{"id":39285,"date":"2009-06-04T23:36:19","date_gmt":"2009-06-04T23:36:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2009\/06\/04\/congresso-ibero-americano-debate-formas-de-acolhimento-em-lugares-sagrados\/"},"modified":"2009-06-04T23:36:19","modified_gmt":"2009-06-04T23:36:19","slug":"congresso-ibero-americano-debate-formas-de-acolhimento-em-lugares-sagrados","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/congresso-ibero-americano-debate-formas-de-acolhimento-em-lugares-sagrados\/","title":{"rendered":"Congresso Ibero-Americano debate formas de acolhimento em lugares sagrados"},"content":{"rendered":"<p>Trabalhos do II Congresso Ibero-Americano de Destinos Religiosos e do V Congresso Internacional de Cidades-Santu\u00e1rio  <!--more--> &nbsp; Em um painel realizado esta tarde em F&aacute;tima, no duplo congresso internacional sobre Turismo, procurou-se reflectir sobre a tem&aacute;tica do acolhimento dos diferentes p&uacute;blicos que acorrem aos in&uacute;meros locais sagrados que existem no mundo. <\/p>\n<p>Na sua reflex&atilde;o, o Padre Jos&eacute; Jaime Brosel Gavil&aacute;, membro do Conselho Pontif&iacute;cio para a Pastoral dos Migrantes e Itinerantes, respondeu &agrave; interroga&ccedil;&atilde;o &quot;Comoacolher os diferentes p&uacute;blicos em lugares sagrados?&quot; com outras interroga&ccedil;&otilde;es &quot;Acolher para qu&ecirc;? Com que finalidade?&quot;. &quot;A resposta &eacute; uma: acolher para evangelizar&quot; porque, sublinhou, &quot;a evangeliza&ccedil;&atilde;o &eacute; o que define a miss&atilde;o total da Igreja&quot;, como miss&atilde;o mais profunda.<\/p>\n<p>&Agrave; pergunta &quot;Quem acolhemos?&quot; este respons&aacute;vel responde que, nos locais sagrados, o destinat&aacute;rio do Evangelho &eacute; o homem concreto, &quot;n&atilde;o &eacute; o colectivo&quot; &eacute; &quot;o homem concreto, as suas interroga&ccedil;&otilde;es, os seus anseios de felicidade, os seus fracassos e os seus &ecirc;xitos&quot;.<\/p>\n<p>&quot;Convivemos com diferentes sensibilidades culturais, sociais e religiosas, com realidades cada vez mais distintas. Esta diversifica&ccedil;&atilde;o traduz-se em uma importante pluralidade de destinat&aacute;rios da nossa ac&ccedil;&atilde;o evangelizadora, que nos exige adaptar e diversificar as nossas propostas, rompendo com a ideia do modelo &uacute;nico que se ajusta a todas as realidades&quot;.<\/p>\n<p>Em rela&ccedil;&atilde;o ao an&uacute;ncio da f&eacute;, o P. Brosel Gavil&aacute; prop&otilde;e uma ac&ccedil;&atilde;o mission&aacute;ria, caracterizada &quot;por um primeiro anuncio da f&eacute;, centrado no fundamental, que responda &agrave;s inquietudes humanas daqueles que nos escutam&quot;, e da&iacute; a import&acirc;ncia &quot;de uma possibilidade pessoal para a escuta, passando pelo acompanhamento durante o tempo da presen&ccedil;a (no local sagrado)&quot;.<\/p>\n<p>Efectuado por sacerdotes, religiosos ou laicos, o acolhimento sup&otilde;e &quot;uma atitude acolhedora e compreensiva, que aproveite cada ocasi&atilde;o como um verdadeiro kair&oacute;s para anunciar o Evangelho e uma possibilidade para facilitar o encontro&quot;, como &quot;um primeiro an&uacute;ncio com perspectivas de futuro&quot;.<\/p>\n<p><strong>F&aacute;tima &eacute; hoje uma realidade que toca milh&otilde;es de pessoas<br \/><\/strong>Outro dos conferencistas deste painel, o Reitor do Santu&aacute;rio de F&aacute;tima, ao confirmar esta &quot;converg&ecirc;ncia de multid&otilde;es muito heterog&eacute;neas&quot; considera que &quot;mesmo os p&uacute;blicos portadores de motiva&ccedil;&atilde;o religiosas oferecem muitas nuances: h&aacute; os que chegam repletos de desejo de entrar no lugar, marcados pelo mais puro desejo de identifica&ccedil;&atilde;o com a &iacute;ndole do lugar; h&aacute; os que chegam com perspectivas religiosas completamente distintas, em consequ&ecirc;ncia da ignor&acirc;ncia religiosa ou de uma falsa compreens&atilde;o do lugar e do fen&oacute;meno a ele associado; h&aacute; ainda os que chegam &agrave; procura de um contacto vago com o transcendente ou com uma dimens&atilde;o espiritual da vida&quot;.