{"id":392515,"date":"2025-09-23T10:12:13","date_gmt":"2025-09-23T09:12:13","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=392515"},"modified":"2025-09-23T10:12:13","modified_gmt":"2025-09-23T09:12:13","slug":"sao-vicente-de-paulo-e-as-criancas-abandonadas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/sao-vicente-de-paulo-e-as-criancas-abandonadas\/","title":{"rendered":"S\u00e3o Vicente de Paulo e as crian\u00e7as abandonadas"},"content":{"rendered":"<p><em>Padre Jos\u00e9 Alves, Congrega\u00e7\u00e3o da Miss\u00e3o<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/12-textura-reduzida.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-392516 size-large\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/12-textura-reduzida-1024x729.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"729\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/12-textura-reduzida-1024x729.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/12-textura-reduzida-393x280.jpg 393w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/12-textura-reduzida-768x547.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/12-textura-reduzida.jpg 1500w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Tornou-se emblem\u00e1tica a imagem de S\u00e3o Vicente de Paulo aconchegando beb\u00e9s ao colo, com a sua capa de agasalho, sugerindo a ideia de o santo a andar pelas ruas a recolher crian\u00e7as abandonadas. N\u00e3o sabemos se alguma vez isso aconteceu. Mas esta imagem quase lend\u00e1ria nasceu de uma dedica\u00e7\u00e3o incondicional \u00e0 causa das crian\u00e7as abandonadas (expostas) nas ruas de Paris, \u00e0 porta das igrejas ou dos conventos. \u201c<em>A hist\u00f3ria desta obra das crian\u00e7as abandonadas \u00e9 um milagre cont\u00ednuo&#8230; O Padre Vicente multiplicava-se em encontrar respostas. Tamb\u00e9m aqui a lenda, interpretando sentimentos reais, teceu iluminuras \u00e0 volta dos seus gestos. Apresenta-o, em noite nevada a recolher, nas ruas, pobres abandonados que envolvia na sua capa e levava ao ref\u00fagio onde as Filhas da Caridade velavam, \u00e0 sua espera. Este quadro tem decerto a exatid\u00e3o de um s\u00edmbolo. Mas \u00e9 um s\u00edmbolo e nada mais!\u201d (1)<\/em><\/p>\n<p>Uma not\u00edcia de 1600 fala em cerca de 400 crian\u00e7as rec\u00e9m-nascidas abandonadas, recolhidas por pessoas caridosas ou pela pol\u00edcia. Em 1630 h\u00e1 not\u00edcia de uma obra chamada \u201cLa Couche\u201d, o Ber\u00e7o, supostamente sob a responsabilidade do Cabido da catedral, mas sem organiza\u00e7\u00e3o e onde faltava tudo. As crian\u00e7as que n\u00e3o morriam eram cedidas a quem as quisesse levar sem cuidar de saber que destino lhes caberia em sorte. Havia casos de mendigos que as compravam para as desfigurar e se servirem delas de modo a despertar a compaix\u00e3o das pessoas na sua atividade de pedintes. (2)<\/p>\n<p>Era preciso p\u00f4r cobro a esta situa\u00e7\u00e3o desumana para a sociedade e chocante para a consci\u00eancia crist\u00e3. Mas eram necess\u00e1rios recursos humanos e econ\u00f3micos incalcul\u00e1veis. O Padre Vicente e Lu\u00edsa de Marillac elaboram um projeto. Por essa altura, em 1640, realiza-se a assembleia geral das Confrarias da Caridade de Paris. O projeto apresentado pelo Padre Vicente \u00e9 aprovado. Parece ser uma obra em grande. As senhoras das Confrarias assumiriam a responsabilidade da administra\u00e7\u00e3o. As Filhas da Caridade, orientadas por Lu\u00edsa, tamb\u00e9m secret\u00e1ria da Assembleia das Confrarias, seriam as executoras desse projeto. E o projeto come\u00e7a a sair do papel e a tomar forma.<\/p>\n<p>Organizam-se centros de acolhimento dessas crian\u00e7as nas par\u00f3quias. Mas onde aparece a maior novidade foi na cria\u00e7\u00e3o de \u201cfam\u00edlias de acolhimento\u201d. A partir das Confrarias da Caridade, existentes nas par\u00f3quias, e dos pr\u00f3prios p\u00e1rocos, organizaram-se listas de fam\u00edlias a quem, em consci\u00eancia, se podiam confiar essas crian\u00e7as. Cada crian\u00e7a era acompanhada por uma ficha em que constava a sua identidade e a sua situa\u00e7\u00e3o sanit\u00e1ria. Ficha essa que deveria ser atualizada pela respetiva fam\u00edlia de acolhimento, sob o olhar atento das senhoras das Confrarias que lhe faziam visitas peri\u00f3dicas e de que constava sempre um relat\u00f3rio. Contrataram-se \u201camas\u201d, \u00e0s quais se pagava uma mensalidade, para os rec\u00e9m-nascidos e para os que n\u00e3o se adaptavam ao biber\u00e3o.