{"id":38959,"date":"2009-05-18T15:14:38","date_gmt":"2009-05-18T15:14:38","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2009\/05\/18\/mensagem-do-arcebispo-de-braga-para-a-jornada-da-familia\/"},"modified":"2009-05-18T15:14:38","modified_gmt":"2009-05-18T15:14:38","slug":"mensagem-do-arcebispo-de-braga-para-a-jornada-da-familia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/mensagem-do-arcebispo-de-braga-para-a-jornada-da-familia\/","title":{"rendered":"Mensagem do Arcebispo de Braga para a Jornada da Fam\u00edlia"},"content":{"rendered":"<p>Nestas Jornadas da Fam\u00edlia, pedindo desculpa por n\u00e3o estar presente e assegurando a minha efectiva comunh\u00e3o convosco, quero sublinhar algumas ideias que pronunciei no Discurso de Abertura da Assembleia Plen\u00e1ria da Confer\u00eancia Episcopal Portuguesa, no passado dia 20 de Abril, em F\u00e1tima. Sem a pretens\u00e3o de protagonismo, aconselho-vos a leitura daquele texto. Pode ser ajuda para uma Pastoral Familiar mais incisiva e directa. <br \/>Em primeiro lugar, urge deixar-se possuir e orientar por uma convic\u00e7\u00e3o. \u201cO futuro da humanidade passa pela fam\u00edlia\u201d (Jo\u00e3o Paulo II). Nesta convic\u00e7\u00e3o, saberemos dar-lhe no momento presente, o que ela merece para ser certeza dum futuro alicer\u00e7ado no seu valor. Sem fam\u00edlia, no seu significado genu\u00edno e verdadeiro, a sociedade n\u00e3o ter\u00e1 amanh\u00e3. <br \/>Sabemos que ela est\u00e1 sujeita a m\u00faltiplos e diversificados ataques. N\u00e3o s\u00e3o ocasionais nem espor\u00e1dicos. Existe uma estrat\u00e9gia que a torna alvo a obter com iniciativas delineadas dum modo permanente. Reconhecendo a centralidade e a relev\u00e2ncia particular, teremos de, como Igreja, percorrer um caminho doutrinal que nem todos aceitam. Poder\u00e1 parecer que bradamos no desejo. As grandes causas vencem-se com persist\u00eancia e fidelidade, ainda que pare\u00e7a que somos poucos. A hist\u00f3ria manifesta que muitas vezes, a vitoria acontece atrav\u00e9s de minorias. <br \/>Nesta fidelidade \u00e0 doutrina, n\u00e3o podemos ignorar a compreens\u00e3o pela fragilidade humana, como referi na Conferencia Episcopal. A\u00ed dizia que \u201ccompreender nunca pode ser sin\u00f3nimo de trair\u201d. <br \/>Saberemos, por isso, estar do lado de quem se debate com dramas existenciais. A todos e cada um saberemos dar uma nova resposta de esperan\u00e7a e proporcionar alento para que recomecem nunca se prendendo \u00e0s debilidades que aconteceram. <br \/>Trata-se dum agir eclesial caracterizado pelo acompanhamento e solicitude. Nem sempre somos capazes de \u201cVer\u201d as reais situa\u00e7\u00f5es e ajudar a sair do emaranhado de complica\u00e7\u00f5es. Se n\u00e3o podemos ceder a compromissos na doutrina, teremos de ser capazes de acreditar na aud\u00e1cia do amor aut\u00eantico que \u00e9 capaz de irradiar coragem para a convers\u00e3o ou mudan\u00e7a de mentalidades e costumes. N\u00e3o temos o direito de condenar seja quem for; temos o dever de amar, de \u201cinquietar\u201d com um amor muito concreto e comprometido com as reais situa\u00e7\u00f5es que afligem muitos lares. <br \/>Gostaria que a Pastoral Arquidiocesana da Fam\u00edlia n\u00e3o se alheasse