{"id":39252,"date":"2009-06-02T17:40:15","date_gmt":"2009-06-02T17:40:15","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2009\/06\/02\/celebracao-do-centenario-da-renovacao-dos-marianos\/"},"modified":"2009-06-02T17:40:15","modified_gmt":"2009-06-02T17:40:15","slug":"celebracao-do-centenario-da-renovacao-dos-marianos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/celebracao-do-centenario-da-renovacao-dos-marianos\/","title":{"rendered":"Celebra\u00e7\u00e3o do Centen\u00e1rio da renova\u00e7\u00e3o dos Marianos"},"content":{"rendered":"<p>A Congrega&ccedil;&atilde;o dos Marianos da Imaculada Concei&ccedil;&atilde;o est&aacute; em festa: celebra este ano o Centen&aacute;rio da sua renova&ccedil;&atilde;o. Os Marianos foram fundados pelo Pe Estanislau Papczynski, em 1673, na Pol&oacute;nia. A Congrega&ccedil;&atilde;o desenvolveu-se nos pa&iacute;ses de Leste e em Portugal, onde chegou em 1754. Em 1834, foi expulsa de Portugal, por Ant&oacute;nio Joaquim Aguiar, como aconteceu com todas as congrega&ccedil;&otilde;es religiosas. Os Marianos tinham, na altura, 3 conventos: em Balsam&atilde;o, em Algoso (ambos em Tr&aacute;s-os-Montes) e em Lisboa. <\/p>\n<p>Nos pa&iacute;ses de Leste, em 1864, o Czar Nicolau II, a pretexto de manter a qualidade da vida religiosa, decretou que se encerrassem todos os conventos que n&atilde;o tivessem, pelo menos, 8 membros, obrigando esses membros a ir para conventos maiores. Proibiu, por&eacute;m, que as ordens recebessem novos candidatos. Os Marianos foram ficando, pouco a pouco, reduzidos ao Convento de Mariampole, no Principado da Litu&acirc;nia. Em 1909, restava apenas um membro: o Pe. Vicente Senkus\/Senkowski, Superior Geral.<\/p>\n<p>O Pe. Jorge Matulaitis\/Matulewicz (1871-1927), da diocese de Kielce, na Pol&oacute;nia, sendo natural de Mariampole (a Litu&acirc;nia e a Pol&oacute;nia, na altura, eram uma &uacute;nica na&ccedil;&atilde;o) e tendo sido baptizado pelos Padres Marianos, vendo definhar esta Congrega&ccedil;&atilde;o, decidiu entrar nela e prop&ocirc;r ao Pe. Vicente a sua renova&ccedil;&atilde;o, de modo a adapt&aacute;-la aos novos tempos e poder viver na clandestinidade. O projecto foi aceite. A Santa S&eacute; permitiu que ele fizesse os votos sem ser preciso fazer o noviciado, o que aconteceu no dia 29 de Agosto de 1909, na presen&ccedil;a do Superior Geral, Pe. Vicente Senkus\/Senkowski, em Vars&oacute;via. O Pe. Jorge, respeitando o carisma da funda&ccedil;&atilde;o e a genu&iacute;na tradi&ccedil;&atilde;o do Instituto (a difus&atilde;o do culto ao mist&eacute;rio da Imaculada Concei&ccedil;&atilde;o, o aux&iacute;lio aos fi&eacute;is defuntos e o an&uacute;ncio do Evangelho ao povo simples), imprimiu na Congrega&ccedil;&atilde;o dos Marianos um amor apaixonado por Cristo e pela Igreja, preparando os seus membros para viver em ambiente de persegui&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>A congrega&ccedil;&atilde;o renovada regressou a Portugal em 1954. Os Marianos s&atilde;o cerca de 550 em todo o mundo, espalhados por 18 pa&iacute;ses. Em 2007 realizou-se a beatifica&ccedil;&atilde;o do Fundador. O Renovador, que foi bispo de Vilno, j&aacute; foi beatificado em 1987.