{"id":39192,"date":"2009-05-30T12:21:55","date_gmt":"2009-05-30T12:21:55","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2009\/05\/30\/nota-do-bispo-de-angra-sobre-a-festa-dos-povos\/"},"modified":"2009-05-30T12:21:55","modified_gmt":"2009-05-30T12:21:55","slug":"nota-do-bispo-de-angra-sobre-a-festa-dos-povos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/nota-do-bispo-de-angra-sobre-a-festa-dos-povos\/","title":{"rendered":"Nota do Bispo de Angra sobre a \u00abFesta dos Povos\u00bb"},"content":{"rendered":"<p>J&aacute; h&aacute; v&aacute;rios anos que celebramos o Pentecostes tamb&eacute;m como a Festa dos Povos, tendo presente os in&uacute;meros trabalhadores estrangeiros, que vivem entre n&oacute;s, contribuindo para o desenvolvimento da nossa terra. &Eacute; que Pentecostes &eacute; o contr&aacute;rio da Torre de Babel. No dia de Pentecostes, &laquo;todos ficaram cheios do Esp&iacute;rito Santo e come&ccedil;aram a falar noutras l&iacute;nguas, conforme o Esp&iacute;rito Santo lhes inspirava. Moravam em Jerusal&eacute;m nessa altura judeus devotos vindos de todas as na&ccedil;&otilde;es do mundo&#8230; Ficaram todos admirados, porque cada um deles os ouvira na l&iacute;ngua do seu pa&iacute;s&raquo; (Act 2, 4-6). <\/p>\n<p>Em Pentecostes, a confus&atilde;o e a dispers&atilde;o de Babel deram lugar &agrave; comum linguagem do amor, que a presen&ccedil;a e ac&ccedil;&atilde;o do Esp&iacute;rito Santo tornam poss&iacute;vel. &laquo;O que se est&aacute; a passar &#8211; explica Pedro &#8211; &eacute; aquilo que est&aacute; escrito no livro do profeta Joel: &quot;Deus diz: Nos &uacute;ltimos dias, espalharei o Meu Esp&iacute;rito sobre toda a humanidade&quot;&#8230;&raquo; (Act 2, 16-17). <\/p>\n<p>E haver&aacute; um s&oacute; rebanho e um s&oacute; pastor, como preconizou Jesus. Ele veio ao mundo, como Bom Pastor, para reunir o que estava disperso. Envia o Seu Esp&iacute;rito, para tornar poss&iacute;vel a verdadeira fraternidade, na justi&ccedil;a e na solidariedade.<\/p>\n<p>&Eacute; a &quot;utopia crist&atilde;&quot; do &quot;Imp&eacute;rio do Esp&iacute;rito Santo&quot;, expressa de forma t&atilde;o sugestiva nas festas populares a&ccedil;orianas em honra do Divino. Na verdade, &eacute; o Esp&iacute;rito Santo que torna poss&iacute;vel a fraternidade universal. N&atilde;o h&aacute; mudan&ccedil;a das estruturas, sem a mudan&ccedil;a das pessoas. O Esp&iacute;rito Santo &eacute; que transforma os nossos cora&ccedil;&otilde;es, para vermos em cada ser humano um irm&atilde;o. <\/p>\n<p>Lembra-te que tamb&eacute;m foste estrangeiro na terra do Egipto: &laquo;Se um estrangeiro vier residir na tua terra, n&atilde;o o oprimir&aacute;s&#8230;&raquo; &#8211; l&ecirc;-se no AT (Lev 19, 34). O mesmo poder&iacute;amos dizer n&oacute;s, evocando a di&aacute;spora migrat&oacute;ria. Efectivamente, por cada imigrante, a residir no Pa&iacute;s, h&aacute; dez portugueses imigrantes, nesse mundo de Deus. Muito mais n&oacute;s a&ccedil;orianos temos de estar preparados e mentalizados a acolher o estrangeiro. <\/p>\n<p>Mas n&atilde;o basta acolher. &Eacute; preciso integrar. Isso depende dos imigrantes, mas tamb&eacute;m de quem os acolhe. Urge cultivar uma mentalidade positiva sobre as imigra&ccedil;&otilde;es. O fen&oacute;meno migrat&oacute;rio sempre fez parte da exist&ecirc;ncia humana. N&atilde;o deve ser visto como amea&ccedil;a, mas como oportunidade de progresso material e de enriquecimento cultural para todas as partes envolvidas. <\/p>\n<p>Evidentemente, a situa&ccedil;&atilde;o actual de crise agrava a problem&aacute;tica das migra&ccedil;&otilde;es e cria novos desafios. O que implica um duro combate ao individualismo e &agrave; atitude do &laquo;salve-se quem puder&raquo;. E exige um ambiente de di&aacute;logo sadio e de leal coopera&ccedil;&atilde;o entre as na&ccedil;&otilde;es de origem e de destino das migra&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p>Estamos no limiar de um novo paradigma de relacionamento e de conviv&ecirc;ncia entre os povos e na&ccedil;&otilde;es. Deixando-nos conduzir pelo Esp&iacute;rito Santo, &eacute; poss&iacute;vel construir a &laquo;civiliza&ccedil;&atilde;o do amor&raquo;, ultrapassando o &laquo;choque de civiliza&ccedil;&otilde;es&raquo;, atrav&eacute;s de um di&aacute;logo aberto e construtivo. Dialogar n&atilde;o significa abdicar da pr&oacute;pria identidade. Implica abrir-se ao outro, acolher o diferente, reconhecer a riqueza da diversidade. &Eacute; isso mesmo o &laquo;Imp&eacute;rio do Esp&iacute;rito Santo&raquo;.<\/p>\n<p><em>+ Ant&oacute;nio, Bispo de Angra<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>J&aacute; h&aacute; v&aacute;rios anos que celebramos o Pentecostes tamb&eacute;m como a Festa dos Povos, tendo presente os in&uacute;meros trabalhadores estrangeiros, que vivem entre n&oacute;s, contribuindo para o desenvolvimento da nossa terra. &Eacute; que Pentecostes &eacute; o contr&aacute;rio da Torre de Babel. 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