{"id":39290,"date":"2009-06-05T12:52:48","date_gmt":"2009-06-05T12:52:48","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2009\/06\/05\/mensagem-do-bispo-do-funchal\/"},"modified":"2009-06-05T12:52:48","modified_gmt":"2009-06-05T12:52:48","slug":"mensagem-do-bispo-do-funchal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/mensagem-do-bispo-do-funchal\/","title":{"rendered":"Mensagem do Bispo do Funchal"},"content":{"rendered":"<p>Para o Dia da Igreja Diocesana &#8211; 7 de Junho de 2009 <!--more--> <\/p>\n<p align=\"left\"><strong>Mensagem Pastoral de D. Ant&oacute;nio Carrilho, Bispo do Funchal, para o Dia da Igreja Diocesana &#8211; 7 de Junho de 2009<br \/>&ldquo;Baptizados num s&oacute; Esp&iacute;rito, para constituirmos um s&oacute; Corpo.&rdquo;<br \/><\/strong>(1Cor 12, 13)<br \/>Escolheu a Diocese do Funchal a Solenidade Lit&uacute;rgica da Sant&iacute;ssima Trindade para celebrar, em cada ano, o Dia da Igreja Diocesana. Contemplando o mist&eacute;rio de Deus, na unidade do Pai e do Filho e do Esp&iacute;rito Santo, temos uma excelente oportunidade para consciencializar e aprofundar o sentido da Igreja como mist&eacute;rio de comunh&atilde;o e caminho de unidade, tanto no &acirc;mbito local como na sua dimens&atilde;o universal. Na verdade, a Sant&iacute;ssima Trindade &eacute; Fonte inesgot&aacute;vel da Vida e da Comunh&atilde;o, que se h&aacute;-de reflectir em todas as comunidades crist&atilde;s.<\/p>\n<p align=\"left\">Celebrando a Trindade, no fim do tempo Pascal, a Igreja celebra a plenitude da revela&ccedil;&atilde;o do Amor de Deus, Uno e Trino, que, pela filia&ccedil;&atilde;o divina, habita em todos os baptizados: &ldquo;Quem me ama, meu Pai o amar&aacute; e N&oacute;s viremos a ele e faremos n&rsquo;Ele morada&rdquo; (Jo 14, 23). Nesta intimidade e comunh&atilde;o de Vida e de Amor, o homem atinge a sua verdadeira identidade, a mais alta dignidade e plenitude. <br \/>A Sant&iacute;ssima Trindade &eacute;, tamb&eacute;m, Fonte inspiradora da verdadeira comunh&atilde;o eclesial e de toda a fraternidade humana e c&oacute;smica. A Igreja, fiel ao seu Fundador e Mestre, Jesus Cristo, prossegue a caminhada pela Hist&oacute;ria, celebrando os louvores e adorando a Deus, Pai, Filho e Esp&iacute;rito Santo, que a chamou das trevas para a sua Luz admir&aacute;vel (cf. 1 Ped 2,9). <\/p>\n<p align=\"left\"><strong>Unidade e comunh&atilde;o, na diversidade de carismas<\/p>\n<p><\/strong>O Conc&iacute;lio Vaticano II reconhece que a Igreja de Jesus Cristo se realiza e concretiza em cada Igreja particular, a Diocese (LG, 26). No entanto,&nbsp; a Vida em abund&acirc;ncia, que jorra da Sant&iacute;ssima Trindade, gerando vitalidade, unidade, comunh&atilde;o e amor, n&atilde;o se esgota na Igreja local: abre-se &agrave; comunh&atilde;o da Igreja universal, com a multid&atilde;o dos crentes dispersos por todo o mundo e com aqueles que j&aacute; partiram para a Casa do Pai.