{"id":39480,"date":"2009-06-17T15:13:31","date_gmt":"2009-06-17T15:13:31","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2009\/06\/17\/igreja-apresenta-retrato-da-sua-accao-social\/"},"modified":"2009-06-17T15:13:31","modified_gmt":"2009-06-17T15:13:31","slug":"igreja-apresenta-retrato-da-sua-accao-social","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/igreja-apresenta-retrato-da-sua-accao-social\/","title":{"rendered":"Igreja apresenta retrato da sua ac\u00e7\u00e3o social"},"content":{"rendered":"<p>Estudo realizado pela UCP fala de centenas de milhares de respostas a situa\u00e7\u00f5es de car\u00eancia <!--more--> As institui&ccedil;&otilde;es sociais da Igreja Catolica d&atilde;o resposta a mais de meio milh&atilde;o de situa&ccedil;&otilde;es de car&ecirc;ncia e empregam mais de 23 mil pessoas, um n&uacute;mero que poder&aacute; ser maior, uma vez que o voluntariado, n&atilde;o quantificado, &eacute; uma dimens&atilde;o com alargada presen&ccedil;a na ac&ccedil;&atilde;o social da Igreja. <\/p>\n<p>Estes s&atilde;o alguns dos resultados apresentados esta manh&atilde; ao episcopado portugu&ecirc;s nas Jornadas pastorais que decorrem em F&aacute;tima, onde os bispos est&atilde;o a reflectir sobre a ac&ccedil;&atilde;o social da Igreja. O resultado prov&eacute;m de um estudo realizado pela Universidade cat&oacute;lica Portuguesa que pretendia inquirir todas as institui&ccedil;&otilde;es, na &aacute;rea social, da Igreja e retratar as respostas dadas.<\/p>\n<p>As val&ecirc;ncias com maior percentagem de resposta destinam-se a idosos e crian&ccedil;as, havendo ainda solu&ccedil;&otilde;es a outras situa&ccedil;&otilde;es, nomeadamente toxicodepend&ecirc;ncia, doentes de sida, deficientes. Mas, apesar das experi&ecirc;ncias positivas, existe uma menor capacidade de resposta nestas &aacute;reas. <\/p>\n<p>O apoio domicili&aacute;rio abrange 25 700 situa&ccedil;&otilde;es. S&oacute; no ano de 2007, foram apoiadas 513 mil situa&ccedil;&otilde;es. No entanto a este n&uacute;mero, se deve atender o facto de apenas metade dos Centros Sociais Paroquiais terem respondido (cerca de 50% dos existentes) e o retrato do apoio domicili&aacute;rio ter sido feito quando a crise econ&oacute;mica e financeira n&atilde;o estava ainda a provocar uma crescente procura nas respostas sociais.<\/p>\n<p>D.&nbsp; Carlos Azevedo, Presidente da Comiss&atilde;o Episcopal de Pastoral Social explica &agrave; Ag&ecirc;ncia ECCLESIA que o inqu&eacute;rito mostra &quot;um retracto social&quot;, pr&oacute;ximo da realidade. <\/p>\n<p>&quot;N&atilde;o &eacute; census de todas as institui&ccedil;&otilde;es&quot;, uma vez que as respostas obtidas representam cerca de 70% das confer&ecirc;ncias Vicentinas e cerca de 50% dos Centros Sociais Paroquiais. De qualquer forma, &quot;a quantidade de respostas e&nbsp;os resultados permitem uma leitura muito pr&oacute;xima da realidade&quot;. <\/p>\n<p>Segundo D. Carlos Azevedo, a Uni&atilde;o das Miseric&oacute;rdias Portuguesas elaboraram igualmente um inqu&eacute;rito, assim como a C&aacute;ritas, e os resultados s&atilde;o semelhantes. <\/p>\n<p>Da an&aacute;lise do inqu&eacute;rito, o Bispo Auxiliar de Lisboa destaca a preponder&acirc;ncia da escala paroquial das respostas sociais: &quot;Existe uma racionalidade territorial das pol&iacute;ticas mas tamb&eacute;m a valoriza&ccedil;&atilde;o da proximidade, factor fundamental na ajuda e no reconhecimento dos problemas&quot;, manifesta. Em especial nas zonas urbanas, esta territorialidade &eacute; essencial porque &quot;d&aacute; consist&ecirc;ncia ao conhecimento rec&iacute;proco e provoca rela&ccedil;&otilde;es&quot;.