{"id":39366,"date":"2009-06-09T16:24:03","date_gmt":"2009-06-09T16:24:03","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2009\/06\/09\/simposio-de-encerramento-do-ano-paulino-em-coimbra\/"},"modified":"2009-06-09T16:24:03","modified_gmt":"2009-06-09T16:24:03","slug":"simposio-de-encerramento-do-ano-paulino-em-coimbra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/simposio-de-encerramento-do-ano-paulino-em-coimbra\/","title":{"rendered":"Simp\u00f3sio de encerramento do Ano Paulino em Coimbra"},"content":{"rendered":"<p>As celebra&ccedil;&otilde;es em torno do Ano Paulino, que encerra no pr&oacute;ximo dia 29 de Junho,&nbsp;superaram as expectativas, segundo D. Albino Cleto. O Bispo de Coimbra, no encerramento deste marco anual na diocese recordou algumas actividades, nomeadamente a passagem do &iacute;cone de S. Paulo por diversas par&oacute;quias, as peregrina&ccedil;&otilde;es diocesanas nos caminhos de S. Paulo, as v&aacute;rias reflex&otilde;es paulinas organizadas pelas par&oacute;quias, pelo ISET, pela Pastoral do Ensino Superior.<\/p>\n<p>Agora, no Ano Sacerdotal, que brevemente se inicia, o Bispo de Coimbra pretende ir ao encontro do di&aacute;logo com a cultura. <\/p>\n<p>Perante uma centena de participantes num simp&oacute;sio sobre S. Paulo, organizado pela Diocese de Coimbra no passado dia 6 de Junho, D. Albino Cleto pediu que &quot;tudo aquilo que aprendemos ao longo do ano sobre S. Paulo n&atilde;o fique apenas na nossa mem&oacute;ria, mas que possamos colocar em pr&aacute;tica todos esses ensinamentos&quot;.<\/p>\n<p>Este simp&oacute;sio serviu tamb&eacute;m para comemorar o Dia da Igreja Diocesana, que normalmente &eacute; comemorado no primeiro Domingo de Junho, mas devido &agrave;s elei&ccedil;&otilde;es europeias, foi antecipado para o dia 6.<\/p>\n<p>O encontro acolheu ao longo do dia v&aacute;rios especialistas na mat&eacute;ria que procuraram reflectir sobre o tema &laquo;S. Paulo e os caminhos de Evangeliza&ccedil;&atilde;o para o Mundo de hoje&raquo;.<\/p>\n<p>Jos&eacute; Carlos Carvalho da Universidade Cat&oacute;lica Portuguesa do Porto na sua reflex&atilde;o sobre &quot;S. Paulo perante a cultura do seu tempo&quot;, disse que a Igreja hoje ainda tem muitas semelhan&ccedil;as com a &eacute;poca de S. Paulo. &quot;Os cidad&atilde;os t&ecirc;m &agrave; venda v&aacute;rios deuses. Temos supermercados religiosos com muitas ofertas&quot;, destacou o conferencista. Jos&eacute; Carlos Carvalho diz que a Igreja tem que saber ir contra a corrente, &agrave; semelhan&ccedil;a de Paulo, contradizendo o idealismo do Imp&eacute;rio Romano. Apesar dos diferentes tipos de religi&atilde;o, de culturas e de costumes, &eacute; necess&aacute;rio saber anunciar o Salvador. &Agrave; semelhan&ccedil;a de Paulo que soube muito bem usar a ret&oacute;rica, com conhecimento profundo das sagradas escrituras e do cristianismo, tamb&eacute;m hoje a Igreja tem que saber falar ao mundo. <\/p>\n<p>Tamb&eacute;m Juan Ambr&oacute;sio, docente da Universidade Cat&oacute;lica Portuguesa de Lisboa referiu que &quot;Paulo aprendeu com os melhores mestres a arte da ret&oacute;rica, utilizando os argumentos dos seus advers&aacute;rios para propor a sua doutrina&quot;. Paulo