{"id":390943,"date":"2025-09-09T11:43:42","date_gmt":"2025-09-09T10:43:42","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=390943"},"modified":"2025-09-09T11:43:42","modified_gmt":"2025-09-09T10:43:42","slug":"pequeno-tesouro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/pequeno-tesouro\/","title":{"rendered":"Pequeno tesouro"},"content":{"rendered":"<p>Vi\u00fava brasileira de 80 anos d\u00e1 saco cheio de moedas para os Crist\u00e3os perseguidos<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<figure id=\"attachment_390944\" aria-describedby=\"caption-attachment-390944\" style=\"width: 1024px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/Aparecida-de-Oliveira-acn.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-390944 size-large\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/Aparecida-de-Oliveira-acn-1024x683.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"683\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/Aparecida-de-Oliveira-acn-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/Aparecida-de-Oliveira-acn-400x267.jpg 400w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/Aparecida-de-Oliveira-acn-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/Aparecida-de-Oliveira-acn-391x260.jpg 391w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/Aparecida-de-Oliveira-acn.jpg 1500w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-390944\" class=\"wp-caption-text\">\u00a0Foto. ACN<\/figcaption><\/figure>\n<p><em>A vi\u00fava pobre que se encontra nas p\u00e1ginas do Evangelho, reapareceu agora no Brasil na figura de uma mulher de 80 anos, a senhora Aparecida de Oliveira, que foi poupando moedas \u00e0 sua magra reforma para aliviar o sofrimento dos Crist\u00e3os perseguidos no mundo. Uma hist\u00f3ria impressionante de amor ao pr\u00f3ximo que \u00e9 tamb\u00e9m uma li\u00e7\u00e3o de vida. A verdadeira fortuna n\u00e3o est\u00e1 na conta banc\u00e1ria, mas sim no tesouro de um cora\u00e7\u00e3o enamorado por Deus\u2026<\/em><\/p>\n<p>Aparecida de Oliveira \u00e9 pobre e vi\u00fava. A magreza da sua pens\u00e3o de reforma leva-a, h\u00e1 anos, a contar todas as moedas para ter pelo menos sopa at\u00e9 ao fim do m\u00eas. Aos 80 anos, esta mulher, cujo nome \u00e9 uma homenagem \u00e0 Padroeira do Brasil \u2013 Nossa Senhora da Aparecida \u2013 j\u00e1 conheceu grandes vicissitudes na vida. Ter perdido o marido \u00e9 uma delas. Perdeu o marido, o companheiro, a pessoa com quem sonhou a fam\u00edlia, com quem planeou tudo, com quem festejou o nascimento de oito filhos, com quem tamb\u00e9m chorou e se inquietou quando um deles, uma menina, nasceu surda e muda. A morte do marido deixou um vazio dif\u00edcil de preencher, mas o cora\u00e7\u00e3o de Aparecida, enamorado por Deus, n\u00e3o a abandonou. Profundamente religiosa, esta mulher h\u00e1 muito que lia a revista \u201cEco do Amor\u201d, a publica\u00e7\u00e3o mensal do secretariado brasileiro da Funda\u00e7\u00e3o AIS. Todos os meses, sempre que folheava a revista, ela inquietava-se com as hist\u00f3rias tr\u00e1gicas de viol\u00eancia contra os Crist\u00e3os, com as not\u00edcias de persegui\u00e7\u00e3o, as barbaridades que v\u00e3o sendo cometidas um pouco por todo o mundo contra esta comunidade religiosa. Aparecida inquietava-se e rezava por eles. Mas sentia que tinha de fazer mais alguma coisa. Que tinha de ajudar.<\/p>\n<p>A pobre ren\u00fancia di\u00e1ria de uma pobre vi\u00fava<\/p>\n<p>Todos os meses, Aparecida de Oliveira j\u00e1 ajudava a Funda\u00e7\u00e3o AIS. Era benfeitora. Mas isso parecia-lhe pouco face ao muito que os Crist\u00e3os sofrem no mundo. O seu cora\u00e7\u00e3o pedia-lhe mais ousadia, pedia-lhe mais generosidade, e foi assim que ela passou a p\u00f4r de lado algumas moedas da magra reforma que recebe todos os meses. Eram s\u00f3 umas moedas que ia guardando silenciosamente num saco de pl\u00e1stico. Um simples saco de pl\u00e1stico que ela via, no entanto, como um cofre, um cofre sagrado. \u201cAquelas moedas eram sagradas para mim. N\u00e3o lhes mexia de jeito nenhum. Elas estavam comigo, mas eram j\u00e1 da Funda\u00e7\u00e3o AIS.