{"id":38948,"date":"2009-05-18T13:00:48","date_gmt":"2009-05-18T13:00:48","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2009\/05\/18\/homilia-na-solenidade-de-santa-joana-princesa-padroeira-da-cidade-e-da-diocese-de-aveiro\/"},"modified":"2009-05-18T13:00:48","modified_gmt":"2009-05-18T13:00:48","slug":"homilia-na-solenidade-de-santa-joana-princesa-padroeira-da-cidade-e-da-diocese-de-aveiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/homilia-na-solenidade-de-santa-joana-princesa-padroeira-da-cidade-e-da-diocese-de-aveiro\/","title":{"rendered":"Homilia na solenidade de Santa Joana Princesa padroeira da cidade e da diocese de Aveiro"},"content":{"rendered":"<p>1.Santa Joana Princesa de Portugal \u00e9 padroeira da Diocese de Aveiro e protectora da nossa Cidade. Viveu em Aveiro durante dezoito anos como religiosa dominicana do Mosteiro de Jesus e aqui faleceu em 12 de Maio de 1490. Foi beatificada em 1693 e declarada nossa padroeira pelo Papa Paulo VI em 1965.  Aveiro celebra 1050 anos da primeira refer\u00eancia p\u00fablica ao povoamento das suas terras e 250 anos da eleva\u00e7\u00e3o a cidade.   A Diocese vive com devo\u00e7\u00e3o a solenidade lit\u00fargica de Santa Joana e une-se com alegria a estas datas marcantes da hist\u00f3ria de Aveiro. O Santo Padre Bento XVI associa-se a estes sentimentos de f\u00e9 e de j\u00fabilo de todos n\u00f3s aveirenses ao conceder-nos a sua b\u00ean\u00e7\u00e3o apost\u00f3lica e ao enviar-nos uma oportuna mensagem, a exemplo do que h\u00e1 50 anos fizera o Papa Jo\u00e3o XXIII, a quando da celebra\u00e7\u00e3o dos 200 anos da cidade.   Vivemos como Cidade e como Igreja as vicissitudes da mesma hist\u00f3ria e partilhamos as alegrias do mesmo percurso. Tudo nos diz muito, em Aveiro: a terra, a ria e o mar, as pessoas e as institui\u00e7\u00f5es, a mem\u00f3ria e a identidade, o passado e o presente, as realiza\u00e7\u00f5es e os sonhos, as alegrias e as esperan\u00e7as.  Sentimos a alegria de formarmos a mesma fam\u00edlia humana, a fam\u00edlia aveirense, plena de valores e de projectos e temos consci\u00eancia de sermos, em coopera\u00e7\u00e3o e em converg\u00eancia, construtores de uma cidadania respons\u00e1vel e solid\u00e1ria, neste ch\u00e3o sagrado e nesta terra de liberdade.  2. Santa Joana Princesa ajuda-nos nesta miss\u00e3o e ilumina-nos neste caminho. Ela escolheu viver em Aveiro e ser aveirense ao descobrir a sua voca\u00e7\u00e3o de consagra\u00e7\u00e3o a Cristo e de servi\u00e7o \u00e0 Igreja. Aveiro foi o tempo da concretiza\u00e7\u00e3o deste ideal de vida e o lugar desta op\u00e7\u00e3o por Cristo.  Retomemos as palavras que D. Manuel de Almeida Trindade, de saudosa mem\u00f3ria, numa imaginada carta de Santa Joana, escreve aos jovens de Aveiro: \u201cN\u00e3o sabeis quantas barreiras foi preciso vencer. Mas estava decidida. Havia uma for\u00e7a interior que me impelia. Era o amor de Jesus Cristo que me chamava a segui-l\u2019O. O meu desejo e a minha meta eram o Mosteiro de Jesus, em Aveiro. Houve relut\u00e2ncia \u00e0 minha volta. Senti-me a combater sozinha. Foi em Aveiro que eu realizei o meu sonho.\u201d  A coragem da sua f\u00e9 e a lucidez e a firmeza da sua convic\u00e7\u00e3o permitiram-lhe vencer as naturais resist\u00eancias da fam\u00edlia real e as incompreens\u00f5es humanas dos planos para ela concebidos na Corte de Lisboa.  S\u00e3o bem oportunas as palavras de Paulo na segunda leitura de hoje: \u201cConsidero todas as coisas como preju\u00edzo, comparando-as com o bem supremo, que \u00e9 conhecer Jesus Cristo, meu Senhor. Por ele renunciei a todas as coisas para ganhar Cristo e n\u2019Ele me encontrar\u201d (Filip 3, 8 e 9).  Santa Joana \u00e9, para Aveiro, cidade procurada e escolhida por tantos jovens para hoje viver, estudar e trabalhar um belo exemplo de juventude e uma aben\u00e7oada presen\u00e7a que a todos atrai e envolve. A est\u00e1tua que a Cidade ergueu frente a esta Catedral, ao lado do Mosteiro de Jesus onde viveu a santa princesa de Portugal \u00e9 uma presen\u00e7a que assinala o amor e a devo\u00e7\u00e3o dos aveirenses pela sua padroeira e afirma o elevado sentido da homenagem de todos n\u00f3s.  3. Neste solene testemunho de venera\u00e7\u00e3o e de homenagem a Santa Joana espelha-se a gratid\u00e3o de todos n\u00f3s pelo trabalho, generosidade, coragem e f\u00e9 dos homens e mulheres que edificaram a nossa cidade e moldaram a identidade do povo que hoje somos.   