<\/p>\n<p>No &acirc;mbito do programa da celebra&ccedil;&atilde;o do centen&aacute;rio da renova&ccedil;&atilde;o, realizou-se, na semana passada, de 25 a 28 de Maio, um Simp&oacute;sio hist&oacute;rico-teol&oacute;gico Internacional, no Santu&aacute;rio dos Marianos, em Lich&eacute;n, Pol&oacute;nia. Falou-se do contexto hist&oacute;rico-religioso em que se deu a renova&ccedil;&atilde;o dos Marianos e da figura apaixonante do Beato Jorge, um homem que quis levar Cristo a todos a todos os &acirc;mbitos sociais. A sua obra foi imensa: Renovou a Congrega&ccedil;&atilde;o dos Marianos, fundou duas Congrega&ccedil;&otilde;es religiosas femininas (Irm&atilde;s Pobres da Imaculada Concei&ccedil;&atilde;o e As Irm&atilde;s Servas da Eucaristia), empenhou-se muito nas quest&otilde;es sociais do seu tempo (os oper&aacute;rios, os estudantes, os pobres) e defendia que os leigos, antecipando-se ao Conc&iacute;lio Vaticano II, deveriam ter um forte empenho na ac&ccedil;&atilde;o evangelizadora. <\/p>\n<p>O assunto da identidade carism&aacute;tica dos Marianos da Imaculada Concei&ccedil;&atilde;o esteve presente. Qual &eacute; o carisma dos Marianos? Quem &eacute; afinal o Beato Jorge para os Marianos? Renovador, refundador? Que contributo carism&aacute;tico deu &agrave; Congrega&ccedil;&atilde;o dos Marianos? Que renova&ccedil;&atilde;o precisam hoje os Marianos? Como &eacute; que os leigos participam na miss&atilde;o carism&aacute;tica da Congrega&ccedil;&atilde;o? Que crit&eacute;rios para a assun&ccedil;&atilde;o de novas obras? Foi a estas perguntas que o simp&oacute;sio procurou responder.<\/p>\n<p>Participaram neste Simp&oacute;sio cerca de 100 Marianos vindo de todo o mundo. A comunidade portuguesa dos Marianos esteve representada pelos Padres Jovanete Paulo Vieira e Basileu dos Anjos Pires. Este &uacute;ltimo fez uma confer&ecirc;ncia subordinada ao tema &quot;Identidade Mariana dos Marianos. O mist&eacute;rio da Imaculada Concei&ccedil;&atilde;o no dinamismo do amor gratuito e salv&iacute;fico de Deus&quot;. Al&eacute;m dos Marianos, participaram tamb&eacute;m 4 irm&atilde;s de cada uma das Congrega&ccedil;&otilde;es fundadas pelo Beato Jorge Matulaitis\/Matulewicz.<\/p>\n<p>O Simp&oacute;sio teve o seu complemento com a Peregrina&ccedil;&atilde;o dos participantes ao T&uacute;mulo do Renovador, em Mariampole, na Litu&acirc;nia, e a Vilno, capital da Litu&acirc;nia, onde foi bispo o beato Jorge Matulaitis, durante um tempo muito atribulado da hist&oacute;ria, entre 1917 e 1922. Vilno, cidade muito bonita, foi a capital cultural da Pol&oacute;nia. Em 1918, a Pol&oacute;nia deu a independ&ecirc;ncia &agrave; Litu&acirc;nia, tendo a mesma Pol&oacute;nia tomado, de novo, Vilno (mantendo a Litu&acirc;nia a sua independ&ecirc;ncia), por esta cidade n&atilde;o querer pertencer &agrave; Litu&acirc;nia, pois os seus habitantes eram 60% polacos. O Beato Jorge, perante esta divis&atilde;o entre polacos e lituanos, a exemplo de S. Paulo, fez-se tudo para todos, afirmando: &quot;O meu partido &eacute; Cristo&quot;. Deu-se completamente a Cristo e &agrave; Igreja, deixando &agrave; comunidade religiosa por ele renovada este moto: &quot;Por Cristo e pela Igreja&quot;.<\/p>\n<p>A celebra&ccedil;&atilde;o do centen&aacute;rio da renova&ccedil;&atilde;o do Marianos, que vai desde o 8 de Dezembro do ano passado at&eacute; ao 8 de Dezembro deste ano, pretende refor&ccedil;ar o dinamismo de renova&ccedil;&atilde;o que a da gra&ccedil;a da beatifica&ccedil;&atilde;o do Fundador imprimiu, aumentando a alegria e o entusiasmo na viv&ecirc;ncia da sua voca&ccedil;&atilde;o, t&atilde;o antiga e sempre nova. <\/p>\n<p><em>Pe. Basileu Pires<\/em> <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Congrega&ccedil;&atilde;o dos Marianos da Imaculada Concei&ccedil;&atilde;o est&aacute; em festa: celebra este ano o Centen&aacute;rio da sua renova&ccedil;&atilde;o. 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