{"id":39012,"date":"2009-05-20T17:06:16","date_gmt":"2009-05-20T17:06:16","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2009\/05\/20\/padretojo-net\/"},"modified":"2009-05-20T17:06:16","modified_gmt":"2009-05-20T17:06:16","slug":"padretojo-net","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/padretojo-net\/","title":{"rendered":"Padretojo.net"},"content":{"rendered":"<p>\u00abUm p\u00falpito para escutar\u00bb <!--more--> Tradicionalmente, o p\u00falpito serviu para o sacerdote transmitir o seu serm\u00e3o aos fi\u00e9is. Actualmente, \u00e9 o amb\u00e3o o lugar de que ele se serve para fazer a sua homilia. Na Liturgia da Igreja, celebramos a f\u00e9 atrav\u00e9s de palavras e gestos organizados em favor de uma comunidade que se re\u00fane. A Liturgia \u00e9, sobretudo, de e para a comunidade, onde cada crente se integra. <\/p>\n<p>Desde o in\u00edcio da minha experi\u00eancia pela Internet ressoou a pergunta: &#8211; Onde \u00e9 que est\u00e1 o &#8220;p\u00falpito&#8221; para dar voz aos fi\u00e9is, uma voz que n\u00e3o seja generalizadora, mas que seja a voz real de quem se dirige a Deus desde o seu profundo, muitas vezes sintomatizada em dramas que nem sempre encontram eco incisivo na &#8220;voz lit\u00fargica&#8221;?<\/p>\n<p>Esta cis\u00e3o n\u00e3o \u00e9 um problema da Liturgia! Talvez seja um dos efeitos da rara disponibilidade que hoje os ministros de Deus t\u00eam para escutar os indiv\u00edduos. &#8220;Muitas vozes, poucos ouvidos&#8221; poder\u00e1 ser a caracteriza\u00e7\u00e3o pl\u00e1stica de novos &#8220;mutantes&#8221; em que se poder\u00e3o estar a transformar os homens na sociedade em que vivemos.<\/p>\n<p>\u00c9 aqui que me parece que as novas tecnologias da informa\u00e7\u00e3o e comunica\u00e7\u00e3o nos v\u00eam dar um aux\u00edlio precioso no servi\u00e7o de acompanhamento humano, preenchendo uma lacuna existente entre a rela\u00e7\u00e3o entre pastores e fi\u00e9is. Hoje, para sublinhar o encontro humano de qualidade n\u00e3o frequente entre os padres e as multid\u00f5es de fi\u00e9is, incluindo as multid\u00f5es de n\u00e3o crentes, defende-se que n\u00e3o h\u00e1 nada que substitua o encontro pessoal. E nesta verdade se descansa, mesmo se n\u00e3o se d\u00e1 muito tempo para acolher pessoalmente, t\u00e3o atarefados que estamos, os presb\u00edteros, com actividades e estruturas. <\/p>\n<p>E, aqui mesmo, paro para perguntar: &#8211; O que \u00e9 mesmo o &#8220;encontro humano&#8221;? Quais s\u00e3o as suas caracter\u00edsticas principais? Ser\u00e1 s\u00f3 o encontro &#8220;em carne e osso&#8221;? E como definir a voz do &#8220;eu&#8221; profundo, capaz de verbalizar o que presencialmente \u00e9 sempre dif\u00edcil, a n\u00e3o ser pela amb\u00edgua apar\u00eancia dos gestos e disposi\u00e7\u00f5es f\u00edsicas? Esta defesa do encontro humano tamb\u00e9m costuma protelar o real encontro cara-a-cara que as pessoas tanto esperam.<\/p>\n<p>Este encontro \u00e9 mesmo muito importante, seja na forma presencial, porventura a mais marcante, seja noutras formas hoje possibilitadas atrav\u00e9s das novas tecnologias de informa\u00e7\u00e3o e comunica\u00e7\u00e3o. Partilho a minha experi\u00eancia:<\/p>\n<p>Em <a href=\"http:\/\/padretojo.net\/\">http:\/\/padretojo.net\/<\/a> , para al\u00e9m da partilha de subs\u00eddios, apontadores \u00fateis e conte\u00fado tem\u00e1tico, encontra-se \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o um &#8220;p\u00falpito para escutar&#8221;. A ideia de desenvolver este discreto &#8220;p\u00falpito&#8221; aconteceu quando, nas estat\u00edsticas experi\u00eancia inicial daquele s\u00edtio, observei que as pessoas que me escreviam (mais de 50 %!) procuravam a palavra &#8220;padre&#8221; atrav\u00e9s do Google. Eram, na maioria, pessoas desconhecidas que procuravam um representante de Deus para desabafar os seus dramas mais profundos, sem crivos de preconceito. <\/p>\n<p>Desde ent\u00e3o, leio as quest\u00f5es que me apresentam. Tento responder com a poss\u00edvel rapidez e brevidade. Se \u00e9 necess\u00e1ria uma resposta mais qualificada, anuncio a mesma atrav\u00e9s de um &#8220;ol\u00e1&#8221; simples que promete uma resposta mais qualificada. <\/p>\n<p>Depois de alguns anos, esta experi\u00eancia &#8220;amarra-me&#8221; ao computador. Compaginando esta aventura da rela\u00e7\u00e3o humana com muitas outras responsabilidades, acolho pessoas quer em encontros presenciais, quer atrav\u00e9s da Internet, umas vezes em tempo real (Instant Messenger, Skype&#8230;), outras, a maioria, atrav\u00e9s do &#8220;p\u00falpito&#8221;, via e-mail. Este \u00e9 o meio mais frequente para quem tem tido necessidade de p\u00f4r quest\u00f5es dram\u00e1ticas, muitas vezes dif\u00edceis de apresentar em tempo real. <\/p>\n<p>Devo dizer tamb\u00e9m que este meio \u00e9 o mais profundo, porque a pessoa \u00e9 capaz de p\u00f4r as quest\u00f5es de forma mais descritiva, que muitas vezes n\u00e3o se tem em directo. Podemos dizer que a verbaliza\u00e7\u00e3o como ponto de partida psicol\u00f3gico para a resolu\u00e7\u00e3o de problemas est\u00e1 hoje tamb\u00e9m na ponta dos nossos dedos. <\/p>\n<p>A possibilidade que estes novos meios oferecem de comunicar sem ser em tempo real possibilita-nos n\u00e3o estar sempre diante do computador, de forma a poder integrar este meio e a comunica\u00e7\u00e3o que com ele se desenvolve com a vida quotidiana, procurando e oferecendo em profundidade. Assim o centro da comunica\u00e7\u00e3o n\u00e3o ser\u00e1 tanto o computador e a Internet, mas a pessoa e as suas circunst\u00e2ncias.<\/p>\n<p>Enfim, estou certo de que estas novas formas de rela\u00e7\u00e3o proporcionadas pelos novos meios de comunica\u00e7\u00e3o s\u00e3o um &#8220;lugar proped\u00eautico&#8221; do encontro humano e sacramental que n\u00e3o se deve pastoralmente desaproveitar.<\/p>\n<p align=\"right\"><i>Pe. Ant\u00f3nio Jorge, padretojo.net<\/i><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00abUm p\u00falpito para escutar\u00bb<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[8],"tags":[246],"class_list":["post-39012","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-dossier","tag-liturgia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/39012","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=39012"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/39012\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=39012"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=39012"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=39012"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}