<\/p>\n<p>O Padre Virg&iacute;lio Antunes recordou os diferentes ritmos que marcam este santu&aacute;rio mariano portugu&ecirc;s: &quot;Nos dias das grandes peregrina&ccedil;&otilde;es chegam muitas pessoas organizadas em grupos que podem ascender a mais de uma centena. (&#8230;) Nos grandes dias de peregrina&ccedil;&atilde;o anivers&aacute;ria, chegam largas dezenas de milhar de peregrinos, que podem ascender a cem, duzentos ou trezentos mil (&#8230;) Grande parte dos peregrinos que chegam a F&aacute;tima n&atilde;o vem inserida em nenhum grupo organizado, mas peregrina individualmente ou em fam&iacute;lia. (&#8230;) F&aacute;tima &eacute; hoje uma realidade que toca milh&otilde;es de pessoas individualmente, mas tamb&eacute;m na sua atitude face &agrave; vida, face aos outros, face &agrave; Igreja e face a Deus. &Eacute; um sinal que aponta a realidade do transcendente, mesmo para aqueles que n&atilde;o puderam sentir a realidade da f&eacute; consciente, esclarecida e assumida nas suas vidas&quot;.&nbsp; <\/p>\n<p>Sobre a forma de como melhor acolher toda esta diversidade de &quot;pessoas t&atilde;o diferentes na sua vida, cultura, convic&ccedil;&otilde;es e perspectivas religiosas&quot;, o Reitor do Santu&aacute;rio de F&aacute;tima tamb&eacute;m considera que &quot;o santu&aacute;rio &eacute; sempre um lugar de palavra. Pelo menos no contexto crist&atilde;o, n&atilde;o pode ser de outra forma, pois Cristo, o Filho de Deus, fez-se carne, verbo, palavra&quot;. <\/p>\n<p>Al&eacute;m disso, refere, &quot;o melhor servi&ccedil;o que um lugar sagrado pode prestar aos seus visitantes consiste em apresentar de forma pura a sua mensagem e em permitir um&nbsp;&nbsp; contacto o mais genu&iacute;no poss&iacute;vel com a sua identidade.&quot;<\/p>\n<p>Considera o Reitor que &quot;&eacute; indispens&aacute;vel a conjuga&ccedil;&atilde;o de esfor&ccedil;os de todas as entidades directa ou indirectamente envolvidas no processo: religiosas, civis e p&uacute;blicas. Cada uma no seu n&iacute;vel e dentro do &acirc;mbito que lhes diz respeito&quot;.<\/p>\n<p>Sobre F&aacute;tima, refere que &quot;F&aacute;tima, tal como outros lugares sagrados, tem algo de especifico e de caracter&iacute;stico, que outros lugares n&atilde;o t&ecirc;m, e proporciona uma experi&ecirc;ncia humana, que outros lugares n&atilde;o podem oferecer. Cada lugar sagrado &eacute; uma realidade &uacute;nica e proporciona uma realidade &uacute;nica&quot;.<\/p>\n<p>&quot;Estar no meio de uma multid&atilde;o que sintoniza no mesmo tom e nos mesmos sentimentos, cativa, atrai, interroga, provoca&quot;.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Trabalhos do II Congresso Ibero-Americano de Destinos Religiosos e do V Congresso Internacional de Cidades-Santu\u00e1rio<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[320],"class_list":["post-39285","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-nacional","tag-turismo"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/39285","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=39285"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/39285\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=39285"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=39285"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=39285"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}