<\/p>\n<p>As respostas aferidas mostram duas ac&ccedil;&otilde;es diferenciadas no terreno. Por um lado, institui&ccedil;&otilde;es com apoio t&eacute;cnico e profissionalizado em articula&ccedil;&atilde;o com as pol&iacute;ticas com a ac&ccedil;&atilde;o social do Estado e por outro respostas &quot;de ordem espiritual e carism&aacute;tica&quot; que actuam no terreno, conferindo &quot;um profundo impacto nas ajudas prestadas&quot;, n&atilde;o s&oacute; atrav&eacute;s das visitas a doentes e idosos, como tamb&eacute;m nas respostas imediatas a situa&ccedil;&otilde;es de car&ecirc;ncia.<\/p>\n<p>As institui&ccedil;&otilde;es mant&ecirc;m-se &quot;muito dependentes e com pouca autonomia das pol&iacute;ticas de ac&ccedil;&atilde;o social do Estado&quot;, refere D. Carlos Azevedo. <\/p>\n<p>Existindo uma coopera&ccedil;&atilde;o que &quot;deve ser mantida&quot;, o bispo auxiliar aponta a necessidade de&nbsp;as comunidades se envolverem&nbsp;mais na organiza&ccedil;&atilde;o. D. Carlos pede &quot;mais pontes entre as organiza&ccedil;&otilde;es sociais e as par&oacute;quias, para que os centros sociais paroquiais sejam uma express&atilde;o da caridade das comunidades eclesiais&quot;.<\/p>\n<p>No entanto, as parcerias entre o Estado e as institui&ccedil;&otilde;es mostram o exerc&iacute;cio da miss&atilde;o fundamental da Igreja, &quot;de subsidiariedade e de responsabilidade social que as comunidades paroquiais sentem&quot;. O Bispo aponta que esta &eacute; uma tarefa essencial e n&atilde;o marginal &agrave; Igreja. A educa&ccedil;&atilde;o, sa&uacute;de e o apoio &agrave; fam&iacute;lia s&atilde;o &aacute;reas onde o apoio do Estado &eacute; necess&aacute;rio e a tarefa da Igreja desenvolve-se em parceria com as pol&iacute;ticas sociais.<\/p>\n<p>D. Carlos Azevedo aponta tamb&eacute;m uma rotina no trabalho social e a necessidade de criar respostas inovadoras.<\/p>\n<p>&quot;A crise social e econ&oacute;mica motiva um acicate de responsabilidades criativas e inovadoras&quot;, exp&otilde;e, recordando algumas ideias decorrentes do Simp&oacute;sio &laquo;Reinventar a Solidariedade (em tempo de crise)&raquo; organizado pela CEP no passado dia 15 de Maio. <\/p>\n<p>As jornadas pastorais do episcopado, que terminam amanh&atilde; em F&aacute;tima, contam com a presen&ccedil;a do secret&aacute;rio da Comiss&atilde;o de Assuntos Sociais da Confer&ecirc;ncia Episcopal francesa, o Pe. Jacques Turck. D. Carlos Azevedo afirma que esta participa&ccedil;&atilde;o permite conhecer respostas da Igreja noutros locais e estimula a mobiliza&ccedil;&atilde;o para a pedagogia social, &quot;uma necessidade actual&quot;.<\/p>\n<p>Tendo em conta que as respostas das institui&ccedil;&otilde;es n&atilde;o s&atilde;o est&aacute;veis, mas flex&iacute;veis e &eacute; exigida&nbsp;criatividade e inova&ccedil;&atilde;o, ser&aacute; necess&aacute;rio continuar o estudo das mesmas. D. Carlos Azevedo afirma que esta leitura &quot;permite n&atilde;o esmorecer no h&aacute;bito de avaliar as pr&aacute;ticas sociais&quot;. Este poder&aacute; ser um passo em frente para a cria&ccedil;&atilde;o de um Observat&oacute;rio Social.