{"id":39246,"date":"2009-06-02T16:47:05","date_gmt":"2009-06-02T16:47:05","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2009\/06\/02\/ajuda-internacional-aos-paises-pobres\/"},"modified":"2009-06-02T16:47:05","modified_gmt":"2009-06-02T16:47:05","slug":"ajuda-internacional-aos-paises-pobres","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/ajuda-internacional-aos-paises-pobres\/","title":{"rendered":"Ajuda internacional aos pa\u00edses Pobres"},"content":{"rendered":"<p>Inten\u00e7\u00e3o Geral do Papa para o m\u00eas de JUNHO  <!--more--> <\/p>\n<p align=\"left\">Que a solicitude internacional para com os pa&iacute;ses mais pobres suscite ajudas concretas, especialmente para os aliviar do peso opressor da d&iacute;vida externa. [Inten&ccedil;&atilde;o Geral do Papa para o m&ecirc;s de JUNHO]<\/p>\n<p><strong>1. Pa&iacute;ses pobres e pa&iacute;ses ricos<\/strong><\/p>\n<p>H&aacute; temas que, de t&atilde;o falados e nunca resolvidos, acabam por cansar. Este parece ser um deles &ndash; quanto mais se fala de &laquo;ajudas ao desenvolvimento&raquo;, mais se fica com a sensa&ccedil;&atilde;o de que certos pa&iacute;ses ou regi&otilde;es do globo ficaram definitivamente para tr&aacute;s. Importa, por isso, lembrar como &eacute; recente esta convic&ccedil;&atilde;o de que os pa&iacute;ses mais ricos e economicamente desenvolvidos devem ajudar os mais pobres: tem, talvez, uns cinquenta anos. Nestas d&eacute;cadas, foi ganhando, lentamente, espa&ccedil;o na opini&atilde;o p&uacute;blica e nas preocupa&ccedil;&otilde;es de pol&iacute;ticos e governantes. Contribuiu para isso a percep&ccedil;&atilde;o cada vez mais clara de que, a prazo, ou as vantagens do desenvolvimento econ&oacute;mico s&atilde;o partilhadas por todos ou a mis&eacute;ria da maior parte acabar&aacute; por arrastar consigo os restantes. Contribuiu tamb&eacute;m a t&atilde;o maltratada globaliza&ccedil;&atilde;o (das comunica&ccedil;&otilde;es e da economia), abrindo fronteiras e tornando cada vez mais intoler&aacute;vel a mis&eacute;ria extrema em que se encontram mergulhadas popula&ccedil;&otilde;es inteiras. E contribu&iacute;ram in&uacute;meras Organiza&ccedil;&otilde;es da sociedade civil feitas porta-vozes do desespero de tantos povos junto dos governantes dos pa&iacute;ses ricos. Hoje, n&atilde;o &eacute; mais poss&iacute;vel ignorar as condi&ccedil;&otilde;es de vida miser&aacute;veis das na&ccedil;&otilde;es mais pobres &ndash; e se esta consci&ecirc;ncia n&atilde;o &eacute; suficiente, &eacute; absolutamente necess&aacute;ria para tornar poss&iacute;vel os passos seguintes: a ajuda concreta, capaz de promover o desenvolvimento sustentado dos pa&iacute;ses em causa.<\/p>\n<p><strong>2. As armadilhas da &laquo;ajuda ao desenvolvimento&raquo;<\/strong><\/p>\n<p>Infelizmente, em n&atilde;o poucos casos, a chamada &laquo;ajuda ao desenvolvimento&raquo; dos pa&iacute;ses pobres tornou-se um instrumento de explora&ccedil;&atilde;o econ&oacute;mica desses pa&iacute;ses e de imposi&ccedil;&atilde;o de modelos culturais e sociais estranhos as tradi&ccedil;&otilde;es dos povos. Infelizmente, tamb&eacute;m, muitas dessas ajudas foram canalizadas atrav&eacute;s de governos ditatoriais e corruptos, que desbarataram a ajuda recebida ou se assenhorearam dela, mantendo os respectivos povos na mis&eacute;ria. Com o tempo, a m&aacute; gest&atilde;o local aliada ao ego&iacute;smo dos &laquo;pa&iacute;ses dadores&raquo; criou situa&ccedil;&otilde;es insuport&aacute;veis, com os pa&iacute;ses pobres paralisados economicamente por d&iacute;vidas imposs&iacute;veis de