estudou os textos judaicos, as suas leis e os seus costumes em Jerusal&eacute;m, tendo sido um grande perseguidor dos primeiros crist&atilde;os gra&ccedil;as a sua capacidade de argumenta&ccedil;&atilde;o. Para Juan Ambr&oacute;sio, ele &quot;deitava por terra qualquer crist&atilde;o&quot;. &Eacute; no c&eacute;lebre epis&oacute;dio do caminho de Damasco que acontece uma profunda transforma&ccedil;&atilde;o de Paulo, sustenta o conferencista. Transforma&ccedil;&atilde;o que n&atilde;o se d&aacute; repentinamente por magia ou por milagre, mas sim um processo que vai demorar cerca de tr&ecirc;s anos, porque teve que aprender a hist&oacute;ria do cristianismo, explica o te&oacute;logo espanhol Juan Ambr&oacute;sio. Com Paulo, d&aacute;-se uma profunda transforma&ccedil;&atilde;o naquilo que chamamos hoje Igreja, n&atilde;o na constitui&ccedil;&atilde;o de comunidades, mas sim de h&aacute;bitos ou de pr&aacute;ticas, dando como exemplo a circuncis&atilde;o: um gentio que fosse convertido ao cristianismo n&atilde;o tinha que ser circuncisado. Paulo refere-se constantemente na sua prega&ccedil;&atilde;o e nos seus textos ao epis&oacute;dio de Damasco para legitimar a sua miss&atilde;o, o seu apostolado, refere Juan Ambr&oacute;sio.<\/p>\n<p>Juan Ambr&oacute;sio torna-se mais pol&eacute;mico quando afirma que se n&atilde;o tivesse existido a experi&ecirc;ncia de Damasco n&atilde;o ser&iacute;amos hoje crist&atilde;os, mas sim judeus. &quot;Ser&iacute;amos apenas uma sensibilidade dentro do juda&iacute;smo&quot;, afirma. Segundo Juan Ambr&oacute;sio, &quot;anunciar o Ressuscitado para Paulo era criar comunidades porque a experi&ecirc;ncia dele em Damasco foi essa&quot;. A sua transforma&ccedil;&atilde;o d&aacute;-se na comunidade de Damasco. &quot;A vida em comunidade, &eacute; o pr&oacute;prio exerc&iacute;cio da vida crist&atilde; porque n&atilde;o h&aacute; outra maneira de encontrar o ressuscitado se n&atilde;o criar comunidades&quot;, refere o conferencista.<\/p>\n<p>Para Juan Ambr&oacute;sio, uma coisa &eacute; certa, &quot;n&atilde;o h&aacute; experi&ecirc;ncia crist&atilde; sem comunidades&quot;. &quot;N&atilde;o &eacute; a Igreja que tem uma miss&atilde;o, mas sim &eacute; a miss&atilde;o que tem uma Igreja&quot;. &Eacute; fundamental perceber isso. Sobre os caminhos de evangeliza&ccedil;&atilde;o para o mundo de hoje, o docente da UCP refere que &quot;n&oacute;s n&atilde;o temos que agradar ao mundo. Temos que ter capacidade para escutar e falar ao mundo de modo a interpel&aacute;-lo&quot;. <\/p>\n<p>Jos&eacute; Carlos Seabra Pereira da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra e Alexandre Franco de S&aacute; do Instituto Superior de Filosofia da Universidade de Coimbra abordaram a tem&aacute;tica sobre os &quot;valores da sociedade e di&aacute;logo da f&eacute; com a cultura&quot;.<\/p>\n<p>Para Seabra Pereira, antigo presidente do CADC, a &quot;f&eacute; e a cultura &eacute; um encontro de duas realidades que n&atilde;o da mesma ordem&quot;. Segundo o docente da FCLUC, &quot;S. Paulo &eacute; um bom patrono neste dom&iacute;nio da cultura porque ele interage com diversas culturas&quot;. &quot;Ele &eacute; um bom patrono tamb&eacute;m pela exemplaridade, ainda hoje &eacute; uma presen&ccedil;a fundamental para um crist&atilde;o que tem de se mover no mundo da cultura&quot;, refere o director da revista &quot;Estudos&quot;, editada pelo CADC.