<\/p>\n<p>D. Carlos Azevedo afirma ser necess&aacute;rio tra&ccedil;ar uma pastoral de conjunto, uma vez que &quot;a complexidade da realidade exige uma resposta nacional e at&eacute; internacional&quot;, mas tamb&eacute;m ao n&iacute;vel das dioceses que &quot;se devem organizar para fornecer respostas concretas&quot;. <\/p>\n<p>Na confer&ecirc;ncia de imprensa no final das Jornadas Pastorais, agendadas para a tarde desta Quinta-feira, dia 18, ser&atilde;o dadas a conhecer conclus&otilde;es e pistas para o trabalho futuro, quer da a CEP como da Comiss&atilde;o Episcopal da Pastoral Social, condensando consequ&ecirc;ncias do Simp&oacute;sio, da realidade social e preparando a semana social agendada para Novembro. Estar&atilde;o presentes D. Jorge Ortiga, Presidente da CEP, o Vice-presidente, D. Ant&oacute;nio Marto, o Pe. Manuel Moruj&atilde;o, secret&aacute;rio da CEP e ainda D. Carlos Azevedo, Presidente da Comiss&atilde;o Episcopal da Pastoral Social.<\/p>\n<p><strong>A aus&ecirc;ncia de respostas<\/strong><\/p>\n<p>O Presidente da Comiss&atilde;o Episcopal de Pastoral Social aponta um &quot;esfor&ccedil;o de algumas dioceses&quot; para contrariar a tend&ecirc;ncia de n&atilde;o se responder a inqu&eacute;ritos, &quot;uma peste portuguesa&quot;. <\/p>\n<p>&quot;N&atilde;o foi o que gostar&iacute;amos que fosse, pois algumas diocese n&atilde;o se mobilizaram, mas o retracto &eacute; pr&oacute;ximo da realidade&quot;, sublinha.<\/p>\n<p>Henrique Joaquim, investigador principal no inqu&eacute;rito realizado pela Universidade Cat&oacute;lica Portuguesa, d&aacute; conta da resist&ecirc;ncia para obter as respostas ao inqu&eacute;rito. &quot;As pessoas est&atilde;o cansadas de responder a inqu&eacute;ritos e n&atilde;o verem resultados, o que neste caso n&atilde;o vai acontecer. De qualquer forma n&atilde;o valorizam os resultados que da&iacute; podem advir, reagindo apenas &agrave; burocracia&quot;. <\/p>\n<p>No entanto, o investigador principal do inqu&eacute;rito da UCP coordenado por Alfredo Teixeira e M&aacute;rio Lage, afirma que a taxa de resposta foi &quot;fort&iacute;ssima, mais de 1600 respostas v&aacute;lidas, o que &eacute; uma amostra muito significativa&quot;.<\/p>\n<p>Para o investigador ficou claro que a Igreja tem duas grandes vertentes de actua&ccedil;&atilde;o social. Uma presen&ccedil;a muito forte na ac&ccedil;&atilde;o social &quot;mais formalizada, ao n&iacute;vel da pol&iacute;tica social, com os equipamentos e servi&ccedil;os contratualizados com o Estado&quot;, mas tamb&eacute;m &agrave; escala menos formal, atrav&eacute;s do trabalho realizado pelas confer&ecirc;ncias vicentinas, grupos C&aacute;ritas e demais&nbsp;grupos sociocaritativos. <\/p>\n<p>A continua&ccedil;&atilde;o do trabalho, com vista &agrave; cria&ccedil;&atilde;o de um Observat&oacute;rio Social, est&aacute; dependente dos Bispos, mas o resultado apresentado &eacute; &quot;uma rampa de lan&ccedil;amento que pode dar &agrave; CEP e &agrave;s estruturas da Igreja dados mais actualizados&quot;.<\/p>\n<p>A equipa est&aacute; dispon&iacute;vel para dar continuidade ao trabalho.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estudo realizado pela UCP fala de centenas de milhares de respostas a situa\u00e7\u00f5es de 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