<\/p>\n<p>A partir dos cinco anos, as crian\u00e7as aprendiam a ler e a escrever; aos onze, eram transferidas para uma casa onde os rapazes aprendiam um of\u00edcio e as meninas eram iniciadas nos trabalhos dom\u00e9sticos. A obra cresceu muito. As dificuldades econ\u00f3micas tamb\u00e9m, agravadas pela chamada guerra da Fronda, guerra civil, que dividiu fam\u00edlias, arruinou parte da nobreza, a viver na cidade impedida de receber as rendas das suas terras. Inicialmente entusiasmadas com o projeto, as senhoras come\u00e7avam a esquivar-se: deixam de participar nas reuni\u00f5es e de contribuir para o sustento da obra. At\u00e9 j\u00e1 se ouvia dizer que o melhor \u00e9 acabar com a obra! Lu\u00edsa sente-se angustiada porque \u00e9 sobre ela que pesa a responsabilidade da gest\u00e3o e o drama moral do que fazer com aquelas muitas crian\u00e7as e com muitas outras que todos os dias chegavam.<\/p>\n<p>O Padre Vicente, muito ocupado em restabelecer a paz entre os beligerantes e em apoiar as v\u00edtimas da guerra, n\u00e3o esquece a obra que lhe \u00e9 t\u00e3o querida. Logo que chega a Paris, faz o que era seu costume fazer em circunst\u00e2ncias id\u00eanticas: convoca uma assembleia geral de todas Senhoras das Caridades de Paris. As palavras que lhes dirige s\u00e3o de uma eloqu\u00eancia n\u00e3o fundamentada nas t\u00e9cnicas de falar, mas na argumenta\u00e7\u00e3o que s\u00f3 o cora\u00e7\u00e3o sabe tornar eficaz:<\/p>\n<p>\u201c<em>Minhas Senhoras: Por compaix\u00e3o e mais por caridade, adotastes como filhos essas criaturinhas. Fostes suas m\u00e3es segundo a gra\u00e7a, dado que suas m\u00e3es, segundo a natureza, as abandonaram. Ora bem: considerai e vede se tamb\u00e9m v\u00f3s quereis abandon\u00e1-las; se quereis deixar de ser suas m\u00e3es, para serdes, no presente, seus ju\u00edzes! A sua vida e morte est\u00e3o nas vossas m\u00e3os. Vou perguntar-vos a opini\u00e3o. \u00c9 tempo de resolver e de saber se j\u00e1 n\u00e3o quereis usar de miseric\u00f3rdia para com elas. Se continuardes a cuidar delas, caridosamente, viver\u00e3o. Mas, se as abandonardes, perecer\u00e3o totalmente. A experi\u00eancia n\u00e3o deixa d\u00favidas\u201d. (3)<\/em><\/p>\n<p>A palestra resultou. Tornou-se cl\u00e1ssico um quadro em que as senhoras ali mesmo se desfazem das suas joias, incluindo a rainha, para que a obra de assist\u00eancia \u00e0s crian\u00e7as abandonadas pudesse continuar. Com o dinheiro veio um novo entusiasmo.<\/p>\n<p>Por outro lado, era necess\u00e1rio recuperar a dedica\u00e7\u00e3o e o entusiasmo inicial das Filhas da Caridade acossadas por contrariedades de dentro e de fora: de dentro, as exig\u00eancias da obra em si; de fora, a desconfian\u00e7a. Numa longa carta ao Padre Vicente, Lu\u00edsa revela um pouco do muito que lhe ia na alma: <em>\u201cFico muito aborrecida por ter que o incomodar, mas a impossibilidade de continuar a receber as criancinhas confrange-nos. Presentemente temos sete que n\u00e3o querem tomar leite pelo biber\u00e3o, mas n\u00e3o temos nem um \u201cpataco\u201d para as p\u00f4r em amas de leite, nem para comprar panos nem roupas, e tamb\u00e9m n\u00e3o temos esperan\u00e7a de encontrar algu\u00e9m que nos empreste mais dinheiro\u2026 As Senhoras n\u00e3o fazem caso em dar ajuda e at\u00e9 me conven\u00e7o de que elas julgam que n\u00f3s tratamos dos nossos interesses \u00e0 custa delas, o que \u00e9 pura mentira\u2026 N\u00e3o vejo outra solu\u00e7\u00e3o para al\u00edvio de todos os que sofrem nesta obra que \u00e9 n\u00f3s, em nome da nossa Companhia, apresentarmos ao senhor Presidente um requerimento para nos retirar o encargo de receber as crian\u00e7as e encarregue quem lhe aprouver\u201d. (4<\/em>)<\/p>\n<p>A carta