<\/p>\n<p>Questionando os participantes do simp&oacute;sio sobre como dever&iacute;amos organizar a nossa pastoral da cultura, Seabra Pereira responde que &eacute; apresentando uma f&eacute; que n&atilde;o escandaliza &agrave; maneira de S. Paulo, discutindo opini&otilde;es, ideias e n&atilde;o procurar verdades. Seabra Pereira afirma ainda que &quot;devemos apostar numa cristianiza&ccedil;&atilde;o no multiculturalismo&quot;. Ou seja, os crist&atilde;os t&ecirc;m que procurar o di&aacute;logo, o confronto ou o bom combate (como dizia Paulo) na cultura se n&atilde;o corremos o risco da nossa religi&atilde;o tornar-se irrelevante, &quot;light&quot; ou inv&iacute;sivel.<\/p>\n<p>Para o fil&oacute;sofo Alexandre S&aacute;, a &quot;f&eacute; manifesta-se em obras&quot;, na arte, na ac&ccedil;&atilde;o caritativa, etc. Segundo o docente do Instituto Superior de Filosofia, &quot;no seio da Igreja &eacute; importante a confronta&ccedil;&atilde;o, o debate de ideias&quot;. Questionando os participantes do simp&oacute;sio sobre o tempo na era p&oacute;s-Cristo, Alexandre S&aacute; diz que &eacute; um &quot;tempo sem tempo&quot;, ou seja, &quot;&eacute; um tempo sem lugar, sem radicaliza&ccedil;&atilde;o&quot;. Alexandre S&aacute; refere que &eacute; um tempo problem&aacute;tico para a pr&oacute;pria Igreja, o facto de Cristo ter sido crucificado, ressuscitado e agora esperar pela segunda vinda Dele&quot;.<\/p>\n<p>O encerramento do simp&oacute;sio que decorreu com a celebra&ccedil;&atilde;o da Eucaristia, presidida por D. Albino Cleto, referiu que &quot;este tempo sem tempo&quot; &eacute; o &quot;tempo de ir e fazer disc&iacute;pulos&quot;. Para isso, o Bispo de Coimbra tranquilizou os participantes do simp&oacute;sio, para n&atilde;o terem medo do confronto. O Ano Sacerdotal que vai agora iniciar-se, o Bispo de Coimbra pretende atrav&eacute;s dos 12 secretariados da diocese e dos movimentos ir ao encontro da juventude e da fam&iacute;lia. &quot;&laquo;Ide e fazei disc&iacute;pulos&raquo; &eacute; um apelo para toda a Diocese&quot;, afirma D. Albino Cleto. &quot;Ser crist&atilde;o nos tempos de hoje, exige ser testemunha, ap&oacute;stolo e n&atilde;o pode ser apenas semeador de supermercados religiosos&quot;, salienta o prelado. <\/p>\n<p>D. Albino Cleto vai desafiar no Ano Sacerdotal os catequistas, os movimentos, os institutos, as par&oacute;quias para fazerem outros disc&iacute;pulos. Segundo o bispo diocesano, &quot;o objectivo n&atilde;o &eacute; aumentar o n&uacute;mero de crist&atilde;os ou o n&uacute;mero daqueles que v&atilde;o &agrave; missa, mas sim fazer crist&atilde;os na alegria&quot;. Para isso, o prelado ir&aacute; apostar na forma&ccedil;&atilde;o espiritual, na ora&ccedil;&atilde;o e no di&aacute;logo com a cultura.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As celebra&ccedil;&otilde;es em torno do Ano Paulino, que encerra no pr&oacute;ximo dia 29 de Junho,&nbsp;superaram as expectativas, segundo D. Albino Cleto. 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