p align=\"right\"><a href=\"http:\/\/www.jornalw.org\/\">www.jornalw.org<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>S&atilde;o jovens. S&atilde;o padres. Foram ordenados h&aacute; menos de sete anos. 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