pagar. Tudo isto tornou evidente que o desenvolvimento dos pa&iacute;ses pobres n&atilde;o passa pela injec&ccedil;&atilde;o de dinheiro nos cofres dos governantes locais. Implica, em primeiro lugar, exigir boa governa&ccedil;&atilde;o, respeito pelas pessoas, abertura de mercados para os produtos dos pa&iacute;ses pobres e investimentos produtivos na economia local. Mais do que impor modelos econ&oacute;micos e culturais, importa promover os modos de vida locais, permitindo &agrave;s pessoas, fam&iacute;lias e comunidades tornarem-se senhoras dos pr&oacute;prios destinos. Neste sentido, &eacute; fundamental a cria&ccedil;&atilde;o de condi&ccedil;&otilde;es para que as popula&ccedil;&otilde;es locais possam produzir os bens necess&aacute;rios a uma exist&ecirc;ncia digna. Sem isso, nunca haver&aacute; desenvolvimento econ&oacute;mico sustent&aacute;vel. Menos dinheiro e mais coopera&ccedil;&atilde;o, menos arrog&acirc;ncia e mais respeito pelas pessoas e culturas &eacute; a chave de uma ajuda eficaz aos pa&iacute;ses mais pobres.&nbsp; <\/p>\n<p><strong>3. Ajudas concretas<\/strong><\/p>\n<p>Num tempo de crise econ&oacute;mica global, torna-se mais dif&iacute;cil conseguir que os governantes dos pa&iacute;ses ricos se disponham a investir grandes somas de dinheiro em iniciativas sem retorno imediato, nem econ&oacute;mico nem eleitoral. Esta crise pode, no entanto, constituir uma oportunidade de sensibilizar as pessoas para a urg&ecirc;ncia em promover formas de ajuda aos pa&iacute;ses pobres com impacto local. Certamente, h&aacute; necessidade de levar os grande credores internacionais a diminu&iacute;rem o peso asfixiante da d&iacute;vida externa sobre a economia dos pa&iacute;ses mais pobres. Isso, por&eacute;m, n&atilde;o se pode fazer sem garantias de boa governa&ccedil;&atilde;o local e transpar&ecirc;ncia na gest&atilde;o dos dinheiros que um perd&atilde;o, mesmo parcial, da d&iacute;vida externa acabaria por gerar nas economias dos pa&iacute;ses devedores &ndash; sobretudo, exigindo e assegurando que tais poupan&ccedil;as e outras ajudas concedidas n&atilde;o sirvam para financiar militarismos descabidos, terrorismos e outras formas de viol&ecirc;ncia, muitas vezes exercidas sobre as popula&ccedil;&otilde;es locais pelos pr&oacute;prios governantes. Os modos concretos como tal se poder&aacute; fazer devem ser deixados aos peritos nestes assuntos. O que n&atilde;o se lhes pode deixar &ndash; nem aos pol&iacute;ticos &ndash; &eacute; a exig&ecirc;ncia p&uacute;blica de procederem de modo a tornar menos penosa a situa&ccedil;&atilde;o das popula&ccedil;&otilde;es dos pa&iacute;ses mais pobres. Ora, para estas popula&ccedil;&otilde;es, ter acesso a um po&ccedil;o de &aacute;gua pot&aacute;vel &eacute; muito mais importante do que ouvir falar de uma linha de cr&eacute;dito para vender produtos que n&atilde;o conseguem produzir.<\/p>\n<p>Elias Couto<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Inten\u00e7\u00e3o Geral do Papa para o m\u00eas de JUNHO<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[191],"class_list":["post-39246","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-vaticano","tag-economia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/39246","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=39246"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/39246\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=39246"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=39246"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=39246"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}