<\/p>\n<p>A celebra&ccedil;&atilde;o do Dia da Igreja Diocesana tem como objectivo principal a tomada de consci&ecirc;ncia de que somos povo de Deus, fam&iacute;lia de crentes, sinal vis&iacute;vel de unidade e de comunh&atilde;o, Igreja viva, empenhada em viver o dinamismo do Esp&iacute;rito Santo, conforme o desejo de Cristo: &ldquo;Pai Santo, guarda em Teu nome aqueles que Me deste, para que sejam um, assim como N&oacute;s&rdquo; (Jo 17,11). A Diocese ser&aacute;, sem d&uacute;vida, um espa&ccedil;o privilegiado para viver a unidade, que &eacute; sinal vis&iacute;vel da divina Beleza Trinit&aacute;ria.<\/p>\n<p>Lembro a todos os sacerdotes que sensibilizem o povo de Deus para o sentido eclesial deste Dia, em particular as fam&iacute;lias crist&atilde;s, justamente consideradas comunidades de vida e de amor. Que os crist&atilde;os das nossas par&oacute;quias amem e sintam que s&atilde;o verdadeiramente &ldquo;filhos da Igreja&rdquo; e participem activa e profundamente na sua vida e miss&atilde;o. Que todos os Baptizados testemunhem a alegria da viv&ecirc;ncia da f&eacute;, assumam com renovado vigor o an&uacute;ncio do Evangelho e possam dizer como S. Paulo: &ldquo;Combati o bom combate, terminei a minha carreira e guardei a f&eacute;&hellip;&rdquo; (2 Tim 4,7). <\/p>\n<p>&Eacute; o Esp&iacute;rito Santo que orienta e enriquece a Igreja com diversos carismas, dons espirituais e minist&eacute;rios, em ordem &agrave; sua edifica&ccedil;&atilde;o e santifica&ccedil;&atilde;o, e a conduz para a Verdade total (cf. Jo 16,13).<br \/>S. Paulo recorda-nos que todos somos um s&oacute; corpo em Cristo Jesus. &ldquo;O olho n&atilde;o pode dizer &agrave; m&atilde;o: n&atilde;o preciso de ti, nem a cabe&ccedil;a dizer aos p&eacute;s: n&atilde;o necessito de v&oacute;s&#8230;&rdquo; (1 Cor, 12,21). E porque somos um s&oacute; Corpo, que tem Cristo por Cabe&ccedil;a, todos os baptizados s&atilde;o correspons&aacute;veis pela vitalidade deste mesmo Corpo, no testemunho de vida, na comunh&atilde;o do amor e no servi&ccedil;o &agrave; Igreja e &agrave; Sociedade. Esta unidade e comunh&atilde;o eclesial s&atilde;o imprescind&iacute;veis no servi&ccedil;o pastoral e no an&uacute;ncio fecundo da Palavra: &ldquo;A aut&ecirc;ntica unidade da Igreja &eacute; sempre fonte inesgot&aacute;vel do esp&iacute;rito evangelizador&rdquo;, disse Bento XVI.<br \/><strong>&nbsp;<br \/><\/strong><strong>Abrir-se &agrave; novidade do Esp&iacute;rito<br \/><\/strong>Caros diocesanos da Madeira e Porto Santo: a nossa solicitude pastoral impele-nos a participar nos desafios que hoje nos s&atilde;o propostos, em ordem a uma maior fidelidade a Cristo, &agrave; Igreja e &agrave; Humanidade. Conto convosco, neste percurso da hist&oacute;ria da Igreja da p&oacute;s-modernidade. Prosseguimos juntos, na participa&ccedil;&atilde;o e corresponsabilidade de todos na pastoral diocesana, na partilha de carismas e minist&eacute;rios complementares, anunciando o Evangelho da Vida, celebrando os Sacramentos e testemunhando o amor de Cristo, em gestos concretos de solidariedade, entreajuda e comunh&atilde;o eclesial. Da clara Luz da Trindade recebemos com &ldquo;plena sabedoria e intelig&ecirc;ncia o conhecimento da Sua vontade&rdquo; (Ef 1,8), para servir a fam&iacute;lia humana com generosidade e alegria, os de pr&oacute;ximo e os de longe, especialmente os mais carenciados e exclu&iacute;dos. <\/p>\n<p>&Agrave; luz deste admir&aacute;vel mist&eacute;rio do Amor, fazemos a releitura da vida concreta desta nossa Igreja particular, atrav&eacute;s das m&uacute;ltiplas vicissitudes humanas e espirituais, feitas de luz e sombras. Entregamos toda a realidade da vida a Cristo morto e Ressuscitado, o Senhor da Hist&oacute;ria, cuja Luz resplandece na face da Igreja e renova todas as coisas.