{"id":394451,"date":"2025-10-08T16:12:04","date_gmt":"2025-10-08T15:12:04","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=394451"},"modified":"2025-10-10T16:03:15","modified_gmt":"2025-10-10T15:03:15","slug":"saude-cuidados-paliativos-devem-estar-presentes-na-altura-do-diagnostico-enfermeira-ana-quintas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/saude-cuidados-paliativos-devem-estar-presentes-na-altura-do-diagnostico-enfermeira-ana-quintas\/","title":{"rendered":"Sa\u00fade: Cuidados Paliativos \u00abdevem estar presentes na altura do diagn\u00f3stico\u00bb &#8211; Enfermeira Ana Quintas"},"content":{"rendered":"<p><em>Assinala-se a 11 de outubro o Dia Mundial dos Cuidados Paliativos, este ano com o tema \u00abCumprindo a Promessa: Acesso Universal aos Cuidados Paliativos\u00bb; em Portugal o acesso dos cidad\u00e3os a esta \u00e1rea da medicina ronda os 30%<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<figure id=\"attachment_394429\" aria-describedby=\"caption-attachment-394429\" style=\"width: 1920px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/Ana-Quintas1.jpeg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-394429 size-full\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/Ana-Quintas1.jpeg\" alt=\"\" width=\"1920\" height=\"1280\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/Ana-Quintas1.jpeg 1920w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/Ana-Quintas1-400x267.jpeg 400w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/Ana-Quintas1-1024x683.jpeg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/Ana-Quintas1-768x512.jpeg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/Ana-Quintas1-391x260.jpeg 391w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/Ana-Quintas1-1536x1024.jpeg 1536w\" sizes=\"(max-width: 1920px) 100vw, 1920px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-394429\" class=\"wp-caption-text\">Ag\u00eancia ECCLESIA\/HM<\/figcaption><\/figure>\n<p>Lisboa, 09 out 2025 (Ecclesia) \u2013 Ana Quintas, enfermeira na Unidade de Cuidados Continuados e Paliativos, lamentou hoje que a presen\u00e7a de profissionais desta \u00e1rea n\u00e3o seja acautelada na hora do diagn\u00f3stico relegando o seu trabalho para o final de vida.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 uma \u00e1rea necessariamente importante no percurso das pessoas. Todos n\u00f3s poderemos ter doen\u00e7as cr\u00f3nicas, doen\u00e7as progressivas e devemos ser acompanhados. Os cuidados paliativos n\u00e3o podem aparecer s\u00f3 no final de vida. A medica\u00e7\u00e3o ajuda, palia, mas n\u00e3o \u00e9 tudo, e a falta de informa\u00e7\u00e3o, o desconhecimento, gera medo\u201d, explica a profissional.<\/p>\n<blockquote><p>\u201cTenho aprendido que o final da vida vive-se como se viveu durante toda a nossa vida. Claro que a medica\u00e7\u00e3o auxilia, palia, mas por si s\u00f3 n\u00e3o faz tudo. Precisamos de dar aten\u00e7\u00e3o aos sintomas emocionais e psicol\u00f3gicos que precisam sim de uma conversa, precisam de desmistificar conceitos, de acolher a raiva, de acolher a zanga, que \u00e0s vezes s\u00e3o fisiol\u00f3gicas e que precisam estar neste processo de luto. Mas acolher, n\u00e3o reprimir, o que as pessoas precisam sentir para depois poderem tamb\u00e9m integrar a serenidade e a tranquilidade\u201d, acrescenta.<\/p><\/blockquote>\n<p>Assinala-se no dia 11 de outubro o Dia Mundial dos Cuidados Paliativos, este ano com o tema \u00abCumprindo a Promessa: Acesso Universal aos Cuidados Paliativos\u00bb; em Portugal o acesso dos cidad\u00e3os a esta \u00e1rea da medicina ronda os 30%.<\/p>\n<p>Ana Quintas, p\u00f3s graduada em Cuidados Paliativos, diz que se confirmou como enfermeira quando iniciou o sue trabalho nesta \u00e1rea da sa\u00fade.