do cen\u00e1rio de crise econ\u00f3mica a que assistimos e que manifesta sintomas de agravamento. A situa\u00e7\u00e3o pode n\u00e3o ser conjuntural mas estrutural, no sentido de se prolongar por mais tempo do que as previs\u00f5es manifestam. <br \/>Toca-nos, como Igreja, individualizar os dramas e discernir uma solidariedade de interven\u00e7\u00e3o, particularmente nos casos onde a vergonha encobre l\u00e1grimas e desconforto social. Muitos podem apostar nos discursos. Os crist\u00e3os, esperando pol\u00edticas que apoiam efectivamente as fam\u00edlias, n\u00e3o ficam \u00e0 espera que algo aconte\u00e7a. S\u00e3o solid\u00e1rios. Espero, por isso, que a Pastoral familiar aposte num testemunho de solidariedade para que com todos experimente a realidade \u201cdum s\u00f3 cora\u00e7\u00e3o e duma s\u00f3 alma\u201d, como acontecia na Igreja Primitiva. <br \/>Conscientes desta crise, reconhe\u00e7o, com o Papa Bento XVI, que ela n\u00e3o era simplesmente econ\u00f3mica ou financeira. \u00c9 o modelo de sociedade que se esqueceu dos valores e acredita na felicidade do f\u00e1cil e do consumo, s\u00f3 procura o prazer e o ter que oferecer felicidade imediata. \u00c9 este modelo que est\u00e1 a ruir. Os crist\u00e3os devem, por isso, apostar na originalidade duma vida verdadeiramente evang\u00e9lica, que \u00e9 diferente do comum mas garante o que muitos procuram e n\u00e3o encontram. <br \/>Com esta considera\u00e7\u00e3o quero sublinhar a import\u00e2ncia do nosso Plano Pastoral. Teremos de colocar a Palavra de Deus no centro das fam\u00edlias fazendo com que elas se encontrem com ela, a acolham e a vivam. N\u00e3o temos outro caminho. S\u00f3 a Palavra de Deus, nos momentos concretos e variados, ser\u00e1 a luz a indicar os caminhos a seguir. <br \/>Fixando-me na Palavra, acrescento que esta \u00e9 sempre Deus que dialoga connosco, que chama e quer encontrar resposta. Isto d\u00e1-se no \u00edntimo de cada um e importaria que as fam\u00edlias crist\u00e3s fossem, uma resson\u00e2ncia deste apelo n\u00e3o tendo medo de, em nome de Cristo e da Igreja, chamar os filhos para uma Voca\u00e7\u00e3o Sacerdotal ou Religiosa. <br \/>A felicidade dos filhos passa ou pode passar por aqui. Vamos, por isso, tornar as fam\u00edlias comunidades evangelizadas onde o apelo a seguir Jesus acontece, de modo que alguns \u201cdeixem tudo\u201d para o servir na Igreja. <br \/>Vai longa a minha sauda\u00e7\u00e3o. Desculpai e, na pastoral familiar, ousai ser fi\u00e9is \u00e0 doutrina, caminhar numa solidariedade activa e crescer ao ritmo da Palavra de Deus que, entre outras interpela\u00e7\u00f5es, pode chamar os filhos para a vida sacerdotal ou religiosa. Convosco caminho rumo a uma sociedade mais justa e fraterna a partir de fam\u00edlias evang\u00e9licas. <br \/><i>D. Jorge Ortiga, Arcebispo de Braga<\/i><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nestas Jornadas da Fam\u00edlia, pedindo desculpa por n\u00e3o estar presente e assegurando a minha efectiva comunh\u00e3o convosco, quero sublinhar algumas ideias que pronunciei no Discurso de Abertura da Assembleia Plen\u00e1ria da Confer\u00eancia Episcopal Portuguesa, no passado dia 20 de Abril, em F\u00e1tima. 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