{"id":3937,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/e-preciso-abrir-portas-a-paz\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"e-preciso-abrir-portas-a-paz","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/e-preciso-abrir-portas-a-paz\/","title":{"rendered":"\u00c9 preciso abrir portas \u00e0 Paz"},"content":{"rendered":"<p>O Conselho Pastoral e Paroquial de S. Tiago de Antas, em colabora\u00e7\u00e3o com o Grupo local da Liga Oper\u00e1ria Cat\u00f3lica\/Movimento de Trabalhadores Crist\u00e3os, promoveu, no passado dia 26 de Dezembro, no Sal\u00e3o Paroquial, um Col\u00f3quio\/Debate sobre a Paz, com o t\u00edtulo \u201cA Paz que procuramos&#8230;\u201d Pretendeu-se com esta iniciativa preparar o Dia Mundial da Paz, a celebrar no 1\u00ba. de Janeiro de 2004, a partir da realidade do dia-a-dia, desde o local de resid\u00eancia, passando pelo trabalho, desemprego, fam\u00edlia, ocupa\u00e7\u00e3o dos tempos livres, vida social, vida paroquial, o nosso pa\u00eds e o mundo. Os trabalhos foram orientados pelo Pe. Dr. Lu\u00eds Marinho, director espiritual dos alunos de teologia do Semin\u00e1rio Conciliar de Braga e Assistente da Pastoral Universit\u00e1ria.  A Paz assenta na dignidade da pessoa humana O Pe. Lu\u00eds Marinho, come\u00e7ou por interpelar os presentes sobre o tipo de paz que n\u00f3s procuramos, se hoje ter\u00e1 sentido falar de paz e perguntou: o que pomos dentro da palavra Paz? Depois reafirmou que paz \u00e9 plenitude \u00e9 alegria. A paz n\u00e3o \u00e9 aus\u00eancia da guerra, n\u00e3o \u00e9 apenas um valor a juntar a tantos outros, a paz \u00e9 fruto da viv\u00eancia de um conjunto de valores que n\u00f3s como crist\u00e3os defendemos e que no seu conjunto t\u00eam como princ\u00edpio a dignidade da pessoa humana. Depois, come\u00e7ou por situar os participantes nas guerras que t\u00eam existido ao longo dos tempos que, ao mesmo tempo, t\u00eam trazido muitos ensinamentos para a humanidade. Disse que depois da II Grande Guerra mundial \u201ca humanidade gritou, guerra nunca mais!\u201d, embora as coisas da\u00ed para c\u00e1 n\u00e3o se tenham passado bem assim, porque foram eclodindo outras guerras, no entanto, foi criada a Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU) e aprovada pelas na\u00e7\u00f5es a Declara\u00e7\u00e3o Universal dos Direitos do Homem, como instrumentos de protec\u00e7\u00e3o da pessoa humana e da paz entre as na\u00e7\u00f5es. Apontou de seguida algumas causas das guerras, salientando que a principal causa reside no cora\u00e7\u00e3o de cada homem. \u201c\u00c9 no cora\u00e7\u00e3o que est\u00e1 a maldade, o ego\u00edsmo, a inveja, o ci\u00fame e a intoler\u00e2ncia\u201d, referiu. Outras causas, tamb\u00e9m apontadas por Jo\u00e3o Paulo II, s\u00e3o as que provocam o terrorismo, como o subdesenvovimento dos povos, a pobreza \u00e0 escala mundial, que funcionam como verdadeiros viveiros para o desenvolvimento desta \u201cpraga internacional\u201d. A Paz deve ser vista e sentida como um bem precioso, que \u00e9 procurada por diferentes caminhos, quase como jogo da ca\u00e7a ao tesouro que faz\u00edamos quando \u00e9ramos crian\u00e7as, acrescentou.  Existem v\u00e1rias portas para abrir que conduzem \u00e0 Paz Apontou v\u00e1rias portas para abrir que conduzem \u00e0 paz e salientou algumas: a porta do amor; da liberdade individual e dos povos se poderem exprimir, na sua diversidade de culturas e religi\u00f5es; a liberdade de cada um poder expressar a sua f\u00e9; o desenvolvimento, como dizia Paulo VI \u201co desenvolvimento \u00e9 o novo nome da paz&#8230;\u201d; os Direitos do Homem; a reconcilia\u00e7\u00e3o; a defesa da vida; o dialogo entre pessoas e culturas, entre religi\u00f5es; o respeito pela minorias; a ecologia, o respeito pela natureza que n\u00e3o podemos agredir. E continuou, \u201coutras portas que nos conduzem \u00e0 Paz s\u00e3o: ir ao encontro dos pobres, porque o rosto de um pobre \u00e9 o rosto do pr\u00f3prio Deus, o perd\u00e3o e a reconcilia\u00e7\u00e3o.