<\/p>\n<p>Viver o dinamismo do Amor Trinit&aacute;rio na Igreja implica viver a comunh&atilde;o da Caridade e abrir-se &agrave; novidade do Esp&iacute;rito de Deus, Fonte de Vida. &Eacute; &ldquo;fazer-se ao largo&rdquo;, no mar da hist&oacute;ria, com renovado ardor e paix&atilde;o por Cristo, face ao indiferentismo e hostilidade da actual cultura da morte, de um novo humanismo sem Deus.<br \/><strong>&nbsp;<br \/><\/strong><strong>Palavra de sauda&ccedil;&atilde;o e est&iacute;mulo<\/strong><br \/>Neste Dia da Igreja Diocesana, sa&uacute;do com profunda alegria e amizade toda a Diocese do Funchal: sacerdotes e di&aacute;conos, religiosos e religiosas, membros de institutos de vida consagrada, associa&ccedil;&otilde;es e movimentos eclesiais, fam&iacute;lias e leigos, em geral. Sa&uacute;do, com particular afecto, todos aqueles que sofrem a doen&ccedil;a ou solid&atilde;o, a falta de condi&ccedil;&otilde;es para uma vida digna, a falta de capacidade e de eventuais apoios para se promoverem e superarem a degrada&ccedil;&atilde;o dos v&iacute;cios e comportamentos, que desviam do caminho da paz e serenidade, da alegria e felicidade.<\/p>\n<p>Ao mesmo tempo que a todos sa&uacute;do e por todos rezo, pe&ccedil;o aos sacerdotes que, nas Eucaristias deste Dia da Igreja Diocesana, tenham uma palavra de est&iacute;mulo &agrave; viv&ecirc;ncia da unidade e comunh&atilde;o, na vida das respectivas comunidades paroquiais e de toda a Diocese, e incluam no momento da &ldquo;ora&ccedil;&atilde;o universal&rdquo; uma prece pelas necessidades mais sentidas &agrave; nossa volta e pelas inten&ccedil;&otilde;es que nos s&atilde;o recomendadas.<\/p>\n<p>O Dia da Igreja Diocesana n&atilde;o tem uma celebra&ccedil;&atilde;o &uacute;nica e num s&oacute; lugar. Ser&aacute;, sobretudo, o esp&iacute;rito de unidade e comunh&atilde;o, que consigamos proclamar, semear e promover, inspirados no cora&ccedil;&atilde;o da Sant&iacute;ssima Trindade, Fonte inesgot&aacute;vel de Vida e de Amor.<\/p>\n<p align=\"right\">Funchal, 7 de Junho de 2009<br \/>D. Ant&oacute;nio Carrilho, Bispo do Funchal<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Para o Dia da Igreja Diocesana &#8211; 7 de Junho de 2009<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[120,168,186,187,294,314,326],"class_list":["post-39290","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos","tag-bento-xvi","tag-diocese-da-guarda","tag-diocese-do-funchal","tag-diocese-do-porto","tag-sacramentos","tag-solidariedade","tag-vida-consagrada"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/39290","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=39290"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/39290\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=39290"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=39290"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=39290"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}