A Igreja tem consci\u00eancia da responsabilidade que emana da miss\u00e3o recebida de Cristo para ser no cora\u00e7\u00e3o da cidade sinal de esperan\u00e7a, promotora de uma cultura de humanidade e certeza da presen\u00e7a de Deus. \u201cEis a morada de Deus com os homens. Deus habitar\u00e1 com os homens: eles ser\u00e3o o seu povo e o pr\u00f3prio Deus, no meio deles, ser\u00e1 o seu Deus\u201d (Ap 21, 3).   O exemplo de vida e o carisma prof\u00e9tico de Santa Joana convidam-nos a valorizar na cidade e na diocese a experi\u00eancia de comunidades orantes, dedicadas \u00e0 escuta e ao an\u00fancio da Palavra de Deus, centralizadas na Eucaristia, e que sejam acolhedoras e mission\u00e1rias, evangelizadas e evangelizadoras.   Evangelizar com novo ardor e entusiasmo \u00e9 o primeiro e maior servi\u00e7o que a Igreja presta \u00e0 Cidade. Aqui nasce a f\u00e9 em Deus e o sentido de perten\u00e7a a uma comunidade daqui partem as iniciativas pastorais nas v\u00e1rias frentes da miss\u00e3o que a Igreja recebeu de Cristo e devem irradiar as decis\u00f5es e actividades multiplicadas no tempo da nossa hist\u00f3ria e no espa\u00e7o da nossa diocese. Este objectivo preside ao Plano Diocesano de Pastoral proposto \u00e0 Diocese para este quinqu\u00e9nio, na perspectiva da celebra\u00e7\u00e3o dos setenta e cinco anos da restaura\u00e7\u00e3o da diocese e da realiza\u00e7\u00e3o da Miss\u00e3o Jubilar Diocesana.  4. Sabemos que a hora que vivemos, marcada por circunst\u00e2ncias e acontecimentos que toldam o horizonte de esperan\u00e7a do mundo contempor\u00e2neo, exigem da Igreja que n\u00e3o se limite a reconhecer o que se vive, mas saiba inspirar crit\u00e9rios de \u00e9tica, de responsabilidade e de f\u00e9 e consiga mobilizar pessoas, grupos, movimentos apost\u00f3licos e comunidades para, em conjunto com a sociedade civil, com as Autarquias e com o Governo do Pa\u00eds, construirmos com renovada esperan\u00e7a um mundo melhor.   S\u00e3o campos espec\u00edficos deste mundo melhor com que sonhamos a exigir e a merecer esta presen\u00e7a actuante e esta ac\u00e7\u00e3o interventiva da Igreja a vida humana, a fam\u00edlia, a educa\u00e7\u00e3o, a solidariedade social e a solicitude atenta aos doentes, aos reclusos, aos desempregados, aos pobres e aos desfavorecidos. Nestes campos como em tantos outros e usando algumas imagens b\u00edblicas, precisamos de abrir as portas da cidade aos que nos procuram. Devemos ser casa onde a palavra, o p\u00e3o e o trabalho se multiplicam e se transformam em alimento de vida, sinal de esperan\u00e7a e experi\u00eancia de fraternidade para todos.   5. Estamos em comunh\u00e3o com o Santo Padre que se encontra em Israel e na Palestina, na terra onde Jesus nasceu e viveu. Terra t\u00e3o santa quanto dolorosa e sofrida. Est\u00e1 a\u00ed como peregrino do ber\u00e7o da nossa f\u00e9, como construtor do di\u00e1logo inter-religioso com os judeus, com os crist\u00e3os e com os mu\u00e7ulmanos e como mensageiro da paz entre os povos. Agrade\u00e7o-lhe a mensagem que nos enviou e transformo em ora\u00e7\u00e3o as palavras da sua mensagem:  \u201cQueira Deus fortalecer cada vez mais a alma da cidade, ou seja o amor rec\u00edproco entre os seus habitantes, para que cada fam\u00edlia, cada rua, cada bairro se torne uma comunidade, onde ningu\u00e9m se sinta sozinho, rejeitado ou desprezado\u201d.  Que Santa Joana a todos  proteja e aben\u00e7oe. \u00c1men S\u00e9 de Aveiro, 12 de Maio de 2009  <i>+Ant\u00f3nio Francisco dos Santos Bispo de Aveiro<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>1.Santa Joana Princesa de Portugal \u00e9 padroeira da Diocese de Aveiro e protectora da nossa Cidade. Viveu em Aveiro durante dezoito anos como religiosa dominicana do Mosteiro de Jesus e aqui faleceu em 12 de Maio de 1490. Foi beatificada em 1693 e declarada nossa padroeira pelo Papa Paulo VI em 1965. 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