{"id":39283,"date":"2009-06-04T23:09:26","date_gmt":"2009-06-04T23:09:26","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2009\/06\/04\/bispo-do-porto-na-feira-do-livro\/"},"modified":"2009-06-04T23:09:26","modified_gmt":"2009-06-04T23:09:26","slug":"bispo-do-porto-na-feira-do-livro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/bispo-do-porto-na-feira-do-livro\/","title":{"rendered":"Bispo do Porto na Feira do Livro"},"content":{"rendered":"<p>D. Manuel Clemente e Guilherme d&#8217;Oliveira Martins debateram a identidade portuguesa <!--more--> <\/p>\n<p>&laquo;Portugal: passado, presente e futuro&raquo; foi o tema da conversa que ontem &agrave; tarde, na Feira do Livro do Porto, juntou D. Manuel Clemente e Guilherme d&#39;Oliveira Martins.<\/p>\n<p>Os autores falaram &agrave; Ag&ecirc;ncia ECCLESIA das suas obras mais recentes &#8211; &laquo;1810-1910-2010: Datas e desafios&raquo; e &laquo;Patrim&oacute;nio, Heran&ccedil;a e Mem&oacute;ria &#8211; A cultura como cria&ccedil;&atilde;o&raquo;.<\/p>\n<p>A obra de D. Manuel Clemente nasceu e foi constru&iacute;da a partir do texto &laquo;1810-1910-2010&raquo;, pronunciado durante a 4.&ordf; Jornada da Pastoral da Cultura (2008). O volume inclui artigos de revistas, confer&ecirc;ncias e aulas proferidas na Universidade Cat&oacute;lica.<\/p>\n<p>O volume, que ser&aacute; apresentado em Lisboa amanh&atilde;, pelas 19h30, fala da &laquo;liberdade&raquo; e da conjuga&ccedil;&atilde;o do seu sentido interior com a dimens&atilde;o externa, manifestada na pol&iacute;tica, sociedade e cultura. Os textos, que foram editados pelo P. Jos&eacute; Tolentino Mendon&ccedil;a e pela Ass&iacute;rio &amp; Alvim, pretendem ser um contributo para equacionar a significa&ccedil;&atilde;o contempor&acirc;nea da liberdade, tem&aacute;tica inesgot&aacute;vel, por ser, nas palavras de D. Manuel Clemente, &quot;a mais humana&quot;.<\/p>\n<p>Apesar de o t&iacute;tulo sugerir a Implanta&ccedil;&atilde;o da Rep&uacute;blica e o seu centen&aacute;rio, o volume n&atilde;o pretende assinalar esta efem&eacute;ride, procurando antes integrar 1910 no contexto mais amplo da liberdade.<\/p>\n<p>O ano de 1810, que ficou marcado pelo in&iacute;cio da terceira invas&atilde;o francesa, assinalou o desmantelamento do Portugal existente at&eacute; ent&atilde;o, fen&oacute;meno que se expressou em termos materiais, sociais e institucionais. Esse primeiro impacto da liberdade, entendida segundo o ide&aacute;rio da Revolu&ccedil;&atilde;o Francesa (1789), esteve presente durante todo o liberalismo.<\/p>\n<p>&Agrave; data do termo do regime mon&aacute;rquico em Portugal, a dimens&atilde;o pol&iacute;tica da liberdade adquiriu um novo perfil, com a complexifica&ccedil;&atilde;o das rela&ccedil;&otilde;es entre a Igreja e o Estado. Foi o tempo do confronto, mas tamb&eacute;m do di&aacute;logo, que, apesar de dif&iacute;cil, era inevit&aacute;vel. <\/p>\n<p>Em 2010 emergem novos contornos, resultantes do contraste entre a dimens&atilde;o exterior da liberdade, que dificilmente admite ser restringida, e o seu lado &iacute;ntimo; &eacute; neste ponto que o cristianismo tem uma palavra a dizer, porque ele articula as apet&ecirc;ncias e sensibilidades individuais com as aspira&ccedil;&otilde;es de todos os que convivem em sociedade.<\/p>\n<p>A convic&ccedil;&atilde;o de que a liberdade s&oacute; &eacute; integralmente vivida se conjugar as tend&ecirc;ncias interiores com op&ccedil;&otilde;es pr&aacute;ticas que privilegiem a comunidade foi igualmente referida por Guilherme d&#39;Oliveira Martins: ao mesmo tempo que deve ser reconhecida pelo Direito, a liberdade tem que ser assumida individualmente a partir do conceito crist&atilde;o de dignidade universal da pessoa humana.<\/p>\n<p>Em rela&ccedil;&atilde;o ao centen&aacute;rio da Implanta&ccedil;&atilde;o da Rep&uacute;blica, o Presidente do Centro Nacional de Cultura considera que a efem&eacute;ride poder&aacute; congregar todos os portugueses, e n&atilde;o apenas uma parte deles. <\/p>\n<p>Por um lado, &eacute; fundamental que a mem&oacute;ria seja preservada e transmitida: &quot;A sociedade que se esquece do seu passado &eacute; uma sociedade que se suicida&quot;, refere. Mas este cuidado com as ra&iacute;zes deve ter presente que as heran&ccedil;as recebidas podem gerar ressentimentos e vingan&ccedil;as que atravessam gera&ccedil;&otilde;es. <\/p>\n<p>&Eacute; necess&aacute;rio trabalhar a mem&oacute;ria para que ela se coloque ao servi&ccedil;o da paz, superando o passado de viol&ecirc;ncia sofrida e cometida. <\/p>\n<p>Liga&ccedil;&otilde;es<br \/>Texto <a href=\"http:\/\/www.portal.ecclesia.pt\/ecclesiaout\/snpcultura\/pcm_1810_1910_2010_desafios_para_uma_pastoral_da_cultura.html\">&laquo;1810-1910-2010&raquo;<\/a>&nbsp;<br \/>Livro <a href=\"http:\/\/www.assirio.com\/livro.php?codigo=150093\">&laquo;1810-1910-2010; Datas e desafios&raquo;<br \/><\/a>Excertos do <a href=\"http:\/\/www.portal.ecclesia.pt\/ecclesiaout\/snpcultura\/id_pre_publicacao_do_novo_livro_de_d_manuel_clemente_1810_1910_2010.html\">livro &laquo;1810-1910-2010; Datas e desafios&raquo;<\/a>&nbsp;<br \/>Livro <a href=\"http:\/\/www.gradiva.pt\/livro.asp?L=3078\">&laquo;Patrim&oacute;nio, Heran&ccedil;a e Mem&oacute;ria &#8211; A cultura como cria&ccedil;&atilde;o&raquo;<\/a>&nbsp;<br \/>Excerto do <a href=\"http:\/\/www.portal.ecclesia.pt\/ecclesiaout\/snpcultura\/vol_patrimonio_heranca_e_memoria.html\">livro &laquo;Patrim&oacute;nio, Heran&ccedil;a e Mem&oacute;ria &#8211; A cultura como cria&ccedil;&atilde;o&raquo;<\/a>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/feiradolivrodoporto.pt\/\">Feira do Livro do Porto<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>D. Manuel Clemente e Guilherme d&#8217;Oliveira Martins debateram a identidade portuguesa<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[187,276],"class_list":["post-39283","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-nacional","tag-diocese-do-porto","tag-pastoral-da-cultura"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/39283","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=39283"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/39283\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=39283"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=39283"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=39283"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}