{"id":39037,"date":"2009-05-28T10:46:32","date_gmt":"2009-05-28T10:46:32","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2009\/05\/28\/testamento-vital-d-manuel-clemente-teme-limitacao-na-defesa-da-vida-humana\/"},"modified":"2009-05-28T10:46:32","modified_gmt":"2009-05-28T10:46:32","slug":"testamento-vital-d-manuel-clemente-teme-limitacao-na-defesa-da-vida-humana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/testamento-vital-d-manuel-clemente-teme-limitacao-na-defesa-da-vida-humana\/","title":{"rendered":"Testamento vital: D. Manuel Clemente teme \u00ablimita\u00e7\u00e3o na defesa da vida humana\u00bb"},"content":{"rendered":"<p>Projecto lei \u00e9 esta Quinta-feira discutido na Assembleia da Rep\u00fablica <!--more--> <\/p>\n<p>A Assembleia da Rep&uacute;blica discute esta Quinta-feira, o projecto de lei sobre o &laquo;testamento vital&raquo;, um projecto apresentado pelo Partido Socialista. <\/p>\n<p>Esta medida permite que qualquer pessoa deixe por escrito que tratamentos m&eacute;dicos quer ou n&atilde;o receber, se no futuro se vir incapacitada para o fazer. <\/p>\n<p>Uma medida que &quot;pode indiciar o respeito pela pessoa humana&quot;, mas que &quot;deixa a pessoa e a equipa m&eacute;dica acorrentada a um momento&quot;, alerta D. Manuel Clemente. <\/p>\n<p>&quot;Em princ&iacute;pio, pode parecer de respeito pela decis&atilde;o da pessoa. Mas um testamento &eacute; algo que fica escrito, no momento e corresponde a uma circunst&acirc;ncia precisa&quot;, aponta o bispo do Porto. &quot;Ficar acorrentado, a pessoa ou a equipa de m&eacute;dicos, a uma coisa que se escreveu em circunst&acirc;ncias de vida, que podem corresponder a momentos de angustia ou desespero, &eacute; n&atilde;o respeitar a pessoa, mesmo que pare&ccedil;a um respeito ao que ela deixou escrito&quot;.<\/p>\n<p>&quot;A pessoa &eacute; mais do que aquilo que escreveu&quot;, sublinha &agrave; Ag&ecirc;ncia ECCLESIA, indicando o dever de &quot;atender ao bem maior da pessoa, onde h&aacute; valores a defender e a promover&quot;. <\/p>\n<p>D. Manuel Clemente reconhece que esta projecto &quot;pode abrir a porta ao debate sobre a eutan&aacute;sia&quot;. A Confer&ecirc;ncia Episcopal Portuguesa, na &uacute;ltima reuni&atilde;o plen&aacute;ria em Abril, reflectiu sobre esta quest&atilde;o. Estava prevista a publica&ccedil;&atilde;o de uma nota pastoral sobre a eutan&aacute;sia que n&atilde;o se concretizou. Os bispos consideram o texto &quot;uma boa base para um estudo aprofundado&quot;, que a CEP tornar&aacute; p&uacute;blico oportunamente.<\/p>\n<p>Segundo D. Manuel Clemente as pessoas &quot;passam por momentos de grande angustia, por momentos de &laquo;tudo ou nada&raquo;. Tomar isso como absoluto, pode conduzir a um desinteresse no acompanhamento da pessoa, e isso perigoso&quot;.<\/p>\n<p>A posi&ccedil;&atilde;o da CEP na defesa da vida &eacute; conhecida. &quot;J&aacute; nos pronunci&aacute;mos diversas vezes sobre a defesa da vida e a sua fase final&quot;. D. Manuel Clemente prefere aguardar para &quot;perceber como esta quest&atilde;o &eacute; apresentada nos programas partid&aacute;rios&quot;.<\/p>\n<p>Intitulado &laquo;Direitos dos doentes &agrave; informa&ccedil;&atilde;o e ao consentimento informado&raquo;, o documento permite que, por exemplo em caso de doen&ccedil;a terminal, a pessoa possa recusar a priori interven&ccedil;&otilde;es ou tratamentos. &quot;Atrav&eacute;s da declara&ccedil;&atilde;o antecipada de vontade, o declarante adulto e capaz, que se encontre em condi&ccedil;&otilde;es de plena informa&ccedil;&atilde;o e liberdade, pode determinar quais os cuidados de sa&uacute;de que deseja ou n&atilde;o receber no futuro, no caso de, por qualquer causa, se encontrar incapaz de prestar o consentimento informado de forma aut&oacute;noma&quot;, refere o diploma. <\/p>\n<p>A declara&ccedil;&atilde;o, obrigatoriamente feita por escrito, passa a ser um &quot;elemento fundamental para apurar a vontade do doente&quot;, em situa&ccedil;&atilde;o de incapacidade de decis&atilde;o aut&oacute;noma. No entanto, esta situa&ccedil;&atilde;o encontra limites no grau de conhecimento que o &quot;outorgante tinha do seu estado de sa&uacute;de, da natureza da sua doen&ccedil;a e da sua evolu&ccedil;&atilde;o&quot; ou ainda do &quot;rigor com que s&atilde;o descritos os m&eacute;todos terap&ecirc;uticos que se pretendem recusar ou aceitar&quot;. <\/p>\n<p>O projecto define ainda os termos em que a declara&ccedil;&atilde;o do doente n&atilde;o ter&aacute; efeitos pr&aacute;ticos. &quot;O m&eacute;dico nunca respeita a declara&ccedil;&atilde;o antecipada quando esta seja contr&aacute;ria &agrave; lei ou &agrave; ordem p&uacute;blica, quando determine uma interven&ccedil;&atilde;o contr&aacute;ria &agrave;s normas t&eacute;cnicas da profiss&atilde;o, ou quando, devido &agrave; sua evidente desactualiza&ccedil;&atilde;o em face do progresso dos meios terap&ecirc;uticos, seja manifestamente presum&iacute;vel que o doente n&atilde;o desejaria manter a declara&ccedil;&atilde;o&quot;. <\/p>\n<p>Nos casos em que um m&eacute;dico n&atilde;o respeite a vontade expressa do doente, ter&aacute; de fundamentar a decis&atilde;o, registando-a no processo cl&iacute;nico. Os profissionais de sa&uacute;de ter&atilde;o tamb&eacute;m &quot;direito &agrave; objec&ccedil;&atilde;o de consci&ecirc;ncia&quot;, caso em que os estabelecimentos de sa&uacute;de devem &quot;adoptar formas adequadas de coopera&ccedil;&atilde;o com outros estabelecimentos&quot;, no sentido de garantir que a vontade do doente &eacute; respeitada.<\/p>\n<p><em>Com Di&aacute;rio de Not&iacute;cias<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Projecto lei \u00e9 esta Quinta-feira discutido na Assembleia da Rep\u00fablica<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[168,187],"class_list":["post-39037","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-nacional","tag-diocese-da-guarda","tag-diocese-do-porto"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/39037","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=39037"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/39037\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=39037"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=39037"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=39037"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}