{"id":39227,"date":"2009-06-02T10:50:09","date_gmt":"2009-06-02T10:50:09","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2009\/06\/02\/partes-de-uma-europa-unida\/"},"modified":"2009-06-02T10:50:09","modified_gmt":"2009-06-02T10:50:09","slug":"partes-de-uma-europa-unida","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/partes-de-uma-europa-unida\/","title":{"rendered":"Partes de uma Europa Unida"},"content":{"rendered":"<p>A prop&oacute;sito da Europa &eacute; bom recordar o que agora vai ser votado: a escolha dos deputados do Parlamento Europeu da Uni&atilde;o Europeia (27 pa&iacute;ses). Outra coisa &eacute; a Comiss&atilde;o Europeia e outra ainda o Conselho da Uni&atilde;o Europeia (que n&atilde;o se deve confundir com o Conselho da Europa que re&uacute;ne 47 pa&iacute;ses e tem sede em Estrasburgo). Aquele &eacute; a inst&acirc;ncia operacional das grandes decis&otilde;es pol&iacute;ticas e estrat&eacute;gicas para a EU e re&uacute;ne os 27 chefes de Estado ou de governo dos pa&iacute;ses membros, ou os ministros dos v&aacute;rios pa&iacute;ses segundo o tema em discuss&atilde;o, presidindo a cada reuni&atilde;o o ministro respectivo do pa&iacute;s que det&eacute;m no momento a presid&ecirc;ncia. <\/p>\n<p>&Eacute; um facto que a Uni&atilde;o Europeia pode ser uma coisa muito boa e j&aacute; o tem demonstrado. Basta olhar para o desenvolvimento de Portugal para perceber o que se tem conseguido com o facto de sermos membros da UE. Contudo, atrav&eacute;s de uma s&eacute;rie de manig&acirc;ncias pol&iacute;ticas e de jogos de palavras, t&ecirc;m sa&iacute;do directivas, e outras se anunciam, que ultrapassam o &acirc;mbito das suas compet&ecirc;ncias e que mostram como h&aacute; v&aacute;rios grupos de press&atilde;o que tentam, longe dos cidad&atilde;os, fazer vingar as suas posi&ccedil;&otilde;es. Tem-se visto que, na realidade, quest&otilde;es como o aborto, a fam&iacute;lia e o casamento, a educa&ccedil;&atilde;o, a presen&ccedil;a p&uacute;blica das religi&otilde;es, etc., que deveriam ser da exclusiva compet&ecirc;ncia dos Estados, acabam por ser tratadas pela EU e geralmente para introduzir orienta&ccedil;&otilde;es morais contr&aacute;rias &agrave;s da tradi&ccedil;&atilde;o crist&atilde; europeia. <\/p>\n<p>Vemos atrav&eacute;s de v&aacute;rios sinais que t&ecirc;m sa&iacute;do da &quot;Europa&quot;, o crescimento daquilo a que se chama laicismo, ou seja, de uma corrente de pensamento que pretende fechar tudo o que diz respeito &agrave; religi&atilde;o na vida privada e proibir a express&atilde;o p&uacute;blica da f&eacute;. Este laicismo pretende, ainda, que todos os princ&iacute;pios morais que a Igreja defende, simplesmente por serem defendidos pela Igreja, n&atilde;o podem ser tidos em conta na Europa Laica. Surge com cada vez mais for&ccedil;a a imposi&ccedil;&atilde;o do relativismo moral, que Bento XVI n&atilde;o tem parado de condenar porque destr&oacute;i a possibilidade real de uma constru&ccedil;&atilde;o social justa. <\/p>\n<p>A Igreja n&atilde;o tem estado fora da Europa e n&atilde;o &eacute;, de modo algum contra a Europa, ainda que possa n&atilde;o querer &quot;qualquer Europa&quot;. Para estar dentro das quest&otilde;es, existe uma comiss&atilde;o com um secretariado em Bruxelas para acompanhar o que se vai fazendo na Uni&atilde;o europeia (COMECE). A Santa S&eacute; tem tamb&eacute;m um N&uacute;ncio apost&oacute;lico junto da Uni&atilde;o Europeia, que tal como para os outros Estados, tem a fun&ccedil;&atilde;o de embaixador que est&aacute; atento aos assuntos ali tratados. O Vaticano, porque tamb&eacute;m ele &eacute; um Estado, tem, ainda, o lugar de Observador Permanente no Conselho da Europa. Al&eacute;m disso, h&aacute; v&aacute;rios grupos e &quot;Think tanks&quot; cat&oacute;licos que tentam influenciar as decis&otilde;es tomadas nestas inst&acirc;ncias. A grande diferen&ccedil;a &eacute; que os &quot;outros&quot; t&ecirc;m or&ccedil;amentos elevad&iacute;ssimos e os nossos vivem de pequenos donativos! A outra importante possibilidade de estarmos presentes &eacute; a de, atrav&eacute;s do nosso voto, escolher deputados que nos possam defender. Mais significativo seria que mais cat&oacute;licos se mostrassem dispon&iacute;veis para a vida pol&iacute;tica.<\/p>\n<p>A escolha dos deputados, como tem vindo a ser dito pelos episcopados de toda a Europa, embora n&atilde;o seja capaz de resolver todos os problemas, &eacute; algo que pode ter uma enorme import&acirc;ncia. Escolher quem promova a vida, a fam&iacute;lia, a subsidiariedade e a liberdade de iniciativa, e que defenda a liberdade religiosa, e n&atilde;o votar em quem defende coisas contr&aacute;rias ao bem comum, como o aborto ou a eutan&aacute;sia, est&aacute; ao nosso alcance e &eacute; nossa responsabilidade.<\/p>\n<p>N&atilde;o se espere que defender a Verdade, como fez Jo&atilde;o Baptista, possa ser &quot;agrad&aacute;vel&quot;. Jesus nunca nos prometeu um para&iacute;so na terra, mas sempre nos convidou a segui-Lo pegando na cruz para amarmos os homens e as mulheres como Ele nos amou e, assim, podermos melhorar a vida de quantos nos rodeiam. Fazendo o que podemos &agrave; luz do que a Igreja ensina, d&aacute;-nos uma enorme alegria, pr&oacute;pria de quem recebe de forma consciente, todos os dias, a vida de Jesus.<\/p>\n<p><em>Pe. Duarte da Cunha, <br \/>Secretario Geral do Conselho das Confer&ecirc;ncias Episcopais da Europa<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A prop&oacute;sito da Europa &eacute; bom recordar o que agora vai ser votado: a escolha dos deputados do Parlamento Europeu da Uni&atilde;o Europeia (27 pa&iacute;ses). 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