{"id":39378,"date":"2009-06-11T12:29:48","date_gmt":"2009-06-11T12:29:48","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2009\/06\/11\/um-ano-sacerdotal\/"},"modified":"2009-06-11T12:29:48","modified_gmt":"2009-06-11T12:29:48","slug":"um-ano-sacerdotal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/um-ano-sacerdotal\/","title":{"rendered":"Um Ano Sacerdotal"},"content":{"rendered":"<p align=\"justify\">O Ano Sacerdotal &eacute;, antes de mais, um ano para que toda a Igreja possa olhar a realidade daquele sacerd&oacute;cio que participa do sacerd&oacute;cio de Cristo cabe&ccedil;a, pastor e servo. Olhar e compreender o dom que &eacute; para si e para o mundo. Dom que, por isso, esta Igreja reza e suplica de Deus para que continuamente se reavive em todos os sacerdotes da Igreja. E para que encontre a disponibilidade e generosidade de cora&ccedil;&otilde;es que se disponham a ser sacramento do sacerd&oacute;cio eterno de Cristo, em cada gera&ccedil;&atilde;o. <\/p>\n<p align=\"justify\">Deste Cristo, o sacerdote recebe o seu c&oacute;digo gen&eacute;tico, ele n&atilde;o &eacute; do mundo, por isso, n&atilde;o &eacute; atribui&ccedil;&atilde;o do mundo definir segundo crit&eacute;rios e concep&ccedil;&otilde;es horizontais a sua identidade. Nem &eacute; fruto de condi&ccedil;&otilde;es s&oacute;cio-culturais ou religiosas favor&aacute;veis, &eacute; puro dom de Deus concedido antes de mais e sobretudo &agrave; comunidade crist&atilde; para a edifica&ccedil;&atilde;o da Igreja (S. Tom&aacute;s).<\/p>\n<p align=\"justify\">Mas &eacute; tamb&eacute;m um dom para agradecer. &quot;Ele foi ordenado para actuar em nome de Cristo-Cabe&ccedil;a, para ajudar os irm&atilde;os a entrar na vida nova aberta por Cristo, para lhes dispensar os seus mist&eacute;rios: a Palavra, o perd&atilde;o e o P&atilde;o da Vida, para os reunir no seu Corpo e ajud&aacute;-los a formar-se interiormente, para viver e actuar segundo o des&iacute;gnio salv&iacute;fico de Deus&quot; (Jo&atilde;o Paulo II). E agradecer mesmo quando isto n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel porque as circunst&acirc;ncias s&atilde;o adversas, a simples presen&ccedil;a, o testemunho silencioso de f&eacute; em ambientes indiferentes ou n&atilde;o crist&atilde;os&#8230;<\/p>\n<p align=\"justify\">Porque o sacerd&oacute;cio ministerial &eacute; um sinal do amor salvador que o Senhor Jesus dedica &agrave; Igreja, uma comunidade que n&atilde;o pode cri&aacute;-lo antes deve estar disposta a aceit&aacute;-lo, porque o recebe do Esp&iacute;rito, n&atilde;o pode, sen&atilde;o obedecer ao mandato de Jesus: Rogai ao Senhor da Messe para que envie trabalhadores para a sua messe (Mt 9,38)<\/p>\n<p align=\"justify\">Ser&aacute; ainda um ano naturalmente importante para os padres, para que reavivam o dom que lhes foi conferido pela imposi&ccedil;&atilde;o das m&atilde;os, cuidando-o em si pr&oacute;prios. &quot;Diariamente somos chamados &agrave; convers&atilde;o. Mas, neste Ano, o somos de um modo todo particular, juntamente com todos os que receberam o dom da ordena&ccedil;&atilde;o sacerdotal. Para que convers&atilde;o? Converter-se para ser sempre mais autenticamente aquilo que somos. Convers&atilde;o &agrave; nossa identidade eclesial para que o minist&eacute;rio seja totalmente consequente com tal identidade, a fim de que uma renovada e gozosa consci&ecirc;ncia do nosso &quot;ser&quot; determine o nosso &quot;agir&quot;, ou melhor, ofere&ccedil;amos espa&ccedil;o a Cristo Bom Pastor, a fim de que viva em n&oacute;s e actue atrav&eacute;s de n&oacute;s&quot; (D. Mauro Piacenza) N&atilde;o apenas a partir das perspectivas dos instrumentos e institui&ccedil;&otilde;es eclesiais de comunh&atilde;o mas a partir dos processos reais pessoais da pr&oacute;pria comunh&atilde;o.