{"id":39063,"date":"2009-05-25T14:50:54","date_gmt":"2009-05-25T14:50:54","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2009\/05\/25\/um-ramo-de-amendoeira-2\/"},"modified":"2009-05-25T14:50:54","modified_gmt":"2009-05-25T14:50:54","slug":"um-ramo-de-amendoeira-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/um-ramo-de-amendoeira-2\/","title":{"rendered":"Um Ramo de Amendoeira"},"content":{"rendered":"<p>Apresenta\u00e7\u00e3o do livro de Ant\u00f3nio Rego por D. Manuel Clemente <!--more--> <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><a href=\"http:\/\/www.paulinas.pt\/livro_detail.asp?idlvr=930\">Um Ramo de Amendoeira<\/a><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">&Eacute; aparentemente f&aacute;cil e certamente gostoso apresentar este livro do nosso muito estimado C&oacute;nego Ant&oacute;nio Rego, querido amigo.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">Digo aparentemente f&aacute;cil, por ser evidente a qualidade, constante a actualidade e agradabil&iacute;ssima de seguir a escrita do Autor. Mas s&oacute; aparentemente &eacute; assim&hellip;<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">Na verdade, a escrita de Ant&oacute;nio Rego s&oacute; parece &ldquo;f&aacute;cil&rdquo; por j&aacute; ter atingido h&aacute; anos aquela simplicidade e clareza que apenas alcan&ccedil;am a intelig&ecirc;ncia e a sensibilidade quando se conjugam em alto grau.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">E esta n&atilde;o &eacute; uma classifica&ccedil;&atilde;o meramente amig&aacute;vel: &eacute; a constata&ccedil;&atilde;o &oacute;bvia de qualquer leitor atento.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">Ant&oacute;nio Rego revela na sua escrita o que &eacute; na vida, com uma personalidade muito bem composta de esp&iacute;rito, cora&ccedil;&atilde;o e engenho.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">Quanto ao esp&iacute;rito, &eacute; essencialmente crist&atilde;o e especificamente sacerdotal. Est&aacute; no mundo, olha o mundo, descreve o mundo, como quem nele se insere comprometidamente, sentindo-o seu e servindo-o por inteiro. Ant&oacute;nio Rego n&atilde;o &eacute; mais um espectador do que aconte&ccedil;a, nem um diletante de curiosidades passageiras. A sua voca&ccedil;&atilde;o crist&atilde; e sacerdotal confirmou-se nos tempos da Ac&ccedil;&atilde;o Cat&oacute;lica e do Conc&iacute;lio Vaticano II e por isso est&aacute; no mundo em termos de &ldquo;ver, julgar e agir&rdquo;. &Eacute; este o seu esp&iacute;rito: presente, atento e positivamente comprometido.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">Tamb&eacute;m como cora&ccedil;&atilde;o. Cora&ccedil;&atilde;o que n&atilde;o vem depois, vem antes e alimenta tudo. A escrita de Ant&oacute;nio Rego est&aacute; impregnada de &ldquo;simpatia&rdquo;, tanto como a sua presen&ccedil;a televisiva. Mesmo quando denuncia, &eacute; de amizade que se trata. Da verdadeira, que esclarece e corrige, porque o amor nunca se alheia nem desinteressa, antes incomoda e se incomoda e s&oacute; cura quando arde. <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">Mas o cora&ccedil;&atilde;o que Ant&oacute;nio Rego revela tem outros brilhos. Est&aacute; o primeiro no tom caloroso da sua escrita. N&atilde;o precisamos de esperar dois par&aacute;grafos para, mais do que estarmos a l&ecirc;-lo, estarmos a ler com ele, tanto nos sabe envolver tamb&eacute;m. Quando chegamos ao fim do texto, n&atilde;o se tratou de leitura, tratou-se de conviv&ecirc;ncia com o Autor. <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">Falei de brilhos. Escolhi a palavra porque &eacute; a beleza que refiro. Ant&oacute;nio Rego escreve bonito, como diz bonito. O que n&atilde;o diminui a verdade da escrita, antes a acentua, por ser a beleza o esplendor da verdade, como diziam os antigos e sabemos os modernos. <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">Mas a verdade &eacute; a adequa&ccedil;&atilde;o &agrave; realidade e a realidade humana s&oacute; se abarca com intelig&ecirc;ncia afectiva, amando o que se apreende. &Eacute; por isso que ler Ant&oacute;nio Rego &eacute; um exerc&iacute;cio humanista, tanto pelo tema como pelo seu tratamento. Trata de gente concreta na cidade de todos, para que sejamos melhor gente e mais concidad&atilde;os tamb&eacute;m, da aldeia ao mundo, aldeia global agora.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">O brilho de Ant&oacute;nio Rego traz-nos ainda da sua ilha natal a cintila&ccedil;&atilde;o do sol na &aacute;gua do mar e na verdura da terra. Mas isto s&oacute; consegue quem tem cora&ccedil;&atilde;o para absorver e oferecer: lembro, bem a prop&oacute;sito, o seu conterr&acirc;neo Padre Sena Freitas, que entre os s&eacute;culos XIX e XX nos deixou textos de interven&ccedil;&atilde;o cat&oacute;lica e relatos de viagem onde n&atilde;o faltam semelhantes esp&iacute;rito e cora&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">Esp&iacute;rito, cora&ccedil;&atilde;o e engenho, dizia eu da escrita de Ant&oacute;nio Rego, de novo evidenciada nesta excelente colect&acirc;nea. O Autor est&aacute; perfeitamente &agrave; vontade na actual faina dos media, como ambiente e capacita&ccedil;&atilde;o t&eacute;cnica. Tem desenvolvido em Portugal e na Igreja uma actividade &iacute;mpar que o constituiu aut&ecirc;ntico precursor e mestre. Mas em tudo isso revela a destreza rara de universalizar o mais particular dos casos ou epis&oacute;dios, dos grupos ou dos rostos, num zoom cinematogr&aacute;fico que tamb&eacute;m lhe perpassa a escrita. Ou contrastando claros e escuros, em trechos comprometidos que sempre nos relan&ccedil;am. Ou conjugando o pessoal e o contexto, em dramatiza&ccedil;&otilde;es originais e muito bem conseguidas. Tudo lhe resulta fluente, certeiro e sugestivo. <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">Engenhoso, portanto, mas j&aacute; maduro, conseguido e f&eacute;rtil.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">&#8211; Parab&eacute;ns ao Autor e &agrave; Editora. Boa leitura a todos!<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">&nbsp;<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">Lisboa, 21 de Maio de 2009<\/p>\n<p>Manuel Clemente &nbsp;&nbsp;<font face=\"Times New Roman\">&nbsp;<\/font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Apresenta\u00e7\u00e3o do livro de Ant\u00f3nio Rego por D. 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