{"id":38796,"date":"2009-05-12T11:00:26","date_gmt":"2009-05-12T11:00:26","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2009\/05\/12\/300-anos-do-convento-do-lourical-2\/"},"modified":"2009-05-12T11:00:26","modified_gmt":"2009-05-12T11:00:26","slug":"300-anos-do-convento-do-lourical-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/300-anos-do-convento-do-lourical-2\/","title":{"rendered":"300 anos do Convento do Louri\u00e7al"},"content":{"rendered":"<p>O Convento do Louri\u00e7al teve por base o Recolhimento (Casa Religiosa) de Irm\u00e3s Terceiras de S\u00e3o Francisco fundado em 1631, por Madre Maria do Lado, natural da Vila do Louri\u00e7al. Oito anos ap\u00f3s a morte da Serva de Deus, a 28 de Abril de 1640, o Bispo de Coimbra lan\u00e7ou a primeira pedra para a constru\u00e7\u00e3o da Igreja. Terminadas as obras, foi benzida em 1652.  21 anos depois, o Papa deferiu o pedido apresentado pelas Recolhidas de terem o Sant\u00edssimo Sacramento exposto na sua Igreja. Fez a exposi\u00e7\u00e3o solene o Bispo de Coimbra, D. Frei \u00c1lvaro de S\u00e3o Boaventura. Desde ent\u00e3o, duas a duas permanecem dia e noite em adora\u00e7\u00e3o. A fama das virtudes da Fundadora das Recolhidas Escravas do Sant\u00edssimo Sacramento chegou \u00e0 corte do Rei D. Pedro II. Tomado de zelo e devo\u00e7\u00e3o, decidiu transform\u00e1-lo em Convento, mandando ao Louri\u00e7al o Arquitecto Jo\u00e3o Antunes, a fim de lhe fazer a planta. As obras tiveram in\u00edcio no dia 9 de Mar\u00e7o de 1690, subsidiadas pelo contributo real e a boa vontade das pessoas devotas do Sant\u00edssimo Sacramento. Entretanto, o n\u00famero das Recolhidas ia aumentando.  Depressa chegaria maior incremento reservado por Deus para esta obra. Um dos irm\u00e3os mais novos de Maria do Lado, P. Francisco da Cruz, era confessor da casa real. No ano de 1700, o Pr\u00edncipe herdeiro de D. Pedro II, futuro Rei D. Jo\u00e3o V, adoeceu gravemente. Nessa altura, o P. Francisco da Cruz prop\u00f4s-lhe confiar a sua situa\u00e7\u00e3o a Deus por interm\u00e9dio da Madre Maria do Lado. Ent\u00e3o, o Pr\u00edncipe, venerando uma rel\u00edquia da Serva de Deus, prometeu fundar e dotar, \u00e0 sua custa, o Convento para as Recolhidas Escravas do Sant\u00edssimo Sacramento, se obtivesse a cura. Achando-se curado, exarou o voto, que foi entregue ao P. Francisco da Cruz. As obras seguiram o tra\u00e7ado de Jo\u00e3o Antunes e foram terminadas em 1709, tendo a sua inaugura\u00e7\u00e3o ocorrido a 8 de Maio do mesmo ano. Para a sua funda\u00e7\u00e3o, foram nomeadas as Madres Archangela dos Serafins Evangelista, Maria Teresa do Sacramento, Maria de Jesus Evangelista e Maria de Santa Anna, Religiosas Capuchas do Real Convento de Santa Helena do Calv\u00e1rio, de \u00c9vora. Terminado e povoado o convento, D. Jo\u00e3o V encarregou o Padre Manuel Pereira de fazer a planta para uma nova Igreja. As obras iniciadas em 1734, exigiram um reordenamento de urbaniza\u00e7\u00e3o do Louri\u00e7al. No templo, de estilo barroco, cujas paredes est\u00e3o totalmente reves-tidas de azulejo de \u00f3ptima qualidade podem admirar-se v\u00e1rias s\u00e9ries de pain\u00e9is: no transepto, a vida de Santa Clara e ainda quatro cenas alusivas \u00e0 vida da Virgem Maria. Na nave, uma imposta separa duas s\u00e9ries de pain\u00e9is: a inferior relata \u00e0 vida de S\u00e3o Francisco de Assis, enquanto na superior se enquadram momentos e motivos da Paix\u00e3o de Cristo. Os milagres de Santo Ant\u00f3nio e quadros b\u00edblicos do Antigo Testamento s\u00e3o apresentados no coro baixo e alto respectivamente. Para os ret\u00e1bulos, cujo tra\u00e7o arquitect\u00f3nico \u00e9 do artista h\u00fangaro Carlos Mardel, foram escolhidos m\u00e1rmores pol\u00edcromes das pedreiras de Lisboa e entalhados por Jo\u00e3o Ant\u00f3nio de P\u00e1dua. Na ab\u00f3bada da nave, um fresco representa a Sant\u00edssima Trindade e ainda S\u00e3o Francisco e Santa Clara adorando o Sant\u00edssimo Sacramento. O templo, exemplar valioso da arquitectura religiosa do tempo de D. Jo\u00e3o V, foi inaugurado a 27 de Outubro de 1739 pelo Dr. Manoel Moreira Rebelo, C\u00f3nego Penitenci\u00e1rio da S\u00e9 de Coimbra e Vig\u00e1rio Geral do Bispado, sede vacante. Volvido um s\u00e9culo, ventos liberais sopram em Portugal. O decreto de extin\u00e7\u00e3o das Ordens Religiosas e mais tarde o regime republicano obrigam as Irm\u00e3s a abandonar o Convento, a 14 de Outubro de 1910. Foram dezoito anos de longo ex\u00edlio, enquanto, no edif\u00edcio conventual, se instalaram os militares e mais tarde a GNR. As Irm\u00e3s dispersas n\u00e3o perderam a esperan\u00e7a de voltar ao recolhimento sagrado do claustro. Em Dezembro de 1927, o convento foi leiloado e comprado pela Madre Maria de Nazar\u00e9 e outras Irm\u00e3s sobreviventes que, a 14 de Janeiro de 1928, regressaram. Os estragos causados no convento e a grande pen\u00faria n\u00e3o impediam o desabrochar da esperan\u00e7a que Deus confirmou com novas voca\u00e7\u00f5es. Assim, \u00e0 extin\u00e7\u00e3o, que aconteceu em 1878, sobrep\u00f4s-se o reconhecimento can\u00f3nico e a Profiss\u00e3o Solene das 18 Irm\u00e3s presentes no convento, numa cerim\u00f3nia presidida por D. Ernesto Sena de Oliveira, Bispo de Coimbra, a 24 de Mar\u00e7o de 1958.  <i>Clarissas do Louri\u00e7al<\/i><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Convento do Louri\u00e7al teve por base o Recolhimento (Casa Religiosa) de Irm\u00e3s Terceiras de S\u00e3o Francisco fundado em 1631, por Madre Maria do Lado, natural da Vila do Louri\u00e7al. 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