<\/p>\n<p align=\"justify\">Refer&ecirc;ncia incontorn&aacute;vel deste Ano Sacerdotal ser&aacute; sem d&uacute;vida o Santo Cura d&#39;Ars, de quem se celebra s&eacute;culo e meio sobre a sua morte. Por si s&oacute;, pastor sem igual -como o definiu Jo&atilde;o Paulo II- cumprimento pleno do minist&eacute;rio sacerdotal e da santidade do ministro, poderia constituir todo um programa para este ano. Jo&atilde;o Maria Vianney morreu em Ars a 4 de Agosto de 1859, depois de quarenta anos de entrega abnegada, quando contava setenta e tr&ecirc;s anos. Quando chegou a Ars encontrou um povo esquecido da arquidiocese de Lyon, que &eacute; actualmente de Belley. No final da sua vida, ali acorriam pessoas de toda Fran&ccedil;a, e a sua fama de santidade, ap&oacute;s a sua morte, cedo chamou a aten&ccedil;&atilde;o da Igreja Universal. S&atilde;o Pio X beatificou-o em 1905, Pio XI canonizou-o em 1925 e em 1929 declarou-o patrono dos p&aacute;rocos de todo mundo. &quot;A sua par&oacute;quia que apenas tinha 230 pessoas, com a sua chegada, mudar&aacute; profundamente. Recordamos que naquele povo havia muita indiferen&ccedil;a e muito pouca pr&aacute;tica religiosa entre os homens. O bispo tinha advertido Jo&atilde;o Maria Vianney: &quot;N&atilde;o h&aacute; muito amor a Deus nesta par&oacute;quia, tu o por&aacute;s&quot;. Mas muito cedo, inclusive de fora do seu povo, o Cura veio a ser o pastor de uma multid&atilde;o que chega de toda a regi&atilde;o, de diversas partes de Fran&ccedil;a e de outros pa&iacute;ses. Fala-se de 80.000 pessoas no ano 1858. T&ecirc;m que esperar &agrave;s vezes muitos dias para o poder ver e se confessar. O que atrai n&atilde;o &eacute; certamente a curiosidade nem a pr&oacute;pria reputa&ccedil;&atilde;o justificada, pelos milagres e curas extraordin&aacute;rias, que o santo procurava ocultar. &Eacute; sobretudo o pressentimento de encontrar um santo, surpreendente pela sua penit&ecirc;ncia, t&atilde;o familiar com Deus na ora&ccedil;&atilde;o, que sobressai pela sua paz e a sua humildade no meio do sucesso junto do povo, e sobretudo t&atilde;o intuitivo para corresponder &agrave;s disposi&ccedil;&otilde;es interiores das almas e libert&aacute;-las dos seus pesos, particularmente no confession&aacute;rio.&quot; (Jo&atilde;o Paulo II) <\/p>\n<p align=\"justify\">A par deste acompanhamento espiritual e da confiss&atilde;o, ocupa particular destaque na sua vida a Eucaristia. &Agrave; sua prepara&ccedil;&atilde;o e celebra&ccedil;&atilde;o devotava uma intensidade que em todos causava fasc&iacute;nio, compreendia que cuidava da obra de Deus, dom mais excelente a que nada se podia comparar. &quot;A comunh&atilde;o e o santo sacrif&iacute;cio da Missa s&atilde;o os dois actos mais eficazes para conseguir a transforma&ccedil;&atilde;o dos cora&ccedil;&otilde;es&quot;, dizia. A&iacute; recobra permanentemente alegria e ardor para o seu minist&eacute;rio. <\/p>\n<p align=\"justify\">A vida e a personalidade do Cura de Ars s&atilde;o, em todos os aspectos um exemplo luminoso e atraente: para as comunidades crist&atilde;s como para a sociedade perceber o que &eacute; realmente importante no minist&eacute;rio do padre e no seu servi&ccedil;o poder&aacute; passar certamente pelo conhecimento deste homem de Deus e da Igreja; para os que se preparam para o sacerd&oacute;cio compreendendo bem o seu testemunho de vida e a sua vontade obstinada em preparar-se para ser sacerdote; para os pr&oacute;prios padres s&ecirc;-lo-&aacute; igualmente porquanto encontrem nele modelo de vida e de servi&ccedil;o sacerdotal. Inspira&ccedil;&atilde;o para manter vivo em si o dom inef&aacute;vel do seu pr&oacute;prio sacerd&oacute;cio. Precisam da sua intercess&atilde;o para fortalecer numa resposta crescente ao amor de Deus, confiantes na for&ccedil;a do dom recebido no dia da ordena&ccedil;&atilde;o que renova cada dia a vida espiritual e faz enfrentar com renovada criatividade a tarefa de gerar Cristo em si pr&oacute;prio e nos outros.<\/p>\n<p align=\"justify\">As comunidades eclesiais come&ccedil;am a dar-se conta que na figura do padre se joga uma parte muito importante e decisiva da igreja. O sacerd&oacute;cio ministerial &eacute; indispens&aacute;vel para a exist&ecirc;ncia de uma comunidade eclesial (Bento XVI) e por consequ&ecirc;ncia para garantir a identidade e a autenticidade e para gerar e regenerar a comunidade crist&atilde;. <\/p>\n<p align=\"justify\">Seja este Ano Sacerdotal ocasi&atilde;o para compreender na fidelidade de Cristo o caminho para a fidelidade do sacerdote , de cada baptizado e de toda a Igreja.<\/p>\n<p align=\"justify\"><em>Pe. Jorge Madureira,<br \/>Secret&aacute;rio Comiss&atilde;o Episcopal Voca&ccedil;&otilde;es e Minist&eacute;rios<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Ano Sacerdotal &eacute;, antes de mais, um ano para que toda a Igreja possa olhar a realidade daquele sacerd&oacute;cio que participa do sacerd&oacute;cio de Cristo cabe&ccedil;a, pastor e servo. Olhar e compreender o dom que &eacute; para si e para o mundo. 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