continua mencionando crian\u00e7as que acabou de receber no dia anterior. Por ela podemos avaliar o estado de esp\u00edrito em que se encontrava Lu\u00edsa de Marillac e as suas mais diretas colaboradoras, as Filhas da Caridade. Por isso, o Padre Vicente procura acompanh\u00e1-las, como o fez com as Senhoras: \u201c<em>\u00c9 verdade, minhas Irm\u00e3s, \u00e9 verdade que isto custa! Mas onde ser\u00e1 que a vida n\u00e3o custa? Sabei, em lado nenhum! J\u00e1 vos custava quando est\u00e1veis no mundo. Ela sempre custa em qualquer condi\u00e7\u00e3o. Mas na das pessoas que cuidam destes seres, como em toda e qualquer que sirva a caridade, segue-se, \u00e0 fadiga, grande recompensa. Por isso, at\u00e9 a fadiga deve ser amada\u2026<\/em> <em>Minhas Irm\u00e3s, deveis dar muita import\u00e2ncia ao des\u00edgnio de Deus sobre v\u00f3s. Ele vos escolheu; a v\u00f3s que nem pens\u00e1veis certamente em tal. Deixou passar muitos anos, muitas crian\u00e7as morreram. Em vez de se dirigir a tantos outros que a Sua bondade poderia escolher para trabalharem nesta santa obra, esperou que estiv\u00e9sseis preparadas para vos entregardes a ela. Quando vos escolheu, havia no mundo muitas outras pessoas. Mas escolheu-vos a v\u00f3s: a Ana, a Maria, a Margarida e todas as outras\u2026\u201d. (5)<\/em><\/p>\n<p>Com esta linguagem emotiva fazendo apelo ao cora\u00e7\u00e3o, mas sobretudo ao insond\u00e1vel des\u00edgnio de Deus, o Padre Vicente de Paulo conseguiu reerguer o entusiamo abatido e recuperar a alegria daquelas que t\u00e3o generosamente se haviam entregado a uma obra que vai constituir uma das suas marcas identit\u00e1rias: cuidar das crian\u00e7as expostas.<\/p>\n<p>Continua a fazer sentido falar do Padre Vicente como o grande obreiro da recolha das crian\u00e7as abandonadas, mesmo que n\u00e3o tenha andado pelas ruas a recolher e a aconcheg\u00e1-las na sua capa? As lideran\u00e7as n\u00e3o se definem tanto pelo \u201cfazer\u201d, mas pelo \u201cfazer fazer\u201d, pela capacidade de mobiliza\u00e7\u00e3o, pela arte de congregar esfor\u00e7os, de fazer convergir vontades. Ele fez convergir as necessidades sociais, a generosidade dos ricos, a capacidade de doa\u00e7\u00e3o daquelas jovens, animadas pela sua respons\u00e1vel, Lu\u00edsa de Marillac, e as suas Filhas da Caridade.<\/p>\n<p><em>P. Jos\u00e9 Alves, CM<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&#8212;&#8211;<\/p>\n<p>(1) J. Calvet, <em>Cara Caridade: Vicente de Paulo<\/em> (tradu\u00e7\u00e3o de M. Aguiar), p. 142.<\/p>\n<p>(2) Cfr. J. Calvet, <em>Sainte Louise de Marillac, par elle-m\u00eame: Portait<\/em>, p. 128.<\/p>\n<p>(3) <em>Idem<\/em>, p. 141.<\/p>\n<p>(4) <em>Idem<\/em>, p. 149.<\/p>\n<p>(5) J. Calvet, <em>Cara Caridade: Vicente de Paulo<\/em> (tradu\u00e7\u00e3o de M. Aguiar), p. 143.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 10pt;\"><em>(Os artigos de opini\u00e3o publicados na sec\u00e7\u00e3o \u2018Opini\u00e3o\u2019 e \u2018Rubricas\u2019 do portal da Ag\u00eancia Ecclesia s\u00e3o da responsabilidade de quem os assina e vinculam apenas os seus autores.)<\/em><\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Padre Jos\u00e9 Alves, Congrega\u00e7\u00e3o da Miss\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":345947,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"default","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"default","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"set","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[10],"tags":[984],"class_list":["post-392515","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-opiniao","tag-400-anos-vicentinos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/392515","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=392515"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/392515\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/345947"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=392515"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=392515"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=392515"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}