\u201d A Paz \u00e9 um tesouro que ainda n\u00e3o possu\u00edmos. Educar para a Paz faz parte da nossa religi\u00e3o Referindo-se \u00e0 Mensagem do Santo Padre para o Dia Mundial da Paz, o Padre Lu\u00eds Marinho, referiu que \u201cEducar para a Paz \u00e9 algo que faz parte da natureza da nossa religi\u00e3o \u201cBem-aventurados os que promovem a paz, porque ser\u00e3o chamados filhos de Deus\u201d. Educar diz respeito a uma arte, como um pai ou uma m\u00e3e educa o seu filho desde o ber\u00e7o materno. Salientou tamb\u00e9m que nos tempos que estamos \u00e9 preciso e urgente educar para a legalidade. N\u00e3o chega definir regras, fazer leis, assinar tratados, \u00e9 preciso que se cumpram estes compromissos. Quantas pessoas n\u00e3o morrem, porque violam as leis e as regras de uma boa e s\u00e1 conviv\u00eancia, veja-se por exemplo o que se passa nas estradas do nosso pa\u00eds. \u201c\u00c9 urgente que todos reconhe\u00e7am que vale mais a for\u00e7a do direito, do que o direito da for\u00e7a\u201d, acrescentou. Na sua comunica\u00e7\u00e3o refor\u00e7ou ainda a necessidade de um empenhamento maior da Igreja na educa\u00e7\u00e3o dos fieis para as causas da Paz, \u201ctemos que anunciar o Deus da Paz e construir a civiliza\u00e7\u00e3o do Amor\u201d, rematou. Depois, interpelou os participantes neste col\u00f3quio sobre qual deve ser a nossa miss\u00e3o na civiliza\u00e7\u00e3o da Paz?  Falamos mais de guerra do que de paz&#8230; No debate animado que se seguiu, as pessoas foram referindo, que muitas vezes falamos mais de guerra do que de paz. Esquecemos muitas vezes os problemas dos outros, como o desemprego, os sal\u00e1rios em atraso, as m\u00e1s rela\u00e7\u00f5es entre fam\u00edlias, pensando que estas situa\u00e7\u00f5es n\u00e3o nos atinge&#8230; mas, quando damos conta, elas est\u00e3o a bater-nos \u00e0 porta. Para sermos verdadeiros mensageiros da paz, torna-se necess\u00e1rio que estejamos em paz com n\u00f3s mesmos. Aqui, foram salientados por diversas pessoas presentes, a import\u00e2ncia dos pequenos gestos, o saber ceder, ir ao encontro do outro, ter coragem de denunciar as injusti\u00e7as, mesmo que isso fa\u00e7a doer e muitas vezes traga amea\u00e7as, porque a paz deve fazer mexer as pessoas e lev\u00e1-las a desinstalarem-se do seu comodismo.  \u00c9 preciso saber ler e interpretar os ensinamentos da Igreja Falou-se ainda da necessidade da forma\u00e7\u00e3o crist\u00e3. A Igreja precisa de homens e mulheres formados capazes de saber ler e interpretar os ensinamentos da Igreja e ajudar a aplic\u00e1-los na vida concreta, como esta mensagem do Santo Padre. Por fim, o P\u00e1roco, Pe. Ant\u00f3nio Santos Oliveira, encerrou os trabalhos, agradeceu o contributo que o Padre Lu\u00eds Marinho veio trazer \u00e0 Par\u00f3quia de Antas naquela noite fria de inverno, mas quente na participa\u00e7\u00e3o e referiu que este col\u00f3quio foi uma boa prepara\u00e7\u00e3o para que cada um ficasse mais esclarecido, para que o Dia Mundial da Paz n\u00e3o seja apenas mais um dia, mas da\u00ed irradie, para que todos juntos possamos construir uma Paz duradoura todos os dias. P\u00b4la Comiss\u00e3o Organizadora Jos\u00e9 Maria C. Costa  <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Conselho Pastoral e Paroquial de S. 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