\u201d Em Novembro do ano passado, o secretariado brasileiro da AIS organizou, como de costume, uma Missa para os Benfeitores, e que foi celebrada desta vez no Mosteiro de S\u00e3o Bento, em S\u00e3o Paulo. Era perto de casa. E Aparecida apareceu, levando consigo o seu saco cheio de moedas. Era pesado, mas ela decidiu n\u00e3o contar quanto valia. Era dado do cora\u00e7\u00e3o e Deus, certamente, sabia isso. O resto, o valor em si, era o menos importante. E, na primeira oportunidade, entregou o saco, o seu pequeno grande tesouro, a Frei Rog\u00e9rio Lima, que \u00e9 o assistente espiritual da Funda\u00e7\u00e3o AIS no Brasil. Ele deve ter olhado de tal modo para o saco, com curiosidade, que Aparecida lhe confidenciou ao ouvido o que era, o que representavam aquelas moedas, que eram no fundo a pobre ren\u00fancia di\u00e1ria de uma pobre vi\u00fava. A hist\u00f3ria comoveu o frade e ele, na homilia, contou-a em tra\u00e7os largos para explicar que todos n\u00f3s, tal como Aparecida de Oliveira, temos, mesmo na mais profunda pobreza, a possibilidade de nos doarmos aos outros.<\/p>\n<p>Duas vi\u00favas com o cora\u00e7\u00e3o cheio de Amor<\/p>\n<p>\u00c9 imposs\u00edvel n\u00e3o reparar na similitude entre a hist\u00f3ria desta mulher vi\u00fava e a da vi\u00fava pobre dos Evangelhos que depositou no cofre do templo apenas duas moedas. Duas moedas que, disse-o Jesus, valiam mais do que todas as fortunas que pudessem ser oferecidas por quem tinha muito, pois ela, a vi\u00fava, dava n\u00e3o do que lhe sobrava, mas tudo o que possu\u00eda. Duas vi\u00favas, a do Evangelho e a do Brasil, ambas pobres, ambas praticamente sozinhas, mas ambas enamoradas de Deus e com um cora\u00e7\u00e3o cheio de Amor. A Funda\u00e7\u00e3o AIS vive exclusivamente dos donativos dos seus benfeitores e amigos. De pessoas como a senhora Aparecida de Oliveira, que consegue sempre juntar nem que seja apenas uma pequena moedinha e que o faz por amor aos Crist\u00e3os que s\u00e3o perseguidos, que s\u00e3o violentados, que sofrem no mundo. \u00a0A hist\u00f3ria da senhora Aparecida \u00e9 uma hist\u00f3ria impressionante de amor ao pr\u00f3ximo e \u00e9 tamb\u00e9m uma li\u00e7\u00e3o de vida. De facto, a verdadeira fortuna n\u00e3o est\u00e1 na nossa conta banc\u00e1ria, mas sim no tesouro dos cora\u00e7\u00f5es enamorados por Deus\u2026<\/p>\n<p>Paulo Aido | www.fundacao-ais.pt<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 10pt;\"><em>(Os artigos de opini\u00e3o publicados na sec\u00e7\u00e3o \u2018Opini\u00e3o\u2019 e \u2018Rubricas\u2019 do portal da Ag\u00eancia Ecclesia s\u00e3o da responsabilidade de quem os assina e vinculam apenas os seus autores.)<\/em><\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Vi\u00fava brasileira de 80 anos d\u00e1 saco cheio de moedas para os Crist\u00e3os perseguidos<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":187728,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"default","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"default","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"set","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[75],"tags":[],"class_list":["post-390943","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-opiniao-rubricas"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/390943","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=390943"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/390943\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/187728"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=390943"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=390943"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=390943"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}