{"id":38791,"date":"2009-05-12T10:50:51","date_gmt":"2009-05-12T10:50:51","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2009\/05\/12\/o-melhor-lugar-para-se-avistar-o-cristo-rei\/"},"modified":"2009-05-12T10:50:51","modified_gmt":"2009-05-12T10:50:51","slug":"o-melhor-lugar-para-se-avistar-o-cristo-rei","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/o-melhor-lugar-para-se-avistar-o-cristo-rei\/","title":{"rendered":"O melhor lugar para se avistar o Cristo-Rei"},"content":{"rendered":"<p>Diz-se, no Brasil, que \u00abser carioca \u00e9\u2026 procurar em cada janela se h\u00e1 uma vista para o Cristo que est\u00e1 no monte\u00bb. Facto que uma conhecida can\u00e7\u00e3o de Tom Jobim dedilha assim: \u00abMuita calma pra pensar\/ e ter tempo pra sonhar,\/ da janela vejo o Corcovado, o Redentor, \/ que lindo!\u00bb.  Talvez ainda n\u00e3o se tenha conseguido, em Lisboa ou Set\u00fabal, a mesma centralidade afectiva e simb\u00f3lica que a imagem de Cristo-Rei conhece do outro lado do oceano. Ela ali funciona como \u00edcone de for\u00e7a indesment\u00edvel! Mas h\u00e1 50 anos que, entre n\u00f3s, o Cristo-Rei se avista (e nos avista). E as comemora\u00e7\u00f5es que, esta semana, a Igreja portuguesa promove, d\u00e3o que pensar.  O Cristo-Rei, plantado junto do Tejo, surge-nos desde muito longe na paisagem, e podemos fazer quil\u00f3metros e quil\u00f3metros com ele no horizonte. Calculamos por ele a dist\u00e2ncia que nos separa do nosso destino, e esse facto tem resson\u00e2ncias que n\u00e3o s\u00e3o apenas geogr\u00e1ficas e exteriores. Olhamos e o tempo parece mais interior e lento. A imagem de Cristo est\u00e1 ali. Os seus bra\u00e7os abertos ensinam-nos pacientemente uma largueza que ainda n\u00e3o temos e uma arte do acolhimento que as nossas gram\u00e1ticas soletram com dificuldade. Mas o seu gesto constitui, s\u00f3 por si, uma alavanca da nossa realidade. Reabilita as hist\u00f3rias que escrevemos, empresta-lhes uma intensidade s\u00fabita, um toque divino. Podemos estar sempre a v\u00ea-lo duma janela de casa, do corredor envidra\u00e7ado do pr\u00e9dio onde trabalhamos, do alto da rua que entra nas nossas rotinas. Ou ao contr\u00e1rio: podemos s\u00f3 avist\u00e1-lo ao longe, ou de quando em quando, se nos calha andar por certos lados. Mas se perguntarmos: \u00abqual \u00e9 o melhor lugar para avistar o Cristo-Rei?\u00bb, apercebemo-nos depressa que o lugar ideal, o que oferece um retrato mais fiel \u00e9 sempre o cora\u00e7\u00e3o humano. \u00c9 verdade que h\u00e1 miradouros not\u00e1veis e horas e esta\u00e7\u00f5es mais privilegiadas do que outras. Mas o essencial \u00e9 invis\u00edvel aos olhos. E o Cristo-Rei pede-nos para ser visto com o cora\u00e7\u00e3o! <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Diz-se, no Brasil, que \u00abser carioca \u00e9\u2026 procurar em cada janela se h\u00e1 uma vista para o Cristo que est\u00e1 no monte\u00bb. Facto que uma conhecida can\u00e7\u00e3o de Tom Jobim dedilha assim: \u00abMuita calma pra pensar\/ e ter tempo pra sonhar,\/ da janela vejo o Corcovado, o Redentor, \/ que lindo!\u00bb. Talvez ainda n\u00e3o se [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[7],"tags":[122,181],"class_list":["post-38791","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-editorial","tag-brasil","tag-diocese-de-setubal"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38791","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=38791"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38791\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=38791"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=38791"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=38791"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}