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 um cuidado hol\u00edstico, uma aten\u00e7\u00e3o aos sintomas f\u00edsicos, aos sintomas psicol\u00f3gicos, emocionais, espirituais e, portanto, pede-nos muito mais do que saber fazer. Aprendi verdadeiramente a ser enfermeira, olhando para as pessoas e para o seu projeto de vida. Independentemente de ter a doen\u00e7a A, B ou C, a pessoa \u00e9 o que realmente importa e os seus familiares ou pessoas significativas e n\u00e3o \u00e9 a doen\u00e7a em si. Quando isso acontece o olhar muda\u201d, explica.<\/p>\n<p>A enfermeira, que exerce fun\u00e7\u00f5es no Hospital da Luz, em Lisboa, d\u00e1 conta da import\u00e2ncia de uma equipa, uma vez que ningu\u00e9m trabalho sozinho na \u00e1rea de Cuidados Continuados e Paliativos: \u201c\u00c9 um trabalho hol\u00edstico, numa equipa composta por um assistente social, um assistente ocupacional, a psic\u00f3loga, a fisioterapeuta, um assistente religioso e tantos outros que fa\u00e7am sentido, para que possamos todos tomar decis\u00f5es muito mais consentidas, mas de encontro a todas as necessidades da pessoa\u201d.<\/p>\n<p>Sobre a unidade onde trabalha atualmente, Ana Quintas refere ser um local que procura dar vida aos pacientes e aos familiares, um espa\u00e7o que cuida da vida, e onde se cuida do \u201cpercurso de sa\u00fade, de doen\u00e7a\u201d, e no caminho os pacientes \u201cpartilham pend\u00eancias emocionais e relacionais\u201d.<\/p>\n<p>\u201cE a pergunta \u00e9, n\u00e3o traremos todos? Quantos de n\u00f3s t\u00eam rela\u00e7\u00f5es que n\u00e3o ficaram t\u00e3o bem resolvidas? Em que momento da vida \u00e9 que teremos a oportunidade para os resolver?\u201d, questiona.<\/p>\n<p>Ana Quintas assume o privil\u00e9gio de acompanhar pessoas em fase terminal \u2013 estando a terminar uma forma\u00e7\u00e3o em doula de fim de vida \u2013 e afirma o seu trabalho, assente no cuidado \u2013 que se estende para l\u00e1 da terap\u00eautica \u2013 que conforta, acolhe e tranquila a pessoa e os familiares.<\/p>\n<blockquote><p>\u201cPara quem vive o processo de fim de vida e morte, vive uma transcend\u00eancia. Est\u00e1 em conex\u00e3o com o divino, num patamar em que n\u00f3s n\u00e3o estamos. E, portanto, sente e v\u00ea provavelmente coisas que n\u00f3s n\u00e3o vimos, coisas que n\u00f3s n\u00e3o sentimos. O meu papel \u00e9 abra\u00e7ar, \u00e9 saber sobre o seu conforto. O enfermeiro \u00e9 testemunho de narrativas e o nosso papel \u00e9 abra\u00e7\u00e1-las e n\u00e3o reprimir\u201d, indica.<\/p><\/blockquote>\n<p>O cuidado como linguagem n\u00e3o exclusiva da medicina leva Ana Quintas a ser volunt\u00e1ria na associa\u00e7\u00e3o Cora\u00e7\u00e3o Amarelo, onde semanalmente visita um casal \u201cde idade avan\u00e7ada, com dem\u00eancia\u201d, procurando contrariar o isolamento, e integra o projeto Amadora Compassiva.<\/p>\n<p>\u201cAs comunidades Compassivas t\u00eam como prop\u00f3sito colocar o cuidado no centro das comunidades. Sabemos que existe um apoio social e da sa\u00fade mas n\u00e3o \u00e9 suficiente, os acessos s\u00e3o d\u00e9beis e a responsabilidade \u00e9 de todos &#8211; n\u00e3o s\u00f3 dos governantes, n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 dos assistentes sociais ou dos profissionais de sa\u00fade. \u00c9 de todos. O cuidado, a aten\u00e7\u00e3o ao vizinho, ao outro que mora na nossa rua, \u00e9 muito importante. Testemunhar, aliviar, acompanhar, com conhecimento as transi\u00e7\u00f5es da vida, o envelhecimento, o fim de vida, o luto, tudo isto passa por n\u00f3s, por comunidades mais compassivas\u201d, apresenta.<\/p>\n<p>A conversa com Ana Quintas vai ser emitida esta noite no programa ECCLESIA, na Antena 1, com emiss\u00e3o pouco depois da meia-noite, e \u00e9 disponibilizado no podcast \u00ab<a href=\"https:\/\/creators.spotify.com\/pod\/profile\/alarga-a-tua-tenda\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Alarga a tua tenda<\/a>\u00bb.<\/p>\n<p><em>LS<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Assinala-se a 11 de outubro o Dia Mundial dos Cuidados Paliativos, este ano com o tema \u00abCumprindo a Promessa: Acesso Universal aos Cuidados Paliativos\u00bb; em Portugal o acesso dos cidad\u00e3os a esta \u00e1rea da medicina ronda os 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